História Pela Janela Que A Via - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bad, Drama, Oneshot, Só Fiz Por Causa Do Tédio
Exibições 18
Palavras 760
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Poesias, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu devia tá estudando ou continuando minha outra fanfic, mas tô aqui postando isto.

que convenhamos... TÁ UMA BOSTA

mas tô postando mesmo assim, fodse,

espero que gostem, bjs, amo vcs tchau

Capítulo 1 - Único


  Era através da janela do meu quarto que eu a via.

  Uma simples janela revestida de madeira, empoeirada, colorida de qualquer resto de tinta de outras pinturas. 

  Era por aquela janela que eu a observava diariamente, sentada num balanço velho, coberto de flores nas cordas – que você mesma colocava quando as outras murchavam –, no quintal de trás da sua casa, em frente à minha janela, olhando fixamente para o céu, refletindo. Era alí para onde você ia quando precisar fugir um pouco da realidade.

  Ao amanhecer.

  Ao anoitecer.

  A vi feliz, triste, chorando, rindo, se divertindo.

  A vi sozinha, com outras pessoas, e sozinhas com outras pessoas.

  Tanto a vi se encher de esperanças, como a vi se esvaziar de desilusões causadas pelos obstáculos do aprendizado da vida.

  A vi linda, perfeita do seu próprio jeito. Inspiradora, alegre, dona de uma aura tão bela quanto um luar em Veneza.

  Se me viste alguma vez, nunca fui notado. Mas nunca me importei, tudo o que eu precisa era te ver. Tudo o que eu precisava era você, enchendo meu peito de felicidade e aconchego. Embora você não precisasse de mim, eu sempre estava lá, te fazendo companhia com as dores, divindo-as.

  Embora nunca percebeste, eu sempre estava lá.

  Por você, para você, com você.

  Mas, aos poucos, isso foi mudando.

  Já não te via mais com tanta frequência.

  Eu a teria assustado? Ou simplesmente aquele velho balanço não te servira mais como refúgio?

  Bobagem. Você sempre voltava.

  E eu sempre estava te esperando, te observando através daquela janela.

  O que acontecera? Você estava mais tristonha que o normal. Tão distante e com uma feição fragilizada. Alguma coisa passou despercebida pelos meus olhos, que até então eram tão atentos e ágeis?

  Preocupações invadiram meu ser. Embora pensasse que não fosse nada demais, sentia que alguma coisa não estava bem, que você não estava bem. Eu senti.

  E como senti...

  Senti muito. Por você, por mim, por um "nós" que nunca existiu, que nunca existiria.

  Meses se passaram

  Não a via mais.

  Apenas a leve brisa da primavera que levantava poeira de folhas secas e movimentava um balanço feito de cordas e um pedaço de madeira, que antes fora coberto de alegria e paz que um riso de uma criança deixava por todo lugar que passasse, agora era pairado por um ar de melancolia, tristeza e preocupações.

  "Você foi embora?"

  Ainda assim, a esperei.

  Você voltou!

  Estava pálida, com os cabelos curtos e mantinha consigo um semblante cansado. Sozinha, se balançava devagar. Em seu perfil, podia ver um sorriso, mas não sabia distinguir se sorria por um bom motivo. Uma lágrima escorregara pela sua bochecha.

  Mesmo preocupado e tenso, eu estava feliz. Eu ainda podia a ver.

  Talvez devesse ser o destino me dando uma chance; era a hora de parar de olhar, e ser visto.

  Ah...

  Você se foi novamente.

  Talvez devesse voltar depois, como você sempre fazia.

  Então, talvez eu devesse deixar para depois...

  Mas o depois não veio.

  Quem me diria que aquela seria a última vez que a viria?

  Seu rosto;
  Sua pele;
  Seus cabelos;
  Seus olhos;
  Seu sorriso;
  Você.

  Em minhas memórias, a mantenho viva. Imaginando se poderia ter sido diferente. Se eu poderia ter evitado seu tumor, ou ao menos aproveitado com você os seus últimos dias.

  Poderia ter a feito feliz.

  Poderia não ter a feito feliz.

  Poderia ter feito qualquer coisa!

  Mas o medo me enchera de insegurança e me impera de realizar qualquer movimento.

  Agora, sou preenchido por tristeza e arrependimento.

  Se dói? Como dói... Dói saber que nunca mais poderei a ver, que nunca poderei dizer aquilo que eu vinha guardando por tanto tempo, todos os sentimentos que criara por você.

  Seu ser se foi na terra, mas você continua viva em meus pensamentos.

  E se eu pudesse mudar alguma coisa... eu gostaria de ter tido a oportunidade de me despedir de você; tocar seus lábios com os meus e dizer: foi bom te ver.

  Desde então, a saudade me invade toda vez que olho de olhos abertos por aquela janela.

  Mas quando fecho os olhos para olhar, você está lá. E com isso, vou me aliviando de toda dor e, assim, vivendo.

  Com você, e sem você.


Notas Finais


É isso aí.


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