História Penas, Plumas, SANGUE e Paetês - Capítulo 25


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Carnaval, Escola De Samba, Investigação, Jornalista, Policial, Rio De Janeiro, Romance Policial, Samba, Serial Killer
Visualizações 3
Palavras 389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Mistério, Policial, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


O Jardim Literário é um projeto para estimular a escrita e ajudar na divulgação das obras de escritores do Wattpad. O desafio feito pela equipe do Jardim Literário que gerou essa cena foi denominado Cápsula do Tempo.

"A ideia era escolher uma história/personagem para que eles abrissem a cápsula do tempo (podia ser quantos personagens quisessem abrindo a cápsula) e descrever: a caixa em si, o que tem dentro dela e porque o personagem escolheu guardar aquele objeto!"

Capítulo 25 - Cena Extra - Jardim Literário Cápsula do Tempo


Alan chegou à casa da mãe para o almoço. Ele precisava da comida caseira depois de um dia apenas comendo besteiras. Apesar de saber que teria que aguentar os possíveis arranjos matrimoniais da sua progenitora. Ela estava impossível nos últimos tempos, arranjava pretendentes em cursos de costura, de artesanato, vizinhas do prédio, na fila do banco.

— Meu filho, ainda bem que você chegou, achei que tinha esquecido que tinha mãe — disse Dona Sonia, com a mão na cintura.

— Não exagera, mãe. — disse o detetive, rindo ao beijar a face da mãe. — O caso do maníaco anda tirando meu sono. Hoje estou aqui para degustar da melhor lasanha que existe e recompensar minha ausência.

— Ah, querido, também não é para tanto. Depois do almoço tenho uma surpresa.

Alan engoliu em seco. Tinha certeza que a surpresa era uma próxima candidata à namorada.

Após a refeição, Sonia trouxe uma caixa. Esta foi colocada no centro da mesa. A caixa era de madeira, velha e malcuidada. Alan demorou a reconhecer. Afinal, havia mais de vinte anos que essa estava guardada.

— Não acredito! Como isso ainda existe, mãe?

— Querido, também não sei, mas lembro como se fosse hoje de você e seu pai conversando sobre a caixa de lembranças. Deu uma saudade do seu pai... — A mulher parou de falar, embargada com a lembrança. Alan segurou a mão dela, dando apoio. Ele também tinha saudades do velho pai.

— Sim, estou me lembrando de a gente escolhendo o que iria colocar aí. Vamos abrir!

Havia um cadeado na caixa, daqueles de cofre de criança, que, ao forçar, abriu-se facilmente.

— Se fosse algum tesouro, estaríamos perdidos — concluiu o policial, tentando alegrar sua mãe.

O conteúdo da caixa consistia em vários tesouros de infância, como um pião, um ioiô, mas uma foto da família de algum carnaval remoto chamou mais a atenção dos dois. Alan estava vestido de bate-bola, a mãe de baiana do Império Serrano e o pai, com uma cuíca nas mãos, provando que o samba corria nas veias daquela família. No verso da foto, a caligrafia firme do pai dizia: “Não deixe o samba morrer, meu filho, o samba vive dentro de nós. Te amo, Alan. Mesmo com essa bola irritante batendo o tempo todo no chão”.

Os dois deram gargalhadas. A saudade podia vir com choro, mas com alegria era muito melhor.



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