História Pequena Insanidade - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Baekyeol, Chanbaek, Hunhan, Kaisoo, Suchen
Exibições 734
Palavras 4.852
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi flores minhas! Tudo bem? Eu espero que sim!
Então, eu sei que eu sumi, e não foi por pouco tempo. Eu sei, eu sei, "foram quase três meses, Bia!", vocês devem estar dizendo, enquanto leem essas notas. E eu realmente não tenho desculpas para o sumiço. Eu comecei a faculdade e, no começo tudo estava a maior tranquilidade, mas do meio para o fim do semestre, as bombas explodiram e eu não fazia nada a não ser estudar para as provas, montar seminários, fazer relatórios, comer e dormir. Eu juro que tentei escrever um pouquinho a cada tempo que me sobrava, mas estava praticamente impossível, e a criatividade simplesmente me abandonou.
Graças à G-Deus, o semestre acaba semana que vem, e eu já fui liberada da maioria das matérias, então agora com a mente mais limpa, finalmente consegui sentar e deixar as ideias fluírem!
Me perdoem mesmo pela demora, odeio atrasar nas postagens, e fiquei morrendo de saudade tanto da fic quanto de vocês!
Esse capítulo é mais um filler, e tem bastante Chanbaek fofura pra vocês, para compensar a demora! Agora com as férias chegando, vou voltar a atualizar com mais frequência, prometo!
Agora, finalmente, espero que tenham uma boa leitura!

Capítulo 10 - Se arrisque e faça valer à pena!


Capítulo 10 – Se arrisque e faça valer à pena

Os planos, inicialmente, consistiam em Baekhyun apenas almoçar com Chanyeol e, no máximo, passar um pouquinho da tarde com o maior. É claro que, no entanto, as coisas fugiram do planejado assim que a ideia de passar o resto da tarde assistindo um filme com Chanyeol, agarradinho no sofá, recebendo todos os beijinhos e mimos do homem que aos poucos ganhava mais espaço em seu coração, surgiu.

É obvio, claro, que os dois acabaram dormindo no meio do filme, e acordaram apenas quando a lua já estava alta, e o céu, belamente estrelado.

Baekhyun foi o primeiro a despertar. Estava deitado de modo encolhidinho contra o peito do maior. A bochecha estava amassada, os cabelos espetados para todos os lados e as pernas, sendo presas ao meio das pernas grandes e tortas de Chanyeol. Levantou a cabeça vagarosamente do seu travesseiro humano, esfregando os olhinhos de modo infantil e olhando em volta, ainda meio perdido.

O filme que assistiam antes de pegarem no sono já havia acabado há tempos, e a tela de sugestões do Netflix tomava conta da telinha. A janela estava aberta, deixando uma pequena brisa entrar, e a sala estava iluminada apenas pela luz da lua.

Após espreguiçar-se, conseguiu, a muito custo, desvencilhar-se do aperto gostoso de Chanyeol, e seguiu para a cozinha, clamando por um copo de água para molhar a garganta, que estava seca demais. Encontrou seu celular jogado no caminho, e pegou o aparelho, aproveitando a breve caminhada para checar as mensagens e notificações.

Foi com os olhos arregalados que constatou que já passava das oito e meia da noite. Assim que terminou de beber sua água, apoiou-se no balcão da cozinha e apressou-se a abrir a tela de conversa com sua mãe no whatsapp, já esperando mil mensagens questionando onde é que o garoto estava, o que estava fazendo, e por que é que ainda não tinha voltado para a casa. Mas para a sua surpresa não tinha absolutamente nada. Nenhuma mensagem sequer. Estranhando a situação, correu para a tela de conversa com o pai, mas a situação permanecia a mesma.

Baekhyun, que sabia que os pais eram super protetores e que, de jeito nenhum, deixariam o filho fora de casa por tanto tempo sem ao menos mandar uma mensagem para saber se estava tudo bem, já se preparava para ligar para os pais e se explicar, porém no momento em que começava a discar o número de casa, quase derrubou o aparelho telefônico com a voz grossa de Park Sehun ecoando pelo pequeno ambiente.

- Finalmente acordou, em dorminhoco! – Falou, sorrindo, e caminhando até a geladeira, onde pegou a caixa de leite e depositou-a no balcão, caminhando então até o armário ao lado de Baekhyun e pegando um copo. – Vocês estão dormindo há tanto tempo, que pensei que havia alguma coisa de errado. Já estava quase recorrendo ao balde de água fria, para ver se vocês estavam vivos ou se eu deveria começar a me preocupar.

Baekhyun, ainda um pouco em estado de choque pela chegada repentina do amigo – que ele nem sabia que estava ali, para começo de conversa – levou uma das mãos dramaticamente ao peito, enquanto tentava acalmar a respiração que havia desregulado devido ao susto que levou.

- Quer me matar do coração, menino? Já não bastou seu pai ontem me assustar chegando no escritório do nada, agora você também quer seguir o exemplo? – Perguntou, ainda incrédulo com a aparição inesperada.

- Mas é claro que eu não quero te matar do coração, Baek. Se eu fizesse isso, seria um burro, pois perderia meu melhor amigo. E sabe o que isso significaria? Que eu não poderia ter mais desculpas para ir dormir na sua casa e desfrutar daquele seu colchão ortopédico maravilhoso. – Disse Sehun, rindo, e logo fugindo para o outro lado da cozinha, com o copo ainda na mão, quando Baekhyun começou a lhe dar tapas no ombro.

- Bom saber que nossa amizade se resumiu a puro interesse pelo meu colchão. – Murmurou, emburrado. – Aish, você me desconcentrou todo. Quase que meu celular vai para o céu. – Falou, avaliando o aparelho que quase havia ido parar no chão de maneira brusca, e agradecendo aos céus por ter dado um jeito de pegá-lo antes que caísse. Podia ser de uma família rica, que nadava em dinheiro, mas seus pais sempre o criaram como uma criança normal. Isso significava que celulares deveriam ser usados até caírem aos pedaços. Ou seja, se ele estragasse aquele, que ganhou a menos de dois meses, ficaria com um tijolão até ter o próprio dinheiro para bancar um novo. Pois de seus pais, não ganharia um novo tão cedo.

- Foi mal, cara. Achei que você tinha escutado o barulho da porta do quarto abrindo. – Disse o mais novo, enquanto enchia o copo de leite puro e logo dava um gole longo, fazendo um barulho exagerado ao engolir e, depois, sorrindo satisfeito. – Ah, como é bom tomar leite geladinho. Quer um pouco?

Baekhyun fez careta ao olhar para o leite branquinho no copo. Não entendia como Sehun conseguia tomar aquilo sem colocar pelo menos uma colher de Toddy.

- É.… não, muito obrigado. – Falou, e o amigo deu de ombros, guardando a caixa de volta na geladeira. – Aliás, o que você está fazendo em casa? Não era para estar com a tia Krystal ajudando com a escolha do vestido de noiva?

Sehun concordou, caminhando até a mesa e sentando-se de qualquer jeito, largando os pés em cima da mesma, e torcendo para que Chanyeol não aparecesse ali e o visse naquela pose. Iria escutar por uma vida inteira se o pai o visse com os pés sobre sua preciosa mesa.

- Eu fui ajuda-la. Nós saímos cedinho, e ficamos rodando o centro de Seul por toda a manhã e tarde, parando apenas para almoçar. E, acredite ou não, só achamos o vestido dos sonhos dela na última loja em que entramos. Eu já estava com os pés moídos e realmente pensei que ia ter que passar por aquele inferno amanhã de novo, porque tenho certeza de que se ela não achasse esse vestido hoje, me arrastaria amanhã de novo para ajudá-la a procurar em outra parte da cidade. Quando finalmente compramos o bendito, ela tirou as medidas e deixou lá na loja para fazer os ajustes, eu resolvi que queria dormir aqui, para evitar o falatório sobre casamento que vem me perseguindo nas últimas semanas. Então aqui estou.

Baekhyun concordou.

- E chegou faz tempo? – Perguntou, coçando o pescoço e finalmente se dando conta do fato de que Sehun havia visto ele e Chanyeol agarrados no sofá.

Mal havia entrado em uma espécie de relacionamento com Chanyeol, e descoberto que o melhor amigo já sabia sobre a situação, e agora já dava brechas para o mais novo tirar sarro dele. Não duvidava que o celular de Sehun já estivesse cheio de fotos comprometedoras dos dois dormindo abraçadinhos no sofá.

- Faz umas três horas, mais ou menos. Cheguei e o filme que vocês supostamente estavam assistindo ainda estava no meio. Fui para a sala pronto para pegar vocês dois, sei lá, no maior amasso, ou pelo menos naqueles beijinhos e toques carinhosos, mas quebrei a cara quando cheguei e vi vocês dois apagados. – Falou, e Baekhyun ficou vermelho.

- Ai Sehun, como você é desagradável. – Falou o mais baixo, e Sehun apenas riu.

- Você sabe que eu não vou perder oportunidades de te zoar de agora em diante, Baekkie. – Falou, lançando um sorrisinho sacana para o amigo, que apenas passou as mãos pelo rosto, descrente, e finalmente se desencostou do balcão e sentou-se ao lado do amigo.

Queria saber, de verdade, o que Sehun estava pensando sobre aquilo tudo. Soube por Chanyeol naquela tarde que o garoto já tinha conhecimento dos sentimentos do pai pelo melhor amigo, e que até deu um empurrãozinho em Chanyeol para que ele tomasse uma atitude logo. Mas, por ser uma pessoa insegura, Baekhyun ficava com a pulga atrás da orelha sobre os reais sentimentos do amigo em relação a ele e seu pai estarem envolvidos. Sabia que era besteira partir para pensamentos pessimistas, mas sempre foi assim. E até que conversasse ele mesmo com Sehun, ia continuar achando que o amigo estava magoado consigo, e que só fingia que estava bem para o pai porque não gosta de desagradá-lo.

Percebeu que estava há algum tempo pensando quando Sehun começou a balançar a mão em frente ao seu rosto, tentando chamar sua atenção.

- Baek? Terra para Baekhyun! Alô? Tá vivo? – Brincava, enquanto o menino finalmente despertava novamente para a realidade.

- Oi? Desculpa, acho que me distraí. – Falou, meio sem jeito, e Sehun sorriu.

- Percebi. O que tanto pensava? Ficou uns bons minutos no mundo da lua.

Baekhyun suspirou, sabendo que, se não conversasse naquela hora com o amigo, ficaria remoendo o assunto para sempre.

- Eu estava pensando que... sabe, agora, com esse lance do seu pai e eu... você não está, hm, sei lá... chateado comigo, não é? – Perguntou, receoso, enquanto brincava com a ponta da toalha de mesa.

Sehun olhou para o amigo um pouco perdido por alguns segundos, para finalmente sorrir ternamente.

- De onde tirou isso Baek? É claro que não estou chateado com você! – Falou, rindo. – Na verdade, eu estou é bem feliz por você e pelo meu pai. Aquele velho precisa viver a vida, e desde que você chegou, ele deixou de ser aquele cara viciado em trabalho e finalmente começou a ver que um pouco de socialização e descanso não fazem mal a ninguém. E além do mais, os seus sentimentos por ele estavam bem na cara, eu sempre percebi, mas sabia que você não queria admitir então não forcei a barra e continuei na minha. Os sentimentos dele também ficaram bem na cara depois de um tempinho de convivência, e foi questão de pouco tempo até ele contar. Então, não, Baek, eu não fiquei chateado por saber que você e meu pai finalmente pararam de enrolação e agora estão juntos. Se algum sentimento brotou em mim, foi o de felicidade, porque eu realmente queria que meu pai encontrasse alguém legal, e, se esse alguém é você, eu fico mais feliz ainda.

Baekhyun olhou para Sehun incrédulo. Desde quando aquela criança de apenas 15 anos era tão sábia?

- Então você está bem com isso? Sério mesmo? – Perguntou, ainda receoso, e viu Sehun confirmar. – Uau. Eu realmente não esperava por uma aceitação tão rápida da sua parte. Quer dizer, eu sou seu melhor amigo desde a infância. E o Chanyeol é seu pai. Pensei que seria no mínimo estranho para você. – Disse.

Sehun deu de ombros.

- Olha, não vou dizer que não é estranho imaginar vocês juntos, juntos mesmo, tipo agarradinhos e dando uns beijos, porque isso sim é bem estranho. Por que vamos lá, né, é do meu pai que estamos falando. Eu não gosto nem de imaginar que ele e a mãe Amber tiveram que transar pra eu estar aqui, que dirá imaginar que ele vai transar com o meu melhor amigo em algum momento da vida dele. – Falou, e fez careta diante do pensamento, assim como Baekhyun, que, além da careta, ainda corou violentamente. – Mas eu sempre soube que você gostava de caras mais velhos, Baek. E quando eu vi você e meu pai se olhando lá na sua casa, no dia que você chegou de Londres, ideias mirabolantes já brotaram no meu inconsciente. E é claro que, depois de muito analisar a situação, percebi que vocês seriam um casal muito fofo. Então, contanto que vocês não se agarrem na minha frente, e eu não pegue vocês dois transando no sofá, eu estou de boa. – Concluiu, virando o resto do leite que havia no copo e colocando-o na mesa, enquanto fazia um barulho de satisfação que mais se assemelhava a um gemido.

Baekhyun largou a cabeça na mesa, envergonhado pelas observações de Sehun que já iam longe demais para uma relação que nem o título de namoro havia recebido ainda.

- Que bom que está tudo bem para você, então. – Falou, ignorando completamente as outras palavras inclusas no discurso do amigo. Levantou a cabeça, dando de cara com um Sehun sorridente.

- Sempre vai estar tudo bem para mim, Baek, sério mesmo. – Falou, e o garoto menor sorriu, mais aliviado pelas palavras do amigo.

Seu celular finalmente vibrou, e naquele momento, lembrou-se do porquê de estar discando o número de sua casa logo antes de Sehun entrar na cozinha. Sua mãe havia mandado uma mensagem dizendo que, apesar de amanhã ser domingo, e Sehun ter avisado a ela que ele e Baekhyun ficariam até de noite jogando videogame na casa de Chanyeol, ela achava que estava tarde e esperava que Baekhyun fosse logo para a casa. Baekhyun já estava pronto para responder a mãe quando se atentou para o fato de que, em sua mensagem, ela mencionou Sehun e videogame.

- Você me deu cobertura sem eu nem mesmo ter pedido? E sem nem mesmo saber que eu vinha na sua casa ficar, como foi que você disse, me agarrando com o seu pai? – Perguntou, incrédulo, e Sehun apenas concordou.

- Claro que sim. Conheço a tia Byun e, sabendo que você ia almoçar aqui – porque sim, meu pai me contou que você vinha, e vendo que já passava das cinco da tarde quando eu cheguei, e você ainda estava aqui, resolvi ser o bom amigo de sempre e arrumar uma desculpinha para sua mãe sobre seu sumiço. Então liguei para ela e disse que estaríamos jogando videogame pelo resto da tarde e que você ainda não tinha falado nada pois havíamos perdido a noção do tempo. – Esclareceu, e Baekhyun sorriu verdadeiramente, se levantando e pulando em Sehun.

- Obrigada, Hunnie! Você é o melhor amigo que eu poderia ter! – Disse, dramático como só ele conseguia ser, e Sehun riu, abraçando o amigo de volta.

- Eu sei, eu sei. – Falou.

- Mas que palhaçada é essa na minha cozinha, em, Park Sehun? Tira esses pés da minha mesa agora mesmo! – A voz grossa e um pouco rouca devido falta de uso nas últimas horas, pertencente a Park Chanyeol, se fez presente na cozinha. Baekhyun se soltou de Sehun correndo, sorrindo sem graça para o maior, e Sehun apressou-se a tirar os pés da mesa, antes que o pai desse a louca consigo.

- Finalmente a bela adormecida da casa acordou, em! Pensei que ia dormir até amanhã, e que deixaria o Baek voltar para a casa sozinho. – Falou, zombeteiro, e Chanyeol revirou os olhos.

- Eu nunca ia deixar o Baekhyun voltar andando sozinho para a casa dele, ainda mais no meio da noite. – Disse, enquanto puxava a cadeira ao lado de Baekhyun e sentava-se ali. – Já você, eu estou cogitando seriamente deixar ir correndo para o colégio na segunda-feira. Porra, Sehun, já falei que mesa não é lugar de pôr o pé! – Ralhou, e o menino revirou os olhos.

- Já vi que acordou rabugento. – Falou, com desdém, enquanto levantava e levava seu copo até a lava-louça. – Se me dão licença, vou voltar para o meu quarto agora e terminar de jogar LOL. Foi muito bom falar com você Baek. E desencane com as suas preocupações, por favor. – Disse ao amigo, enquanto passava pelo mesmo e lhe apertava o ombro. – Amanse a fera para mim, por favor. Quero ter uma boa noite de sono, e não uma onde meu pai fica gritando comigo sobre meus pés na mesa durante a madrugada toda. – Sussurrou para o amigo, que riu baixinho.

- Eu ouvi, em Sehun! – Falou Chanyeol, mas o menino já havia corrido para o quarto e batido a porta. – Aish, e ainda bate a porta como se fosse de borracha. Eu juro que não merecia um filho assim. Ele vai escutar tanto depois que você for embora, que eu tenho até dó das orelhas dele.

Baekhyun revirou os olhos, rindo, e virou-se para Chanyeol.

- Como se você fosse realmente o pai carrasco que tenta parecer. Tenho certeza de que quando entrar no quarto dele para dar a bronca, e vê-lo jogando videogame, vai esquecer o que tinha ido fazer e vai se juntar a ele para uma partida. – Falou, e Chanyeol foi obrigado a concordar.

- É, você provavelmente está certo. – Admitiu, enquanto passava os braços pelo ombro do garoto, que sorriu vitorioso. – Sabe, acordar sem você espremido contra mim não foi muito legal. Por que não me chamou quando acordou?

Baekhyun deu de ombros, apoiando uma das mãos na coxa de Chanyeol.

- Eu só tinha vindo até a cozinha beber água. Já ia voltar e te acordar para ver se você me levava em casa. Mas então Sehun apareceu do nada para buscar leite e me deu um baita susto. Aí começamos a conversar e quando dei por mim, você já estava aqui ralhando com ele por causa do pé na mesa.

Chanyeol assentiu.

- E conversaram sobre o quê? Se eu bem ouvi, Sehun mandou você esquecer das suas preocupações antes de sumir para o quarto. – Falou, e Baekhyun desviou o olhar. – O que é que anda te incomodando, em pequeno?

Baekhyun suspirou no momento em que os dedos longos de Chanyeol lhe seguraram o queixo e trouxeram seu rosto de volta para o mesmo patamar que o dele, para que pudessem se olhar nos olhos.

- Quando me dei conta de que ele tinha visto a gente no sofá, fiquei pensando sobre o que ele realmente estava pensando sobre... isso, que está acontecendo entre nós dois. Então resolvi perguntar se estava tudo bem mesmo, e se ele não achava estranho ter o melhor amigo e o pai em uma espécie de relacionamento. – Admitiu.

- E? O que ele disse? – Perguntou, enquanto acariciava o ombro sobre o qual seu braço estava apoiado.

- Disse que, contanto que ele nunca nos veja aos beijos, está tudo bem. Que na verdade está feliz pela gente. Por eu ter aparecido na sua vida e ter te tirado daquele mundinho de trabalho. – Falou, e Chanyeol sorriu.

- Eu já havia lhe dito que ele estava bem com a situação. Afinal, foi ele quem me deu o empurrãozinho final. Mas fico feliz de saber que vocês conversaram e que agora você está mais aliviado com isso. – Falou, e Baekhyun sorriu, concordando. Chanyeol não resistiu, e roubou um selinho do menor, que logo se transformou em uma sequência interminável e barulhenta de selinhos que eram depositados sobre os lábios rosadinhos de seu pequeno.

- Aish, Chanyeol, para. – Falava, entre risos, não querendo que o maior realmente parasse com o carinho. – Sehun está ali no quarto.

- E....?

- E aí que ele falou que não queria ver a gente se beijando. – Esclareceu, quando o maior desceu os beijinhos pelo seu pescoço, causando pequenas cócegas na região.

- Ah, Baek, por favor, isso aqui não pode nem de longe ser classificado como um beijo. E outra, problema dele se sair do quarto e ver a gente aqui. A casa é minha, e sendo assim, eu posso beijar o meu pequeno onde eu quiser, e quando eu quiser. – Falou, ainda com a cabeça enfiada no pescoço do mais novo, e Baekhyun sorriu, enquanto abraçava os ombros do mais velho.

- Sendo assim... – falou o pequeno, perdendo a vergonha e puxando o rosto de Chanyeol para um beijo de verdade.

Ficaram ali na cozinha por uns bons minutos trocando beijos e carícias. Se havia uma coisa que haviam feito até demais durante aquele dia, foi o fato de se beijarem sem parar durante todo o tempo em que estavam perto um do outro. Mas mesmo com todos os beijos compartilhados, que acabaram por deixar os lábios de ambos vermelhos e inchados, aquilo não era nem de longe o suficiente para saciar a vontade que tanto Chanyeol quanto Baekhyun tinham um do outro.

- Chan.... eu realmente preciso ir agora. Minha mãe pediu que eu não chegasse muito tarde, e agora já são quase dez da noite! – Disse, quando finalmente se afastaram após mais um dos muitos beijos profundos que trocaram naquele meio tempo.

Chanyeol fez um bico, afastando-se minimamente do garoto apenas para resmungar.

- Não quero que você vá embora. Fica aqui, por favor! Podemos falar que você dormiu aqui por causa do Sehun. Você inclusive pode dormir no quarto do Sehun, para não ficar nada estranho nem precipitado. Eu só não quero me despedir de você ainda. – Falou manhoso, e Baekhyun sorriu diante do bico fofo que Chanyeol mostrava, e lhe deu um selinho, não resistindo à expressão desolada e manhosa.

- Sabe que eu adoraria ficar, Chan, mas eu realmente não posso. Amanhã é domingo, e sabe que é um dia sagrado para a minha família. Meu pai tira folga, e conseguimos passar o dia todo juntos, os três. Minha mãe até deixaria eu ficar aqui, mas sei que no final das contas ficaria chateada. – Disse, e Chanyeol, relutantemente, concordou. Sabia que, para Byunnie, era importante aquele único dia da semana em que conseguia passar um tempo considerável com o marido e o filho.

- Tudo bem, pequeno. – Falou, suspirando, e se afastando para levantar-se. Baekhyun seguiu os passos do mais velho, que assim que viu seu pequeno em pé, pegou sua mão e o puxou para fora da cozinha. – Vou avisar Sehun que vou te levar em casa, ok? Já volto. – Falou, selando os lábios do pequeno mais uma vez e logo sumindo pelo corredor do apartamento.

Baekhyun seguiu para a sala, onde pegou as chaves de sua casa, que havia largado na mesa de centro, e depois de guarda-las novamente no bolso do casaco junto com o celular, foi até a porta e trocou seus chinelos de ficar em casa pelos tênis, que ficaram na entrada da casa, como era de costume na Coréia.

Já estava de sapatos calçados quando Chanyeol apareceu novamente, guardando a carteira e o documento do carro no bolso da calça. O maior pegou as chaves do carro na gavetinha do aparador que ficava ao lado da porta, e trocou os próprios chinelos de casa por um par de all star vermelhos. Destrancou a porta e, após dar passagem para Baekhyun, saiu, trancando a mesma e entrelaçando seus dedos ao do pequeno até que o elevador chegasse.

Antes que as portas de metal se abrissem, os dois se afastaram, sabendo que não poderiam agir como um casal a partir do momento em que colocassem os pés para fora do apartamento do Park, por motivos óbvios. Seguiram em uma breve viagem silenciosa até a garagem, onde se encaminharam para o carro do mais velho e logo já estavam nas ruas movimentadas de Seul, rumando à casa do pequeno.

Chanyeol, não conseguindo se manter longe de Baekhyun, passou o trajeto inteiro segurando-lhe a mão, e o menor apenas sorria, enquanto observava a paisagem pela janela e acariciava as costas da mão do mais velho com o polegar. Não demoraram a chegar na frente da residência dos Byun, e Chanyeol, muito a contragosto, estacionou o carro em frente aos portões de entrada.

- Não quero que você entre. – Falou, virando-se para o menor. O bico estava de volta, enfeitando sua expressão de cachorro sem dono.

- Também não quero deixar você ir embora, mas sabe que preciso. – Falou, entrelaçando seus dedos com os do maior e os repousando sobre sua coxa. – Eu adorei nosso dia. Toda a espera do restante da semana, os dias sem te ver direito, e sem poder te tocar e te beijar no escritório valeram a pena. Foi realmente maravilhoso.

Chanyeol sorriu.

- Fico feliz que tenha gostado. Também adorei tudo. Principalmente te ter pertinho de mim durante o dia todo. Fez compensar a saudade que passei durante a semana, também. – Admitiu, e o menor sorriu. Chanyeol suspirou, sabendo que realmente devia deixar o garoto entrar, pois realmente já estava tarde e não era seguro os dois ficarem ali fora, no carro, no meio da noite. – Acho que agora é a hora que eu te digo tchau e te deixo finalmente ir para a sua casa.

- É.... – concordou Baekhyun, ainda sem soltar as mãos do maior.

Chanyeol se aproximou do rosto do mais novo, apoiando delicadamente a mão livre na bochecha de seu pequeno. Puxou o rosto calmamente, sentindo a respiração quente e tranquila de Baekhyun bater contra seu rosto, e sentiu seu coração acelerar diante da expectativa de ter aqueles lábios macios e rosados contra o seu mais uma vez no dia, embora já tivesse os tocado por incontáveis vezes até aquele momento. Era incrível como se sentia um adolescente vivenciando seu primeiro amor quando estava com Baekhyun. E sabia que, apesar de não ser mais adolescente, e Baekhyun não ser o primeiro, era para aquele sentimento que estava caminhando. E estava adorando sentir que, a cada dia que passava com o pequeno, cada vez mais se encantava, cada vez mais se apaixonava, e cada vez mais preparava um lugar especial em seu coração para o pequeno. Um lugarzinho reservado especialmente para o amor.

Selou os lábios com os de Baekhyun demoradamente, aproveitando-se da maciez da boca alheia, sem aprofundar o toque e sem apressar as coisas. Apenas sentir os lábios de Baekhyun contra os seus já era o suficiente para que as borboletas rolassem soltas em seu estômago, e o sentimento de satisfação tomasse conta do seu ser.

Bem mais cedo do que queria, teve que se afastar, pois sabia que era arriscado trocar beijos com o mais novo bem em frente à casa dele. E embora a vontade fosse de puxar o rosto pequeno e corado pelo contato íntimo para o seu novamente e beijar aqueles lábios até que eles estivessem novamente vermelhos e inchados, como tinham ficado pela tarde, se afastou do pequeno e soltou sua mão relutantemente, em um sinal de que finalmente estava deixando Baekhyun sair do carro e ir para a casa.

- Boa noite, Chan. – Disse o menino, enquanto soltava o cinto de segurança e levava as mãozinhas até a trava da porta. – Muito obrigado pelo dia de hoje, mais uma vez. Espero que possamos repeti-lo em breve, porque já estou com saudades de você. E olhe que ainda nem saí do seu carro. – Disse, brincalhão, e Chanyeol riu de leve. – Agora é sério, boa noite. Durma bem, e tenha um ótimo dia amanhã. Dirija com cuidado no caminho de volta e, por favor, me avise quando chegar em casa. Sabe que fico preocupado.

Chanyeol concordou.

- Pode deixar, Baek. Te aviso assim que desligar o carro na garagem do prédio. – Falou, e o menor sorriu. – Boa noite para você também. Durma bem, e tenha um bom dia amanhã também. Diga a tia e ao tio Byun que mandei um abraço, e que assim que der apareço por aqui para vê-los. Isso, é claro, será apenas uma desculpa para vir te ver logo, porque eu também já estou com saudades. – Falou, também sorrindo. – Agora vá, antes que eu mude de ideia e te leve de volta para a minha casa.

Baekhyun riu, finalmente abrindo a porta do passageiro e se preparando para sair do carro. Antes de colocar-se inteiramente para fora, porém, olhou para os lados, certificando-se de que a rua estava deserta, e praticamente jogou-se sobre Chanyeol, lhe roubando mais um rápido selinho. Depois disso, saiu do carro, abrindo o portão rapidamente e correndo até a porta de casa. Esperou que Chanyeol desse partida no carro e acenou até que o maior sumisse. Quando perdeu o veículo de vista, finalmente entrou em casa, subindo até o quarto dos pais apenas para avisar que havia chegado e desejar-lhes boa noite antes de se retirar para o próprio quarto.

Tomou um banho breve e colocou apenas uma calça de moletom e uma camiseta velha de um grupo de K-pop que muito gostava para dormir. Quando estava quase pegando no sono, recebeu uma mensagem simples, porém cheia de fofura, de Chanyeol, avisando que já estava em casa, se preparando para dormir. Desejou boa noite ao pequeno mais uma vez, e Baekhyun respondeu no mesmo momento, se sentindo um bobo apaixonado pelo fato de sentir o coração bater mais rápido por uma simples mensagem do maior.

Finalmente bloqueou o celular, virando-se para o outro lado da cama, já sendo arrebatado pelo sono. O sorriso que enfeitava seu rosto desde que havia entrado em casa não deixou sua face nem quando se entregou ao mundo dos sonhos. Mundo esse, que envolvia Chanyeol e uma retrospectiva dos beijos e carinhos que trocaram durante aquele sábado maravilhoso.

Se fosse possível, Baekhyun com certeza explodiria de tanta felicidade. E Chanyeol, em seu apartamento praticamente do outro lado da cidade, também.

Estavam cada vez mais apaixonados, e estavam decididos a se agarrar àquele sentimento com todas as suas forças, dali em diante.

Porque, por Baekhyun, Chanyeol sabia que valia todo o esforço pelo qual teriam que passar.

E Baekhyun tinha certeza de que, pelo gigante, valia totalmente à pena abrir seu coração e, pela primeira vez na vida, se arriscar.

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e que o capítulo tenha compensado meu sumiço! Espero vê-los novamente logo, porque depois desse período de "dormência", voltei com a cabeça cheia de ideias e os dedinhos prontos para digitar novos capítulos gigantes!
Um beijo gente, e até o próximo!


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