História Pequena Lua - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Exibições 9
Palavras 3.053
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Vinte mil anos ainda é pouco para pagar por todos os crimes que cometi, mas o que mais me dói é saber que há alguém lá fora que sofre muito mais do que eu por minha atual condição.  Se eu pudesse voltar no tempo e pudesse fazer tudo diferente, teria sido menos egoísta, mas eu estava tão cego pela minha dor e meu ódio que fiz besteira atrás de besteira, num rastro de sangue e morte que trouxe tanta tristeza, envolvendo até pessoas que não tinham nada a ver com a minha ira.

Tudo começou durante uma festa do Gotei 13, onde o comandante Yamamoto apresentava uma nova divisão, que serviria de apoio às outras treze. Não me importei muito com o comunicado, pois sempre dei conta da divisão cinco normalmente, e ainda tinha a minha tenente qualquer problema que eu tivesse. Estava sentado na companhia de outros capitães quando a vi adentrar no imenso salão da divisão um, ali começaria a minha batalha interna entre a luz e as trevas. Entre cinco homens altos e robustos havia duas garotas. Uma delas era de estatura média e muito bonita, além de estar muito sorridente e animada, e a outra era uma pequena garota de cabelos prateados que andava a passos lentos e despreocupados, seu olhar era vazio e distante, como se não quisesse estar ali. Ela sentou-se ao lado do comandante Yamamoto sem dizer uma única palavra, enquanto seus companheiros não paravam de tagarelar, e foi aí que observei os trajes que ela usava: eram iguais aos dos capitães do Gotei13, mas as cores eram invertidas, o que era bem estranho.

-Boa noite a todos, é com imensa alegria e orgulho que lhes apresento a Divisão Alpha, que servirá de apoio ao comandante do Gotei13 e serão responsáveis por missões de maior complexidade, e também apoiarão os outros capitães quando necessário. – Disse o comandante Yamamoto, em seguida erguendo o saquê para um brinde. –Essa é a sua líder, Seline Yamamoto.

Eu a vi se levantar e dizer algumas poucas palavras, sua voz era baixa, mas muito suave e aveludada. Não sei se foi por falar tão baixo ou por não conseguir parar de olhar para ela que me aproximei mais dela, ficando menos de um metro de distância. Seline agarrava com força na outra garota como se buscasse apoio, e foi aí que pude perceber que elas eram muito parecidas, provavelmente irmãs, já que eu não me lembrava do nome da outra capitã. Com o fim da festa todos retornaram para suas divisões, mas eu não conseguia parar de pensar naquela garota de olhos tristes, que parecia tão indefesa, tão frágil.

Os dias se passaram, e como eu não havia mais visto a capitã de cabelos prateados, acabei me distraindo com o trabalho da divisão cinco, que era meu dever acima de tudo. Quando estava terminando de analisar um relatório recebi a visita de um mensageiro, que me trouxe uma convocação. Eu deveria me apresentar me apresentar na divisão Alpha no dia seguinte, o que me deixou um tanto intrigado. Será que havia feito algo que desagradou os capitães? Isso era impossível, eu tinha todo o cuidado para manter uma postura correta e admirável, ninguém tinha nada para desconfiar de mim, eu era um excelente ator.

Ao entrar na divisão Alpha fiquei bastante surpreso, era maior que a divisão um e muito elegante e confortável, nem parecia pertencer do Gotei 13. Havia um oficial a minha espera, conduzindo-me até a sala de um dos capitães. Estava muito curioso para saber qual deles me chamara, e qual o motivo, e por um instante me lembrei daqueles olhos, distraindo-me. Lentamente pude ver a porta se abrir e acabei sorrindo espontaneamente, me deixando acostumado por um instante, pois minhas ações eram tão automatizadas que me permitir demonstrar como me sinto é quase um crime.

-Olá capitão Aizen, é bom vê-lo novamente. –Seline sorriu a me ver, minhas mãos tremeram ao ver aquele rosto meigo e angelical. Senti-me um idiota ao derrubar a xícara de chá que estava bebendo. –Você está bem? Não se queimou?

-Não, estou bem. Desculpe-me por esse incidente. –Respondi sem jeito, não conseguia entender porque estava agindo assim perante a capitã Yamamoto, era humilhante demais.

-Ora essa, não há pelo que se desculpar, acidentes acontecem. –Seline riu se divertindo com a minha cara, era bom ver aqueles tristes com um pouco de brilho. –Deve estar se perguntando o porquê de eu ter lhe chamado tão repentinamente, já que não disse nada no telegrama. Lamento se fui rude.

-Bem, acredito que a senhorita deve ter algo importante a me dizer. – Respondi de forma galante, mas em seguida me repreendi em pensamento. O que estava acontecendo comigo? Minha razão e emoção estravam entrando em conflito, e isso não era nada bom.

-Mais ou menos, na verdade. –Seline desviou o olhar, olhando distraída para um quadro na parede. –Sei que papai, digo, o comandante Yamamoto explicou resumidamente sobre as funções da divisão Alpha, mas o que ele não explicou é que cada um de nós estará responsável por duas divisões, exceto minha irmã Seiren, que cuidará apenas da divisão um. No caso, eu estarei responsável pelas divisões cinco e treze. Tio Jushiro não estava se sentindo bem, mas como ele já está a par de tudo, achei sua presença desnecessária.

-Tio? –Perguntei confuso. Ela até se parecia com o capitão Ukitake, mas ela falou sobre ele de uma forma tão íntima que confesso ter sentido um pouco de ciúmes.

-Não de sangue, mas é que como eu e minha irmã fomos treinadas por ele, Shun-san e o tio raposão, digo, capitão Komamura desde crianças, que acabamos criando afeição por eles como se fossem nossos tios. – Observava Seline com estranheza, sem entender direito do que ela estava falando. –Mas voltando ao assunto... O que a sua divisão precisar, seja para simples relatórios ou missões de reconhecimento e caça de hollows, conte comigo sempre.

-Certo. E obrigada pelo apoio, capitã Yamamoto. – Respondi educado. –A senhorita também pode contar comigo para o que precisar, não importa a hora ou o momento.

Com o passar do tempo eu e Seline nos tornamos mais próximos, poderíamos ser até considerados “amigos”, embora eu não a visse como amiga, na verdade bem longe. Ela divertida, inteligente e muito afetuosa, além de ser linda e elegante. Eu não sabia mais o que fazer, eu gostava dela e estava mais do que perceptível, tanto eu não tinha mais vontade nem de manter meu caso secreto com minha tenente, que se tornou apenas um peão no grande jogo que eu tramava.

Aproveitei a proximidade do Hanabi Taikai*para convidar a capitã Yamamoto para me acompanhar. Pude perceber que Momo estava bastante incomodada por eu não a ter escolhido para ser minha acompanhante, mas isso não me importava, queria estar ao lado de Seline e ninguém mais. Comprei um presente e enviei junto com  um envelope, que passei a noite toda escrevendo, pois a caligrafia deveria estar impecável para que ela lesse. Tive todo o cuidado de embrulhar tudo em papel de seda e colocar numa caixa rosa com motivos florais e um laço verde, como a cor de seus olhos. Dentro de minha sala eu lado para o outro igual a um adolescente nervoso, aguardando pela resposta de Seline.

-Esse é um comportamento bem atípico, capitão Aizen. –O capitão Kyoraku apareceu na porta do meu escritório, pegando-me de surpresa. –Eu conheço essa expressão, tem alguém na divisão Alpha agindo da mesma forma.

-Não sei do que está falando, capitão Kyoraku. –Me fiz de desentendido, tentando desviar do assunto. –Algum problema?

-Eu vi um de seus subordinados entregando uma caixa a Lin-chan, e ela estava agindo da mesma maneira que você, tão adorável. –Kyoraku disse debochado, rindo de mim, provavelmente. –Mas vou te advertir de uma coisa: jamais ouse magoar o coração daquela garota, ou metade dos capitães do Gotei13 vão te caçar, principalmente o Yama-jii.

-Pode ficar tranquilo, eu jamais faria mal a Seline, digo, capitã Yamamoto. –Respondi gaguejando, me tornando cada vez mais idiota.

-Ai esses jovens, crescem tão depressa e logo descobrem o amor, que adorável. –Kyoraku saiu filosofando, o que era bastante cômico.

Com a proximidade do festival se aproximando eu ficava mais ansioso, e como ela havia me respondido com um mero “OK”, não sabia se isso me deixava empolgado ou frustrado. De fato ela era muito direta em sua escrita, talvez apenas não soubesse se expressar muito bem.

Finalmente o dia do festival chegou e eu não sabia o que fazer, pois eu não sabia a hora ou local em que nos encontraríamos. Eu estava me arrumando em meu quarto, pensativo. Ainda não conseguia entender o que se passava na cabeça daquela garota, ela era tão enigmática e misteriosa, mas eu estava decidido e naquela noite eu me declararia a ela, antes dos fogos serem queimados. Eu saí distraidamente do quartel, e quando descia as escadas para chegar ao pátio percebi que alguém estava ali, me esperando. Como era possível ela ficar ainda mais linda do já era? Seline usava um yukata verde-claro com estampa de lírios, realçando ainda mais seus belos olhos. O cabelo estava preso apenas uma parte por uma fita da mesma cor da yukata, deixando-o cair em cascata pelos ombros e costas, no rosto uma maquiagem leve e discreta que só realçava mais sua beleza e foi então que eu percebi que o obi era cor de creme, combinando com o presente que eu havia dado: um cachecol da mesma cor.

-Agora eu entendi o porquê de você me dar isso. –Seline riu ao perceber que eu usava o mesmo acessório, e eu acabei por corar um pouco. –A propósito, obrigada, você é muito gentil.

-I-imagine, eu é que agradeço por ter aceitado meu convite. –Respondi sem jeito. –Você está muito bonita.

-Você também. –Seline respondeu tímida, me olhando com surpresa. –Não sei por que, mas eu juro que pensei que você estaria com seus trajes de capitão.

De fato o comentário de Seline era estranho, mas também engraçado. Por que eu usaria meus habituais trajes de capitão num dia de festival? Até porque eu queria aparecer elegante para ela, por isso coloquei meu melhor yukata e meu melhor perfume, coisas tão fúteis e irrelevantes para mim, mas que se ela gostasse estava tudo bem.

-Posso entender, eu devo aparentar ser um cara que vive só para o trabalho, não é mesmo? –Perguntei sorrindo, e me senti vitorioso ao ver que ela corou. –É só uma brincadeira, não precisa ficar assim. Que tal irmos?

-Claro. –Seline disse sorrindo com os olhos baixos. Eu ofereci meu braço e ela o segurou com as duas mãos, e eu pude sentir o doce e delicado aroma que vinha dela, algo tão inebriante e ao mesmo tóxico, como um veneno.

Ao chegarmos no festival percebi que todos ficaram nos olhando, espantados. Seline olhou para mim com receio, e eu a olhei com confiança, deixando-a mais segura. Andávamos por entre a multidão, a procura de alguma barraquinha que não estivesse tão cheia, até que ela avistou sua irmã e seu pai, me arrastando até eles. Engoli em seco quando o comandante me olhou de forma maligna, como se dissesse “Vou fazer picadinho de você se magoar minha filha”. Seline sentou-se ao lado da irmã por alguns minutos, que estava acompanhada do tenente Hisagi, eu os cumprimentei formalmente e troquei algumas palavras, enquanto observava Seline conversar animada, o que já era uma grande felicidade saber que ela estava se divertindo.

-Capitão Aizen, que tal irmos assistir aos fogos? Conheço um ótimo lugar. –Seline disse aos pulinhos. Eu apenas assenti e me deixei ser levado por ela novamente. O local era uma colina com diversas cerejeiras, e não havia ninguém lá, além de nós dois. Comecei a ficar nervoso, pensando em como eu me declararia. Seline percebeu e me olhava com preocupação, segurando uma de minhas mãos. –Você está bem? Parece um pouco pálido.

-Não é nada. –Disse desajeitado. –Seline, tem uma coisa que eu preciso te falar.

-O que houve? –Seline perguntou assustada, fitando meus olhos sem piscar. Não me contive e a puxei para um beijo, e para minha surpresa não fui rejeitado. Naquele momento eu podia sentir nossos corações batendo em sintonia, enquanto nos beijávamos com mais e mais vontade, parando apenas quando o som dos fogos. Ela se colocou na minha frente e eu a abracei pela cintura, quase a sufocando. Me abaixei para beijar seus cabelos, que eram macios e sedosos, cheirando a maçã verde. Ela sorria olhando para o céu, me deixando ainda mais encantado. –Eu também gosto de você, Sousuke Aizen.

-E eu amo você, Seline Yamamoto. –Fiz ela se virar para mim, que me encarava com ternura. Seus olhos brilhavam tanto quanto as estrelas. Como não ama-la? Já não sabia mais como responder essa pergunta. –Minha pequena lua, eu te amo.

Depois daquele dia nunca mais fui o mesmo, aquela garota me mudou pra valer. Todos os meus planos de forjar o Oken já não importava mais, eu tinha encontrado alguém que fez a solidão e as trevas da minha alma se dissiparem, enquanto Seline estivesse do meu lado tudo ficaria bem. Como eu estava sério, decidi conversar com o comandante Yamamoto sobre minhas intenções com sua filha.

-Você tem certeza do que está dizendo, capitão Aizen? –Yamamoto questionou me encarando fixamente, analisando cada movimento que eu dava. –Seline não é um shinigami comum, e não estou falando por ser minha filha. Apesar da aparência gentil e delicada, ela é uma assassina cruel e letal. Por acaso ela te contou o motivo de ter treinado na Terra ou o nome de sua zanpakutou?

-Não, ela nunca me disse nada a respeito. Mas o que isso importa agora? –Perguntei irritado, pois não me importava as habilidades de Seline como shinigami. Eu a amava do jeito que era e ponto.

-Pergunte a ela sobre isso, e se mesmo assim você ainda quiser se casar com ela, tem a minha benção. –Yamamoto disse sério. –Agora se retire da divisão um!

As palavras do comandante Yamamoto me deixaram muito confuso. O que poderia haver de tão grave nas habilidades de Seline que poderia me fazer desistir de casar com ela? Por mais que eu tentasse não conseguia entender nada daquilo, era estranho demais. Decidi ir até a divisão Alpha e confrontar Seline sobre isso.

-Olá Sousuke, precisa de algo? –Seline me perguntou inocente.

-Podemos conversar? –Perguntei apreensivo. Seline assentiu.

Fomos até a colina das cerejeiras, onde tudo começou. Fiquei entre duas árvores, encarando Seline e suspirando fundo, sem saber como iniciar a conversa. Minha pequena lua já estava ficando irritada e me prensou contra uma das árvores, foi algo tão rápido e inesperado que eu nem tive tempo de revidar.

-Anda logo e começa a falar, eu não gosto de rodeios. –Seline disse séria, me fitando intensamente. –Soube que você esteve na divisão um, o que meu pai queria com você?

-Na verdade eu que fui conversar com ele, queria que ele me desse permissão para nos casarmos. –Falei tão rápido que Seline caiu na grama, chocada. –Mas ele me disse que eu deveria conversar com você antes. Está me escondendo algo?

-Como assim? –Seline perguntou com os olhos arregalados, sua expressão era de medo e pânico, mas logo mudou para culpa e tristeza, agora estava começando a fazer sentido o porquê de ela estar sempre com aqueles olhos tristes. –Ele te falou sobre minha zanpakutou, não é?

-Não, preferiu que você mesma me contasse. –Respondi normalmente, me sentindo mal por fazê-la ficar triste de novo.

-Tudo bem, eu vou contar. –Seline suspirou, fitando o vazio. Ela se sentou em uma pedra e narrou tudo o que seu passado e habilidades, me deixando bastante surpreso. Não pelas coisas que ela fiz, mas por seu imenso poder e habilidades de luta.

-Uau, você é impressionante. –Comentei rindo, deixando Seline espantada. –Eu também tenho os meus pecados, e não são melhores que os seus. E como eu disse ao seu pai, não me importa a Seline shinigami, eu a amo exatamente do jeito que é, por isso vou te perguntar uma única vez: Casa comigo?

-Sim, mas é claro que eu caso com você, Sousuke. –Seline disse entre lágrimas, pulando em meu pescoço. Para mim não poderia haver felicidade maior que essa, minha pequena lua aceitou meu pedido e nos casaríamos em breve.

Posso afirmar convicto que o dia mais feliz que vivi foi o dia do nosso casamento. Nunca vi Seline tão feliz e radiante nesse dia, e isso era mais que suficiente para mim. Mas infelizmente o destino nunca poderia ser bom comigo, minha verdadeira natureza era má e eu teria que pegar pelos meus pecados da pior maneira possível. Parecia tudo uma grande trama, como se eu realmente estivesse destinado a cometer todos os erros que cometi, porém não mais pelo desejo de me tornar um deus, mas pela perda da minha pequena lua. Fiquei tão cego pelo ódio e desejo de vingança. A Soul Society pagaria muito caro por terem me tirado a única pessoa que me amou e me olhava de igual para igual, que me via como eu realmente era.

Nunca vou me esquecer das palavras de Seline em minha última batalha. “O Sousuke Aizen que eu amei um dia está morto, ou talvez nunca tenha existido. Perdoe-me por não ter sido sincera com você, mas eu precisava salvar o mundo de sua trama, pois estava em seu destino ser um traidor e não há nada que eu pudesse fazer para mudar isso. Eu sinto muito Sousuke, meu maior pecado foi te amar mais que minha própria vida.”

Já se passaram cem anos desde que eu a vi pela última vez, e não há um só dia que eu não pense em todo o mal que causei a Seline, todas as perdas, todo o sacrifício, toda a tristeza, toda a dor, toda a solidão nesses anos em que ficou escondida, enquanto eu chorava sua morte. Não posso acusa-la de traidora porque eu sou o grande traidor, e a lembrança de seu rosto repleto de dor de desespero a me ver ser selado consome meu espírito lentamente.

Eu destruí a vida da pessoa que eu mais amava, e nem mesmo os deuses podem ser capazes de reparar isso.



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