História Penhasco (Malec) - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane
Tags Alec, Amizade, Amor, Lgbt, Magnus, Mat, Romance, Shun
Exibições 89
Palavras 728
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shoujo (Romântico), Yaoi

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Depois de muito, muito tempo, eu voltei. Bom, não exatamente voltei, mas estou postando um novo capítulo, para não me darem como morta :p HKSKS Leia e se gostar comenta e vota.

Capítulo 17 - Cicatrizes


Capítulo 17 – Passado

Abro os meus olhos e demoro um tempo até perceber onde estou. O teto do quarto de Magnus é escuro, o que difere qualquer outro quarto comum. Tateio com minhas mãos pela cama, até sentir a textura da pele desnuda de Magnus. Sorrio enquanto traço carícias pela extensão de seu pescoço e costas.

Demora um tempo até que meus dedos vaguem por além dali, tomando outros caminhos. Encaro suas costas, um pouco espantado, pois como algo tão nítido poderia ter passado em branco por mim, embora a resposta pisque em minha mente. Sempre estávamos com pressa demais um pelo outro para que eu pudesse ter visto aquelas marcas. Sua pele morena clara não é capaz de esconder, aquelas terríveis cicatrizes profundas e por um momento esqueço tudo ao meu redor e apenas choro baixinho.

Magnus se revira na cama e sei que é hora de ir, levanto-me devagar e vago pelo quarto atrás de minha camisa, enquanto o observo voltar a dormir.

(...)

Em minha garganta um grande nó se forma, enquanto termino de recolher meus pertences pelo quarto. Josh está no quarto ao lado e não se pronunciou quando me viu passar. De alguma forma me senti grata por aquilo, não queria olhar em sua face tão cedo.

Com a mochila no ombro e as chaves sobre o balcão, eu deixo aquele apartamento silenciosamente. Não poderia eu voltar ao apartamento de Jace por motivos óbvios, Clary.

Então apenas sigo caminho até o único lugar onde eu sei que serei capaz de me acalmar e botar as coisas em ordem.

 

Minha cabeça ainda fervilhava quando cheguei ao penhasco. Uma serração fraca se formava por entre as montanhas, e um vento confortável se fazia no ar. Suspirei varias vezes durante meu tempo ali. Enquanto esfregava as mãos e soluçava uma vez ou outro. Meus olhos sempre estavam um pouco baixos e marejados, eu sentia que não deveria chorar, mas ao me lembrar de toda a confusão, das marcas em Magnus, fazia com que o meu peito ardesse em brasas.

Deixei que o clima me satisfizesse. Primavera sempre fora minha estação favorita, por que assim como as folhas eu secava e caia, uma hora ou outra, então talvez fosse o tempo de criar novas folhas e deixar as flores nascerem.

(...)

Deixo a porta bater atrás de mim, enquanto retiro meus sapatos na entrada. Ouço algumas vozes mais adentro e posso imaginar a reunião entre meus amigos.

Clary é a primeira a me ver e não hesita em me abraçar, sorrio para eles enquanto vejo todos me encarar. Magnus tem o semblante tranquilo, embora seus olhos estejam um pouco vagos.

Me solto de Clary e sento-me com eles a mesa. Há algumas xicaras sobre a mesa contendo café e me pergunto quanto tempo estive fora, até olhar pela janela e ver que já é noite.

- Por onde você se meteu? – Jace me perguntou, enquanto me mantinha quieto – Estávamos todos preocupados com você!

Silencio. Solto um suspiro e agarro uma xicara limpa da mesa. Sirvo-me de um pouco de café e volto a encara-los.

- Eu estava resolvendo alguns problemas. – Respondo, logo tomando um gole do liquido quente, que ao tocar em minha garganta, é muito bem recebido.

- Não poderia atender ao celular? – Pergunta Clary.

 Eu pensei em dizer algo como “Eu fiquei sem bateria”, mas me veio à mente que isso não importava, por isso apenas disse a verdade.

- Não.

- Simplesmente não? – Magnus questiona. – Jace, Clary, vocês poderiam me deixar a sós com o Alec.

Os meus amigos saem para sala e tento não rir pela forma como eles me olham, como se Magnus querer ficar a sós comigo fosse um perigo.

- Então... – Ele começa.

- Então. – Repito.

- Por que fez isso? Por que deixou tudo mundo preocupado?

- Por que nunca me contou sobre as cicatrizes?

Magnus pela primeira vez parece surpreso, seus olhos estão um pouco mais abertos e deu alguns passos para trás.

- C-Como você sabe disso? – Ele pergunta.

- Dormimos juntos, como eu poderia não ver? – Questiono.

-É complicado Alec – Magnus diz.

- Complicado como? Eu quero saber Magnus – peço.

- Eu vou te contar, mas primeiro você tem que me dizer – Ele diz seus olhos obscuros e seus lábios apertados em uma careta.

- O que? – Pergunto.

- Você será capaz de saber a verdade?


Notas Finais


Não disse que iria ser leve pessoal!


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