História Pedophilia: dores, magoas e traumas. (2 parte Gaara). - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hashirama Senju, Kankuro, Karura, Kiba Inuzuka, Madara Uchiha, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Shino Aburame, Temari
Tags Assassinato, Drama, Leegaa, Superação
Exibições 221
Palavras 2.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Depois da morte de Baki
Como juntar os pedaços?
E preciso aprender a viver
E como nascer de novo, começar tudo do zero.

Capítulo 5 - Juntando pedaços.


Fanfic / Fanfiction Pedophilia: dores, magoas e traumas. (2 parte Gaara). - Capítulo 5 - Juntando pedaços.

Kankuro havia atirado no Baki na cabeça os miolos dele se espalharam pelo meu corpo, cama e parede, eu estava nu na minha cama com um cadáver cheio de sangue em cima de mim, eu tremia e chorava vendo todo aquele sangue e o corpo do Baki com uma ferida enorme na cabeça por onde saia à gosma do celebro, eu dei um grito com toda a força da minha garganta e desmaiei.

Quando recuperei a consciência percebi que estava no hospital, o quarto era todo branco, com um sofá pequeno encostado a parede, ele era de três lugares de cor cinza, as cortinas eram da mesma tonalidade e tinha uma televisão pequena na parede, eu estava deitado vestindo somente a camisola do hospital, não me deixaram nem com uma cueca, havia um guarda-roupa ali na outra parede, quando sai do meu reconhecimento de onde estava vi minha mãe parada encostada a uma parede, seu rosto estava inchado de tanto chorar, ela foi se aproximando de mim bem devagar, sentou na cama e eu esperei pelo tapa, na minha cabeça eu tinha destruído a nossa família, destruí o casamento dela e a vida do meu irmão, ela estendeu a mão e eu fechei os olhos, foi quando ela me abraçou e em meio aos soluços me implorava perdão.

- perdão meu filho, perdão meu filho, eu não podia ter deixado você sozinho, eu não podia.

Os exames que fiz assim que dei entrada no hospital comprovaram que eu havia sofrido abuso sexual, mamãe denunciou o Baki, o delegado teve coragem de dizer que a culpa era dela, que o coronel era um homem integro, e que com certeza eu deveria ter feito alguma coisa para merecer isso, por muito pouco minha mãe não foi presa por desacato pelos inúmeros palavrões que ela disse para o delegado, eu nunca vi minha mãe descontrolada ela foi doce e gentil.

Kankuro foi preso, foi muito difícil achar um advogado para o meu irmão, Baki era muito estimado pela população do meu bairro, então perante todo mundo aquilo era uma calunia, e que nos deveríamos pagar por estamos tão levianamente tentando sujar a imagem perfeita de um herói de guerra. Entretanto achamos um único advogado fora do bairro que se comprometeu há pelo menos tentar ajudar o meu irmão a pegar a perpetua. Mamãe ficou inconformada ela se culpava por tudo que estava acontecendo.

O desespero tomou conta de nós quando o advogado disse que o promotor insistiria com a pena de morte, e com certeza o júri daria como certo essa pena ao meu irmão, pois Baki era o militar mais querido de Sunagakure, até o sandaime Kazekage pediu em rede nacional a morte do assassino covarde que era o meu irmão, o pronunciamento me deu tanto nojo que eu vomitei assim que ele terminou.

Kazekage: hoje o coronel Baki foi assassinado brutalmente por um covarde, Baki que lutou nas guerras contra a China por nossa independência econômica, Baki que sacrificou anos de sua vida ajudando civis, lutando por causas nobres, um homem honrado, honesto, integro, foi assassinado por um monstro, alguém que ele criou desde menino, um assassino frio que não teve consideração nenhuma por um homem que o assumiu como um filho, Baki foi assassinado por um de seus enteados, Kankuro Sabaku foi adotado por Baki, Kankuro se aproveitou de seu amor, se aproveitou de seu carinho e inocência para apunhala-lo pelas costas, um tiro fatal na cabeça, um herói que deixa todos nós órfãos de pessoas quase perfeitas, o coronel Baki não pode morrer assim, esse serial killer, esse assassino cruel e sanguinário tem que pagar, tem que morrer, meus amigos coloque a mão na consciência, Baki merece de onde quer que esteja ver a justiça sendo feita.

Que filho da puta com esse discurso o único advogado que defendia meu irmão largou o caso na hora, fala serio, o Kazekage condenou o meu irmão a pena de morte, que advogado poderia impedir que o júri pedisse essa pena depois que a maior autoridade da vila pedia a cabeça do réu? Minha mãe chorava dia e noite, eu me sentia um lixo, me sentia culpado, a Temari também estava mergulhada num poço tristeza, parecia que tudo estava contra nós.

Enquanto isso Baki era enterrado com honras de herói, o caixão foi em cima do carro dos bombeiros, várias pessoas acompanharam o cortejo, o cemitério ficou cheio de gente de tudo que e idade, colocaram uma bandeira de Sunagakure e outra do Japão, o Kazekage discursou, depois foi à vez do padre, e por fim de alguns militares que o tinham como um deus atiraram para baixo como e típico de cerimonias funerárias de ex-combatentes, tudo isso foi transmitido na teve aberta, eu não conseguia acreditar que depois de tudo que eu passei nas mãos desse monstro ele ainda era visto como um mártir da violência, que ódio.

Todavia quando a esperança já estava a sete palmos junto com aquele maldito, uma movimentação na praça central do nosso distrito reuniu várias mulheres e diversos homens, entre adultos, jovens, adolescentes e crianças. Baki não era viúvo porra nenhuma, ele era divorciado, e tinha se divorciado cinco vezes, minha mãe foi a sexta esposa dele, Baki havia violentado os filhos de todas as suas ex mulheres, Baki havia violentado adolescentes que ingressavam no exercito sobre o regimento dele, Baki havia violentado jovens cadetes das escolas militares e isso acontecia há muito tempo, pois alguns já eram adultos, quando mamãe viu essa manifestação não pensou duas vezes foi se juntar ao grito da multidão.

A polícia civil tentou conter a manifestação, porém eram muitas pessoas, o tumulto foi tão grande que chegou aos ouvidos do imperador um mês depois, a chegada da maior autoridade do nosso país fez o nosso distrito parar, naquele dia o caso do meu irmão, o meu caso e de todos aqueles que denunciaram em grande massa os abusos cometidos pelo coronel não seriam mais investigados pelo distrito de Sunagakure e sim pelo ministério publico federal japonês.

A esperança de que meu irmão poderia sair vivo desse julgamento fez minha mãe se apegar a fé, Temari rezava todos os dias por meu irmão, eu também fiz isso, se Kami existisse de fato ele não permitiria uma injustiça tão grande, vários peritos discursaram, o meu laudo foi apresentado e confirmava a presença do DNA do Baki no meu corpo, depois de ouvir todas as vítimas, os peritos, ter acesso ao computador do Baki, seu celular e o arrombamento de um quarto secreto que ele tinha em casa, não houve mais duvidas, eram tantos matérias de pornografia infantil que o cara que entrasse ali e não sentisse o sangue congelar era sem duvida outro monstro.

Meu irmão não podia ser solto por que ele fez justiça com as próprias mãos tirando uma vida, porém ele me defendeu, ele fez aquilo pela minha honra, ele fez aquilo num momento de estresse traumático muito forte, meu irmão foi condenado há cinco anos em regime fechado, ficamos tristes, porém aliviados por que depois de cinco anos ele nos seria devolvido à família. Baki perdeu sua fama de herói e as famílias que ele destruiu tiveram suas almas lavadas, uma senhora disse a minha mãe: o seu filho pra mim foi um herói. Essas famílias incluindo a minha também tiveram que ser indenizadas pelas palavras torpes do Kazekage que depois se retratou dizendo também ter sido enganado, por algum motivo eu não gostava nem um pouco do saindaime Kazekage ele não me inspirava confiança pra mim ele era igual o Baki.

Depois disso voltamos pra casa e eu teria que me redescobrir, eu teria que tentar seguir com a minha vida, as marcas que o Baki deixou em mim seriam impossíveis de esquecer, mas se eu me trancasse dentro de mim, Baki teria me vencido, e eu não poderia dá esse gosto pra ele lá no inferno, com catorze anos eu estava no primeiro ano do segundo grau, eu me olhava no espelho e não via nada demais em mim, porém na escola todo mundo me olhava de um jeito tão nojento, eram os mesmos olhos do Baki, aqueles olhos que eu tanto odiava, caralho será que tem um alarme na minha bunda?!

Minha rotina era a seguinte eu acordava de manhã bem cedinho e tomava um banho rápido vestia meu uniforme e descia as escadas para tomar café com minha mãe e Temari, depois eu saia com a mamãe que me deixava na porta da escola, muitos adolescentes tem vergonha de serem vistos chegando com a mãe, eu achava isso uma bobagem sem tamanho, qual o problema afinal? Logo em seguida eu cumprimentava o porteiro e ia direto para a minha sala de aula, sempre que eu chegava só estava um grupinho de cinco alunos dentro de sala o restante ficava de conversinha no corredor até o sinal tocar.

Quando o sinal tocava todos os alunos corriam para seus assentos não demorava muito o professor chegava, uma coisa sobre minha sala, todos eram excepcionais, ou seja, na minha turma os alunos tinham que tirar oito e meio para passar ou mudava para a classe dos outros mortais, eu nunca tirei sequer um nove, eu estudava bastante não havia sequer uma matéria que eu não fosse bom, tem gente que escreve muito bem, mas e péssimo em calculo, ou vice-versa eu simplesmente era bom. O primeiro período passava bem rapidinho dai íamos todos para o intervalo onde eu gostava de ficar sozinho, eu não tinha amigos, e preferia manter distancia dos meus colegas, era o meu jeito minha psicóloga dizia que eram sequelas de traumas que eu desenvolvi, bom eu ficava sozinho numa mesa ou sentado perto da janela.

- oi.

- ...

- posso sentar com você?

- não.

- por quê?

- por que eu não quero, tem outros lugares, não pode sentar neles?

Utakata esse e o nome do moleque que me incomodava todo o intervalo, Utakata era o garoto mais popular da escola, serio todo mundo babava nele, já havia ficado com grande parte das garotas do colégio, e com alguns meninos também, ele era o capitão do time de basquete e ganhou várias medalhas em campeonatos estudantis, filho da mãe poderia ter encasquetado com qualquer um, mas não, tinha que ser pelo azarado aqui.

Depois do intervalo a gente tinha mais duas aulas de matemática financeira e depois educação física, tem nerd que sabe tudo das matérias, mas e um zero a esquerda em esportes, como eu disse eu sou bom em tudo, meu esporte favorito era vôlei eu era libero da minha equipe, quando eu entrava em quadra ninguém conseguia derrubar uma bola fácil no meu lado do campo, foi engraçado como eu me tornei alguém respeitável na hora da educação física, antes eu nunca era escolhido pra participar de esporte nenhum então ficava sempre na reserva, um dia faltou um garoto e dai tiveram que me colocar na equipe, a equipe que ficou comigo ganhou de lavada por causa das minhas defesas, depois do reconhecimento nunca mais fiquei na reserva.

- Gaara.

- o que é Utakata? Eu tó cansado.

- você nunca vai para o vestiário.

- eu não sou obrigado, era só isso.

- calma, não precisa ser tão agressivo, olha amanhã eu tenho um jogo lá no ginásio central, queria muito que você fosse.

- não, eu estou ocupado.

- eu sempre vou aos seus jogos.

- e eu te pedi pra ir a algum por acaso?

- desculpa.

- não fala mais comigo tá legal.

Beleza eu sei que eu fui um otário o garoto só queria ser gentil e ele não tem culpa do que eu passei nas mãos de um pedófilo maldito, porém nessa época eu estava mal então me dá um desconto galera! E daqui a pouco vocês vão descobrir que eu não estava tão errado sobre Utakata não ser o perfeito que todos pensam.

Eu chegava a casa pontualmente meio-dia e almoçava com a minha mãe, ela só trabalhava de dia novamente, tudo por minha causa, isso continuava a me incomodar me sentia um estorvo, depois de comer eu cochilava por uma hora, assistia televisão e às três horas saiamos para minha terapia. Eu deitava numa espécie de sofá que hoje sei que se chama divã e a psicóloga me enchia de perguntas, eu não sabia como responder a maioria, às vezes ela me pedia pra desenhar, até hoje não sei por que, ela me deu um diário para escrever como me sentia cada dia, mas eu não tinha vontade de fazer isso, então passávamos um bom tempo comigo tentando responder da maneira que conseguia aos questionamentos dela, com isso ela dizia para minha mãe que o tratamento estava indo maravilhosamente e eu estava ótimo, quando na verdade eu era uma bomba pronta pra explodir.

Eu não dormia a noite só a peso de remédio para insônia, continuava com bulimia, tinha medo do escuro minha mãe comprou um abajur para eu conseguir ficar de porta fechada, tinha medo de ficar sozinho mamãe ficava no quarto até eu adormecer ela voltou a me contar histórias igual quando eu era bem pequenininho, chorava compulsivamente sempre que me lembrava do meu irmão, eu não estava bem não estava mesmo.

Mas não existe nada que não esteja ruim o bastante que não há de piora imensamente mais.


Notas Finais


“Eu sentia desejo por ela e cometi o ato sem usar drogas ou bebidas. Foi a primeira vez que penetrei na vagina da minha enteada”. Foram com essas palavras que Paulo Júnior da Natividade Coelho, de 27 anos, confessou o estupro da enteada de apenas 11 anos de idade. Ele foi preso na tarde dessa sexta-feira (13), por volta das 15h, na Avenida Açaizeiros, bairro Gilberto Mestrinho, na Zona Leste de Manaus, horas depois de cometer o ato libidinoso.
“A mãe da criança, que está grávida de Paulo, havia ido ao médico e precisou deixar a filha aos cuidados do padrasto. Antes de ir para a escola, a menina foi estuprada. Assustado por contado sangue, Paulo chegou a tentar estancar o sangramento com atadura de gaze e algodão na vagina da criança, mas não parou. A garota foi para a escola e Paulo fugiu para a casa da mãe”, explicou a delegada Juliana Tuma.
Ao pegar o ônibus para chegar à escola, localizada no quilômetro 15, da rodovia BR-174, na Zona Rural de Manaus, o crime foi descoberto por uma passageira, que percebeu o sangramento e comunicou o fato a uma professora. Questionada, a garota a princípio, disse que havia se cortado com uma faca enquanto preparava um lanche em casa, mas acabou revelando o que havia acontecido. A direção da unidade de ensino acionou o Conselho Tutelar da área, que por sua vez, denunciou o caso na Depca.
Conforme a delegada Juliana Tuma, a criança foi submetida a procedimento cirúrgico para reconstituição da vagina e períneo. Ela permanece em estado estável no Pronto-Socorro da Criança, na Zona Oeste, mas com risco de perder o útero.


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