História Pequenos Contos de Lexa Woods - Capítulo 66


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa, Lexarke, Oneshots, Romance, The100
Exibições 465
Palavras 3.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente do céu, a Lexa fala que ela é uma ameba, mas na verdade eu é que sou KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK como postei pelo celular, nem vi qual arquivo eu havia mandado, e por um erro grotesco da minha falta de atenção, era o capítulo FRAGMENTADO E ERRADO. Apaguei o último envio e agora vou mandar o correto.
Me perdoem pelo erro, gente, desculpa mesmo, mas é que é muita coisa pra pensar ao mesmo tempo e acabei me confundindo KKKKKKKKKKKKKKKKK
Para quem ainda não tinha lido, eu estou pensando em reescrever os primeiros capítulos de Pequenos Contos, mas não vou mudar absolutamente nada da história, só acrescentar palavras e arrumar o texto, e também estou pensando em fazer uma Spin-off da adolescência da Lexa, já que tem muito gente que já disse que tem curiosidade em saber como foi, então, por favor, opinem lá nos comentários.
E PRA QUEM JÁ LEU, eu vou entender perfeitamente se não quiserem comentar pela segunda vez KKKKKKKKKKKKK mas se tiver alguma alma bondosa, por favor, faça isso TuT
Boa leitura (de novo)

Capítulo 66 - Idiotice é o meu segundo nome, mas ela me ama


2008

 

Eu sou uma ameba, uma completa idiota, sério, eu mereço levar uma porrada na cara, uma porrada tão forte que vai fazer os meus dentes saírem voando da minha boca.

Clarke está chateada comigo, e ela tem todos os motivos e todas as razões possíveis para querer quebrar a minha cara bonita, ou então cuspir nela, ambas as opções são humilhantes, e eu mereço. Motivo? Estava em um jantar de negócios com Indra e um cliente muito importante para a empresa, e como se já não bastasse eu ter me esquecido completamente de Clarke, Indra me deixou na casa da minha querida e amada namorada, e eu estava em um estado tão deplorável de bebida...e também com alguns hematomas espalhados pelo corpo por ter me envolvido em uma briga idiota, porque o babaca do cliente passou a mão na minha bunda.

Então eu acho que os hematomas ela pode até entender, mas eu tenho certeza de que Clarke ficou chateada por eu ter excedido demais na quantidade de bebida, que na verdade nem foi muito, mas eu bebi cada mistura louca que eu nem me lembro mais o nome.

E para aumentar ainda mais o meu remorso, Clarke me deu um banho gelado e remédios para dar uma quebrada na ressaca no dia seguinte, e de fato, estava doendo bem pouco. Agora estou na cama dela, esparramada preguiçosamente, confortável em meio aos lençóis e vestindo meu pijama extra que sempre deixo na casa dela.

Eu ficaria destruída e ainda mais arrasada caso isso acontecesse, mas eu entenderia totalmente se ela quisesse terminar comigo...mas ainda assim eu preferiria ter meus olhos arrancados.

Sábado de tarde...então passei a manhã toda babando no travesseiro dela, e é por isso que o amor da minha vida não está deitado do meu lado, aproveitando o calor do meu corpinho gostoso, o que significa também que ela está em casa, e não no hospital...

Me levanto, sentindo todos os meus membros doloridos, e fui em direção do banheiro, trombando nas coisas. Tomo um banho rápido, visto a mesma roupa, e desço para o andar de baixo, escutando o som da televisão e a risada discreta de Clarke.

A escada range e ela olha em minha direção, o sorriso morrendo rapidamente enquanto ela virava o rosto para a televisão novamente, e isso me fez perceber o quanto eu estava fodida.

Me sento ao lado dela no sofá, e ambas não falávamos nada, esperando quem daria o primeiro passo...mas como eu estava errada, resolvi falar logo.

- Eu...eu estou morrendo de vergonha, Clarke, eu não tive intenção de te chatear, amor.

- Não me chame de amor, Alexandra.

Fodeu.

- Eu entendo que você está com raiva, e nem vou tentar acalmar você quanto a isso, eu errei e errei pra caralho com você...- Enrosco meus dedos em meus cabelos, ficando extremamente nervosa.

- Era nosso aniversário de 6 meses de namoro, sabe o quanto insensível você foi? Poxa, realmente gosta de mim? – Ela pergunta, os olhos já marejados.

- Clarke, você é o amor da minha vida, é claro que eu me importo com você...eu só...está sendo um momento complicado na empresa, e eles querem ver como eu me saio resolvendo assuntos importantes como aquele...e se você for pensar, o castigo por eu ter deixado você esperando veio bem rápido, eu bati em um cliente super importante, e aí uma moça que sabe lutar tentou me imobilizar e eu caí no soco com ela.

- Indra só me falou que você tropeçou – Ela se vira e olha atentamente para o meu rosto, que deveria estar cheio de hematomas e fortes.

- Eu acho que ela falou isso pra você não brigar comigo...mas viu só? Estou toda estourada, agora sim eu acredito em carma – Sorrio e vejo um minúsculo esboço de sorriso surgir nos lábios finos e naturalmente vermelhos – Vai, me dá aquele sorriso lindo...- Provoco ela, fungando em seu pescoço.

- Lexa...- Ela tenta me empurrar, e só pelo fato de ela estar me chamando de Lexa era um sinal. Beijo seu pescoço e seguro em sua cintura, apertando de leve, arrancando risadinhas contidas dela – Lexa... para...

- Só se você me der um sorriso daqueles que me deixa doida – Mordo o lóbulo de sua orelha, me prensando ainda mais contra ela. Pego suas pernas e coloco em cima do sofá, abrindo-as e me encaixando entre elas, e agora Clarke ria feito uma boba enquanto eu voltava a beijar seu pescoço. Clarke me envolve com suas pernas, e as mãos se infiltram por debaixo do meu blusão, arranhando quando sentia cócegas, mas parecia que ela não queria me largar de jeito nenhum, e isso me fez suspirar de alívio – Eu sei que eu deveria calar a boca, mas você não está brava comigo agora, não é?

- Eu quero quebrar a sua cara, mas você é fofa demais...eu não resisto...sou tão trouxa – Ela segura o meu rosto entre as mãos e me puxa para um beijo apaixonado...okay, agora isso está ficando estranho, geralmente ela me mataria e ficaria uns dois dias sem falar comigo...há não ser que...

- Leãozinho, que dia é hoje? – Pergunto, e me arrependo completamente de ter feito essa pergunta, por motivos óbvios.

- Realmente, Alexandra, você tem a capacidade de foder tudo em questão de segundos! – Ela me empurra com força, me fazendo sair de cima dela e eu passo as mãos no meu rosto, querendo me matar.

Ontem tinha sido o nosso aniversário de 6 meses de namoro, como é que eu faço uma pergunta tosca dessas?! E pra piorar, coincidiu exatamente com o dia que a menstruação dela vem.

Eu sei, TPM – Tensão Pré-Menstrual. Pré, ou seja, antes da menstruação. Acontece que algumas mulheres ficam irritadas também DURANTE a menstruação, e Clarke é um desses casos. Ela não fica extremamente irritada ou violenta, ela fica emotiva demais, e agora ela estava chorando, levanta do sofá e vai até a cozinha, e eu estava completamente arrependida por ter machucado ela desse jeito.

Me levanto rapidamente do sofá e vou até ela, segurando em sua cintura, mas ela começou a chorar ainda mais, e eu sem saber que atitude tomar, levanto as mãos em rendição, enquanto via seu rosto ficar vermelho e as lágrimas molharem as bochechas coradas.

- Amor, eu...

- Você apertou forte demais – Clarke soluça bem fraquinho, puxando o ar. Eu nunca vi ela chorando desse jeito! Eu sou uma monstra sem coração! – Eu só quero ficar deitada na minha cama o dia inteiro, parece que tem um dinossauro comendo o meu útero, e pra ajudar você é uma imbecil sem coração! – Clarke fala, a voz falhando algumas vezes por conta do choro.

- Eu sei, meu amor, eu sou a pessoa mais burra e idiota do planeta, mas deixa eu me desculpar, por favor, você sabe que eu nunca tive intenção de magoar você desse jeito – Tento me aproximar calmamente e ela vai aceitando, eu me sentia como um cuidador na jaula de um leão...mas até que faz sentido essa analogia, estou na casa da Clarke, lindando com a minha Leãozinho – Eu vou encher você de mimos hoje, e amanhã, e depois de amanhã...

- Você é uma bruta comigo...

- Não fala assim, meu amor – Coloco uma mecha loira atrás de sua orelha com delicadeza. Agora ela já não chorava e soluçava daquela maneira, mas seus olhinhos azuis, marejados e vermelhos...isso partia o meu coração em mil pedacinhos – Deixa eu cuidar de você, deixa? – Falo o mais suave possível e ela parece acreditar em mim.

- Deixo...- Ela responde, manhosa.

- Vem cá – Chamo ela e a pego no colo. Clarke não era pesada, pelo menos, não para os meus padrões, e era exatamente por isso que eu adorava carregar ela pra lá e pra cá no meu colo. Ela deita a cabeça no meu ombro e fica brincando com a gola larga da minha blusa, tirando os fiapinhos de linha que estavam despontando no tecido desgastado e velho – Quer um chocolate quente? Café? Chazinho de morango? – Essa merda é horrível, mas já que ela gosta...

- Chocolate quente...- Ela responde, manhosa, os olhos fechados e aparentemente relaxada, apesar de estar sentindo cólicas fortes. Rio baixinho por ela ser tão folgada, mas eu não acho isso ruim, eu amo paparicar a minha Leãozinho, e amo ainda mais durante o ciclo dela, Clarke fica extremamente carente, ainda bem que ela tem uma Lexa pra cuidar dela, não acha?

- O que acha de pedirmos uma pizza para o jantar? Com queijo extra e a bordinha recheada? – Essa é outra coisa que eu sempre uso para que não tenha minha cabeça arrancada, eu chantageio Clarke com comida, muito comida, mas muita comida mesmo, porque, eu não sei o que acontece com essa mulher, mas ela fica com um desejo insano por comer qualquer coisa que aparecer na frente dela – eu adoraria ser uma dessas coisas, mas ela sempre fala que é nojento transar durante a menstruação...eu não acho muito viável, porque, se você é mulher, sabe que sai uns coágulos bem nojentos de vez em quando, mas são só dedinhos, nada demais -.

- Eu acho uma ótima ideia...e tem um filme que eu queria muito assistir com você...

- Um romance bem meloso?

- Sim...

- Eu faço esse sacrifício – Beijo o topo da cabeça loira e chego no quarto dela, coloco Clarke deitada na cama e ela se encolhe toda com a cólica – Vou pegar uma bolsa térmica pra você e um remédio, tá bom? – Dou um beijo rápido na testa dela e desço as escadas novamente, sentindo as minhas pernas molengas por subir e descer tantas vezes aquela escada do inferno.

Primeiro eu levo o remédio e a bolsa térmica para Clarke, e depois eu volto para a cozinha e faço algumas coisas para ela comer, o chocolate quente, pego umas bolachinhas de chocolate, alcaçuz também, obviamente – eu deixo um estoque grande no armário dela -, por mais estranho que seja a combinação, chá de canela, que eu particularmente amo, e pra finalizar, pipoca e barrinhas de chocolate...mas eu tinha pisado feio na bola, eu estava devendo um jantar decente para ela...

 

 

 

Por mais vergonhoso que tenha sido, eu saí sim pijama para ir até a vendinha perto da casa de Clarke. Se eu fiquei morrendo e querendo que a Terra abrisse e me engolisse? É claro que sim, mas vai valer a pena todo esse sacrifício.

Meus braços estavam forrados de sacolinhas plásticas, e eu realmente espero que isso sirva de alguma coisa, apesar de achar que um patinho de borracha não adiantaria de nada agora, afinal, Clarke está menstruada, imagina a nojeira que ficaria a banheira? Definitivamente, um banho relaxante na banheira está fora de cogitação...gastei três dólares atoa!

Já que eu não consegui mostrar o quanto eu sou romântica e perfeita para a futura mãe dos meus filhos – ela pode não saber, mas eu já tenho até uma lista de nomes para os nossos guaxininzinhos -, resolvi fazer um jantar...sim, um jantar durante a tarde, algum problema com isso?

Tudo bem, não seria um dos nossos melhores jantares, muito menos o mais romântico, mas era melhor do que não fazer nada, certo?

Liguei o fogo e deixei a água aquecendo, para depois jogar o macarrão instantâneo dentro da panela. Preparei um suco de laranja que ela adora, e assim que o macarrão termina de cozinhar, despejo o temperinho cheio de sódio que, com total certeza, vai acelerar meu processo de morte.

Peguei os pratos de porcelana preferidos de Clarke e despejei o macarrão, coloco na bandeja, o suco dela, o meu refrigerante (ambos em taças muito chiques) e um pequeno vaso com uma flor de plástico dentro, porque foi a melhor coisa que eu achei na vendinha pra poder enfeitar o nossos magnífico jantar da tarde.

Com cuidado para não derrubar absolutamente nada, apesar de achar que eu fui um pouco idiota, porque eu poderia levar as taças depois.

Quando subo, Clarke está encolhida na cama enorme, em posição fetal, os olhos fechados, os cabelos bagunçados de tanto ela se mexer para encontrar uma posição menos dolorida.

Vou a passos silenciosos até a cama e coloco a bandeja no criado-mudo, me sento ao lado dela e me inclino para beijar sua bochecha corada. Clarke solta um gemidinho manhoso quando sente os meus lábios em sua pele macia, e então ela se vira, os olhos azuis estudando os meus, e seu humor havia mudado completamente, agora Clarke parecia calma, mesmo sentindo dor.

- Ainda está doendo? – Pergunto, acariciando seu rosto com a ponta dos dedos. Ela levanta um pouco a cabeça e deita na minha coxa, brincando com a barra da minha blusa.

- Bem pouquinho – Ela expõe a minha barriga e deposita um beijo casto, me fazendo encolher a mesma com a sensação quente e deliciosa – O que é isso que você fez? – Ela pergunta, se inclinando um pouco para ver a bandeja.

- Eu errei feio com você ontem, Leãozinho, então eu pensei em fazer um jantar hoje.

- Mas ainda é metade da tarde, Lex – Ela fala, sorrindo abertamente.

- Não podemos dizer que somos um casal normal...- Assim que eu termino de falar, Clarke ri, uma risada deliciosa, daquelas que eu amo, porque sei que é verdadeira e espontânea – O que acha de jantar comigo nesta bela tarde ensolarada, senhorita Griffin?

- Eu adoraria – Clarke fala, um sorriso enorme no rosto. Ela se levanta e me rouba um beijo, que logo é correspondido sem nem pestanejar. Clarke suga meu lábio inferior e o acaricia de leve com a língua, me fazendo soltar um gemido sôfrego com as sensações calorosas que tomavam conta do meu corpo.

- Se você continuar assim eu não vou conseguir me controlar, Leãozinho – Resmungo contra os lábios dela.

- Você sabe que isso seria bem nojento – Ela retruca, beijando meu queixo e descendo para a minha jugular.

- Eu não ligo pra isso, já deixei bem claro...- Falo entredentes e me afasto dela antes que eu fique atiçada demais e abuse daquele corpinho gostoso e maravilhoso que a minha namorada tem...minha namorada...eu amo dizer isso...minha namorada...minha...namorada...minha...LEXA, FOCO! – Sente-se direito, senhorita Griffin, para degustar de uma fina refeição, acompanhada do melhor suco de laranja que a senhorita terá o prazer de provar – Dou uma piscadela para ela e Clarke ri, se ajeitando na cama. Coloco a bandeja em cima do colchão e me sento com cuidado para não derrubar nada.

- Ainda está de pijama...você se trocou pra ir na vendinha? – Ela pergunta, dando uma colherada no macarrão.

- Não, eu fui de pijama – Falo como se fosse a coisa mais natural do mundo, mas o riso dela me desconcentrou e não consegui ficar séria – Ria mesmo, sua boba, está vendo o que eu faço pra ver você rindo desse jeito?

- Você não existe! – Ela continua a rir enquanto eu comia o meu macarrão, o prato de porcelana quase vazio.

- Eu sou única, você teve sorte de me laçar logo de primeira.

- Alexandra, a garota mais desregrada da faculdade – Ela brinca e eu bebo um gole do meu refrigerante – Eu já tinha ouvido falar de você, sabia? Parecia uma pessoa totalmente fora da minha realidade, e na verdade você era.

- Eu gostaria de ter conhecido você há muito tempo atrás, você é perfeita, é a minha pessoa - Sussuro e Clarke se inclina para me dar um beijo com gosto de macarrão instantâneo de carne.

- Eu te amo muito, sabia?

- Eu sei - Sorri entre o beijo e ela riu, se afastando de mim. Voltamos a comer e logo terminamos o nosso “jantar”. Clarke estava radiante e ria a cada momento, e isso me fazia suspirar de alívio, e também de paixão, ela fica tão linda desse jeito, mas como sempre, as coisas desandaram, a pra variar, a culpa foi minha.

- Lex, você quase não treina mais - Ela comenta depois de mastigar um morango que eu havia trazido junto com algumas outras frutas. Clarke estava deitada de bruços em cima de mim, enquanto eu comia alguns alcaçuzes.

- Eu não tenho tempo pra me dedicar, é por isso que eu estou correndo muito, pra suprir um pouco essa falta do treino.

- Eu também estou sem tempo pra fazer as minhas coisas, o hospital está lotado e temos que ajudar os médicos, é bom porque eu aprendo coisas além do que era pra aprender no estágio, mas é cansativo, ainda mais porque eu tenho que ir pra aula de noite.

- Por que não sai pra correr comigo? Ou então eu posso te ensinar a lutar, você vai gostar, e vai manter seu corpo saudável E vai ter mais disposição pra fazer as coisas – Comento, mordendo um alcaçuz e sentindo o açúcar azedo na língua.

- O que quer dizer com isso? – Ela pergunta, observando-me com atenção...e um pouco...chateada?

Alerta vermelho, soldado!

- Eu...eu só quis dizer que vai ser saudável pro seu corpo se fizer uma caminhada comigo...vai se sentir mais disposta...porque você está cansada por causa da faculdade, então eu acho que seria bem interessante, sabe? – Eu acabo me embolando e ela percebe o meu nervosismo, e isso deu espaço para lágrimas caírem daqueles olhos lindos que a mãe dela fez.

- Você fala essas coisas de propósito! – Ela soluça e sai de cima de mim, se deitando do outro lado da cama.

- Amor, eu só...

- Se isso incomoda você, então porque me pediu em namoro?! Você é horrível, Alexandra!

- Amor, não é só porque você está meio cheinha que eu vou terminar com você, e você sempre fica mais fofinha durante a menstruação, não precisa ficar assim, desse jeito! - Porra, Lexa! Que merda foi essa que você acabou de falar?! – Não! Céus! Eu não quis dizer isso, Clarke, amor, não precisa chorar, eu te amo!

- Vai embora, Lexa! – Ela levanta da cama, indo em direção ao banheiro, mas eu abraço ela por trás, impedindo que continuasse, se ela se trancasse, demoraria uma vida pra tirar ela de lá, e eu sei disso, porque um mês atrás ela ficou com raiva e me fez ficar plantada na frente da porta pedindo desculpas durante quase 3 horas.

- Eu não vou embora, eu vou ficar aqui com você – Beijo a nuca dela e Clarke relaxa um pouquinho, quase nada, mas já era um começo, agora eu precisava terminar de amansar a leoa – Eu te amo desde o dia que eu botei os olhos em você, meu amor, acha mesmo que eu ligo pra coisa besta que nem essa?

- Você que sugeriu que eu emagrecesse.

- Eu não falei isso, só disse que você vai gostar de correr comigo, ou então praticar algum esporte. Acha que eu tenho toda essa disposição por que? – Falo com um pouco de malícia e escutei um risinho baixo, mas controlado, ela não queria rir – Então vai, perdoa o seu mozão por ser tão idiota – Dou mais um beijo em sua nuca e desço para o ombro, distribuindo beijinhos ali, e eu sabia o quanto ela sentia cócegas quando eu faço isso – Me perdoa? – Pergunto com uma voz insuportavelmente manhosa, e isso fez o coração dela derreter – eu sou demais, eu sei -.

- Tá...

- Te amo – Viro Clarke de frente para mim e roubo um beijo - Desculpa por ter pisado tantas vezes na bola hoje.

- Se você não pisasse tanto na bola, não seria você.


Notas Finais


Se tiverem ideias, me enviem, e caso queiram receber spoilers de Pequenos Contos e outros projetos, sigam o Twitter @Anjosdelerigou


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