História Pensei ter te visto lá fora chorando - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fadasenpai
Exibições 14
Palavras 1.425
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoas (^ω ^)ノ
Essa é a primeira fanfic que escrevo aqui, espero que gostem e perdoem os erros. <3

Capítulo 1 - Uma...Vida?


Fanfic / Fanfiction Pensei ter te visto lá fora chorando - Capítulo 1 - Uma...Vida?

Lá estava eu, olhando mais uma vez aquela construção cinza. "Jck'dancing" era o nome que estava escrito em uma placa acima da abóbada, mas não era só a construção que me atraía, meu sonho parecia preso lá dentro afinal eu amava dançar, na verdade amo mas nem tudo é como queremos. 

Voltei a andar pensando agora nos últimos acontecimentos, todos parecem me odiar depois do que descobriram , como se fosse algo tão anormal a ponto de não me considerarem mais um humano, o pensamento das pessoas que me rodeiam é ridículo, se sentir atraído por homens não é o fim do mundo, encontrar a minha felicidade deveria ser o mais importante mas nem todos vêem assim. Começou com um simples deslize, quando sorridente disse que iria encontrar uma pessoa especial.  —Hm, quem é a namoradinha?– perguntou minha mãe , e com um sorriso de orelha a orelha —Tchau mãe, "ele" está me esperando– respondi e com simples frases eu destruí a minha vida. Estava indo para um encontro com Edward, estávamos trocando beijos e carinhos quando nos encontraram, o desprezo era perceptível na face de toda minha "família" , o rosto de horror que encontrei quando varri com os olhos por aquele pequeno restaurante bar a procura da minha mãe foi desesperador, meu padrasto logo atrás dela se adiantou, foi até mim parou a minha frente e me espancou como nunca havia sido espancado antes, puxou meus cabelos negros que de tão lisos deslizavam sob seus dedos, me chutou como ele fazia com os cachorros de rua, me socou como se nem sequer doesse nele também, Edward fugiu como o covarde que era, por fim meu padrasto me puxou pelo braço e me arrastou até em casa sem ligar pra quem olhasse. Lembro-me das coisas desprezíveis que me disse, "eu não vou ter filho bicha, não te dou comida e casa pra você ser um viadinho que anda rebolando por aí!" Coisas assim, que eu realmente não quero lembrar. A dor de ser desprezado eu não consigo suportar até hoje, meus olhos marejam só de lembrar. Minha família decidiu que era melhor parar de dançar, por que a dança me fazia mais afeminado, foi isso que me disseram e tudo que pude fazer foi reprimir o tamanho ódio que crescia por dentro, estava a um ano sem dançar numa acadêmia. 

Cheguei em casa e na porta havia mais uma das cartas que eu tanto odiava, uma bailarina desenhada em um papel rosa e com uma letra preguiçosa estava escrito a famosa frase "Andrew é uma stripper furiosa", joguei a carta no lixeiro e comecei a repetir o mesmo ritual de sempre como toda a minha monótona vida — Cheguei! — gritei assim que abri a porta e subi para o meu quarto quase correndo sobre a escada. Deitei na cama deixando o meu corpo relaxar, deixando esvair toda a tensão do dia, lágrimas quase caíram quando lembram das ofensas dos meus colegas de escola. Cristian e Sebastian sempre vinham me importunar, eu não demonstrava fraqueza claro, mas aquilo me machucava. O apelido de "stripper furiosa" eu ganhei graças a eles que me fizeram perder a paciência. 

Pela janela ouvi os cochichos graves dos garotos que passavam a caminho da jck'dancing e me lembrei da época em que dançava. O sentimento de liberdade que eu sentia quando dançava era indescritível, os passos improvisados, os saltos, o calor, o suor, o sentimento de plenitude como uma criatura verdadeiramente livre, mas isso acabou quando descobriram tudo, afinal, meu padrasto não "merecia" um filho gay. Mesmo depois de toda humilhação que me fez passar ele simplesmente sumiu nove meses depois dizendo que "não suportava ser zoado na empresa", pediu demissão e foi embora nos deixando apenas com uma carta de despedida. Minha mãe me odeia, diz que eu apenas destruí a vida dela, que por ser gay eu acabei com a sua reputação e honra. Devem ter me amaldiçoado para ser rodeado de pessoas egoístas,  porquê eles não pensam em mim? Será que nem sequer pensam em como me sinto? Rejeitado e sozinho, talvez eu mereça. — Andrew! Vai comprar minha cerveja. — gritou minha mãe da cozinha me tirando dos meus devaneios, troquei de roupa o mais rápido que pude e sai rapidamente pegando o dinheiro que ela havia deixado sobre a mesa. 

A noite estava sombria com várias nuvens no céu cobrindo a lua. Me concentrei na estrada, não era um caminho extenso mas ainda me rendia uma boa caminhada. Com passos rápidos logo cheguei ao prédio que eu tanto adorava, estava particularmente animado hoje por conta do início do fim de semana. As luzes fortes, o chiado dos tênis quando em atrito com o chão, a música extremamente dançante que soava lá dentro , tudo parecia me atrair. Praticamente esqueci o real motivo de estar parado ali, quando percebi já estava entrando naquele imenso edifício em busca de algo para saciar a minha falta de liberdade. A imagem, foi como a primeira vez que vi uma aula de dança, aqueles corpos dançantes embalados pela música pop eletrônica, fazia tanto tempo que eu não me encontrava naquele tipo de ambiente, me sentia agora um completo estranho. Me sentei em um dos vários bancos de descanso que havia naquele imenso salão de dança, observando minuciosamente cada passo daquela coreografia, era simples mas rápida o suficiente pra não ser uma dança básica, ao fundo tocava "Lean On" umas das primeiras músicas que eu dancei, o som contagiante agia sobre mim me fazendo se balançar ao ritmo da música, algo que eu não podia controlar. — Hey, o que tá fazendo? Porque não vem dançar?— me assustei ao ouvir aquela voz grave e ofegante ao meu lado, ele percebeu porque logo foi pedindo desculpas. — Por que não vem dançar também? — perguntou novamente — Já faz muito tempo que eu não danço, não sou capaz de dançar uma música como essa hoje— respondi, não era bem verdade, eu continuava me exercitando e dançando escondido, mas ele percebeu novamente por que me puxou pelo braço e me levou até o centro do salão — Só imita o meus passos se não souber como dançar— disse ele, mas claro que eu não iria me deixar ser humilhado desse jeito, dancei o melhor que pude e várias vezes arrisquei um olhar para o garoto que tinha me puxado até ali, o sorriso dele era inebriante, tanto que me arrependo de não percebido antes. Quando terminamos de dançar todos aplaudiram, não havia percebido a atenção que chamávamos, olhei ao redor apenas para verificar se era mesmo para nós, olhei para ele desentendido e ele apenas sorriu calorosamente — E você ainda disse que não era capaz de dançar, quase me deixa no chinelo! — disparou ele, olhei para baixo envergonhado por ter mentido e por receber tanta atenção de repente, percebendo isso o garoto me puxou para um canto onde ficava algumas máquinas de líquidos e energéticos, logo recebi uma garrafinha de leite de morango e um sorriso contido —De morango por que a cor combina com a do seu rosto — disparou ele novamente me fazendo ficar ainda mais envergonhado para logo gargalhar — Meu nome é Jackson, Grayson Jackson.— se apresentou o rapaz logo entendendo-me a mão, a apertei — Sou Andrew Levine, prazer em conhece-lo— disse não muito depois, com uma mão cumprimentava o garoto e com a outra segurava a garrafinha já junto a boca, outra gargalhada grave ecoou pelo ambiente — Gostou tanto assim da minha mão?— perguntou Grayson com um sorriso debochado, envergonhado a soltei imediatamente e logo me veio o pensamento do motivo verdadeiro para estar ali, assustado perguntei — Pode me dizer que horas são?— ele conferiu seu relógio e disse quinze minutos a frente do que deveria ser, apressadamente me despedi e quando já estava partindo uma mão forte me segurou e disse — Apareça amanhã Andrew— me virei para ele e assenti, me despedindo definitivamente daquele sorriso caloroso, a minha preocupação naquele momento era só comprar a cerveja para minha mãe. Tinha levado dinheiro extra e passei no bar mais próximo para comprar uma cerveja da mesma marca do outro bar, quase corri no caminho de volta, entrei o mais rápido que pude e deixei a cerveja em cima da mesa antes de ouvir suas reclamações. Anunciei a minha chegada já sobre a escada e subi o restante correndo para o meu quarto. Me permiti abrir um mínimo sorriso ao lembrar da pequena ordem de Grayson, talvez eu passasse lá novamente amanhã.  


Notas Finais


(ノ ˘_˘)ノ :。・:*:・゚’★,。•:*:・゚’☆
FadaSenpai vos deixam por aqui, volto em breve 😉


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