História Penumbra - Entre luzes e sombras - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Derek Hale, Scott McCall, Stiles Stilinski
Tags Angst Com Final Feliz, Derek Idiota, Romance, Sterek
Exibições 81
Palavras 1.630
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem! Tem muita coisa escrita, então só estou dando uma editada! Beijos!

Capítulo 2 - II - Lembrando


Fanfic / Fanfiction Penumbra - Entre luzes e sombras - Capítulo 2 - II - Lembrando

Segunda-feira, 13 de Outubro

Stiles Stilinski

Aquele dia era tão comum quanto qualquer outro dia. Um dia de sol na Georgia, como eu gostava. Nunca fui uma pessoa feliz de manhã, mas infelizmente a escola em horário integral me obrigava a levantar cedo todos os dias.

Acordei as 7:00h da manhã, sem muita pressa, me sentindo extremamente nostálgico e vazio, porque apesar do clima morno eu ainda sentia a dor da perda e o terror das lembranças. Eu estava cursando o último ano na Georgia High Scholl Lacrosse que ficava a menos de quinze minutos de casa saindo de Lawrenceville, subúrbio de Atlanta, onde eu moro com meu pai, John Stilinski e meu melhor amigo Scott McCall.

 

(***)

Tomei banho, a água caindo em meus cabelos, fazendo-os planos no alto da cabeça. Eu precisava de um corte, mas não conseguia me importar muito. Me enrolei no roupão felpudo, saí do banheiro e decidi novamente não ir à escola. Fechei os olhos e lembrei-me de tudo que eu pude, porque preferia ter lembranças vivas à uma vida morta.

Há poucos meses perdi minha mãe de forma trágica e dói toda vez que eu lembro... E eu lembro o tempo todo. Eu conseguia alguma medida de falsa normalidade, mas Scott estava se deteriorando em dor e pânico depois do acontecimento.

Scott sempre foi meu melhor amigo, companheiro e conhecedor dos meus pensamentos e segredos mais sórdidos. Nossos pais se conhecem desde crianças, cresceram juntos em uma pequena cidade chamada Beacon Hills antes de decidirem se mudar para Atlanta em busca de uma vida melhor. Talvez tenha sido a forma como nossos pais nos criaram que serviu para fortalecer nosso laço fraterno, então aprendemos a nos unir. Não importa que não compartilhássemos o mesmo sangue, nosso laço era igual ao de irmãos – ou até mais forte.

Agora, os meus problemas de meses atrás parecem tão insignificantes. Scott ouvia meus dramas com seus ouvidos pacientes. Ele aconselhava as minhas dúvidas sobre minha sexualidade e eu o invejava pela sua flexibilidade, sua facilidade de enxergar a vida e sem nenhum medo a respeito de como ele poderia se dar mal, ele vivia o momento, se apaixonava, se machucava, mas estava pronto para recomeçar de novo no mesmo instante.

Eu não era assim.

Nós somos atletas, fazemos parte do time de lacrosse e eu particularmente morro de medo da reação dos meus companheiros se sequer desconfiarem que eu me sentia sexualmente atraído por eles.

Entre todas as coisas, eu invejava Scott por seu coração disposto, a facilidade de se entregar de olhos fechados e peito aberto. Eu nunca havia sequer me apaixonado, nunca encontrei alguém que fizesse meu coração – ou meu pau – pulsar com desejos incontroláveis no mesmo ritmo. Eu queria a mesma sensação que era descrita nos romances que eu lia para as aulas de inglês.

Eu não era exatamente inexperiente, mas era um virgem. Um rapaz em seus plenos 17 anos, bom corpo, relativamente bonito, carismático e virgem. Chegava a ser patético.

Eu poderia ter transado com meu primeiro affair – Victor Solano, dono do meu primeiro beijo gay.

Ele era bem mais velho que eu, entre trinta e muitos e quarenta e poucos anos de idade. Era verdade também que eu não sabia absolutamente nada sobre a vida dele. Scott era totalmente contra o romance e ameaçou contar tudo a meu pai – sobre a coisa gay e todo o resto – se eu não rompesse relações com o vovô tarado (palavras de Scott).

Scott sempre me disse que Victor não era homem para mim e eu nunca ousei ir contra as observações dele. Ele é um ótimo juiz de caráter.

Eu não tinha alternativa a não ser terminar o relacionamento com Victor. Ele era omisso, misterioso, talvez até um homem casado e com filhos, e essa perspectiva, de que eu estava sendo o brinquedo sexual, o segredo sujo de um homem com família, me paralisava completamente. Scott estava certo. Eu não poderia continuar com isso, mesmo que os boquetes fossem absolutamente sensacionais.

Mas os segredos, a obscuridade de Victor, o perigo que ele representava acendia uma faísca em meu interior que eu não queria analisar. Eu acredito também que tenha sido esse perigo e essa escuridão que me manteve tão magneticamente ligado a ele.

Eu sabia que havia paixão, mas não amor, longe disso.

Mas era algo físico.

Era inebriante quando ele me botava de joelhos, enrolava suas mãos grandes em meus cabelos puxando os fios com tanta força e me olhava com aqueles olhos escuros, as pequenas rugas de expressão ao redor dos olhos faiscantes de desejo.

“Chupa.”.

Era a única coisa que ele falava enquanto fodia minha boca, seu pau envolto no látex do preservativo me fazendo engasgar em seu volume considerável diversas vezes, apertando meus cabelos mais forte ainda quando estava perto do orgasmo. Eu podia sentir suas bolas pesadas em minhas mãos, apertando momentos antes do seu corpo ficar rígido e ele empurrar impacientemente, preso naquele momento de prazer absoluto.

Mas Victor era um homem egoísta.

Ele nunca devolveu os boquetes e apenas fazia punhetas desleixadas, mas eu geralmente estava tão alto de desejo que não era preciso muito para me fazer chegar lá.

Havia mais uma coisa que ele queria que eu fizesse e eu nunca me permiti. Ele queria me penetrar. Eu nunca confiei nele para isso. Esse tipo de entrega, eu não poderia dar para ele. E ele insistiu, mas eu não cedi.

Terminamos o nosso envolvimento quando ele resolveu voltar para Washington, segundo ele me disse que faria, não dava para ter certeza. Eu estava cansado e honestamente com medo de que minhas negativas sobre penetração iriam fazê-lo recorrer à violência.

Victor foi embora no dia do meu aniversário, o mesmo dia que mudou a minha vida. O dia em que tudo de ruim, tudo o que de pior que poderia ter me acontecido, aconteceu.

(***)

— Stiles eu estou voltando para Washington. — Victor falou com seu sotaque latino carregado depositando um beijo de forma grosseira na minha bochecha. Ele estava se arriscando indo até a minha casa e eu estava desconfortável, em pé no portão, tentando imaginar qual mentira eu contaria se meus pais saíssem pela porta naquele momento.

Eu não acreditava que ele estava me deixando antes mesmo de eu terminar com ele primeiro. Era uma espécie de orgulho ferido. De sentimento de rejeição. Eu não gostei do desconforto que estava se formando na boca do meu estômago e da sensação de inferioridade que me atingiu. Eu sabia o motivo real, claro que sim, eu não era o brinquedo sexual perfeito, porque eu tinha demandas e restrições e dava mais trabalho do que valia a pena para ele. As minhas negativas incomodaram. Eu não queria me entregar agora, não por algum senso de donzela desprotegida. O problema era ele. O homem que me atraía e repelia em tanta medida de igualdade.

Engoli o nó que se formava na minha garganta.

— Victor, eu sei muito bem que isso tudo é porque eu não quis... Ceder... E te dar o que você queria. E você sabe do que eu estou falando. — falei sentindo um rubor subindo pelo meu pescoço e se alojando em minha bochecha. Eu odiava corar, mas era um ato involuntário do meu corpo, fosse por vergonha ou raiva. Ainda assim, sustentei seu olhar enquanto via a sua expressão sarcástica.

— É obvio que é Stiles! Perdi meses da minha vida com você. Chega um ponto em que essa boquinha aqui, por mais talentosa que seja, não é mais suficiente. O que eu quero você não vai me dar. — ele deu de ombros — Você pode ser um garoto lindo, mas é inocente demais. E covarde.

Ele ergueu as mãos grandes de dedos esguios e passou por meus cabelos. Tremi e olhei assustado para dentro de casa, mas não havia ninguém à vista. Quando as palavras que ele disse fizeram sentido em minha mente, olhei para ele me sentindo ofendido.

Meu queixo caiu. Como esse homem idiota tinha a capacidade de falar isso para mim? Covarde?! Eu arrisquei minha reputação para estar com ele, menti para estar com ele, fui contra o meu bom senso para estar com ele, e ele me chama de covarde?

Raiva quente cresceu dentro de mim quando não consegui trabalhar em uma resposta. Ele sorriu com cinismo, virou nos calcanhares e dando as costas para mim, foi embora. Vi sua figura alta se afastando pela calçada.

 Fiquei estático.

— Stiles? — Scott me chamou em um tom interrogativo e preocupado.

Não percebi que ele estava parado atrás de mim. Ele me encarava com preocupação.

— Scott... — olhei diretamente para ele, tentando e falhando em explicar o que tinha acabado de acontecer. Minha garganta se fechou em um nó desconfortável e pude sentir água se acumulando em minhas córneas, mas tranquei o maxilar e me recusei a derramar qualquer lágrima.

Ele veio até mim e colocou a mão no meu ombro de forma consternada, a expressão se suavizando quando entendeu o que havia acontecido, mesmo que eu não tivesse falado uma única palavra.

— Oh Stiles, eu não queria jogar isso no seu rosto, mas eu te avisei que ele não prestava. Desculpa cara, mas eu tenho certeza que foi melhor assim. Você merece felicidade e com aquele homem era tudo tão arriscado. Se seu pai descobrisse... Eu não quero nem pensar sobre isso. — ele disse isso de forma calma, a mão em meu ombro me aterrando e consolando.

— Eu sei Scott... Foi melhor assim. Porque você está sempre certo? Isso é malditamente chato.

Sorrimos um para o outro, cúmplices.

— Vou trocar de roupas, afinal, é meu aniversário. Você não vai mesmo me dizer o que comprou para mim?! — perguntei exasperado enquanto entrávamos em casa.

Eu mal sabia que aquele era só o princípio das dores.

(***)

Continua...


Notas Finais


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