História Peguei Você (mitw) - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias TazerCraft
Tags 50 Tons De Cinza, Melanie Martinez, Mitw, Morganasecrets, Peguei Você, Tag You're It
Visualizações 411
Palavras 2.545
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Revenge


Fanfic / Fanfiction Peguei Você (mitw) - Capítulo 13 - Revenge

Revenge

//Mikhael\\ 

A chuva continuava a desabar fortemente. Tarik optou por ficar em casa com Kessy, ambos prometeram não sair de lá, e minha irmã disse entreter Tarik cozinhando algumas coisas, um tipo de passatempo curioso pra ela.

Estacionei meu Porsche, saí dele e abri meu guarda-chuva, andando até a pequena casa que ficava afastada, como uma cabana de campo. Ajeitei meu sobretudo, eu adorava ele, ganhei do Tayr, ele me deu porque dizia que eu ficava parecendo um mafioso usando, a diferença é que sou um cara do bem. Eu preferia pensar que eu ficava parecido com o Tayr, um detetive muito experiente. Vim usando esse sobretudo por diversão.

Bato à porta e pouco tempo depois ela se abre. Sorrio encarando os olhos assustados de Pedro Rezende à minha frente. Um clarão ilumina o céu, acompanhado de uma bela trovoada. Sinto o cheiro de chocolate quente vindo de dentro da pequena casa de madeira.

— Linnyker? Como me achou? — ele quase gagueja.

Sorrindo ainda sem mostrar os dentes, enfio a mão direita dentro do bolso interno do meu sobretudo, puxando uma pistola e apertando o cão, direcionando o cano para sua testa.

— Sabe, quando contei pra Kessy oque estava vindo fazer, curiosamente ela desceu no porão e me trouxe uma caixa preta com bordas de ouro. — ele me ouvia atentamente, e eu via o tecido de seu pijama tremer — Tentado em entender, perguntei oque era aquela pequena maleta bela, e ela murmurou um “abra quando chegar no seu destino, saberá oque fazer”. Não faço a menor ideia do motivo dela ter me dado uma pistola pra brincar, mas eu adorei e vou ficar com ela, dentro desse meu sobretudo. Ele me dá um ar de um adulto sério e perigoso, não acha? — ele fica em silêncio — Responda, filho da puta. — digo calmo.

— D-dá sim.

— Eu entendo. Principalmente quando me olhei no espelho usando ele e vi minha cara de “huuuum, mexeram com meu garoto, eu deveria tomar uma providência sobre isso”. Curioso, que eu vi sangue nos meus olhos. — ri sarcástico — Eu mesmo sei oque você está vendo à sua frente… Oque vê Rezende?

— Você… T-tá zangado…

— Uhum… — forço as narinas, cheirando — Chocolate quente com canela… Posso tomar com você? — pergunto e ele assentiu me dando espaço para passar.

Fecho o guarda-chuva e o largo ao lado da porta com a arma em mãos. Ele em silêncio me direciona para a cozinha.

— Podemos conversar? — fala baixo — Eu sei porque veio. — se senta à mesa, e eu faço o mesmo à sua frente. Ele serve duas xícaras de chocolate quente, me alcançando a minha e tomando a sua.

— Irônico seria você não saber oque estou fazendo aqui.

— Sei que oque eu fiz foi errado…

— Errado é oque eu vou fazer com você. — sorri abertamente — Você não presta mesmo…

— Ele se ofereceu pra mim e… — jogo o chocolate quente em sua direção e ele berra, se atirando pra trás e caindo da cadeira.

— Repita isso e eu pego uma faca e corto seu pau fora, tá legal? — falo enquanto ele esfrega seus olhos — Você estuprou meu namorado. Acha que me dizer que ele tava numa esquina e te viu, te quis, e mentiu pra mim vai me convencer? Eu te conheço, cachorro. E ainda mais ele. Não é uma puta oferecida.

— Não foi por mal…

— Claro que não, ele só tá machucado e assustado. Eu me pergunto se deveria ter trazido minha irmã junto, eu nunca vi ela com tanta raiva quando soube.

— Ah, Kessy, claro, eu sou burro demais… Foi assim que me encontrou, ham? — ele me pergunta e reviro os olhos.

— Claro. Ou acha que te encontrei como?

— Eu queria ter sua sorte de ter uma irmã doente e insana como ela. Aposto que ela consegue qualquer coisa pra você.

— Ela me deu uma arma e um belo guarda-chuva pra vir te ver, eu realmente amo minha irmã, ela consegue sentir meu ódio e entender o nível dele. E me fez prometer não me sujar com seu sangue, te conhecendo ainda melhor do que eu, ela sabe que você é lotado de germes.

— Me mata logo, e para com seu show.

— Nah, eu gosto de parecer aqueles caras de filmes e séries, sabe. Bater um papo legal com quem vou matar em seguida.

— Tudo isso porque me diverti com o Pacagnan?

— O meu Pacagnan. Isso mesmo. Não haja como se não tivesse feito nada demais, ou vou te poupar da bala e usar algo mais lento.

— Eu faço qualquer coisa pelo seu perdão, Mikhael. Você sabe com quem está mexendo.

— Por isso mesmo quero te matar. — me levanto e ando até a geladeira — Antes de falar com a Kessy, cogitei te matar queimado, mas ela disse que a gasolina tá cara e seria bobagem. Hummmm tem Pepsi! — ri e peguei uma lata do refrigerante, abrindo e batendo a porta da geladeira — Quer que eu mande algum recado pra ela?

— Eu mesmo morto vou destruir você, Mikhael. Você e sua irmã. Por tudo. Foda-se seu namorado, foi só mais alguma coisa fútil na minha vida. — acerto um tiro em seu joelho e ele se joga no chão.

— Deve mesmo. Stalkear meu namorado foi uma péssima decisão. Usar isso como pretexto pra abusá-lo e me atingir, foi uma decisão ainda pior, e esperar que eu te perdoe, nossa, isso foi o fundo do poço, e desprezar Tarik só não me irrita porque eu não queria mesmo que você desse alguma atenção, eu tenho ciúmes e quanto mais distante se manter, melhor. — acerto seu ombro — Eu estou gostando da ideia de ir te atingindo com as balas em lugares que te façam sangrar e doer, mas não te matem. É algo lento e torturante, como o tempo que passou fodendo o Pac.

— Me matar lento não limpa nada do passado, nem oque fiz com ele.

— Te matar pelas minhas mãos limpa muito, e me é suficiente. — olho o relógio na parede, marcando quão tarde era e deixo a lata de refri sobre a mesa — Meu namorado e minha irmã ficaram cozinhando algo pra mim, eu avisei que chegaria com fome, e quero pegar a comida ainda fresca. — aponto a arma para sua cabeça — Foi bom socializar com você.

— Vão saber que me matou e te prender.

— Você é idiota demais. Eu tenho a Kessy e o Tayr comigo, eles sabem que estou te matando por bem. Se você fosse uma pessoa boa, não estava recebendo uma bala na cabeça por mim, estava recebendo um bolo com recheio de chocolate feito pela minha irmã. E ah, dê lembranças ao Edu quando chegar ao inferno, diga que eu ainda sonho com o dia que o Tayr matou ele na minha frente, e que sempre acordo animado pela memória.

Atiro e seu corpo cai de vez. Chego mais perto, vendo seu sangue escorrer. Suspiro, guardando a arma de volta e ando calmamente até a porta, pegando o guarda-chuva e quando abro a porta, dou de cara com Tayr, usando um sobretudo parecido com o meu, um guarda-chuva e seu clássico chapéu de detetive.

— Ia bater mas né… — ele resmunga, me abraçando e me soltando em seguida — Kessy me disse que viria aqui por mensagem… E que ela se deu a liberdade de dar uma arma pra você. Posso saber se você usou?

— A cozinha tá suja, acho melhor irmos jantar na minha casa. Que tal? — sugiro, com um sorriso aberto, e ambos caminhamos pra fora da varanda velha da cabana.

— Você o encontrou e o matou?

— Kessy me contou que você descobriu que ele tava vivendo aqui. Podia ter me dito antes de ele ter feito oque fez com meu Tarik. — olho para os lados — Veio de táxi? — ele assente e reviro os olhos — Entra, acho que seria interessante você jantar lá em casa e conhecer o Tarik pessoalmente, sem o vigiar de longe como fez a vida toda.

— Acho justo e legal. — ele sorri, entrando no lado do passageiro do meu carro e largando o guarda-chuva fechado nos pés, e eu entro no lado do motorista, lhe entregando o meu.

— Como vai dizer no departamento de polícia que encontrou ele?

— Vou dizer que um morador ao redor telefonou sobre ter ouvido tiros, e uau, cheguei aqui e ele estava morto. Acha isso bom? — ligo o carro e assinto para ele — Então vou dizer isso mesmo.

//Tarik\\

Incrível e ridículo como Kessy conseguiu me distrair. Estamos espalhando a cobertura de chocolate pelo bolo, enquanto o molho do macarrão fica pronto no fogo.

— Toma. — ela me alcança a espátula para que eu espalhe melhor a cobertura e vai verificar o molho.

— Acha que o Mike vai demorar muito?

— Não.

— O que ele levou com ele? O que era aquela maleta?

— Você se distraiu bem até agora, por que isso? — me olhou de canto num breve sorriso.

— Só to preocupado com ele uai… Ele saiu bravo… — ri soprado — É bobagem pensar que ele pode se machucar?

— É bobagem. — ela sorriu — Ele sem dúvidas está bem.

Ela desliga o fogão e pega a panela de molho, virando sobre a tigela de macarrão e misturando, colocando algumas salsinhas bem picadas e misturando.

A campainha toca quando ironicamente termino de espalhar a cobertura de chocolate do bolo, e corro atender. Quando abro vejo Mike sorridente se jogando em mim e me abraçando. O aperto forte e fecho meus olhos contra seu ombro, beijando seu pescoço em seguida.

— Fiquei com medo… — digo e ele se solta de mim, acaricia as laterais de meu rosto e sorri.

— Não tenha. Eu to bem, e aliás, trouxe alguém que vai gostar de conhecer. — Mike dá um passo pro lado e encaro um homem alto, forte, com olhos e cabelos escuros, de pele clara. Ele sorri, tirando seu chapéu — Esse é Altair Wallace. Ou como é chamado, Tayr. Ele é o detetive que te contei. — levo minha mão em sua direção e aperto em cumprimento.

— Prazer em te conhecer.

— Eu diria que o prazer é meu, mas seu namorado me mataria. — diz e sorri, e ouço uma gargalhada gostosa de Mike, me fazendo rir também.

— Não me diga que foi isso que ele fez com aquele Pedro… Foi? — digo entre risadas.

— Talvez, mas não se preocupe, tá tudo bem. — continuávamos rindo por sarcasmo, como se isso diminuísse a tensão do assunto.

— Eu vou fingir que não confirmou isso detetive, e vou convidar vocês à irem pra cozinha. — nossos risos continuavam — Mike, amor, Kessy fez bolo de chocolate de sobremesa, e um belo macarrão com molho, que tal? — dei um selinho em Mike e os guiei pra cozinha, ainda naquele falso humor.

Jantamos todos na sala de jantar. Graciosamente, Kessy fez questão de nos servir e só então se sentar à mesa. Eu e Mike ficamos de um lado, ela e Tayr do outro. Durante o jantar, conversas e risadas, tive que me segurar porque alguém ficava apertando minhas coxas e membro. Mikhael me olhava de canto, segurando o riso.

Só não fico bravo, porque ele parece contente. E se realmente matou Pedro, talvez seja seu senso de justiça. E se eu deveria estar me sentindo bravo, com medo ou com receio pelo que ele fez, muito do contrário, eu o amo ainda mais por saber que ele é capaz de tudo pra me defender. É, eu estou definitivamente louco. Apaixonado por um homem que matou outro cara pra me honrar, me libertar da sensação suja que tenho, ele sujou as mãos.

Mas oque importa, não é? Somos todos imundos.

— Sabe, queria visitar seu porão. — Tayr fala para Kessy e ela cerra os olhos.

— Não quer não, lá é o quarto dela, e você tá proibido de pisar lá. — Mike diz olhando seriamente para Tayr.

— Quero ver o lugar, não passar a noite lá. — ele fala sarcástico e Mike suspira — Ciumento.

— Quieto.

— Possessivo.

— Cuido do que é meu. Ou quer acabar como o Rezende? — Link diz e eu acaricio seu pescoço, beijando sua bochecha.

— Parem, por favor… — murmuro.

— Calma Pac, eu sei que parece que eu e Tayr estamos brigando mesmo, mas é brincadeira. — ele olha pra mim e sorri sincero — Temos a mania de ficarmos sérios xingando um ao outro.

— Desde sempre foram assim Pac, relaxa. — Kessy amigavelmente fala e eu sorrio, dando um selinho em Mike, em seguida, deito minha cabeça sobre seu ombro e ele abraça minha cintura de lado, ainda comendo.

— Vocês dois são um belo casal. — Altair fala, bebendo mais um gole de cerveja.

— Se você diz… — Mike fala e sorri — Aliás, vai passar a noite, Tayr? Está chovendo muito lá fora. Fique.

— Pode ser. Eu gosto daqui. — ele limpa sua boca no guardanapo — Obrigado pelo jantar. Vou indo ao quarto de visitas que conheço bem.

— Minha casa, sua casa. — Mike fala e Tayr pisca, se direcionando para subir as escadas e Kessy levanta da mesa.

— Vou cuidar dessa louça. Podem ir dormir, amores. — fala e Linnyker murmura um “obrigado” e se levanta, me pegando no colo e me carregando pra cima.

— Você realmente matou aquele cara? — pergunto agarrado em seu pescoço e ele suspira.

— Eu sei que é errado, Tarik. Mas ele foi longe demais tocando em você pra me atingir.

— Como é? Te atingir?

— Está relacionado com as empresas. Lembra que falei que tudo aquilo envolveu mais gente? Envolveu a família do Rezende. Eu descobri um tempo atrás que era os pais dele que forneciam peças roubadas pro seu pai usar nas fabricações e etc.

— E oque houve? Por que ele queria te atingir?

— Eu denunciei os esquemas através do Tayr. Desde então, o pai dele foi preso e a mãe dele morta numa perseguição policial que ela resistiu e revidou. Foi aí que ele começou a me perseguir e aprontar contra mim. O que acontece, é que até agora tinham sido coisas relevantes vindas dele e seus amigos de fora, do mal. Só que ele tocou em você, e isso foi inaceitável. Espero que entenda. — entramos no nosso quarto e ele e larga sentado na cama, observando meu corpo — Ainda está marcado por ele. — Vejo Mike suspirar como se isso fosse um grande incômodo, e o puxo para sentar ao meu lado, o abraçando em seguida.

— Eu sei que deve ser péssimo pra você olhar pra mim e me ver marcado por outra pessoa de forma tão suja… É ainda pior pra mim… Não desista de mim, por favor…

— Não vou, claro que não… — ele beija a ponta de minha orelha e me aperta mais contra si — Eu só não consigo me aquietar pensando na forma que ele te tocou e… — o ouço soluçar.

— Ssssshhhh... — ele chora em meu ombro enquanto peço quietude — As marcas vão ir embora, não se preocupe, é questão de tempo e cuidado…

— Mas e as marcas que ele causou na sua alma? — me olha e quebro por dentro ao ver como ele chora, desmorona pelo que aconteceu — Ele merecia um fim muito pior.

— Podia ter me contado que estava indo matar ele. Eu ia adorar ir junto e ver isso. — retiro seus óculos e beijo a ponta de seu nariz — Eu to bem, Mike. E qualquer machucado no meu coração, na minha alma, pode ser curado com seu amor, okay? — o abraço novamente e ele se acalma — Você é meu suficiente. Só não me deixe.

— Não vou deixar. Nunca.



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