História Pensei ter te visto lá fora chorando - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fadasenpai
Exibições 5
Palavras 1.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hello people (^ ω ^)ノ
Bom, aqui vai mais um capítulo que eu fiz com muito carinho para vocês, espero que gostem e perdoem os erros. <3

Capítulo 2 - Um... Final de semana?


O sábado chegou com chuva, um dia úmido e abafado por ter chovido a noite inteira. Já era tarde e eu não queria levantar. Tudo que podia fazer era assistir minhas boas e queridas séries e foi o que fiz.

A tarde passou rápido graças a meu passatempo preferido.

Com a noite a se aproximando nada mas do que ansiedade restava, eu só pensava nele. Talvez eu estivesse superestimando a situação, aquele era somente um garoto que não sabia sobre minha sexualidade, uma hora ele descobriria e tudo que eu poderia fazer era dar adeus. Não podia me permitir ser iludido, precisava aceitar que essa era a realidade. Quando Grayson descobrisse a verdade simplesmente me abandonaria, como todos os outros.

Já pronto para ir a Jck'dancing, sai rapidamente dizendo para minha mãe que iria dar uma volta. Ela provavelmente desconfiou mas eu não me importava com isso no momento, queria aquela atenção para mim novamente e aquele sorriso caloroso direcionado a mim, era o que eu mais queria.

Aquele prédio tão adorado por mim estava animado como nunca . Entrei discretamente já procurando Grayson pelo salão, ele não estava lá então me contentei em esperar num banco de descanso observando a dança que nem lenta, nem agitada animava aquele lugar.

– Dançante como sempre Mr. Levine – falou uma voz já conhecida, olhei para ele passando uma mensagem mental de "Você está atrasado Mr. Lindo" , ele pareceu entender por que me puxou levemente pelo braço com um sorriso estampado no rosto

– Vamos arrumei uma sala 'pra gente – disse me puxando sobre as escadas que levavam as salas particulares.

Estava vazia e fria inicialmente, mas isso acabou assim que Grayson colocou o celular no suporte. Suas músicas sempre animadas preenchiam aquele lugar de calor e euforia. Depois de duas horas dançando decidimos parar, com a promessa de voltar, claro, não era como se eu fosse desperdiçar uma amizade tão importante.

Já em casa sorri ao lembrar daquele cabelo loiro ondulado colado na testa pelo suor, os olhos azuis tentando focar impedido pelo cansaço e aquele seu sorriso de deboche quando eu caí sobre ele, isso fez minhas bochechas queimarem, ele não devia fazer isso. Grayson, você não deveria sorrir para mim assim.

                     ×•×•×

"Vou para o churrasco da vizinha, tem comida no fogão. Volto as 14h" Era o bilhete que havia na porta do meu quarto e tudo que pude pensar foi "Porque ela nem sequer me 'convida' para ir?". Entrei no quarto já um pouco irritado, era sempre assim nos domingos, ela saia para beber enquanto eu era obrigado a ir para a igreja. Fechei os olhos e coloquei os fones de ouvido, não estava com fome então não iria comer imediatamente, precisava de um tempo sozinho.

Depois de exatas duas horas achei que deveria levantar. Fui esquentar meu almoço, era o melhor que fazia. Coloquei no microondas e fui preparar um suco mas não fui capaz de completar tal ação, o susto que levei me impediu, uma mulher irada entrou pela casa batendo no que encontrasse pela frente, em vasos de flores, esbarrando nos sofás, nas mesas, nas cadeiras, me perguntei se não doía. Observei aquele ser chamado minha mãe se aproximar mais, e mais. Senti apenas o soco, um soco de repente, iminente, o rosto virou com o impacto e eu só pude olhar para aquilo que me acertou, como um alien que observa um ser humano pela primeira vez, foi assim que olhei para minha mãe.

– Você não cansa de me fazer vergonha? – urrou ela — Não cansa de ser xingado? De me fazer ser xingada? Por que é um viado? Por que tem que gostar de homens? Por que tem que me desobedecer? Por que gosta tanto de dançar mesmo isso te fazendo u-um ... – e ela chorou, começou a chorar como eu nunca havia visto. Atônito olhei para aquela cena, ela debruçada no chão, cobrindo os olhos escuros iguais aos meus, apertando a camisa em um lugar acima do seio esquerdo como se seu coração doesse. A observei boquiaberto alguns segundos, pensando em mil coisas que queria dizer, em milhares de respostas que eu tinha, mas nada do que eu queria, do que ela merecia, saiu.

– Eu não tenho o direito de querer ser feliz!? – gritei para ela, subindo para meu quarto engasgado de tanta hipocrisia, egoísmo e angústia. Sim, angústia por saber que eu não importava para ela, angústia por saber que eu não tenha o direito de ser o que sou, eu era sempre obrigado a fingir, a ser outra pessoa para apenas ás deixarem bem faladas, uma boa fama as minhas custas que por debaixo das cortinas chorava, eu não posso ser quem eu sou. Os meus queridos pais só eram queridos quando eu era hétero, eles esqueceram que eu ainda sou um simples humano.

                   ×•×•×

O maldito despertador, tocou.

Tive que controlar raiva e mal humor logo no início do dia, um dia tão bonito. Não era bem início, mas era o meu início. Como chorei dessesperado a noite inteira acordei bem tarde, eu só tinha 40 minutos até o tempo máximo de tolerância para entrar na escola, não queria almoçar então decidi gastar esse tempo em um banho demorado, era melhor assim. Saí de casa assim que terminei, banhado de perfume para que ele durasse o caminho extenso, mas não tão extenso que me levava até a escola. Faltando apenas 10 minutos para às 13h da tarde quase corri pelo caminho, nada faria sentido se eu chegasse atrasado. Por sorte uma ótima professora me deu uma carona, eu lembraria disso com muito amor nas aulas de português, nem jogaria mais papeizinhos na sala. Talvez eu dissesse isso se ainda 'fosse' hétero e tivesse amigos para quem jogar papeizinhos, meus olhos marejam fazendo-me piscar descompassado para que ninguém percebesse. O sinal para entrar na sala tocou e eu no meio do corredor corri para minha sala de aula. O professor ainda não havia chegado, mas logo descobri o porque da demora, ao seu lado estava Grayson e tudo que eu pensei foi "Porque ele tinha que vir estudar justo aqui?" , ele sorriu para mim e eu virei o rosto, ele não podia falar comigo, não ali.


Notas Finais


(ノ ˘_˘)ノ :。・:*:・゚’★,。•:*:・゚’☆
Até a próxima ^^/


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