História Peeta e Katniss: Out Of The Woods... - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Visualizações 97
Palavras 2.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Científica
Avisos: Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii Tributos!

Boa Leitura! ❤️

Capítulo 19 - Você sumiu de casa!


Olho para cima e vejo pequenos raios de sol tomando espaço no céu – até então escuro –, o dia está quase amanhecendo e eu ainda não estou nem perto do lago onde Katniss ficava com seu pai, sim, é para lá que eu estou indo. Tenho certeza que Katniss está lá, ela adora aquele lugar. Ouço barulho de galhos quebrando atrás de mim e viro-me rapidamente segurando o facão mais forte em minhas mãos. Um esquilo aparece na minha frente, ele me olha e sai correndo. Sorrio. Grande homem eu sou, com medo de um esquilo. Katniss estaria muito orgulhosa. Mas uma vez meu pensamento voa longe. Será que ela está bem? Por que não voltou para casa? O que houve com ela!? Algo dentro de mim me diz que ela está bem, e é com esse pensamento que eu tento seguir meu rumo adiante.

*-*

Estou andando a horas, o sol já está no meio do céu, eu não sei onde estou, eu estou com fome, com sede, minha água acabou e eu não sei para onde fica o lago porque todas as arvores são iguais! Paro um pouco olhando ao redor, passo as costas da mão sobre minha testa para tirar o suor e respiro fundo. Como eu fui me perder? Eu venho nesse lugar a mais de três anos! COMO EU ME PERDI? Como eu vou achar Katniss se eu nem sequer sei onde estou? Dou um suspiro sôfrego e estendo uma blusa no chão onde eu coloco a última maçã que sobrou e viro de costas à procura de algumas arvores frutíferas, assim que volto para onde a minha maçã está com apenas algumas outras frutas na mão, vejo que um esquilo a pegou e está saindo com ela tranquilamente.

— Ei. – Chamo e ele olha para mim. — Isso é meu!

Ele apenas me ignora e começa a andar. Quem ele pensa que é para pegar a minha comida e ir embora? Porém assim que pego minha mochila, a blusa no chão e ando em direção a ele, o esquilo começa a correr. Mas, ELE AINDA ESTÁ COM A MINHA MAÇÃ. Começo a correr atrás dele por entre as arvores, não me importando em esbarrar em alguns galhos de vez em quando.

Quando minha perna que tem a prótese começa a doer e eu já estou ofegante o suficiente para morrer de insuficiência respiratória, ele para. Coloco as mãos sobre os joelhos respirando fundo e me amaldiçoando por ter corrido tanto por causa de uma maçã – que era minha e foi roubada –. Olho para frente e vejo uma linda mulher de cabelos pretos sentada diante de um lindo lago de águas claras.

Encaro o esquilo que já soltou a maçã e me encara e sorrio. Eu devo estar ficando louco. Não, eu com certeza já fiquei louco. Ou não? Esse esquilo me trouxe realmente até o lago onde Katniss está? Eu devo estar sonhando. Mas, minhas pernas doem muito para eu estar apenas sonhando. Eu DECIDIDAMENTE fiquei louco. Encaro o esquilo que continua imóvel e depois desvio meu olhar para Katniss que está sentada tranquilamente a alguns metros de mim, ela possui um sorriso casto nos lábios e está de olhos fechados deixando que a brisa balance seus cabelos.

— Pode ficar com ela, você merece. – Digo passando pelo esquilo. Agora sim eu sei que fiquei louco. Isso só pode ter sido uma coincidência. Esse esquilo não me trouxe aqui. Que doideira. Eu ainda falei com ele, eu devo estar louco mesmo.

Ando com passos lentos até Katniss e somente quando eu coloco minha mão sobre seu ombro direito é que ela dá um sobressalto e me encara.

— O que faz aqui? – Ela pergunta se levantando bruscamente e me encarando.

— Eu é que pergunto. – Digo, ficando irritado.

— Pensei que você soubesse que quando eu venho para cá é que eu quero ficar sozinha. – Ela exaspera andando até seu arco que está jogado perto de uma arvore e começando a andar por entre mais arvores.

— E eu pensei que você soubesse que tem um filho em casa. – Digo indo atrás dela. — Achei também que você gostaria de saber que ele passou a tarde toda e boa parte da noite chamando a mãe.

Ela pareceu recuar um pouco, mas ainda assim continuou andando.

— Talvez se você medisse mais suas palavras nós poderíamos evitar muitas coisas. – Ela resmungou apertando o passo.

— Eu sei... – Continuei atrás dela. — Katniss! – Corri um pouco e alcancei seu braço puxando-a para mim. — Eu sinto muito pelas coisas que eu lhe disse, está bem? Eu só estava nervoso, eu perdi a cabeça e deixei que o outro eu falasse através de mim. Mas, eu realmente sinto muito. – Disse, ela me encarava duramente.

— Pois não sinta. Você sempre defende ela Peeta! – Ela começou a tentar se soltar de mim. — Tira as mãos de mim.

Depois que ela disse isso, tudo passou muito rápido, antes que eu pudesse protelar o ato, Katniss estava caindo de um barranco e me puxando junto com ela. Senti meu corpo rolar e rolar por algum tempo até que uma pontada aguda na cabeça fez os meus sentidos se perderem e eu apaguei.

Pov Katniss

Levanto-me do chão sentindo minha cabeça doer, droga! Olho para cima e vejo que despencamos de uma altura nada legal, pela visão periférica vejo alguém deitado próximo a mim e é Peeta, engatinho até ele ignorando a dor nas costas e o latejar da minha cabeça e chamo seu nome. Ele não responde. Vejo uma linha de sangue descer por seus cabelos loiros e ir para o chão. Meu Deus! Eu matei ele! Matei o pai do meu filho!

— Peeta! Peeta acorda! – Digo dando socos em seu peitoral. — Peeta! Seu inútil! Você veio atrás de mim! Não pode me deixar sozinha agora, acorda!

Continuo xingando-o e esmurrando-o até cansar e nada. Ele deve estar morto. Sinto meus olhos pinicarem e algumas lagrimas molham meu rosto. Coloco minha testa sobre sua barriga e começo a chorar baixinho. Eu matei ele. Bom, quer dizer, eu não. Mas, bem, eu puxei ele junto comigo.

— Era para mim ter morrido, eu sou uma péssima pessoa, uma péssima filha, péssima amiga, péssima esposa, péssima mãe. Péssima em tudo. Bom, menos em caçar, mas essa é a única coisa que eu faço bem. Eu matei meu marido, que tipo de pessoa faz isso? Peeta, eu sinto muito. Foi sem querer. – Continuo chorando. — O que eu vou dizer ao Rye? Como vou contar para ele que matei seu pai? Ele vai me odiar. Eu mesma me odeio. – Fungo deixando mais lagrimas caírem. — Eu sou péssima, realmente.

— Tem razão, você é péssima. – Ouço a voz baixa e rouca de Peeta e tenho um sobressalto afastando-me dele.

— Vo-você não está morto? – Pergunto sorrindo, mas ainda tem lágrimas em meus olhos.

— Bom, parece que ainda não. – Ele diz sentando-se devagar o colocando a mão na cabeça, onde ainda sangrava um pouco.

Não digo nada, mas no momento seguinte estamos caídos e abraços no chão. Eu estou sorrindo, obviamente, eu não matei ele. Peeta ainda está vivo. Afasto-me dele sentindo meu rosto pegar fogo e sento-me novamente no chão. Ele me encara profundamente e depois sorri, não dá pra segurar e eu acabo sorrindo de volta. Esse deve ser o que as pessoas chamam de alivio. Alivio por que eu quase fiz algo ruim, mas no fim deu tudo certo.

*-*

— Não sei onde estamos. – Digo, parando de andar e encarando o olhar de Peeta.

— Não sabe? – Ele pergunta. — A quanto tempo descobriu isso?

Encaro suas feições, ele está um pouco... humm... irritado?

— Humm, mais ou menos desde que caímos. – Digo e ele suspira fechando os olhos em seguida. — Nem reclama, você veio atrás de mim!

— Você sumiu de casa! – Ele disse voltando a cortar alguns arbustos que estão impedindo a nossa passagem.

— Você me forçou a falar com você! – Digo andando atrás dele.

— Você me puxou com você quando caiu. – Ele retrucou e eu o encarei furiosa, mesmo ele estando de costas para mim.

— Não foi por querer! – Digo, um pouco magoada até, não foi por querer mesmo não. Ele para o que está fazendo e me encara. Assentindo em seguida.

— Eu sei.

Continuamos nossa caminhada em silencio, até que finalmente achamos um lugar plano e sem muito mato em volta. Sento no chão e Peeta se senta em um pedaço de pedra grande.

— O que fazemos? – Pergunto, olhando para as arvores a nossa volta.

— Não sei... – Ele murmura. — Quantas horas você acha que deve ser?

Encaro o céu e vejo a posição do sol. Que ótimo, vai anoitecer em breve.

— Vai anoitecer em breve. – Digo e suspiro.

— Temos que arrumar alguma madeira e fazer uma fogueira. – Ele diz levantando-se.

— Eu vou procurar algo para comermos. – Pego meu arco e viro-me para ele. — Não se afaste muito.

Ele assente e vira as costas indo em direção a um lado da selva enquanto eu ia para o outro. Durante o tempo em que eu procuro algo para comermos eu começo a pensar em Rye, com quem será que Peeta deixou nosso filho? Com certeza foi com Johanna, ou talvez, tenha sido Effie. Vou perguntar isso ao Peeta depois. Volto para onde sai com um esquilo e algumas raízes que eu achei pelo caminho. Peeta também está de volta e já está arrumando a fogueira.

— Trouxe faca ou fósforos? – Pergunto.

— Trouxe os dois na verdade. – Ele mexe na mochila e me entrega a faca. — Encontrei um pequeno riacho ali na frente. É bom para podermos nos limpar.

Sigo o caminho que ele me mostra, lá, eu limpo o esquilo e as raízes, quando volto para onde ele está novamente, Peeta está mexendo em sua mochila de novo.

— O que você trouxe fora isso? – Pergunto.

— Humm... um saco de dormir, um terno de roupa minha e sua, garrafas térmicas que eu já enchi no riacho e..., acho que é só. – Ele diz e me encara.

Quando o sol está quase se pondo, Peeta ascende a fogueira e eu coloco o nosso jantar para assar. Ele vai tomar seu “banho” e assim que ele volta eu vou também. No riacho eu aproveito para lavar as roupas que eu e ele estávamos vestindo. Volto para o lugar do nosso “acampamento” e vejo Peeta mexendo no espeto com o esquilo e as raízes.

— Acho que isso está quase bom. – Ele diz, sentando-se perto da fogueira e eu faço o mesmo sentando-me ao seu lado.

— Com quem você deixou Rye? – Pergunto.

— Com Johanna. – Ele responde.

— Menos mal, se fosse com o Haymitch...

— O que tem o Haymitch? – Ele pergunta me encarando.

— Não sei... apensar dele ser tão cuidadoso com Lily eu ainda acho ele meio irresponsável. – Digo e Peeta começa a rir.

— Sabe, ele pode parecer irresponsável, mas, me ajudou muito com Rye quando você estava no hospital. – Ele diz encarando as chamas.

— Okay, desculpe. – Digo encarando seu rosto, é claro que estou constrangida. Eu e essa minha mania de julgar os outros.

Em um certo momento Peeta levanta seus olhos para mim e isso me faz engolir em seco. Seus cabelos loiros ainda estão um pouco úmidos pelo banho e a luz das brasas refletem em seus olhos azuis que parecem bem mais brilhantes apenas com a luz da fogueira e da lua.

— O que foi? – Ele perguntou curioso. — Tá me olhando.

— É que... eu não tinha reparado ainda em como seus olhos são lindos. – Digo, eu não estou totalmente mentindo. Peeta continua me encarando, ele parece surpreso pela minha resposta e eu confesso que eu mesma estou. Fui muito transparente.

— Obrigado. – Ele diz e dá um sorriso – lindo, diga-se de passagem –, sua bochechas estão rosadas, ele está corado! E por Deus! Ele fica lindo com as bochechas vermelhinhas, sem que eu perceba eu levanto a minha mão e acaricio seu rosto. Peeta continua me olhando e assim que eu me toco retiro minha mão do seu rosto, ele sorri novamente e se aproxima deixando um selinho rápido em meus lábios.

— Ei! – Reclamo, mas na verdade, estou rindo.

— Vamos comer, isso já está bom. – Ele diz, tirando o espeto do fogo e deixando a carne esfriar um pouco.

Logo estamos comendo o esquilo como se tivéssemos acabado de sair de uma guerra. Assim que acabamos limpo meus dedos no tecido da blusa e dou um longo suspiro.

— Katniss, eu acho melhor irmos dormir, precisamos andar um pouco mais amanhã, ver se encontramos um caminho de volta. – Ele diz tirando o saco de dormir de dentro da mochila. — Toma.

Eu pego o saco colocando ele no chão, mais próximo a fogueira para que nenhum bicho chegue perto de mim, e para me esquentar também, já que as noites na floresta podem ser mais frias.

— E quanto a você? – Pergunto, vendo-o deitar no chão de barriga para cima e colocar um braço debaixo da cabeça.

— Eu fico no chão mesmo. – Ele responde olhando para as estrelas.

Entro dentro do saco e vejo que cabem perfeitamente duas pessoas aqui. Encaro Peeta e penso no quão egoísta sou por não dividir o saco com ele por pura vergonha e receio.


Notas Finais


Oii de novo! Espero muito mesmo que tenham gostado!

E que a sorte, esteja sempre ao seu favor! ❤️


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