História Pelo tempo que durar - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 64
Palavras 3.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, pessoal... Cheguei com mais um pouco de palavras dolorosas, mas prometo que isso terminará em alguns capítulos.

Boa leitura

Capítulo 9 - O Natal


O médico da vila de Figueira da Foz foi até à quinta de Santa Isabel alguns meses após o casamento de Daniel e Emma.

Cora estava preocupada com o comportamento de Regina e as várias vezes que acordou com as tosses noturnas e o vai-e-vem de seus passos pelo assoalho rangendo madrugada adentro. Por vezes insistiu para que a filha fosse até o consultório, mas as recusas impertinentes não deixaram outra alternativa a não ser Henry buscar o homem na vila para alguns exames.

- O que tem feito para se distrair, Regina? - perguntou o doutor Roberto. Tinha uma paciência na fala que chegava a irritar, mas Regina não tinha os rompantes de agitação que a acometiam tempos antes. Serena e um pouco pálida ela respondeu o médico.

- Eu leio na maior parte do tempo. Gosto de ficar na biblioteca mesmo à noite, pois não tenho sono.

- Está se alimentando bem?

- Eu não tenho fome, doutor...

- Está sim há meses, Roberto! - retrucou Cora impaciente com a apatia da filha - Regina parece que perdeu a vontade de viver se comportando assim!

O doutor colocou o estetoscópio nas costas da morena mais uma vez e pediu que ela respirasse profundamente, o máximo que pudesse. Em meio ao processo, Regina foi tomada por uma crise compulsiva de tosse que a impediu de continuar. Ele olhou para Cora e viu nela o temor da preocupação de uma mãe aflita, respirou pausadamente enquanto Regina recobrava o fôlego, mas prestando atenção em seus gestos com um lenço amassado entre as mãos. Tinha umas pequenas manchas escuras.

- Há quanto tempo está assim, Regina?

- O quê? - ela olhou para ele assustada e tentou esconder as mãos - Não é nada... - respondeu calmamente colocando o tecido dobrado no colo em seguida cobrindo com as mãos. Sua mãe afastou-se dali caminhando pelo quarto e indo até a janela. Fechada. Num único movimento Cora escancarou as partes de madeira que encobriam o sol da manhã deixando a luz invadir o quarto estupidamente exibindo a palidez exagerada e doente de Regina. Esta fechou os olhos por instinto e baixou a cabeça.

- Regina... - doutor Roberto abaixou-se ficando agachado de frente para ela que sentava-se aos pés da cama - ... Precisamos tratar isso o quanto antes... Não pode esconder-se assim! - procurou pelo seu olhar, mas o que encontrou foram duas contas castanhas quase acinzentadas e mudas. Ela não tinha brilho no olhar nem expressão.

- O que é preciso fazer, Roberto? - indagou a mãe com o tom de voz nervoso - ... Diga o que é preciso e eu garanto que ela o fará! - sentou-se ao lado da filha e acariciou seus cabelos deixando as pontas dos dedos tocarem a pele e sentir o mármore que se instalara ali.

- Eu vou ficar bem!... - insistiu a morena com uma voz mais firme e nem por isso conseguiu disfarçar a respiração ofegante, o cansaço da crise de instantes antes.

O médico olhou para ela mais uma vez e levantou-se indo até a mesa de cabeceira onde estava sua maleta. De lá ele retirou um frasco escuro e entregou à Cora.

- Dê isto à ela pela manhã todos os dias. É um xarope e manterá seus pulmões aquecidos, mas precisa se alimentar bem ou não terá efeito algum. - voltou-se para Regina - Eu volto em algumas semanas para vê-la, filha. Tente se cuidar, está bem?

A morena não disse nada. Baixou os olhos e fitou o frasco nas mãos da mãe. Logo Cora também se levantou para levar o médico até o andar debaixo deixando Regina sozinha.

Ao ouvir a porta se fechar ela foi até a janela. Olhou para o céu limpo e sentiu a brisa tocá-la. O cheiro e o som do mar voltavam aos seus ouvidos, mas tinha um amargo de tristeza que ela não queria para si. Não naquele momento, não com aquele lenço nas mãos. Abriu o pequeno tecido dobrado e amassado. Colocou-o sobre o beiral da janela e demorou-se observando as manchas escuras e secas que já vinham salpicando outras peças como aquela. Fechou os olhos ao mesmo tempo que fechou aquele tecido na mão apertando com força. Fechou também a janela. Voltou para a cama e tentou não pensar em nada, queria apenas dormir.

 

***

 

No Natal daquele ano de 1716 toda a família se reuniria em Santa Isabel. A alegria em receber Daniel e Emma enchia a casa para Henry e Cora. Aguardavam notícias dos negócios através dele e não poderia ser uma época melhor do que as comemorações de final de ano para festejar também o progresso da família. David e Mary também estariam na quinta durante aquela semana. Os dois velhos teriam muito o que planejar tão logo Daniel fechasse alguns contratos em Coimbra eles teriam muito trabalho e até a possibilidade de, enfim, servir a família real já estava mais próxima dos desejos dos sócios.

Henry faria algumas compras na vila e levaria Regina com ele a muito contragosto da filha. Cora tinha lhe confiado uma lista considerável de itens para a ceia e alguns presentes para todos os que estariam na quinta durante a noite natalina. O padre da vila mandaria um frei para a celebração da Missa do Galo na capela da morada dos Mills assim como Cora, boa devota, havia solicitado com tanta recomendação e insistência.

Regina!

O chamado vinha do andar debaixo. A morena ainda estava na cama e ressonava. Ela ouvia longe seu pai chamando, mas negava-se a levantar, pois sabia que ficaria boa parte da manhã caminhando pela vila durante um bom tempo.

- Seu pai está chamando!

Aquela voz estava bem ao seu lado. Ela abriu os olhos assustada e puxou os cobertores até o rosto afastando-se da mulher sentada na cama.

- Como entrou aqui?

- Regina, tem certeza que vai gastar seu tempo presa nesse quarto? É a melhor época do ano! Não gosta do Natal?!... Pelo que sei você até cantava nas missas quando era criança...

- Isso foi há muito tempo, Ingrid!... - a morena foi saindo da cama como que carregada, arrastando-se pela preguiça que queria segurá-la ali. A loira levantou rapidamente e foi até ela segurando suas mãos.

- Terá uma boa surpresa este ano, querida! - comemorou com os olhos brilhantes e vivos, mas ainda com um jeito que intrigava Regina. Esta soltou-se das mãos da loira estranhando aquela invasão e a animação da mulher.

- Minha mãe mandou você até aqui? Cora é uma pessoa bem desconfiada para deixá-la vir até aqui com tanta intimidade! - Regina já mostrava a veia saltada na testa acompanhada de uma expressão nada amigável. Ela odiava que fosse acordada daquela maneira ainda mais com uma desconhecida abrindo seus armários e remexendo em seus vestidos como Ingrid fazia naquele momento.

- Este! - exclamou a mulher esticando entre os braços um vestido cor de mel com bordados no barrado e mangas compridas que terminavam em ondulados também bordados. Virou-se para Regina sorrindo com a peça na frente do próprio corpo - Vista esse e não se demore! - entregou o vestido e saiu rapidamente do quarto sem dar explicação alguma. Regina revirou os olhos segurando a roupa para lançá-la sobre a cama com raiva. Bufou, passou as mãos pelos cabelos e olhou-se no espelho. Foi quando deteve-se em sua imagem e sentou-se para observar com mais demora.

Talvez fosse melhor seguir o que o médico havia dito. O xarope era dado à ela todas as manhãs por Cora e quando tentava relutar era repreendida, acabava cedendo para não causar mais atritos e ter um dia tranquilo. Doutor Roberto voltara à quinta umas duas vezes depois da primeira visita e até encontrou Regina um pouco melhor, mas ainda não estava satisfeito com sua insônia constante e a tosse renitente.

Suas olheiras estavam menos evidentes naquela manhã e até permitiu-se ouvir o mar, mas não abriu a janela. Permaneceu ali sentada na penteadeira observando o rosto magro e pálido. Passou os dedos pelos lábios e teve saudades da boca de Emma, mas logo afastou da cabeça aqueles pensamentos. Tentava à todo custo trabalhar dentro de si mesma a coragem para encarar o irmão e sua esposa durante aqueles dias de comemorações. Talvez Ingrid tivesse razão em fazê-la vestir-se bem, sentir-se bem. Ajudaria a enfrentar a realidade. Penteou os cabelos com cuidado, o que não fazia há algum tempo, notou que fios caíam com mais frequência que o normal. Parou. Foi até a janela e abriu sem incomodar-se com o sol. Puxou o ar com toda a força que poderia, por pouco não tem uma daquelas crises desagradáveis, mas foi até o fim sentindo o peito um pouco dolorido. Soltou o ar devagar e observou os campos amarelos. Sorriu. Eram tão vivos e convidativos, era impossível olhar para aquelas pétalas douradas e não sorrir. Queria passar a eternidade a contemplar a paisagem de sua janela, sentir o vento tocar a sua pele e agora sem tanta amargura, o cheiro do mar invadia sua alma e voltou a ouvir as ondas debatendo-se nas pedras tão distantes. Queria chamar Ingrid para mostrar-lhe tudo aquilo, mas precisava vestir-se. Apressou-se em colocar o vestido que a vizinha escolhera e enquanto o fazia, deixou-se até mesmo cantarolar uma música antiga que o pai cantava quando andavam à cavalo pelos pastos da quinta. Prendeu os cabelos num coque farto e ajeitou o espartilho antes de colocar as anáguas. Voltou à penteadeira e procurou o pó que poderia encobrir um pouco daquelas olheiras estranhas, pintou os lábios com um vermelho um tanto discreto e passou sua colônia de flores que poderia dar-lhe um aspecto mais vivo, tinha um perfume suave que a deixava leve. Enfiou-se rápido no vestido para calçar as sapatilhas e, por fim, colocar o colar de pérolas delicadas que ganhara em um de seus aniversários.

Hesitou ao chegar a porta do quarto, mas sorriu mais uma vez. Poderia convidar Ingrid para acompanhá-la até a vila, assim não ficaria tão sozinha enquanto o pai vencia os itens da lista de Cora. Respirou fundo e abriu. Ganhou o corredor e as escadas com agilidade, descendo os degraus depressa e procurando pelas visitas da casa. Chegou até a sala de jantar onde os pais sentavam-se tomando o café da mãe.

- Bom dia, Regina! - riu Cora com um certo alívio vendo que Regina estava com um aspecto melhor do que a manhã anterior, quem sabe a visita à vila tinha a animado, enfim.

- Onde eles estão?

- Eles quem, filha? - perguntou Henry.

- Nossos vizinhos!... - ouvindo isso os pais sorriram entreolhando-se.

- Não há ninguém aqui além de nós, querida. - explicou Cora - ... Por que achou que estivessem aqui? - Regina franziu o cenho e olhou em todas as direções em confusão pela presença da loira minutos antes no seu quarto.

- Não é nada, mamãe... Por um momento pensei ter ouvido vozes estranhas na casa. - sentou-se para tomar seu café da manhã e, especialmente naquela manhã seu apetite estava de volta. Sentiu o cheiro bom dos pães e salivou ao ver o queijo sobre a mesa.

 

***

 

Aquelas idas à vila foram mais frequentes à medida que o Natal se aproximava. E sempre Regina acompanhava os pais. Quando Cora foi ter com o padre sobre a Missa do Galo, ela estava presente e viu quando o homem afirmou que um frei estaria presente na quinta para a celebração. Mesmo depois que o religioso insistiu para que todos estivessem na igreja da vila durante a noite de Natal, a mãe relutou argumentando a distância que teriam que percorrer tarde da noite para estarem à mesa da ceia, seria cansativo para todos e bastante perigoso.

Regina percebera que suas crises de tosse haviam diminuído um pouco e que as manchas dos lenços não eram mais evidentes. Continuava a tomar aquele xarope e com o tempo ele ficara sem gosto, passando despercebido pelas manhãs. Não era tempo dos girassois, porém os campos ainda possuíam o verde forte resguardando o gosto de Regina em passar por lá caminhando até o castanheiro todas as tardes. Ela adquirira esse hábito de vez nos finais das tardes e não se furtava nem mesmo um dia sequer. Era como se buscasse forças na terra escura aos pés da árvore, nos últimos meses mais do que antes e, tão logo chegava de suas visitas à vila, corria para dar adeus ao sol do dia e aguardar um novo dia e mais horas de permanência nesse mundo. Era como gostava de pensar. Consumir as horas do dia como numa despedida do mundo, ela intensificava suas leituras na biblioteca durante o dia para que a insônia não a buscasse e ela abandonasse o mundo de Morpheu para jogar-se nas páginas de qualquer coisa que soasse conforto para a noite.

Quando a véspera do Natal chegou, enfim, ela estava bem melhor e respirava com facilidade para subir na encosta do castanheiro. Naquela tarde algo estava fora de sua rotina. Avistou um vulto ao longe já no seu lugar comum no final da tarde e, à princípio, não gostou do que via, pois poderia ser Ingrid novamente. Ela havia desaparecido desde que escolhera aquele vestido, a não ser numa manhã em que Regina passeava pela praia e viu a figura loira caminhando ao longe entre os bateis, mas não sentiu vontade de ir até ela, sabia que ambas se observavam de longe e preferiu que fosse assim. Ia subindo os campos até o castanheiro com o pensamento em Ingrid, porém sua surpresa foi tamanha ao notar quem estava ali, de pé, olhando o mar envolta em uma capa escura com o capuz caído deixando as madeixas douradas soltas à brisa.

- Emma... - sussurrou já com o coração palpitante. Não esperava a cunhada tão cedo na quinta, chegariam à noite. Apressou-se até lá parando ao lado da mulher que partilhava seu próprio coração. A loira virou-se calma com um sorriso tão terno que Regina sentiu o peito queimar.

- Estava com saudades, Regina... - nem bem terminou de dizer e deu um abraço longo e reconfortante na morena. Sentiram os corações no mesmo compasso agitado que só cessou voltando ao normal quando perceberam que estavam mesmo tão próximas. Regina depositou um beijo singelo no rosto de Emma e sorriu-lhe com os olhos marejados.

- Eu não fazia ideia de como agir quando a visse novamente... - a morena segurou a mão de Emma puxando-a para sentarem-se aos pés do castanheiro, hábito tão comum em tempos distantes que agora poderiam desfrutar um pouco mais durante aqueles dias. Emma levou a mão de Regina até os lábios e sentiu a textura para depois dar um beijo na palma e deitando o rosto nela em seguida como se conseguisse a tranquilidade de eternizar o que sentia.

- Por que não veio me visitar na vila?

- Eu tive medo...

- Eu também tive, mas a minha saudade ficou tão grande que me entristeci por ficar sem notícias suas por tanto tempo. - a voz de Emma era trêmula e de repente se calou quando observou melhor o rosto de Regina - O que anda fazendo? - passou os dedos pelos cabelos da morena - Está doente... - murmurou. Regina afastou-se um pouco e tentou sorrir.

- Eu já estou melhor. Foi apenas um resfriado que me acompanhou por alguns dias... Nada que tenha que se preocupar! - Emma continuava séria olhando para ela e não acreditando em palavra alguma. Abraçou Regina e em silêncio permaneceram olhando o mar e o sol desfazendo de sua luz no horizonte recheado de nuvens avermelhadas.

- Eu preciso dizer algo à você... - murmurou Emma enquanto tinha Regina recostada em seus braços.

- Se vai dizer que me ama eu já sei, meu amor. - brincou Regina com uma pontada de tristeza nas palavras.

- Não, Regina... É sério... - ajeitou-se como pode encostada no tronco do castanheiro e encheu os pulmões de ar e coragem para começar.

- Eu sabia que estavam aqui! - um intruso quebrou todas as chances de Emma, Daniel estava ali entrando em um espaço que não era dele, mas que não sabia de seu delito. Ele agachou-se ao lado da irmã e beijou-lhe a fronte com carinho - Mamãe pediu que viesse buscá-las, o frei chegou.

Regina percebeu o rubor inquietante no rosto de Emma, mas não teve a chance de saber o que era tão importante e perturbador.

Naquela noite todos se reuniram na capela para a Missa do Galo. O frei que chegou na quinta era um rapaz jovem que causou espanto em Emma por ser muito parecido com o mesmo que travara um diálogo misterioso há um tempo atrás às vésperas de seu casamento. Ela não mencionou nada daquilo para ninguém, mas Regina contou-lhe sobre Ingrid e como ela gostaria que se conhecessem. Sentiu uma pontada de ciúme enquanto a morena relatava as aparições furtivas da outra loira na quinta e suas conversas tão profundas e tão misteriosas como a que tivera com o frei.

Regina permaneceu ao lado da cunhada e do irmão enquanto os pais sentavam-se nos bancos da frente e ao lado deles os pais de Emma. Alguns empregados da quinta participaram da celebração que correu rapidamente tanto quanto os pensamento de Regina para que aquilo passasse rápido. Já não tinha tanta paciência para aqueles ritos e detinha-se em ouvir Emma cantar os hinos ao seu lado e pronunciar um latim tão correto que fascinava seus ouvidos.

Quando tudo terminou, o frei despediu-se ali mesmo e partiu na escuridão da estrada recusando o convite para permanecer entre eles até a manhã de Natal. Cora fez o que pode, mas o jovem não aceitou o convite e se foi.

Assim o jantar seguiu sem tantas novidades, apenas os negócios da família em evidência e as mulheres percebiam o quanto avançavam além mar. Daniel relatava sobre as aquisições em Coimbra e a carta convite de um Duque para que ele estivesse em Lisboa tão logo o próprio monarca determinasse como seriam os trabalhos da navegação para o novo ano que se aproximava. O Brasil era o destino mais certo. O comércio estava se expandindo e a colônia seria uma opção de mudança para Daniel, ao que parecia estava tudo determinado em seus planos. Regina incomodou-se com aquela conversa.

- Vão se mudar para o Brasil?

- Ainda não, minha irmã. Talvez eu vá no início do próximo ano e tenha o primeiro contato com aquele lugar e, caso dê certo, venho buscar Emma.

- Isso não é certo... - resmungou chamando atenção de todos.

- Por que isso, Regina? - quis saber Cora.

- Emma terá filhos e eles vão crescer longe da família?! - protestou e não mentia, em partes, ela preocupava-se com a família do irmão e não queria Emma tão longe. Assustou-se com a risada de satisfação do irmão do outro lado da mesa segurando a mão da esposa.

- Regina! - exclamou ele - Como conseguiu estragar essa surpresa!? - virou-se para Emma - Você contou à ela?! - a loira calou-se e no outro segundo seu sorriso desaparecera por completo do rosto, baixou os olhos.

- O que está acontecendo? - quis saber Henry.

- Acontece que nossa família terá um novo membro em pouco tempo, papai. - beijou a mão de Emma.

Regina viu os pais comemorarem assim como os pais de Emma levantarem-se indo cumprimentar a filha e o genro. Ela não se moveu. Deixou os talheres sobre o prato e encarou Emma profundamente abrindo-lhe um sorriso farto com os olhos marejados. Moveu os lábios e apenas a loira percebeu o que ela dizia.

- Parabéns, meu amor... - logo veio à sua mente as palavras de Ingrid sobre ter uma surpresa naquele Natal e, sim, era mesmo uma grande surpresa que a enchia de alegria ao mesmo tempo que uma dor aguda tomava conta de seu coração. Suportar aquilo seria fácil? Questionava-se enquanto todos desejavam-se Feliz Natal durante a ceia. Seu presente não poderia ser melhor. Emma estava grávida.


Notas Finais


Eu não posso dizer muita coisa porque não foi muito fácil escrever esse capítulo... rsrs
Espero que compreendam onde quero chegar com tudo isso

Até o próximo


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