História Pequenos contos - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Katsuya, Mikaru, Romance, Takeo
Exibições 20
Palavras 1.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Nada como rever alguns episódios de Love Stage pra deixar a noite um pouco mais gay e trazer de volta o ânimo pra escrever. Eu já tinha algumas cenas desse capítulo, mas faltava encaixar tudo no lugar.

Capítulo 3 - Anjo de neve


Neve. Já era o terceiro dia de neve consecutivo e a temperatura caía cada vez mais junto com os flocos gelados. Katsuya não desgostava do clima, mas certamente preferia os dias ensolarados. Nisso, ele e o namorado concordavam. Mikaru odiava o frio, a neve e também os dias chuvosos.

 

Receber uma visita dele, com aquele tempo terrível lá fora, abandonando o calor de sua casa, era prova mais do que suficiente dos seus sentimentos.

 

Voltou para a sala com duas canecas de chá fumegante, parando a alguns passos do kotatsu e observando a cena. Não conseguiu evitar um sorriso, se aproximando e sentando ao lado do namorado, depositando as canecas no centro da mesa para evitar acidentes.

 

– Mikaru… eu trouxe chá. – pousou a mão em seu ombro, balançando de leve, mas só aquilo foi o suficiente para deixar Katsuya com a consciência pesada. Era tão raro ver o namorado dormindo tranquilamente, que acordá-lo era quase um pecado.

 

Doía ainda mais vê-lo acordar tão fácil, sabendo que seu sono era bastante leve. Ele piscou algumas vezes, voltando a se sentar e esfregando o rosto para espantar os últimos resquícios de sono.

 

– Está se sentindo bem? – instintivamente, Katsuya levou a mão à sua testa, conferindo se não tinha febre. Esperava ao menos um resmungo por ter sido acordado e não que ele ficasse amuado.

 

– Uhum… não se preocupe. Aqui estava confortável e não ando dormindo bem… – afastou a mão de sua face, se inclinando e apoiando a cabeça contra o tórax de Katsuya, ouvindo-o prender a respiração – Posso ficar aqui?

 

– P-pode… – soltou a respiração com calma, colocando uma mão nas costas de Mikaru para lhe dar apoio, a outra puxando uma caneca de cada vez para perto – Eu trouxe pra gente.

 

Contudo, Katsuya não precisava mais de uma bebida quente. Sentia seu rosto arder e a temperatura de seu corpo subir alguns graus. Não é que o namorado não ficasse muito por perto, mas quando ele tomava a iniciativa, era especial. Mikaru era sempre muito reservado e contido, então não conseguia evitar de comemorar quando ele se aproximava tão naturalmente.

 

Ouviu uma risada baixa que cortou seus pensamentos, encarando o loiro com curiosidade.

 

– O que é engraçado?

 

– Seu coração está disparado. – Mikaru ergueu o olhar, sorrindo de canto ao receber uma expressão confusa e envergonhada de volta – É por minha causa? Ainda te deixo abalado?

 

– Claro que sim. – resmungou de volta, pegando sua caneca com chá e tomando um longo gole, tentando se acalmar um pouco – Eu não consigo esconder que gosto de você.

 

– Não esconda… – e mesmo que parecesse inimaginável, o tom de Mikaru soou pedinte aos seus ouvidos, fazendo Katsuya apertá-lo em seus braços, como para mostrar que estava ali por ele – Eu sei que não demonstro muito, mas você faz isso por nós dois. Você sabe que eu tenho medo que um dia tudo acabe do nada.

 

– Não vou esconder e não vai acabar. Espero que saiba disso, porque é o que tento mostrar todo dia! – apoiou o queixo no topo de sua cabeça, puxando o loiro para se aconchegar melhor contra seu corpo – Você demonstra mais do que pensa. Ter vindo aqui, pedir para ficar perto, sorrir tão à vontade… eu sei que são coisas que você não faria com qualquer pessoa. E eu fico feliz por isso.

 

– Você foi a melhor pessoa que já entrou em minha vida.

 

Katsuya sorriu satisfeito, mas uma vozinha distante o lembrou de um detalhe.

 

– Depois do Takeo-san, não é?

 

– Não. Você é melhor que ele. – e encerrou a conversa com um beijo.

 

* * *

 

Deixou a cortina do quarto aberta, de modo que pudesse ver os flocos de neve caindo lá fora, alguns deles se acumulando nos cantos de sua janela. Talvez se arrependesse na manhã seguinte, quando os raios de sol atingissem direto em seus olhos, mas naquela noite, não estava se importando com aquele detalhe. Aquele cenário o acalmava. Mas bastava olhar para o loiro deitado ao seu lado para que sua mente ficasse um caos. Ainda havia tanto que queria saber a seu respeito, tanto a perguntar, lugares para irem juntos, coisas que queria descobrir com o namorado que já era mais experiente, saber de seu passado, seus desejos e anseios… tudo.

 

Suspirou longamente, fechando os olhos enquanto expirava, voltando a encarar apenas a janela, esperando que a paisagem calma trouxesse o sono, mas ela trouxe apenas a imagem do loiro, deitado no kotatsu, cochilando.

 

Riu baixinho com a lembrança, mas não contava que o namorado ainda estivesse acordado e atento a seus movimentos.

 

– Agora é você quem está rindo sozinho… o que é tão engraçado? – Mikaru repetiu a pergunta que lhe foi feita mais cedo, erguendo o olhar para encarar o moreno.

 

– Lembrei de você cochilando na sala.

 

– Que cena deprimente… espero que não tenha tirado nenhuma foto!

 

– Não, não tirei. Mas deveria, para ter de recordação.

 

– Pra ter algo que te faça rir? – questionou ácido, virando-se na cama e encarando o teto – Pode olhar pra mim pessoalmente.

 

– Você parecia um anjo.

 

– Ahm?! Você batizou o seu chá? – encarou o garoto incrédulo com aquela afirmação. Já ouviu vários elogios e críticas a seu respeito, mas ser chamado de anjo? Ele devia estar bêbado, no mínimo.

 

– O sobretudo branco, a pele clara, seus cabelos com esse tom dourado, estava dormindo tão sereno… só faltaram as asas, mas eu consegui imaginá-las!

 

– Eu não sei o que você colocou na sua bebida, mas sugiro que não use mais. Era só o que me faltava… – bufou irritado, dando-lhe as costas – Sua paixão está fazendo você ver coisas onde não existem, Katsuya. Se dissesse que pareço e ajo como um demônio, eu até concordaria, mas um anjo?

 

– Sim, um anjo. E não só sua aparência. – o garoto se apoiou no cotovelo, deixando o corpo se inclinar para cima do loiro – Não sou cego quanto a seus defeitos, mas eu consigo ver suas qualidades. Você é inteligente, esforçado, gentil. E não só comigo. Minha mãe vive comentando sobre o quanto você é educado e Katarina adora conversar com você. Sempre que comento dos estudos meu pai também te elogia, porque você foi a pessoa que mais me apoiou nas minhas escolhas e me motivou a seguir em frente.

 

– São apenas gentilezas. Está tentando me fazer parecer bonzinho. – deu de ombros, desinteressado, agradecendo a penumbra do quarto que escondia o quanto estava envergonhado – Qualquer um pode fazer isso com um pouco de prática. Se mostrar educado e prestativo.

 

– Hm… é, talvez você realmente seja um demônio. – Katsuya deixou o corpo pesar sobre o do namorado, os lábios aproximando de seu ouvido – Só isso para explicar minha paixão cega, não é? Me seduziu e me viciou em você, no seu cheiro, no seu toque, na sua voz, na vontade de te ver sorrir. Ficou repetindo que eu encontraria alguém melhor, mas não importava o quanto eu olhasse ao redor, ninguém nunca pareceu bom o suficiente. Não importava o quanto a pessoa fosse bonita ou interessante, nenhuma delas me fez sentir o que sinto quando estou com você. Assume sua culpa?

 

– Você não procurou em todos os lugares ainda. Quando chegar a hora certa, vai aparecer.

 

– Eu não tenho que procurar algo que está diante dos meus olhos, Mikaru. – roçou os lábios por sua face, trilhando um caminho até sua boca, a mão livre erguendo a camiseta e apertando-lhe a cintura – Não pode voltar atrás agora que me viciou em você, meu anjo de neve.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Continua...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...