História Pensamentos de uma adolescente em crise - 1° temporada - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Ficção Adolescente, Romance
Exibições 70
Palavras 730
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 3 - 50℅


Fanfic / Fanfiction Pensamentos de uma adolescente em crise - 1° temporada - Capítulo 3 - Capítulo 3 - 50℅

"-Como você descobriu?

-Agradeça à Emma."

Eu juro que tentei agir normalmente naquela segunda-feira, principalmente na presença do Rapha, mas a verdade é que a única coisa que eu conseguia fazer era fugir dos olhares dele, eu mal deixava ele encostar em mim e sim meu plano era agir normalmente, mas a parte do normalmente não saiu tão normal assim.

 O pior era que eu sabia que ia ter que falar com ele qualquer hora, principalmente pelo fato de ele sentar do meu lado na sala e para ajudar eu sento na última fileira e é IMPOSSÍVEL sentar para frente com uma parede do seu lado, bom pelo menos pra mim é, então só me sobrava uma opção: olhar fixamente para a parede e fingir que estava lendo o cartaz que tinha sido pregado lá, como eu costumo fazer quando estou brava ou quando a Allina começa a agarrar o Rapha na minha frente e eu quero disfarçar o ciúmes.

Já deu pra ver que meu planinho de "agir normalmente" foi furada neh.

Vou aproveitar o frete e explicar sobre a Allina, não somos inimigas, mas eu tenho vontade de dar na cara dela várias vezes ao dia. O motivo? Rapha.

Não sei por que, mas ela tem uma carência desgraçada e pra suprir essa carência ela vai em cima do Rapha e eu não sei se é uma das minhas paranóias, mas ela sempre agarra ele na minha frente! Ai eu me mordo de ciúmes por dentro e pra não jogar minha cadeira nela eu olho fixamente para a parede ou desvio o olhar.

Acabei falando com ele por fim e ele me disse que sabia que eu gostava dele e eu disse que a única coisa que eu queria é que nossa amizade continuasse do mesmo jeito, então perguntei como ele tinha descoberto, ele me pediu para agradecer a Emma e disse que eu e a Mel estávamos dando na cara, me xinguei mentalmente, mas era verdade, eu e a Mel tínhamos cometidos gafes muito feias.

Começou quando nós duas estávamos conversando na aula de Educação Física, o Rapha tinha ido jogar bola e nós duas estávamos sentadas no canto da quadra falando do crush, até que o Mark chegou e sentou do nosso lado e a Mel disse:

-Mark, da uns conselhos masculinos pra gente.

E ela contou todo o meu caso e da nossa suspeita sobre o Rapha ser gay (ele não é, descobri quando ele disse que gostava de uma menina, mas ca entre nós, ele tem jeito) óbvio que não revelamos o nome dele, usamos um codinome, mas o que aconteceu? O Rapha foi sentar lá com a gente. O mais certo a fazer era pararmos de falar, mas não paramos, quer dizer, a Mel não parou e o Mark foi na onda e pronto 50℅ da merda estava feita.

As duas semanas que passaram depois da conversa na quadra foram marcadas pela insistência do Rapha querendo saber quem era o "viadinho" que eu estava afim, até que ele descobriu e não ficou muito feliz de saber que tínhamos chamado ele de viado:

-Vocês me chamaram de viado, duvidaram da minha masculinidade.

Era isso que ele dizia quando algum infeliz (Jonh) lembrava ele de que tinhamos suspeitado que ele era gay.

Tudo o que eu mais queria era esquecer, e ainda tinha o Alex me pedindo pra tentar, se propondo a me fazer esquecer o Rapha.

E por incrível que pareça eu pensei seriamente em aceitar ficar com ele, mas por mais que eu tentasse eu não conseguia me ver com ele.

Então resolvi aceitar, eu ia dizer sim, mas ai eu travei e fui para a única altenartiva que me restava:

-Eu vou pensar.

E para ele estou pensando até hoje, mas que culpa eu tenho? Se ele não me mandar mensagem eu não posso falar com ele já que nem salvei o número dele.

E é assim que estou atualmente, esperando o Alex falar comigo pra poder jogar um não na cara dele, com uma puta marca de mordida nas costas feito pelo  Rapha e esperando que nem uma trouxa uma mensagem dele, me iludindo a cada vez que o celular vibra (infelizmente, as mensagens são do grupo da família) e tentando esquecer que eu tenho um coração, mas a verdade é que tá foda. Eu não me lembro de sofrer tanto que nem eu estou sofrendo pelo Rapha.

Mas agora é esperar os próximos dias pra ver o que rola.







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