História Pedaços de uma vida (Flana) - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Felizes para Sempre?, Lana Parrilla, Once Upon a Time
Personagens Lana Parrilla
Tags Flana, Fred Di Blasio, Lana Parrila, Once Upon A Time, Ouat
Visualizações 45
Palavras 1.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eles voltaram... Eles voltaram. Um novo "suicídeo" da parte dela, ou apenas uma nova crise... Desespero.

Capítulo 9 - Passarinho


Fanfic / Fanfiction Pedaços de uma vida (Flana) - Capítulo 9 - Passarinho

     O sonho, ou melhor, lembrança, acabou sendo interrompida por um desconforto, pequeno, mas um desconforto.  Uma certa irritação veio a aparecer na garganta dela, começou com pequenas tosses com grandes intervalos de tempo. Fred de vez em quando se mexia e acariciava o cabelo dela. Mas essas tosses começaram a ganhar mais força e menos intervalos. Sua garganta começou a doer e ferir.

      Com as tosses vieram também a falta de ar... E o desespero. Lana começou a arfar e a chiar. Fred abriu os olhos sonolentos, pensava que a mulher havia contraído uma gripe e esses eram os primeiros sinais de seu resfriado. Mas não. Quando prestou mais atenção viu a jovem ao seu lado agonizando e tateando a garganta bem busca de ar.

      Ele abruptamente se sentou na cama e foi ao encontro dela. Seus lábios estavam secos e arroxeados. Ela arranhava freneticamente o pescoço e o peito, seus pulmões clamavam por uma dose que fosse de oxigênio.

        Fred tentou, se esforçou ao máximo, mas não conseguia entender nenhuma palavra abafada que saia da boca desesperada dela.

-Nebu... – Ela tentava dizer, mas as palavras não conseguiam se completar... Não tinham ar para isso – Fred... Meu... – Suas veias começavam a saltar em sua testa e braços, seus olhos lacrimejavam implorando para que ele entendesse.

-Seu o que? – Ele começou a ficar extremamente desesperado e nervoso – Lana pelo amor de Deus! – Nesse instante ele começou a sacudir o corpo dela quando percebeu que ela estava começando a ficar inconsciente – Lana! Lana! – Ele entrou em pânico quando viu sangue vivo escorrer por suas narinas e se acumularem nos seus lábios.

-Lizador... – Completou ela antes de perder a consciência e desmaiar.

-Nebulizador! Nebulizador! – Fred teve vontade de se socar . “ Como eu não entendi uma palavra dessas?” Foi até a terceira gaveta do criado mudo dela e vasculhou por entre os emaranhados de fio de carregadores e comprimidos. Por fim achou a porcaria do nebulizador.

      Paralisado mentalmente e com as mãos ágeis e trêmulas ele conseguiu botar a máscara de acrílico sobre a boca e o nariz ensanguentados dela. Sentiu um alívio tomar seu sangue, mas um aperto horrorizante no coração. Pensamentos invadiram a cabeça dele, tais como: “E se eu tiver posto um nebulizador numa pessoa morta?” ou “Deus! Acabei de ficar viúvo!” ou até “A porra da palavra era NEBULIZADOR! Seu estúpido!” tudo isso acompanhados de tapas dados no próprio rosto.

       Fred riu, mas riu de nervosismo, pois podia ter um pingo de verdade naquelas palavras. “Deixa de ser idiota” se aproximou da cama e ligou o abajur. Não se admire se ele tiver dado um grito ao ver respingos de sangue no carpete branco ao lado da cama. Aquilo fez uma áurea fria percorrer seu corpo, causando arrepios nos pelos da nuca.

       Com medo, muito medo ele pôs dois dedos sobre a carótida do pescoço dela. Se ajoelhou e sentiu aliviado por ela ainda estar pulsante. Sim, passou pela cabeça dele: “Ela ficou inconsciente, então faltou oxigênio no seu cérebro. Ela pode...” Afastou esses pensamentos da mente e se deitou ao lado dela, se espremendo na beirada da cama.

       Ele a abraçou e beijou sua máscara de acrílico. Chorou baixinho e ficou ouvindo o zunir do nebulizador a mantendo de certa forma “viva”. Sentiu alívio por ver o peito dela descer e subir lentamente, acariciou seu cabelos negros e se viu paralisado olhando para o rosto calmo, mas com sinais de luta. Não conseguia sair dali, seu corpo congelou, assim como o dela parecia estar. Não conseguia se mover, estava em choque.

       Ele observou o celular do outro lado da cama, sobre a cômoda. “Talvez ela sobreviva se seu pegar aquele celular e ligar para uma ambulância... talvez. Mas talvez morra se eu sair daqui”, ele pensava visualmente desnorteado. Nunca passou por uma situação que necessitasse de extrema calma e frieza... Ele não era capaz de atribuir esses sentimentos a si, assim como ela fazia com facilidade nos seus papéis de televisão. Ele não era capaz, ele era apenas o bobo e apaixonado Fred, nada mais.

        Como ele chorava desesperado, fazia dó. Dava uma tristeza só de olhar. Ele encharcando o pijama de gatinhos com suas lágrimas e ela apenas respirando... Respirando. “Respire” ele pensava “Pelo amor de Deus! Apenas respire e tudo vai ficar bem”. Pobre e indefeso Fred, era apenas uma criança aprendendo com a sensação de perda.

       Lana abriu a boca e puxou todo o ar que pode. Abriu os olhos, mas logo os fechou novamente e os abriu de novo, devagar “Respire Lana e tudo vai ficar bem” a voz veio em sua cabeça.

       Ela passou a língua sobre os lábios e sentiu suas pupilas gustativas reprimirem o gosto ferroso. “Droga! Aconteceu de novo” pensou. Sentiu alguém pressionar seu corpo e espreme-lo num abraço apertado. Era Fred. Ela virou a cabeça e o olhou, fungando o nariz, soluçando e... Chorando? Ele estava chorando? “O Fred é sensível, mas eu sempre o vi como um urso” pensou tentando dar um sorriso, que não seria visto. O sangue e o acrílico não deixariam ele ser visto.

-Fred... – Ela disse rouca e com a voz abafada pela máscara.

-Lana! – Fred rapidamente cessou as lágrimas e tirou a mascara do seu rosto. Atacou seus lábios, sem se preocupar em sentir gosto de sangue depois. Queria apenas senti-la viva.

       Ela tateou ao redor, segurando na mão dele e voltando a arfar novamente.

-O nebulizador! – Ele trouxe novamente oxigênio aos pulmões dela – Você tá viva – Ele respirou aliviado, mergulhando as mãos no cabelo.

-Meu sutiã... Tira meu sutiã – Fred ficou em silêncio para poder ouvi-la – Ele está pressionando meu tórax – Ela disse segurando nos bojos do sutiã e os puxando pra frente.

       Fred obediente a sentou com cuidado, e a recostou na cabeceira da cama. Tirou o pijama rosa e felpudo dela, prestando atenção para não esbarrar em nenhum fio e desconectar o nebulizador. Ele a sentou em seu colo e encostou  seu corpo em seu peito, para ter mais acesso as suas costas. Por  fim desfez o feixe do sutiã dela e a ouviu respirar extremamente aliviada.

-Melhor? – Ele perguntou. E ela assentiu que sim.

-Tira sua camisa – Ele disse com a voz falhada e rouca, mas ele entendeu e ficou confuso.

-Por que?

-Dizem que... – Ela tossiu – Dizem que quando você abraça uma pessoa pele a pele... – Ela fez uma pausa para respirar - ... Você desacelera os batimentos cardíacos dela, a respiração e controla a temperatura do corpo – Completou por fim cansada.

       Fred sorriu e pensou no que ela disse. De certa forma fazia sentido. Tirou a camisa e colou o corpo dela no seu. Ela o abraçou e se sentiu em casa. Com a cabeça depositada sobre o ombro dele.

-Eu te amo, sabia? – Ele disse por fim refletindo se tivesse a perdido.

       Ela acenou um sim com a cabeça, quase adormecendo novamente.

-Por favor, nunca me deixe, nem de brincadeira. Nem se Deus pedir, brigue com ele, mas fique aqui – Disse Fred encostando a cabeça no ombro dela e se aninhado ao seu corpo – Eu te amo passarinho – Finalizou com um beijo no pescoço arranhado e vermelho dela -... Eu te amo.

     “Brigue com ele, mais fique aqui... Passarinho. Não voe, suas assas ainda são fracas para voar diante ao infinito azul que é o céu. Fique aqui... Seu ovo ainda precisa ser chocado passarinho, o outro passarinho ainda precisa de você. Boa noite... Passarinho”

       E com essa frase final martelando na cabeça os dois dormiram sentados, porem vivos.


Notas Finais


Cristo! Essa mulher ainda morre nessa fic. Sufoco Deus. E essa frase... um tanto obliqua, não?


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