História Penny Lane - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Slash, Steven Adler
Tags Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Slash, Steven Adler
Visualizações 106
Palavras 4.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


+ desculpem a demora amores foi o enem!!!
+ EU AMO OS COMENTÁRIOS DE VOCÊS AAAAAAAAAAAAAAAAA
+ eu tô vendo que tô despertando uma dúvida em vocês com as biografias dos rapazes, penny lane morreu? voltou pro futuro? o que houve? bom....vão ter que acompanhar pra saber kjkkkkkkk
+ me perdoem o capítulo enorme.
+ aproveitem!!!

Capítulo 18 - I don't need one more war


Fanfic / Fanfiction Penny Lane - Capítulo 18 - I don't need one more war

Documentário feito pelo Canal do Rock nomeado As garotas por detrás do Guns N' Roses (2016) em que em um momento eles citam Penny Lane para as entrevistadas:

Penny Lane? Bom, na minha opinião tinha que haver um domentário só pra ela. – foi o que Barbi disse, a mulher que tinha seu rosto estampado no braço de Axl Rose parecia bem mais bonita do que antes. – Sabe, eu lembro de uma vez em que Axl me ligou e isso deveria ser em meados dos anos 90, ele estava desesperado dizendo que não podia se apaixonar pela namorada do melhor amigo e que ele havia um caderno cheio de músicas só pra ela.

– Eu nunca entendi o que eles viram nela. – Adriana começou a dizer e todas se viraram para ela. – ela era muito bonita, é claro, mas ela era  a garota do Izzy, a quieta garota do Izzy, naquela época eu realmente não via o que eles viam, eu só fui perceber muitos anos depois. 

– De uma forma era estranho, – Yvonne falou. – Slash tinha a mim, Duff tinha Mandy e Linda, Axl tinha Erin e Stephanie, Steven tinha Cinthya e Izzy tinha Angela e Anicca, mas sabe, – Yvonne deu um risinho. – ela era a garota de todos eles e não digo de dormir com eles, ela era realmente a garota que todos eles queriam por perto, que eles conversavam, que eles amavam, me entende? Eles eram roqueiros pesados, pouco se importavam pra tudo, não estavam nem ai, mas quando se tratava dela... Ai era outro assunto. – ela finalizou.

– Uma vez, – desta vez foi Michelle quem começou a falar. – Izzy me ligou, mais ou menos no meio de 89, ele estava tão assustado e foi a primeira vez que eu o ouvi tão... Eu não consigo descrever o despero dele, ele começou a dizer que achava que ela havia morrido e que caso ela não vivesse, então ele pegaria uma arma e atiraria na própria cabeça, esse era o efeito que ela tinha sobre eles, as vezes esse efeito era lindo, ela era a pessoa que acalmava Axl e que tinha a banda em suas mãos, na outra eles fariam qualquer coisa por ela, qualquer coisa mesmo. Nenhuma mulher foi pra uma banda de rock o que ela foi para o Guns N' Roses.

+

A grande questão que eu sempre me fiz era por qual motivo Izzy havia me escolhido, ele não me traía como os outros rapazes traiam suas namoradas, ele me colocava em um pedestal e me dizia que ali qera meu lugar, me venerava na cama como uma deusa, me olhava enquanto escrevia suas músicas como se eu sempre fora sua inspiração, e em primeiro lugar, ele sempre me lembrava de que eu não podia entrar no mundo das drogas. Cheguei a conclusão de que Izzy era um cara reservado, quieto e quase nunca saia com a banda, assim como Axl, mas Axl era porque tinha o seu próprio mundinho, por ele ser um cara desse jeito ele encontrou em mim o seu eu mulher, eu era tão quieta quanto ele, embora fosse mais solta com os outros membros da banda, mas assim como Izzy eu era calada e por isso quando estávamos juntos falávamos tudo o que tinhamos que falar, eu amava Izzy, eu não havia contado isso pra ele ainda, mas eu o amava e só notei isso quando eu o vi completamente afogado no mar de desgraça que ele mergulhou. Só que eu fui junto.

Usar heroína pela primeira vez era como morrer, eu vomitava tanto que senti meu rosto ficar roxo, a qualquer momento eu poderia me engasgar com meu próprio vômito, todo o meu corpo suava e minha pupíla ficava cada vez maior. Duff me pegou no colo e me levou correndo até o banheiro, ele se gurou meus cabelos enquanto eu enfiei a cara no vaso e vomitava sem parar, todo o meu corpo pesava com o suor, eu nem sabia que horas eram, Izzy já havia acordado? Eu não me lembrava. Não sei quanto tempo passou, eu comecei a sentir náuseas e de primeira foi uma sensação tão horrível que eu não conseguia imaginar o porquê... Mas depois foi como se eu fosse atingida por um orgasmo profundo, eu não me lembrava mais da razão de ter usado ou se eu tinha algum problema, eu sei que Duff havia me colocado sentada na cama e falava algumas coisas na minha frente, eu não fazia a menor ideia do que estava falando, por que eu me sentia tão bem? Meu cérebro havia me dado um descanso pelo menos, eu nem me lmebrava mais que estava suando, como era boa a sensação de não haver mais nada para pensar.

 Duff saiu da minha frente, Duffy? eu o chamei mentalmente, depois quem apareceu na minha frente foi Izzy, ele parecia bem preocupado e eu tentei abrir um sorrisinho, Izzy, eu amava Izzy. Meu Izzy. 

 A próxima fase da heroína era a euforia, foi quando eu me deitei na cama e não parei de rir por um só instante, eu ria tanto que minha barriga doía e eu sentia que estava molhando o colchão com minhas lágrimas, por que? Era tudo tão engraçado. Izzy! Onde estava Izzy? Ah estava bem ali do meu ladinho.

 Oi Izzy.

 Eu amo Izzy.

 Eu tentei levantar a mão para tocar nele, mas eu voltei a rir tão alto e forte que senti que podia explodir de felicidade. Onde estava Duff? 

 Do lado do Izzy.

 Duffyyyyyyyyyyyyyy. 

 Por que eles não me escutavam? Você não está falando, sua burra! Voltei a rir. 

– Podemos ir lá fora? – eu me levantei rapidamente indo até a janela e a abrindo, eu me debrucei na janela e senti alguém segurando minha cintura. – eu quero ver o sol! 

– Baby, olha pra mim. – Izzy me fez virar e eu fiquei de frente para ele o olhando. – quanto você injetou? 

– Um pouquinho assim. – eu fiz com os dedos. – ou foi assim. – abri mais os dedos. – Duffy vamos lá fora! Ver o sol! 

– Querida, está de noite. – Duff disse dando um passo a frente e eu joguei a cabeça para trás, Izzy ainda me segurava.

– Eu gosto do sol. – falei me largadn ode Izzy e indo até a porta onde eu bati com o ombro. Doeu. Ri de novo. 

 Pra onde eu estava indo? Eu estava na sala? Ah sim, o sol! 

– Baby, você não pode sair. – Izzy me puxou para perto dele e eu fiz biquinho.

– Você é tão bonito, tão... – eu não consegui finalizar, voltei a rir enquanto ele me segurava em seus braços.

 Duff e Izzy voltaram a gritar um com o outro, mas as vezes meu ouvido não queria ouvir o que eles diziam, eu só ria como se até o chão fosse engraçado. 

 Uma hora depois foi seguido pleo próximo estágio, a melancolia, não haviam motivos, eu ainda não conseguia pensar em nada, nenhum problema, eu só queria chorar deitada no chão da sala e foi bom porque era como liberar as lágrimas sem motivo algum, chorar era bom quando não tinha motivo, parecia tudo tão em vão, eu gostava de chorar sem motivos. Quanto tempo iria durar? Eu ia chorar muito? Por que meu rosto estava enterrado no chão? Eu gosto do chão. 

Passou muito tempo? Não sei, mas ai eu dormi sem lembrar como havia dormido, por que eu dormi? Passou tão rápido.

+

 Que dia era? Que horas eram? Quanto tempo eu havia ficado apagada? Eu não faço a menor porra de ideia, mas quando acordei na minha cama minha cabeça não doía tanto quanto eu esperava, na verdade eu não me sentia tão ruim, mas assim que abri meus olhos e dei uma fungada foi como se todos os problemas houvessem voltado para a minha cabeça, eu não queria pensar neles.

 Eu me sentei devagar na cama e assim que olhei para o lado eu vi Izzy, Duff, Slash e Steven de pé me observando.

– Há quanto tempo estão aqui? –perguntei franzindo o cenho.

– Você tem alguma noção do que fez na noite passada? – Slash perguntou e eu dei de ombros. Eu não havia dormido muito, então.

– Tem noção do quanto eu fiquei assustado? – Duff perguntou, eu olhei para Izzy para vê-lo encostado na parede fumando, ele nem olhava para mim. 

Penny Lane se algo acontecer com você e...

– Eu vou ficar bem. – falei interrompendo Steven e passando minha mãos pelos meus cabelos.

– Bem? – dessa vez foi Izzy quem falou, ele me olhou e eu vi a decepção em seus olhos quando na verdade, era eu quem tinha que estar decepcionada. – você acabou de entrar em um caminho sem volta! Eu te avisei, por amor de Deus, eu tirei todas as drogas daqui de dentro, eu fiz de tudo por você! – Izzy falou em voz alta e até os rapazes se assustaram, Izzy quase nunca era assim, mas eu não ia abaixar a cabeça.

– Tudo? Quando sumiu por três dias me deixando sozinha enquanto usava não sei quantas drogas foi tudo? Izzy você é a minha pessoa, quando você se afunda nisso tem noção de como eu me sinto? – eu falei no mesmo tom de voz e ele me encarou por alguns segundos. 

– Isso não te da o direito de se afundar comigo, eu sou fodido, você é você, é a minha garota...

– Nossa. – Slash o interrompeu e Izzy o ignorou.

– Eu morri mil vezes vendo você daquele jeito, você não entende! – ele falou ainda mais alto, eu bufei me levantando, estava cansada daquilo.

– Vai se foder, Izzy. – falei passando pelos meninos e sai pela porta, eu queria sair dali o mais rápido que podia, ouvir aquilo não era pra mim.

– Onde você pensa que vai? – ele gritou me seguindo e assim que eu tentei abrir a porta de casa e percebi que estava trancada eu notei o quanto estava ficando nervosa.

– Você não vai me trancar aqui! – eu gritei me virando e o vendo no meio da sala.

– Eu vou fazer o que for possível pra você não enfiar aquilo no seu braço de novo! – ele gritou no meu rosto, aquilo só me lembrava a briga com o Axl. Que exaustivo.

– E enquanto a você seu hipocrita? – eu perguntei o empurrando. – Você aje como se precisasse daquilo pra respirar, como se fosse a sua vida, eu estou bem aqui, na sua frente Izzy, me diz o que você quer? – eu gritei e ele me encarou por alguns segundos.

– Eu quero que você me escute pelo menos uma vez! 

– Me deixa sair! 

 Aquilo era um show ridículo que estávamos fazendo no meio daquela sala, gritando com os olhos vermelhos e sem condições para isso.

– Você quer ir embora? Tudo bem! – ele foi até a porta e assim que a destrancou deu um chute a abrindo. – vai, então!

 Eu passei por ele rapidamente pegando a bolsinha que havia dentro do ladrilho e desci rápido as escadas.

– Você não vai levar isso! – ele gritou enquanto me seguia, pela primeira vez eu fugi de Izzy enquanto ele corria atrás de mim, eu me senti apavorada. 

 Quando eu cheguei no segundo andar foi quando eu o senti puxando meu braço e me forçando contra a parede.

– Você. Não. Vai. Levar. Isso! – ele murmurou pausadamente tirando a bolsinha da minha mão.

– Chega, Izzy! Acabou. – eu falei contra o seu rosto e ele deu um sorrisinho.

– Eu sei que acabou, por isso que na primeira noite em que fiquei fora daqui eu não tive em pena em tocar em outra mulher. 

 Por um acaso, você já se sentiu destruída? Como se quisesse pular na frente de um trem em movimento? Pois foi o que aconteceu, ele havia acabado de me dar uma facada na barriga e doeu. Doeu muito. 

 Eu não o respondi, eu o encarei por alguns segundos até a expressão dele mudar, ele começou a se sentir culpado.

– Tá feliz? – perguntei quando comecei a chorar e me virei saindo de seus braços e voltei a descer as escadas.

– Não! Penny Lane! – ele voltou a me seguir. – me perdoa! Por favor! 

 No primeiro andar ele ficou na frente da porta me impedindo de sair.

– Izzy...

– Eu juro que não fiz isso por mal, quando eu tô sem você eu não consigo pensar, raciocinar, eu estava muito chapado e ela se aproveitou de mim, eu... 

– Você não me ama mais? – perguntei baixinho.

– É claro que amo! – ele se ajoelhou abraçando minha cintura e não me deixou sair. – você é a razão de tudo, é minha inspiração, é meu groove, minha sintonia, você é tudo que eu sou! – ele falou me apertando contra ele, mas eu não o toquei. Ele estava mentindo. Não estava chapado. Eu sei quando ele mente, embora o arrependindo dele não fosse mentira.

– Izzy, me deixa sair. – falei baixo com a voz falhando e ele negou com a cabeça.

– Não diz que acabou, por favor não diz isso, eu não vou aguentar isso acontecer, se você me deixar eu me mato. – ele falou certo do que dizia e eu suspirei, olhei para as escadas e vi que os meninos estavam ali observando em silêncio. – não me deixa. – ele respetiu encostando sua testa em minha barriga e eu olhei para Duff implorando que ele fizesse algo, mas foi Slash quem entendeu.

– Izzy, cara... – Slash falou indo em nossa direção. – venha...

– Isso não é da sua conta, Saul. –  Izzy falou sendo grosso, mas Slash não desistiu. 

– Ela precisa do tempo dela. – Slash falou encostando no ombro de Izzy.

– O tempo que ela precisa é comigo. – ele disse me apertando bem mais.

– Vamos Izzy, ela vai voltar. – Steven falou e Izzy negou com a cabeça.

– Prometa que vai voltar, se eu te deixar ir, você vai voltar.– ele me pediu.

 Eu fechei os olhos respirando fundo e parando de chorar, naquele momento eu faria qualquer coisa para sair por aquela porta sem dar explicações para onde ir.

– Prometo.

 E foi a última coisa que eu disse antes de deixar de ver e falar com Izzy por seis meses.

+

 O que houve durante esses seis meses? Além de eu ficar chapada todos os dias completamente viciada em heroína? Eu ignorei todas as ligações, ignorei onde eu morava, ignorei todo mundo, fiquei em uma boate onde Adriana Smith me deixou ficar, eles nem lembravam mais daquelas boates, eram famosos demais para elas. Durante esses meses eu esqueci de todos eles e nem sequer me preocupei, eu só sabia que eles haviam saído em turnê com o Aerosmith. Foda-se Aerosmith com Guns N' Roses, as vezes eu via as entrevistas que eles davam na televisão, Izzy não deu uma entrevista sequer. Nesse período além de vicio que desenvolvi em heroína e opíodes eu também comecei a ter ansiedade generalizada, ou seja, as multidões, luzes, flashes, tudo isso passou a me assustar mais do que deveria. 

 A imprensa também ficou sabendo quem eu era já que o dinheiro dos LPs de Sweet Child O' Mine vendidos estavam vindo pra mim e todo dinheiro que eu ganhava era só para comprar as drogas, nem roupas eu comprava, também não voltei a porra do meu apartamento mesmo sabendo que ninguém estaria lá, quando a imprensa soube sobre meu relacionamento com a banda quis de imediato marcar uma entrevista, também descobriram onde eu estava e viam atrás de mim querendo alguma coisa sobre a banda. Que pidada eu me tornei. O que meu pai e meu irmão achariam de mim nesse instante? Provavelmente eu seria a vergonha da família. 

 As coisas mudaram quando em um dos shows Steven não estava tocando, era um show gravado e estava passando na televisão, lembro que uma vez Izzy quebrou o dedo indicador e não pôde tocar. Cancelaram o show. Mas Steven não estava lá, depois disseram que ele havia quebrado o pulso, havia algo errado, muito errado.

  Assim que voltei parameu apartamento eu liguei para o telefone particular de Doug, embora eu não estivesse nem ai para eles, eu acompanhava onde eles estavam, cada hotel e estado, naquele momento eles estavam na Pênsilvania e foi para onde liguei.

– Alô? – ouvi Doug do outro lado.

– Doug, o que está acontecendo? Steven está bem? – perguntei rápido.

– Penny Lane! Graças a Deus! Você está bem, querida? Está tudo uma loucura sem você e...

– Eu só liguei para perguntar sobre Steven. – falei me sentando no sofá.

– Vamos sair em turn com o Rolling Stones, Penny Lane, por favor...

– Não peça, eu vou dizer não. – murmurei com um suspiro.

– Eles não conseguem sem você, não só ele, Axl também não coopera e quando ele não coopera...

– Não sou a porra do calmante de Axl Rose. 

– Mas é a de todos eles. – e eu fiquei em silêncio. – Duff não para de ter ataques de pânico, Steven está sendo ignorado por todos eles, Slash... Ninguém sabe onde ele está, Axl está impossível e Izzy... Ele não sabe nem o que está fazendo.

 Eu não o repsondi, só desliguei o telefone. Pensei no que ia acontecer, pensei que estava me metendo em algo terrível mais uma vez, eu sabia da agenda deles, eles iam voltar para Los Angeles, gravar o clipe de Patience e depois iam em turnê. O que eu ia fazer? 

 Droga.

+

 No dia da gravação do clipe de Patience no estúdio da Geffen eu apareci lá sem que eles soubessem, o próprio Alan foi me buscar na boate, eu tive que injetar um pouco de heroína em mim já que era a única coisa que me dava paciência, eu já estava acostumada já não passava mais por aqueles estágios, dessa vez a droga só me dava uma leveza e extrema calma, era tudo o que eu mais precisava.

 Quando cheguei no estúdio fiquei do outro lado onde eles estavam mexendo na mixagem e vi os rapazes na parte de dentro se preparando para as filmagens, várias camêras e microfones como foi em Sweet Child, eu não estava nem um pouco afim de estar lá. 

– Não quer esconder isso ai? – Alan perguntou apontando para meu braço direito e eu vi os enormes roxos. 

– Não é nada que eles já não tenham visto antes. – falei baixo.

 Assim que abri a porta para onde eles estavam todos se viraram em minha direção, eu olhei para cada um deles que pareciam surpresos, Izzy se levantou colocando o violão de lado e eu revirei os olhos por detrás dos meus óculos escuros, assim que os coloquei na minha cabeça foi quando eles notaram que eu estava lá porque olharam bem nos meus olhos.

Penny Lane! – Slash foi o primeiro a me dar um abraço, ele me segurou pela cintura me tirando do chão e me enchendo de beijos na bochecha. – por onde esteve? – ele perguntou no meu ouvido e eu o segurei firme.

– Oi querida. – Steven foi o segundo, ele me abraçou também, Steven não parecia nada feliz, ao contrário disso, Steven parecia triste, mas ao me ver colocou um sorriso no rosto e me apertou contra ele. 

– como você está? – perguntei o olhando e ele deu de ombros suspirando.

– Ainda pensando que as coisas vão voltar a serem como eram em 85 com os rapazes. – Steven falou e aquilo me doeu. Seja o que for que fizessem com Steven, teriam que passar por mim.

 Duff colocou seus braços longos em meus ombros me envolvendo neles e me fazendo colar em seu corpo, ele não disse absolutamente nada enquanto me abraçava, eu sentia sua respiração pesada, meu Duff.

– Eu morri de medo sem você lá. – ele falou segurando meu rosto e eu assenti.

– Sinto muito. – sussurrei, ele assentiu beijando minha testa e depois eu me virei para ver Axl me olhando, ele estava ao lado de piano e não demonstrou nenhuma feição.

– Bem vinda de volta. – foi tudo o que ele disse, depois se virou voltando a olhar para os papéis em cima do piano.

  Claro que ele só faria aquilo, é óbvio. E ai eu olhei para Izzy que tinha tirado seus óculos escuros também, ele me olhou de cima a baixo e depois focou seus olhos em meu braço roxo, eu virei meu olhar tentando ignora-lo ,ams foi em vão. Eu não fazia ideia de que ainda me importava.

– Senti sua falta. – ele sussurrou e eu voltei a olha-lo, depois eu o senti me abraçando, senti seus lábios nos meus e depois voltou a me abraçar. – podemos conversar depois?

– Tudo bem. – falei friamente. 

 Seis meses, seis meses e eu ainda não estava preparada para aquilo, seis meses me drogando e ficando completamente chapada, seis meses e eu estava vendo eles gravando um clipe, eu queria estar em qualquer lugar menos ali os olhando, eu só estava percebendo o quanto eles ignoravam Steven e aquilo me matava, de fato, as gravações durariam ao longo do dia e eu não estava no clima de ficar ali embora eu sentisse falta de cada um deles, eu saí e pedi para que Doug avisasse que eu estaria no meu apartamento. 

 O que eu havia me tornado? 

+

 Quando Izzy chegou eu já estava quase dormindo e não eram nem onze horas ainda, eu me sentei na cama assim que ele apareceu no quarto, ele deu um longo suspiro ao me ver e se sentou na ponta da cama. O desgraçado ainda era lindo pra caralho e pior, ele havia cortado seu cabelo e estava deixando da cor natural que era castanho, estava ainda mais lindo do que nunca, parecia saudável, eu sabia que ele não estava, mas parecia, diferente de mim.

– Durante seis meses eu não fiquei com grupies ou qualquer uma que aparecesse nos shows, eu acreditei que você fosse voltar. – ele disse olhando para suas mãos.

– Eu prometi que ia voltar. – falei baixinho e ele assentiu com a cabeça.

– Prometeu. – ele concordou, ele respirou fundo e se virou pra mim. – o nome dela é Anicca, eu lembro que estava na casa de crack e depois em uma boate e ela estava em cima de mim, eu estava tão doido que não me lembro o que eu fazia ou quem era ela, eu não sabia de nada. – ele explicou me olhando nos olhos. – eu sinto muito você ter me visto naquele estado, sinto muito você ter que ter ido atrás de mim e eu ter sumido, às vezes eu sou assim, eu gosto de ter o meu próprio tempo e... eu fui um imbecil...

– Foi mesmo. – eu falei baixinho e ele deu um sorrisinho .

– E eu acabei... fazendo isso com você. – ele apontou para o meu braço e eu suspirei pegando o lençol e tampando meu braço com cuidado.

– Não foi você quem fez isso comigo, foi eu quem fiz isso. – murmurei olhando para o lençol tampando meu braço.

– Isso me mata, você desse jeito me mata e quer saber o que é engraçado? – eu o olhei quando ele perguntou e ele deu de ombros. – você continua tão linda que nem parece que faz isso. 

 Eu neguei lentamente com a cabeça enquanto eu o olhava.

– Você sabe dos meus problemas com auto-estima Izzy, você sabe sobre isso mais do que ninguém, me lembra disso o tempo inteiro quando estamos juntos, lembra que eu sou bonita e que sou a pessoa mais linda que você já viu, mesmo assim... – eu parei de falar aos poucos. Anicca, o nome dela era Anicca.

– Baby, – ele chegou perto de mim passando seu braço pelo meu ombro me puxando para perto dele. – eu jamais olharia para outra mulher, eu juro que tudo foi terrível e tão sem sentindo. – ele deu um beijo na minha testa. 

– Quando olha para as marcas no meu braço, agora você sente o que eu sinto quando eu olho para as suas. – susurrei encostando minha cabeça em seu ombro e ele assentiu, Izzy passou seus braços pela minha cintura e fez carinho em minha perna, era tão bom senti-lo me tocando de novo, mas eu ainda estava com raiva.

– Case comigo. – ele sussurrou no meu ouvido e eu franzi o cenho confusa.

– O que? – perguntei o olhando e ele voltou seus olhos aos meus.

– Case comigo. – ele falou mais uma vez e eu dei um sorrisinho.

– Você não quer se casar comigo, Izzy. – eu disse baixinho e ele cerrou os olhos.

– Não? Quer dizer, você sabe das coisas que eu quero mais do que eu mesmo, então, por que eu não quero? – ele perguntou e eu dei um sorrisinho.

– Porque o que temos já é perfeito e não precisa que um papel diga que pertencemos um ao outro até a morte. – eu falei o observando e ele pareceu pensar.

– E o que eu vou fazer com isso aqui? – ele pegou uma caixinha em seu bolso e a abriu e eu vi um lindo anel que nem era tão chamativo, mas era bem bonito com uma pedrinha verde.

 Eu olhei para o enel e depois para Izzy, o anel combinava com os olhos dele, que droga como eu o amava! E eu ainda nem tinha falado isso para ele. 

– Tudo bem, eu aceito me casar com você. – assim que eu falei ele arqueou a sobrancelha.

– Aceita? 

– Aceitei me casar com você, mas não significa que vamos casar. – quando eu expliquei ele abriu um enorme sorriso e eu estendi a mão.

 Ele tirou o anel da caixa e com cuidado colocou no meu dedo, é isso, eu estava noiva do guitarrista ritmico do Guns N' Roses, eu não iria casar, mas estava noiva. Que loucura. 

– Vocês dois são tão lindinhos! – ouvi Steven Tyler falar e eu dei um risinho depois beijiei Izzy.

 Semanas depois quando Axl ficou sabendo do meu sim ao Izzy, ele foi até a casa de Erin e ameaçou se matar se ela não se casasse com ele, Erin e Axl se casaramem Las Vegas sem convidar ninguém.

 Também vale a pena lembrar agora que estou contando, Anicca seria a verdadeira esposa de Izzy no futuro, quem diria não é? Mas isso já é outra história.

+

É tão fácil e outras mentiras, comentário de 2012 onde duff McKagan fala sobre um momento importante na vida de Penny Lane: 

– O casamento dos dois foi escondido, eles estavam cansados de se amarem sem que ninguém ficasse realmente sabendo do que estava acontecendo, eu lembro que foi muito inesperado, eles chegaram no dia seguinte e de repente ambos estavam usando alianças e eu falei "cara, você roubou a minha garota mesmo!" ele riu, me deu o dedo do meio e disse "agora você precisa parar de chama-la de sua garota". – Duff deu uma risadinha em lembrar. – eu nunca soube como foi o pedido, mas o que ele havia me contado é que depois de um show ele a viu no camarim e soube que era ela, ela pra ele foi aquele tipo de amor que acontecia no meio da multidão e que realmente era pra ser, depois me falou que não comprou anel nenhum, só improvisou, se ajoelhou e disse "pelo amor da porra de Deus, seja a minha esposa pro resto da minha droga de vida". – o loiro deu de ombros. – e ela foi, pra ele, ela ainda é, ele nunca tirou àquela maldita aliança.


Notas Finais


+ eu sei que tem leitoras que gostam da penny lane com o izzy, mas eu tô tentando ao máximo fazer vocês enxergarem que um relacionamento abusivo corroí a cabeça de uma pessoa a ponto de ela achar que está vivendo em um relacionamento perfeito. espero que entendam.


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