História Pequena Mulher - Capítulo 6


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Idolos, Naruto, Provocação, Romance, Sasusaku
Exibições 491
Palavras 3.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E aí galerinhaa!
Então, sentiram minha falta? Hahahahaha
O motivo de minha total ausência do site foi nada mais, nada menos, do que uma mudança! Sim, eu mudei de casa, e até então, onde raios estava o notebook com minhas estórias??????
Quase chorei achando que tinha perdido, mas no final de tudo estava no fundo de uma caixa. UFA!
Espero que gostem do capítulo!
Boa leitura!

Capítulo 6 - O desastre dos advogados


Fanfic / Fanfiction Pequena Mulher - Capítulo 6 - O desastre dos advogados

Pequena Mulher - As desventuras de estar recém-casada.

Lendo minha história de vida, tenho certeza que o primeiro pensamento de uma adolescente seria: “Uau! Que legal Sakura! Posso ter uma vida maneira assim também?”.

Não. Tipo, não.

Minha vida não é lá grande coisa, sabe? Claro que tem seus prós e contras; coisas como ser magra, ter cabelo cor-de-rosa e ser casada com um astro do Rock que é desejado pela imensa população portadora de vagina — /pênis. É meio deprimente na maior parte das vezes.

Acordei com o sol derramando pela janela diretamente em meu rosto na manhã seguinte. O sol estava mais perto do que os 149.600.000 km que nos separam. Perto o bastante para ser tocado, para que eu o toque, para que me toque.

Isso parece loucura. Estou louca? Perdi a cabeça só por que acordei de repente casada? Só se pode dizer que alguém está louco se houver outra pessoa que é normal. Como o bem e o mal. Se tudo fosse bom, nada seria mau. Acho que eu estava pensando demais em como eu provavelmente acabaria uma velha sozinha e com nove gatos, e isso acabou me levando para um De Repente 30 alternativo. Ao invés de acordar velha com nove gatos, eu acabei acordando casada.

Uau. Isso parece, bem... Loucura.

Tem apenas uma pessoa que posso me comparar: eu mesma. Não quem sou agora, a Sakura de vinte e dois anos que está deitada na cama king-size do quarto branco das pessoas-não-impotantes, que está casada com provavelmente a celebridade mais problemática do país, e que está cogitando estar louca. Não essa Sakura que agora é algo que nunca pensou que seria ou que estaria tão nervosa que está ouvindo barulhos estranhos. Não. Estou falando da Sakura que eu era antes de ter uma infância movida a desastres. A Sakura de 12 anos, cujos maiores problemas eram os estranhos cabelos róseos, a testa enorme e o garoto bonitinho que a via todos os dias e que foi embora logo depois de ter apanhado por brutamontes para buscar seu diário. A Sakura que estava aceitando o fato de ser apenas uma menina comum. Comum na escola. Comum nos esportes. Comum nas amizades.

Basicamente, o “único” detalhe incomum em minha eu no passado era o nome esquisito de uma flor, os cabelos cor-de-rosa – já mencionado e sua habilidade para tocar o nariz com a ponta da língua, um talento que rapidamente perdeu o encanto quando chegou ao ensino médio.

Mas isso não é justo. Na verdade, ela não sabia, não tinha como saber, o que foi uma vantagem para ela, e esse é o motivo para eu sentir tanta falta dela agora, mais do que de qualquer outra pessoa, se quiser ser sincera.

Foi em meio desses devaneios que percebi que alguém batia freneticamente na porta, vez ou outra girava a maçaneta, claramente tentando entrar. Oh, não eram barulhos inventados pela minha mente nervosa. Agora quem seria o desgraçado que me atormentaria em plenas sete horas da manhã e que claramente não tinha modos para apenas bater na porta, ao invés de tentar entrar, era o que eu descobriria. Eu tranquei a porta depois da cena com Sasuke na madrugada. Apenas no caso dele tentar voltar a retrucar as palavras que eu tinha lhe dito, afinal, os bons argumentos vem sempre depois que a briga acaba, convenhamos. Levei horas para conseguir dormir com a música vibrando através do piso e minhas emoções à solta. Mas a exaustão venceu no final. E adivinhem, eu não tinha dormido quase nada, já que um desconhecido tinha me acordado tão cedo.

— Sakura! — Uma voz feminina gritou no corredor. — Você está aí?

Eu rastejei pela cama gigante, desentalando a calcinha de lugares desconfortáveis e puxando a bainha da T-shirt de Sasuke. Tudo o que ele tinha usado para lavá-la em Las Vegas, tinha servido pra não deixar com cheiro de vômito. O homem tinha suas habilidades na lavanderia. Sorte minha, porque além do meu vestido de festa sujo, um par de croppeds, uma camiseta e uma calça jeans, eu não tinha mais nada para vestir.

— Quem é? — eu perguntei, bocejando.

— Karin. Eu sou a Assistente Pessoal de Sasuke.

Abri a porta e olhei para fora, claramente irritada. A elegante ruiva de ontem à noite olhou para mim, estupefata. Por ter a feito esperar ou a visão do meu cabelo de cama, eu não sabia. Será que todos nesta casa parecem que tinham acabado de escapulir da capa da Vogue? Qual é, eram sete da manhã! Que horas ela acordou para se produzir assim? Seus olhos perderam o brilho orgulhoso quando viu a camisa de Sasuke.

Ah, entendi. Eu tinha me metido mais fundo do que era necessário.

— Os advogados de Sasuke estão aqui para se encontrar com você. Você pode querer colocar esse seu rabo para andar. — a mulher disse, girou nos calcanhares e se afastou pelo corredor, os saltos batendo furiosamente contra o chão de mármore negro.

— Obrigada.

Ela não me respondeu, e eu não esperava que o fizesse, mas qual é? O que custa ser um pouquinho mais... Receptiva? Os famosos de LA eram claramente todos grosseiros (e isso incluía Sasuke). Eu corri para o chuveiro, tomei um banho rápido, coloquei uma calça cintura alta e uma camiseta branca limpa. Foi com certeza o melhor que pude fazer naquela situação.

A casa estava em silêncio enquanto eu corria pelo corredor. Não havia sinais de vida no segundo andar. Eu coloquei um pouco de rímel, amarrei meu cabelo para trás em um rabo de cavalo, e era isso. Eu poderia manter as pessoas esperando ou ir sem maquiagem. Educação ganhou. Se o café fosse a oferta, no entanto, eu teria deixado os advogados para beber, pelo menos, duas xícaras. Executar a zero cafeína parecia suicídio, dadas às circunstâncias estressantes. Apressei-me para descer as escadas.

— Senhorita Haruno! — um homem chamou, saindo de uma sala a esquerda. Ele usava um terno de executivo. Longos cabelos negros caiam em seus ombros, parecendo alisados por uma chapinha. Quem era esse cara? Outra comitiva de Sasuke?

— Sinto muito pelo atraso.

— Está tudo bem. — Ele sorriu, mas eu não acreditava muito nele, apesar dos grandes dentes brancos. A natureza claramente não tinha desempenhado nenhum papel em seus dentes. Os olhos pareciam de uma cobra, tão perigosos como o próprio ser rastejante. — Sou Orochimaru.

— Sakura. Olá.

Ele me levou para a sala. Um homem de terno e uma mulher de vestido estavam sentados esperando em uma mesa de jantar impressionantemente longa. Lá em cima, outro lustre de cristal brilhava a luz da manhã. Nas paredes tinham bonitas pinturas coloridas. Originais, obviamente. O quanto eles tinham gasto naquelas pinturas eu já não queria saber.

— Esta é a Senhorita Haruno, — Orochimaru anunciou. — Hiruzen Sarutobi e Mei Terumi são os representantes legais de Sasuke. Por que você não senta aqui, Sakura?

Orochimaru falou lentamente, como se eu fosse uma criança idiota. Ele puxou uma cadeira da mesa para mim em frente ao time de águias legais, em seguida, deu a volta e sentou-se ao lado de Sarutobi.

Esfreguei minhas palmas das mãos suadas nas laterais da minha calça jeans e sentei-me em linha reta, fazendo o meu melhor para não murchar sob seus olhares hostis. Eu definitivamente poderia fazer isso. Quão difícil pode ser obter um divórcio, depois de tudo? O fato de eu não conhecer nenhum deles, e eles parecerem que vão me mandar para a cadeia apenas por ter casado em Las Vegas com seu queridinho que me assustavam. Eu não estava preparada para isso. Eu não estava preparada para casar. Muito menos divorciar.

— Senhorita Haruno — O que Orochimaru tinha identificado como Sarutobi começou. Ele empurrou uma pasta de couro preta cheia de papeis para mim. — O senhor Uchiha nos pediu para elaborar os documentos de anulação. Eles vão cobrir todas as questões, incluindo detalhes do seu acordo com senhor Uchiha.

O tamanho da pilha de papeis na minha frente era assustadora. Essas pessoas trabalharam rápido. Eu estava extremamente perdida em todo aquele papo, e afinal, de que diabo de acordo ele estava falando?

— Meu acordo?

— Sim, tenha certeza de que o Sr. Uchiha foi muito generoso. — disse Mei, sua voz soando sensualmente ao pronunciar o sobrenome de meu marido.

Eu balancei a cabeça em confusão.

— Sinto muito. O que?

— Nós vamos lidar com esse por último — Sarutobi foi adiante. — Você vai notar aqui que o documento abrange todas as condições a serem cumpridas por si mesmo. Os principais problemas incluem o não falar com qualquer membro da imprensa com relação a este assunto. Isso não é negociável, receio. Esta condição permanece em vigor até sua morte. Você entende plenamente a exigência, Senhorita Haruno? Sob nenhuma circunstância você pode conversar com qualquer membro da imprensa sobre o Sr. Uchiha de qualquer forma, enquanto você estiver viva.

— Então eu posso falar dele depois que eu morrer? — falei em uma risada irônica.

Mas que porra? Eles não podem controlar o que eu falo! Se eu quiser contar até pro meu chefe que transei e casei com uma estrela do rock, o que me impediria? Um contrato? Ah, ta! Sarutobi e Mei estavam me dando nos nervos. Eu acho que eu não tinha conseguido dormir o suficiente, afinal. Mei me mostrou os dentes. Eles não eram tão impressionantes como os de Orochimaru.

— Este é um assunto muito sério, Senhorita Haruno.

— Sakura! — eu disse. — Meu nome é Sakura e eu percebo a gravidade deste problema, senhores. Peço desculpas por ser irreverente. Mas se pudéssemos voltar para a parte sobre o acordo? Estou um pouco confusa.

— Muito bem. — Mei olhou para baixo de seu nariz e depois para mim e bateu uma grossa caneta de pompons na papelada na minha frente. — Como eu disse, o senhor Uchiha tem sido muito generoso em sua proposta.

— Não, — eu disse, sem olhar para os papeis. — Você não entende.

Sarutobi limpou a garganta e olhou para mim com os olhos apertados, dando uma visão maior de suas rugas graças a sua idade avançada. Mantive minha expressão passiva.

— Seria imprudente de sua parte tentar pressionar por mais, dadas às circunstâncias, Senhorita Haruno. Um casamento de seis horas em Las Vegas celebrado enquanto vocês estavam fortemente sob a influência de álcool? Fundamentos didáticos para anulação.

Mei riu e eu senti meu rosto queimando. Minha necessidade de chutar acidentalmente seu pau embaixo da mesa cresceu e cresceu. Caso ele dissesse alguma coisa em relação a esse “pequeno acidente” eu jogaria em sua cara qualquer lei que me acobertasse nessa. Afinal, ele não estava poupando esforços ao usar suas malditas leis contra mim.

— Meu cliente não vai fazer outra oferta.

— Eu não quero que ele faça outra oferta — eu disse, minha voz subindo.

— A anulação vai a diante, Senhorita. — disse Mei, parecendo irritada com algo irrelevante.

— Não há dúvida nisso. Não haverá reconciliação. — eu falei, contrariada.

— Precisamos finalizar isso hoje, Senhorita Haruno, nós não temos o dia todo. — Sarutobi suspirou.

— Eu não estou tentando segurar nada, senhor.

Mei me olhou com desgosto, em total apoio a Sarutobi, com um sábio sorriso desprezível. Nada me irritava mais rápido que um monte de gente tentando intimidar alguém. Intimidações tinham feito da minha vida um inferno tanto na escola quanto em casa. E realmente, isso é o que todas essas pessoas idiotas faziam. E eu já estava tão fodidamente irritada que sentia que há qualquer hora eu simplesmente explodiria.

Orochimaru me deu um grande falso sorriso paternal cheio de dentes.

— Tenho certeza que Sakura pode ver como Sasuke foi gentil até aqui. Não vamos ter qualquer atraso, não é?

Oh, sim, muito gentil. Concordando parcialmente quando seu irmão me chamou de puta e dizendo indiretamente que eu era oferecida. Com certeza um amor de pessoa! Essas pessoas estavam explodindo a minha mente. Falando nisso, eu tinha que saber onde estava meu querido marido. Muito ocupado transando com as modelos de biquíni para aparecer em seu próprio divórcio, pobre rapaz. Já a pequena mulher de cabelos róseos que se foda, não é, querido Sasuke? Eu empurrei minha franja para trás, tentando descobrir a coisa certa a dizer. Tentando conseguir que minha raiva diminuísse.

— Espere.

— Todos nós só queremos o que é melhor para você, dada a situação lamentável. — Orochimaru continuou, obviamente mentindo através de seus dentes grandes e brilhantes.

Pare de sorrir, homem! Já está começando a ficar perturbador!

— Ótimo, — eu disse, remexendo os dedos por baixo da mesa. — Isso é... Isso é realmente grande de sua parte.

— Por favor, Senhorita Haruno. — Mei bateu a caneta de pompons imperiosamente ao lado de um valor sobre a papelada e eu obedientemente olhei, mas eu não queria. Havia muitos zeros. Quero dizer, realmente muitos. Era uma loucura. Em duas vidas eu não poderia ganhar essa quantidade de dinheiro. Sasuke devia me querer fora ferozmente. Meu estômago roncou, nervosa, mas meus dias vomitando acabaram. A cena toda fazia que eu me sentisse horrível, como algo saído de uma novela ou um filme ruim do tipo B. A menina do lado errado dos trilhos sequestra o cara quente e rico e o engana com o casamento. Agora, tudo o que restava para ele era usar seu povo para me afugentar no pôr do sol.

Bem, ele ganhou.

— Isso tudo foi apenas um erro. — disse Orochimaru. — Tenho certeza que Sakura está tão ansiosa para colocá-lo para trás, quanto Sasuke está. E com este generoso acordo financeiro ela poderá avançar para um futuro brilhante.

— Você também não vai poder entrar em contato com o senhor Uchiha nunca mais, de qualquer maneira. Qualquer tentativa de sua parte em tentar isso, será visto como quebra de contrato. — Mei soltou sua caneta e se sentou em sua cadeira com um sorriso falso e as mãos cruzadas sobre o ventre. — Isso está claro?

— Não. — eu disse, esfregando o rosto com as mãos. Eles realmente pensaram que eu ia cair sobre mim mesma para chegar a esse dinheiro. Dinheiro que eu não tinha feito nada para ganhar, não importa o quão tentador seria aceitar. Claro, eles também pensaram que eu ia vender a minha história para a imprensa e assediar Sasuke cada momento livre que eu tivesse pelo resto da minha vida. Eles pensaram que eu era lixo barato, desprezível. — Eu acho que eu posso honestamente dizer que nada disso é claro.

— Sakura, por favor. — Orochimaru me deu um olhar decepcionado. — Vamos ser razoáveis.

— Eu vou te dizer o que... — Levantei-me e peguei o anel do meu bolso da calça jeans, jogando-o para o mar de papelada. — Você entrega isso de volta para Sasuke e diga a ele que eu não quero nada disso. Nada disso. — Fiz um gesto para eles, a mesa, os papeis, e toda a casa maldita. Os advogados olharam nervosamente entre si como se eles precisassem de mais papelada antes que eles pudessem me permitir acenar com meus braços de uma forma tão desordenada. — E muito menos quero me envolver de novo com ele! Que se foda os Uchiha’s e toda sua merda de banda e comitiva!

— Sakura...

— Eu não quero vender a sua história, ou persegui-lo, ou qualquer outra coisa que você tenha enterrado no sub-ítem 98.2. Eu não quero o seu dinheiro.

Orochimaru tossiu uma risada. Foda-se ele. O bastardo falso poderia pensar que ele quisesse achar. Sarutobi franziu o cenho para o meu grande anel de brilhante deitado inocentemente entre a bagunça.

— O senhor Uchiha não mencionou um anel.

— Não? Bem. Por que não dizer ao senhor Uchiha que ele pode enfiá-lo onde nosso necessário, mas não tão amado, sol, não bate!

— Senhorita Haruno! — Sarutobi estava com o rosto inchado, indignado. — Isso não é necessário.

— Vou ter que discordar de você nisso, senhor. — Eu pulei da sala de jantar da morte e fui direto para a porta da frente tão rápido quanto meus pés puderam me levar. Fuga imediata foi a única resposta. Se eu pudesse começar o inferno longe deles tempo suficiente para recuperar o fôlego, talvez eu pudesse vir com um novo plano para lidar com esta situação ridícula. Ou talvez sumisse do mapa com o dinheiro do penhor do anel.

Ah não, o anel tinha ficado. Droga. Um ponto a menos para sua saída dramática, Sakura.

Um McLaren vermelho parou quando eu atingi os degraus da frente. A janela abaixou para mostrar um homem de longos cabelos negros e olhos perolados me encarou e sorriu por trás dos óculos escuros. Neji Hyuuga, o primo de Hinata e membro número quatro da banda, sentado no banco do motorista.

Sim, Hinata namorava o membro número três da Susanoo e seu primo também era integrante. O que é? Acharam que o Naruto só olhou pra ela do palco e se interessou pelas tetas de Hinata? Não sejamos clichês, Neji praticamente a empurrou para o sexo com o loirinho preferido da mídia. Ele ia nos churrascos aos domingos vez ou outra em minha casa..

— Ei você aí, noiva bebê.

E vejo que o filho da puta também aderiu ao apelido ridículo que provavelmente a mídia tinha me inventado. Foda-se Neji, eu iria de ônibus até Portland! Mostrei-lhe o dedo e corri pelo longo caminho em direção aos portões da frente. Em direção à liberdade, à paz e a minha antiga vida — ou o que restou dela. Se ao menos eu nunca tivesse ido para Vegas. Se eu tivesse me esforçado mais para convencer Ino e Tenten que uma festa em casa seria bom, nada disso teria acontecido. Deus, eu era uma idiota. Mas o que eu poderia fazer contra todas as minhas amigas curtidoras da vida? Nada. Eu era a Maria-vai-com-as-outras do grupo — claro que depois de quase ter apanhado de Ino por negar Vegas.

Por que eu tinha que ter bebido tanto?

— Sakura. Espera! — Neji parou ao meu lado com sua McLaren. — O que há de errado? Aonde você vai?

Eu não respondi. Acabei com todos eles. E eu tinha o pior sentimento que eu estava prestes a chorar, porra. Meus olhos estavam quentes, horrível. Eu não iria chorar, não iria.

— Pare. — Ele puxou o freio e saiu do carro, correndo atrás de mim. — Ei, me desculpe.

Eu não disse nada. Eu não tinha nada a dizer a qualquer um deles. Malditas estrelas do Rock! Porque não arrancam cirurgicamente o dedo anelar para serem impedidos de casar? Ah, se Sasuke tivesse seguido essa tática, nós não estaríamos na merda que estamos agora.

E afinal, onde caralhos ele estava?!

Sua mão enrolou no meu braço gentilmente, mas eu não me importei. Eu o ataquei. Eu nunca bati em ninguém na minha vida. Aparentemente, eu não estava prestes a começar agora. Ele se esquivou, meu punho voando com facilidade para longe, quase me jogando no chão com o impulso que eu tomei.

— Ei! Ok. — Neji deu um passo para trás, dando-me um olhar desconfiado por cima de seus óculos escuros. — Você esta zangada. Eu entendo.

Com as mãos nos quadris, ele olhou para trás em direção a casa. Sarutobi e Mei estavam nos degraus da frente, olhando para nós. Mesmo a esta distância a dupla dinâmica não pareceu feliz. Malditos. Eu queria sair daqui urgentemente. Eu não poderia lidar com mais palavras deles. Ou eu saia, ou eu colocaria em prática minha primeira vez batendo em alguém.

O Hyuuga soltou um suspiro.

— Você está brincando. Orochimaru atiçou a vagabunda e o velho sarnento em você?

Eu balancei a cabeça, piscando, tentando me controlar.

— Sasuke está com você? — ele perguntou.

— Não.

— Você vai chorar? — Ele inclinou a cabeça.

— Não!

— Vamos. — Ele estendeu a mão para mim e eu a olhei desconfiada. — Sakura, pense. Está cheio de fotógrafos de merda esperando na frente. Mesmo se você passar por eles, para onde você vai? Pegar um ônibus?

— Essa era a ideia. — eu disse, inocentemente.

Ele estava certo. Eu tinha que voltar, pegar minha bolsa. Tão estúpido da minha parte não ter pensado nisso. Assim que eu tivesse sob controle eu entraria e a recuperaria, em seguida, daria o fora daqui. Eu abanei o rosto com as mãos, dei um grande suspiro. Tudo bem. Até que não foi tão ruim assim.

Ah, não. Foi sim.

Enquanto isso, sua mão pairou, esperando. Seus dedos tinham pequenas protuberâncias e deveriam ser duros à beça.

— Você é o baixista? — Eu perguntei com uma fungada.

Por alguma razão, ele gargalhou de rir, se dobrando, segurando em sua barriga. Talvez ele estava drogado ou algo assim. Ou talvez ele era apenas mais um louco neste hospício gigantesco cheio de gente problemáticas que usam a cara para ganhar dinheiro. Batman teria um tempo difícil para controlar este lugar. Tem muitos Coringas e Pinguins se alternando por aqui.

— Qual é o seu problema? — Eu perguntei, dando um passo para longe dele. Apenas no caso, né.

Seus óculos de sol que pareciam mais caros que meu guarda roupa caíram, fazendo barulho no asfalto. Ele os sacudiu quando se recuperou e os empurrou de volta em seu rosto. Continuando com o imenso sorriso no rosto, deixando dentes extremamente brancos expostos.

— Nada. Absolutamente nada. Vamos sair daqui. Eu tenho uma casa na praia. Vamos nos esconder lá. Vamos, vai ser divertido.

Eu hesitei, dando aos empurrões passos a diante, com um olhar letal.

— Por que você me ajudaria?

— Porque você vale a pena ajudar.

— Oh, realmente? Por que você acha isso?

— Você não gostaria da minha resposta.

— Eu não gostei de uma única resposta que eu tive durante toda a manhã, por que parar agora?

— É justo. Eu sou um velho amigo de Sasuke. Nós temos estado bêbados e fora de controle mais vezes do que me lembro. Ele teve meninas tentando fisgá-lo durante anos, antes mesmo de nós termos dinheiro. Ele nunca foi nem um pouco interessado em casamento. Nunca esteve mesmo em seu radar antes. Assim, o fato de que ele se casou com você, bem, isso me sugere que você vale a ajudar. Vamos, Sakura. Pare de se preocupar.  — Ele sorriu.

Fácil para ele dizer, sua vida não tinha sido atravessada por uma estrela de rock.

— Eu preciso pegar minhas coisas.

— E ser encurralada por eles? Preocupe-se com isso mais tarde. — Ele estendeu a mão, os dedos acenando para mim. — Vamos sair daqui.

Eu coloquei minha mão na sua e nós fomos. Eu não sei se me arrependeria disso mais tarde, mas naquela hora, minha mente me disse que era a melhor coisa a se fazer. Mas eu pagaria para ver a cara de decepcionado de Sasuke quando ele visse que o divorcio não tinha sido efetivado.

Talvez ele nem se importasse e me “trairia” mesmo assim. E eu estava triste com isso. E se eu me envolvesse demais? Eu não poderia, e isso estava me deixando assustada. Deus me livre sofrer por uma pessoa inalcançável, eu não aguentaria. O divorcio seria feito logo, e tão logo eu me mando para casa e convivo com apenas os boatos de que um dia eu fui casada com Sasuke Uchiha. Hinata tinha peito para aquilo, — literalmente e figurativamente falando — eu não.

E eu sinceramente não sei por que o diabo dos pensamentos de ir embora e viver minha vida longe de Sasuke me deixavam tão angustiada.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Vou ficando por aqui, afinal, ainda tenho um capítulo inteiro de Sick para escrever (socorro)
Um beijo!


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