História Pensamentos Proibidos - Capítulo 15


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Ino Yamanaka, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha
Tags Haruno, Naruto, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Uchiha
Exibições 502
Palavras 2.225
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, Balinhas de Hortelã!

Não tenho muito o que escrever aqui hoje... então boa leitura, amo todas! :))

P.S.I: ENTREM NO GRUPO DO FACEBOOK! -- SIM ESTOU GRITANDO!

P.S.II: Links nas notas finais!



Dedicado para:

~Bi-a ---> AMO ESSA FOTO DAS SERIAS BICHA!

~Madu_173

~Rosetta01 ---> Aqui faltou energia na hora que eu tava escrevendo e o word não salvou tudo T--T

~Luuh12

~natyalves25 ---> Não sei bem se é perfeito... geralmente eu acho tudo uma merda. Mas, OBRIGADU!

~Mariiharuchiha ----> MULHER ME MANDA ESSA TUA FOTO!!! CABELO ROSA E CIGARRO? PRECISO! PARA BRAZEU!!!! OLHA MINHA SAKURA AIIII!!!!

~TiaCissah ---> To querendo escrever sobre a Ino a dias... to com altas ideias para um livro só dela e do meu ruivo DELICIA! Mulher tem tanta água pra rolar que se for ser em um livro só capaz de ter 100 capitulos... KKKK' É MUITO TIRO PRA UM COLETE A PROVA DE BALAS SÓ!

~tomatecoruja ---> COISINHA QUE ME FAZ LEMBRAR SEMPRE DE PENSAMENTOS PROIBIDOS MESMO QUANDO NÃO TO PESANDO.

~MissBug --> entra no grupo do facebook e manda o number na postagem de lá.

~IsaMMSilva

~sasusaku2015

~Ally-chan-Babi- ---> Naruto <3 Is My Life!


~Letyuchiha27 - Clan Akatsuki ---> Bicha mande o numero ou entre no grupo do facebook! Eu to sempre por lá.

~Nolin_ssi ---> EU AMODEIO ESSE UCHIHA!

~antikcius22 ---> NÃO MORRA!

~bsrosa

~sakura_uchiha1

~CerejaUchiiha

Capítulo 15 - Decisões precisam ser tomadas!?


Sasuke toma fôlego antes de bater na porta. Duas batidas altas e secas são ouvidas de dentro do escritório, Fugaku levanta sua cabeça deixando de lado alguns papeis por instantes. Um “entre” cordial e reservado é dito pelos lábios do mais velho e a porta se abre.

 

- Então finalmente está de volta. – Fugaku sorri maldoso.

 

Seus olhos estão cansados, o paletó pendurado em um cabide no canto e um copo de uísque está em sua mão esquerda. Ele afrouxa a gravata, passa a mão tirando os cabelos que caem sobre a testa, observa o filho fechar a porta da sala.

 

- Estou.

 

Sasuke vira-se para ele, anda a passos largos e decididos pela sala, larga-se na poltrona de couro preto de frente para a escrivaninha do pai. Fugaku senta-se mais ereto, apoiando os cotovelos à mesa de madeira escura e bem polida.

 

- Não me venha com esse tom insolente.

 

Sasuke sorri divertido, ele ama ver o pai daquela maneira. Cansado, frustrado e com um copo de bebida nas mãos, a verdadeira fachada por trás do grande empresário do meio automobilístico. Um homem belo, porém, devastado.

 

- Importa-se? – pergunta retirando colocando um cigarro entre os lábios, acendendo-o.

 

Fugaku balança a cabeça recostando-se na sua cadeira, abre uma gaveta de sua mesa, retira um charuto e um cortador, dentro de segundos está tragando grandes nuvens de fumaça que sobem no ar e juntam-se as menos espessas que Sasuke solta.

 

Por segundos a fio eles só encaram-se, relaxados em seus próprios pensamentos. Fugaku apesar de cansado tem um brilho no olhar que anuncia sua vitória, já Sasuke é pura malicia. A soberba faz parte do sobrenome Uchiha é o que todos dizem, e acredite quando alguém diz isso não é em vão.

 

Os dois Uchihas e até mesmo as mulheres que adquiriram esse sobrenome carregam o fardo dele com elas.

 

- Sasuke pedirei educadamente pela última vez. – traga profundamente, solta a fumaça e continua: - Você pode parar de tentar manchar o nome da família?

 

- Eu não vejo assim...

 

- Só escute o que tenho para dizer Sasuke, estou cansado de ter que lidar com você. Eu não lhe odeio, pelo contrário se o odiasse já teria me livrado de você a anos, porém, você continua aqui. – Fugaku bebe um longo gole de seu uísque. – Entenda Sasuke o que você faz por ai, não me fere. Só fere a você mesmo.

 

O brilho nos olhos do mais jovem vai morrendo aos poucos, como uma lâmpada velha que cansou de funcionar. O orgulho faz a raiva borbulhar em seu interior pelo simples fato de que o seu pai está certo, mas, de que adianta ter orgulho sem dinheiro, sem sua moto e sem lugar para ficar depois de ter discutido com Ino.

 

A verdade é essa, ele tornou-se uma máquina de destruição em massa, ferindo a todas as pessoas ao redor e impedindo de outras aproximarem-se.

 

- O que você faz respinga em mim, porém, um dia eu não estarei mais aqui. A empresa que você tanto amava será sua e tudo o que lhe restará será um resto de homem que se perdeu em drogas e fodeu com putas para irritar o papai que já morreu. – Fugaku sorri fraco por entre o charuto.

 

O outro está sentado, estático. Agarra com tanta força os braços da cadeira que suas juntas estão brancas, o cigarro esquecido entre os dedos. Os olhos negros e opacos mechem-se nervosos. É um nocaute ao vivo e a cores, Sasuke não tem chance alguma de defender-se.

- Sabe Sasuke sua mãe era uma puta desgraçada... – ele solta uma risada maldosa. – Mas, ela era inteligente isso não posso negar. Será que não herdou esse traço dela? Vamos parar de brincadeira, você é um homem formado e vai colocar na sua cabeça agora mesmo uma coisa... – aponta o charuto na direção do peito de Sasuke. – Ou. Está. Comigo. Nessa. Ou. Contra. Mim. Decida.

 

 

 

 

                                                   *********

 

Ele entra no quarto pela varanda como sempre. Sakura está de costas para as janelas, fitando-se no espelho de corpo inteiro, na porta do closet. Sasuke observa parado entre as cortinas, ele prende a respiração quando vê  ela levantar a camiseta de futebol americano que usa para dormir.

 

Sakura vira-se na frente do espelho, de um lado para o outro na ponta dos pés, puxando a barra da blusa, tocando suavemente as marcas nas coxas e bunda. Elas são apenas sombras do que foi há dois dias, não ardem mais e estão perdendo rapidamente a coloração arroxeada.

 

Uma brisa fria enche o quarto, balançando as cortinas de tecido claro, enchendo o ambiente com o cheiro cítrico do perfume de Sasuke misturado ao odor de cigarro.

 

Pelo reflexo do espelho, Sakura o vê pela primeira vez em dias.

 

- Meu Deus Sasuke! Mais que droga! Não sabe bater? – Ela coloca as mãos sobre o peito, vira-se para encara-lo.

 

- O que foi isso? – Pergunta enquanto aproxima-se dela.

 

Ele fita as pernas de Sakura, um olhar tão escuro quanto frio, a linha do maxilar tensa e as marcas em seu rosto deixam-na desconcertada.

 

- Eu perguntei o que foi isso. – Ele repete mais ríspido. – Deixe-me ver.

 

- Não, é claro que não. – Sakura exaspera-se.

 

Sasuke enche o quarto com sua presença, Sakura sente-se pequena e incapaz outra vez. É ele, ele faz com que ela sinta-se assim.

 

Ele aproxima-se e tenta abraça-la, mas, ela esquiva-se andando em direção a penteadeira branca. Deixando-o com uma cara de quem comeu e não gostou.

 

- Vamos lá, me mostre. Não a nada ai que eu já não tenha visto. – ele revira os olhos, cansado.

 

- Nossa Sasuke, parabéns. – Ela ironiza vestindo seu robe de seda azul. – A sua sensibilidade me toca, sabia?

 

Ele passa as mãos pelos cabelos repedidas vezes, Sakura sabe que algo está o incomodando e pergunta-se mentalmente se deve ou não continuar agindo daquela maneira.

 

Que se dane! Eu também estou incomodada!  Sakura pensa.

 

- Somos irmãos Saky... – ele tenta outra vez.

 

Sakura ri de modo sádico. Deixa Sasuke assustado com sua atitude fora de normal, ele a observa sentar de frente para penteadeira, segurar o cabo de uma escova de bronze e levanta-lo para pentear os cabelos ainda rindo.

 

- Realmente. Agora somos. – ela fala entre risos.

 

- O que quer dizer com isso? O que aconteceu?

 

- Eu paguei as consequências do meu erro Sasuke, nosso pai me bateu. Foi isso que aconteceu aqui.

 

A voz dela é como um soco no estomago dele, prefere que Sakura grite como fez naquele dia em seu quarto. Não gosta dessa nova versão, seca e má dela. Sasuke fica estático, sente-se em uma experiência astral fora do corpo. Olha ao redor mais nada enxerga, é como se cada uma de suas terminações nervosas estivesse sobre carregada.

 

- Como assim nosso pai? – pergunta lentamente.

 

Ela para de escovar os cabelos, vira-se para ele e fixa o olhar no seu. Verde no preto, mesmo a distancia ondas de eletricidade passam por seus olhos.

 

 

- Ele me adotou. Eu sou uma Uchiha agora.

 

 

Não consegue falar ou processar nada do que ela fala, não parece real. É como se tudo fosse apenas ruídos, chiados de um radio velho demais. Tem vontade de quebrar cada uma das pequenas e belas coisas que o cercam ali, sair quebrando tudo do quarto dela até a sala de visitas.

 

Ela levanta-se e anda até ele, parando na sua frente. Os cabelos tão bem escovados chegam a brilhar como ouro liquido, o cheiro que ele tanto sentiu falta dançando em torno dos dois, misturando-se ao dele.

 

- Você apanhou outra vez.

 

É uma afirmação, ele não precisa responder está explicito em seu rosto inchado que sim. Sakura toca a linha tensa de seu maxilar com a ponta dos dedos, um afago inocente que o faz arfar alto.

 

- Não acredito que ele fez... – Sasuke tenta organizar as palavras em sua mente, fazer os seus pensamentos formarem uma frase qualquer.

 

Ela o interrompe. Coloca os dedos que antes acariciavam sua bochecha, sobre seus lábios calando-o. Um gemido vindo do fundo de sua garganta protesta. Ele necessita de mais, mais do toque dela, mais de sua voz ou de qualquer outra coisa que ela possa vir a dividir.

 

É complexo, é estranho e é proibido.

 

Porém, tudo o que ele sente em relação a ela é assim. Não consegue decidir entre ficar ao seu lado e sair correndo na direção oposta, não pode colocar em palavras o que sente vontade fazer para mantê-la a salvo.

 

Sasuke está sempre tendo que decidir por alguma coisa ao lado dela. Agora mesmo ele briga mentalmente, a vontade de abraça-la vence e assim ele faz.

 

Apertando-a contra si mesmo, ignora a dor que parece partir suas costelas quando ela o aperta de volta. É um abraço como deve ter sido o primeiro dos abraços do mundo, cheio de saudades, palavras não ditas e sentimentos não sentidos.

 

Mais do que um corpo pressionado contra o outro, é um encontro de almas tão intensas e parecidas. Aquele toque diz o que nenhum dos dois consegue dizer, “Eu reconheço a dor em você por que também a tenho dentro de mim.”.

 

Ele beija o topo de sua cabeça, apertando os olhos. Inspirando profundamente o cheiro inebriante de flor de laranjeira que o acalma, sua mente volta aos poucos a funcionar.

 

Ela apanhou, porém, está inteira. Está aonde deve estar, segura entre seus braços.

 

O grande problema de abraços como esses é que eles têm de acabar. E esse também acaba, por que Sasuke sente uma necessidade imensa de olhar para ela, ele necessita ter certeza de que ela está bem.

 

Segurando-a pelos ombros com delicadeza desnecessária ele afasta-a, olha para o seu rosto procurando por imperfeições inexistentes. Sakura enrubesce sobre seu olhar, a raiva dela se esvai aos poucos e os olhos se enchem de um brilho caloroso e desconhecido para ele.

 

- Está bem? – a voz dele sai rouca, ele limpa a garganta e repete. – Quer dizer você está mesmo bem?

 

- Sim, estou bem. E você? – a voz dela é quase um sussurro.

 

- Agora sim. – Ele sente a verdade nas palavras assim que elas saem de sua boca. Não tinha ideia do que estava sentindo antes, mas, agora aquele peso no peito que o perseguira em todos os instantes longe de casa tinha desaparecido.

 

- O que vai acontecer com você agora que voltou?

 

Ele sente a ponta de preocupação na voz dela, então a puxa para outro abraço dessa vez mais breve que o outro. Sasuke beija o vinco entre as sobrancelhas dela de leve, como Mikoto fazia com ele.

 

- Vamos dormir. Eu morri de saudades da sua cama sabia? – Ele fala.

 

Puxando-a para a grande cama de dossel no meio do quarto. Ela sorri do tom de voz dele, sobe na cama jogando as cobertas de lado.

 

- Não estou brincando. Você vai ficar preso outra vez? – ela pergunta, socando o travesseiro.

 

Sasuke retira as botas e meias, anda pelo quarto.

 

- Não, o velho é inteligente. – fala trancando a porta. – Ele sabe que estou sem ter para onde ir.  

Ele volta para a cama e acomoda-se do lado dela. Eles se viram na cama, ficando um de frente para o outro, bem próximos. Sakura apoia a cabeça sobre o braço, eles trocam olhares singelos em silencio. Conhecendo um ao outro mais afundo, gravando os traços do outro na memoria.

 

Em nenhum momento a falta de palavras é incomoda, ao contrario ela é calmante e satisfatória.

 

- Você troca mensagens com o Naruto?

 

Sakura molha os lábios com a ponta da língua, é um movimento rápido que não passa despercebido ao outro. Ela suspira lenta e profundamente antes de responder, a voz suave e sincera.

 

- Eu o adoro, ele é um ótimo amigo. Manteve-me informada sobre você.

 

Sasuke concorda com um aceno.

 

- Eu encontrei sua namorada hoje ou ela que me encontrou... não sei dizer bem.

 

- Karin não é nada minha. – Ele é curto e grosso, porém, verdadeiro.

 

- Não foi o que ela disse, mas, enfim a coloquei em seu lugar. Sinto muito por isso.

 

Ela pega a mão dele, entrelaça os dedos nos seus em um aperto reconfortante, ergue-a mão trazendo a dele junto aos seus lábios e deposita um beijo suave nos nós dos dedos, um de cada vez.

 

Sasuke fecha os olhos, inspirando e expirando pela boca. Parece refletir sobre alguma coisa, Sakura espera que pacientemente até que ele abra os olhos outra vez.

- Seu cheiro é maravilhoso, sabia? – Ele a olha com os olhos ardentes.

 

 

Ela ri nervosa, todo o seu sistema nervoso entrando em estado de alerta.

 

- Seu corte abriu outra vez? – desconversa. Aponta para o curativo na sobrancelha dele com o queixo.

 

- Gosto do visual. Me faz parecer sexy, não acha? – ele fala provocante, inclina-se e beija o topo de sua cabeça.

 

- Está flertando comigo Sasuke? – ela boceja.

 

- Está funcionando Sakura? – pergunta com um sorriso torto.

 

Eles trocam olhares divertidos, Sasuke a beija. Um beijo doce e suave que aquece o sangue nas veias faz a pulsação desacelerar e conforta o coração. É nesse beijo que ele decide que quer mudar de vida, um passo de cada vez, por ela. Por que só Sakura poderia consertar pequenas coisas dentro dele, e esperava que pudesse fazer o mesmo por ela.

 

 


Notas Finais




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