História Pequenos Contos de Lexa Woods - Capítulo 67


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa, Lexarke, Oneshots, Romance, The100
Exibições 598
Palavras 4.167
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oir genter, demorei (um pouco menos que da última vez), mas voltei u-u
Acredito que agora vou conseguir postar com mais frequência, férias tá quase me abraçando já huahuahuahuahua
Bom, esse capítulo foi ideia exclusiva da @GuaxiLexa, e @LerigouNaPista me ajudou MUITO no desenvolvimento da história, então meninas, obrigada, suas gostosas, dlçs, lindas, tá parei.
BOA LEITURA, GENTEEEEE.

Capítulo 67 - Um milagre eu ainda não ter sofrido um ataque do coração


2016

 

Sabe aquela sensação de paz logo após você ter feito um monte de coisa no trabalho? Então, ainda não estava na hora de eu tirar essa paz.

Estava no horário do meu almoço e eu saí para ir ao restaurante que eu visitava todos os dias. Eu não costumava almoçar com meus colegas de trabalho, e eu acho que era por isso que as pessoas não gostavam muito de mim, mas foda-se, eu gosto dessa solidão temporária, é bom para pensar, e também pra conversar com a minha linda e gostosa esposa.

Falando nessa Afrodita – ainda mais bela que a própria deusa -, ela ainda não havia me telefonado, o que era estranho, porque todos os dias ela falava comigo antes de ir buscar as minhas pestinhas na escola.

Estava terminando de chupar um picolé de uva quando a foto dela aparece na tela do meu celular. Sorrio antes de atender, e eu sei que eu deveria estar com cara de otária – já haviam me falado isso, inclusive, essa pessoa que falou isso foi Octavia -.

- Oi, meu amor – Falo assim que atendo.

- Oi, Lex...amor, desculpa não ter ligado antes, mas é que o hospital ligou e tem uma emergência, eu preciso ir agora, você pode buscar as meninas na escolinha? – Clarke parecia ofegante no telefone, provavelmente estava correndo pra lá e pra cá atrás de seu jaleco.

- Seu jaleco está no meu armário no closet, aquele da gaveta quebrada – Ela ficou um minuto em silêncio, somente sua respiração contra o aparelho podia ser ouvida.

- O que meu jaleco está fazendo na sua gaveta de calcinhas? – Clarke pergunta, parecendo confusa e indignada.

- Eu confundi e achei que era aquele da fantasia de enfermeira...- Eu começo falando alto e vou diminuindo o tom de voz, lembrando que eu estava falando em um restaurante renomado, onde as pessoas me conheciam – E...é, você sabe, eu iria fazer uma surpresinha pra você, mas já que eu já contei...

- Lexa...esquece, só vá buscar as meninas, por favor, te amo – Agora eu estava rindo e arranquei risinhos baixos dela – Merda, eu esqueci da sua reunião...eu posso pedir pra Octavia buscar, ou então a Raven ou Bellamy.

- Amor, não esquenta a cabeça com isso, eu vou buscar elas.

- Mas e a sua reunião, Lex?

- Está tudo pronto, só vou apresentar o projeto, nada demais, não fique preocupada, tá bem? – Falo e escuto um suspiro de alívio.

- Obrigada, amor, assim que me liberarem eu vou buscar elas no prédio. Te amo.

- Também te amo, Leãozinho.

Ela desliga o celular e eu checo o horário, levando um baita susto. As meninas saem as 11:30 da manhã.

Já era 11:37.

Eu levo 15 minutos do trabalho até a escolinha.

 

 

 

 

Provavelmente eu recebi umas 5 multas por excesso de velocidade e mais 7 por não ter respeitado o farol e os sinais de trânsito. Eu estou fodida.

E infelizmente não do jeito que eu amo.

Quando chego na escolinha e estaciono o carro de qualquer jeito, eu corro o mais rápido que a merda dos meus saltos finíssimos permitem, afinal, hoje eu teria que ir o mais chique possível. Meu look está todo fodido por causa do desespero em perder as minhas filhas para o conselho tutelar.

E se você pensava que eu não sei me arrumar e ficar um espetáculo de mulher, você estava perfeitamente enganado, meu caro amigo, me dê um salto quinze e eu te mostro o que é glamour.

Ao entrar dentro da escola, vejo a diretora e a professora das meninas na porta da sala, e assim que me viram, suas expressões anuviaram.

- Perdão a demora, Clarke teve que ir no hospital em cima da hora e eu vim o mais rápido possível – Eu falo, ofegando feito um cachorro cansado.

- Senhora Woods, deixaremos passar dessa vez, mas a senhora e a sua esposa terão sérias complicações se esquecerem de vir buscar as meninas mais uma vez.

Detalhe, só tinha acontecido isso uma vez desde que as meninas entraram na escolinha, e agora eu estava com vontade de arrancar o meu salto e bater na cara enrugada daquela desgraçada! Porra! Ela acha mesmo que eu esqueceria de buscar as minhas filhas de propósito?! Caralho, se eu pudesse trancar as minhas bebês em casa e nunca deixar elas conhecerem o mundo exterior, eu faria isso!

- Foi um imprevisto, e o trânsito estava carregado demais – Menti, parecia que eu estava brincando de Speed Racer.

- Então eu sugiro que você e sua...esposa...- Eu definitivamente não gostei do jeito que ela falou de Clarke...na verdade, eu já tinha notado que fazia um tempo que essa mulher tinha umas reações estranhas quando Clarke ou eu citávamos uma a outra como esposas. Obviamente ela tinha um pezinho na homofobia. As meninas eram tratadas como todas as outras crianças, mas era questão de tempo até começarem a atormentar as minhas bebês, assim como foi com Aden -...tenham mais...compromisso em relação as filhas de vocês...

- Façamos o seguinte, hoje eu estou extremamente ocupada, mas eu quero que a senhora comece a arrumar a papelada de transferência de Anya e May Griffin-Woods, elas vão estudar em outra escola – Perco a paciência e vejo a expressão de espanto das duas mulheres. Entro na sala e vejo as minhas meninas colorindo uma folha na mesinha pequena de plástico, e assim que elas me veem, correm, dando gritinhos e abraçando minhas pernas.

- Senhora Woods, tem certeza disso? – A diretora pergunta. Obviamente ela estava desesperada, as meninas estudavam em uma escola particular bem “equipada” por assim dizer, deve ser chocante saber que vai perder dois alunos assim tão repentinamente.

- Se nem a diretora dessa instituição não consegue disfarçar o nojo que tem por homossexuais, prefiro manter minhas filhas longe desse tipo de lugar. Por favor, apronte a papelada, passo aqui pela manhã – Pego as mochilas pequenas das meninas, coloco em meu ombro e seguro as mãozinhas delas, uma de cada lado do meu corpo.

- Mãe, cadê a mamãe? – May pergunta, a cabecinha inclinada na minha direção, e essa era uma imagem tão fofa que dava vontade de apertar aquelas bochechas rosadas e gordinhas.

É que as meninas não eram crianças muito grandes, então elas pareciam ter a aparência de uma criança de 3 anos, e era por isso que todo mundo se derretia por elas, e elas, extremamente espertas e inteligentes, usavam disso para persuadir as pessoas...vulgo eu.

- A mamãe teve que ir trabalhar lá no hospital, hoje vocês vão ficar lá no trabalho da mãe.

Elas ficam histéricas, tipo, loucas mesmo, pulando e comemorando, largaram a minha mãe e correram o mais rápido possível até o carro, destravo o alarme e elas entram, sentam nas cadeirinhas, colocam os cintos e abaixam a trava de segurança sozinhas, coisas que elas odiavam, mas estavam tão felizes que elas mesmas fizeram questão.

- Mãe a gente tem que ir que nem você! – Anya fala, empolgada, enquanto May cantava o mais alto possível – e extremamente desafinada – Let it Go daquele filme que a menina solta neve pela mão. Isso era bom, mas eu me sentia péssima pelo coitado do meu carro só vir reproduzindo musiquinhas como essa e outras bem chatinhas ultimamente.

- Como assim, meu amor? – Pergunto, agora dirigindo sem pressa alguma, mas ainda assim eu estava um pouco distraída pela minha pequena conversa com a diretora das meninas.

- A gente não pode ir com a roupa da escola, a gente tem que ir igual você, porque a gente vai trabalhar com você – Ela fala, as palavras emboladas, a voz fininha.

- Meu amor, não precisa ir vestida que nem a mãe.

- Mas mãe, o Chris falou que sempre que ele vai no trabalho do pai dele, ele vai com a roupa igual a do pai dele...- Ela fala sugestivamente, torcendo o dedinho em um cacho castanho, alguns fios loiros perdidos por ali.

- Filha, a mãe tem que ir trabalhar, não vai dar tempo de passar lá em casa, meu amor.

- Por favorzinho – May faz biquinho e Anya também, aqueles olhinhos “piscantes” e pidonhos me encarando...MERDA!

- Tudo bem...

- Isso! – Elas gritam em conjunto e voltam a cantar como duas gralhas desafinadas.

Depois que minhas lindas filhas me fizeram ceder aos seus encantos por roupas novas, fui ao shopping com elas, na minha loja favorita que vende exclusivamente ternos femininos – aliás, super recomendo – para comprar terninhos idênticos ao meu, e por sorte, Jeniffer, a gerente da loja, tinha modelos infantis.

O modelo que encontramos era idêntico ao que eu estava usando, calça social cinza grafite, blazer da mesma cor e com o colarinho preto, além de um puta decote, que, caralho, modéstia aparte, ficava extremamente sexy em mim, inclusive, era o que a minha querida e gostosa esposa adorava e sentia ciúmes.

Sim, ciúmes, na verdade, Clarke deveria mudar o nome dela para Clarke Griffin-Ciúmes-Woods. Sempre que eu o vestia em alguma reunião importante, Clarke falava “você fica gostosa demais, mas esse decote é enorme”. O motivo principal era porque eu usava uma regata de tecido muito claro e fino, que deixa o meu sutiã bem a vista...e é claro, eu não tenho seios enormes, mas eu ficava bem gostosa naquela roupa.

Depois de fazer elas almoçarem coisas extremamente gordurosas e não saudáveis – Clarke definitivamente não precisa saber disso -, levei as meninas pra casa. Como elas não sabiam andar de salto, elas usaram uma sandália muito fofa que Clarke havia comprado, e depois dar banho de banheira, de as vestir, arrumar os cabelinhos e ajeitar suas mochilas, forrando-as de brinquedos, eu fui dar uma retocada no meu visual, levemente descabelado já que eu havia aprontado as gêmeas.

Tomei outro banho, vesti o mesmo terno, mas troquei por um salto mais baixo, já estava ficando desconfortável aquele outro, além de óculos escuros e a maquiagem um pouco mais forte do que o habitual, meus cabelos jogados quase inteiramente para a direita.

Confessem, fico gostosa ou não fico?

Obviamente isso tomou um tempo enorme do meu horário de descanso, e a reunião aconteceria dentro de meia hora com um dos meus clientes mais antigos e importantes. No caminho da empresa, fiz uma rápida ligação para Amanda, minha secretária – vamos abrir um círculo de orações e agradecer por Clarke não ter ficado de marcação com essa moça -. Pedi para ela colocar umas coisinhas na sala para distrair as meninas enquanto eu estivesse na reunião.

Antes de continuar, eu gostaria de ressaltar o motivo pelo qual Clarke não fica de marcação pra cima da Amanda: simplesmente porque ela é casada com o Steve do departamento de marketing. Amanda era a minha quarta secretária, as outras três...bom, isso é história para outro dia, certamente todos sabem do que Clarke é capaz de fazer quando está enciumada...mas agora, FOCO, LEXA!

Ao chegar na empresa, já estuda tudo pronto e organizado na minha sala. Doces, folhas, caixas de lápis de cor, alguns poucos brinquedos – já que elas já estavam trazendo um batalhão de bonecas – e todas essas coisas que iriam manter as minhas diabinh...alcaçuzes fora de problemas.

- Estão gostando, meninas? – Pergunto, enquanto elas colocavam as mochilas no chão. Anya se sentou no tapete felpudo e começou a brincar com um dinossauro de pelúcia e May, como sempre, estava sentada na mesinha pequena, colorindo alguma coisa no papel.

- Sim! – Respondem em uníssono, mas ainda assim concentradas no que faziam.

- May e Anya, prestem atenção na mãe – Elas param o que estavam fazendo e focam a atenção em mim, os olhinhos de um verde intenso e inocente. A deus da minha esposa educou muito bem nossas pestinhas – A mãe tem uma reunião muito importante em dez minutos, vocês vão ficar aqui quietinhas sem fazer bagunça e sem quebrar nada, ok?

- Vamos ficar sozinhas, mãe? – Anya pergunta, o olhar tristonho e os lábios avermelhados e grossos franzidos em um biquinho fofo.

- Não, meu amor, vou pedir para a Amanda ficar um pouco com vocês, o que acham? Vocês gostaram dela? – A resposta foi, nada mais, nada menos, um “sim” bem animado, os sorrisos esburacados. Acho que não existia ódio em relação aquela ruiva extremamente simpática, tive sorte de achar uma boa secretária como a Amanda, e que, além de cumprir tudo corretamente e no horário certo, era adorada pelas minhas meninas e minha esposa – A mãe vai agora para a reunião, vocês querem mais alguma coisa?

- Eu quero fazer xixi - Maldita hora que eu resolvi abrir a boca para perguntar isso. Tudo bem, May não pode controlar seu sistema urinário.

Então eu, como uma boa e exemplar mãe, peguei minha filha no colo, mesmo sabendo que faltavam cinco minutos para a reunião começar, e levei May ao banheiro. Anya ficou na minha sala, ainda distraída brincando com seu dinossauro de pelúcia. Passei pela mesa de Amanda e ela não estava lá, provavelmente havia saído para imprimir uma papelada para me adiantar o trabalho.

Mas afinal, o que tinha de mau em deixar a Anya sozinha por uns minutinhos?

PÉSSIMA IDEIA!

Gente, eu juro por tudo que é mais sagrado, foram apenas TRÊS MINUTOS! TRÊS MÍSEROS MINUTOS! E adivinhem? Exatamente o que todos estão pensando nesse momento:

ANYA SUMIU!

Calma, Lexa, ela não deve ter ido muito longe, Anya tem as perninhas curtas e alguém deve ter a encontrado e já estava trazendo ela de volta para mim, afinal, a pestinha era uma cópia minha...CALMA O CARALHO! ANYA SABE DESPISTAR PESSOAS, E SIM, ELA PUXOU ISSO DE MIM – eu sempre fazia isso no acampamento militar, tive uma ótima professora, Costia -. O problema não é Anua perambulando por aí nos corredores da empresa, e sim May contar essa história para a minha mulher!

Sim, a diabinha é uma X9. Sempre que eu faço algo errado, ela uma hora bate com a língua nos dentes e eu, obviamente, acabo me fodendo lindamente – não do jeito que eu quero e gosto -, e isso sempre gerava discussão atrás de discussão com Clarke, até nos resolvíamos – muitas vezes – na cama.

- Cadê a Anya, mãe? – May pergunta quando eu desço ela do meu colo.

- E-eu...acho que...não sei...merda! – Começo a suar e ficar nervosa, minhas mãos tremendo de ansiedade e medo. Apesar da carinha de anjo, meu alcaçuz lançava-me um sorriso diabólico igual o da mãe dela – May Griffin-Woods...

- Acho que a mamãe não vai gostar disso...- Agora sim eu estou fodidamente ferrada!

Acontece que ela e as meninas fizeram um “acordo” de que elas sempre falariam para Clarke caso me vissem fazendo alguma coisa errada e que provavelmente eu não contaria para ela, como perder uma das gêmeas por exemplo.

- Calma, meu amor, sua mãe não precisa saber que eu perdi a sua irmã dentro da empresa.

- O que vamos fazer então, mãe?

- Procurar a sua irmã – Eu respondo e May se empolga achando que era uma brincadeira. Querida, a porra é séria!

- Podemos fazer uma trilha de biscoitos, porque a Any adora biscoito, mas tem que ser de chocolate, porque ela não gosta daquele que a senhora gosta, que é de frutinha ruim – May falava com os bracinhos cruzados, o dedinho no queixo como se estivesse pensativa.

- A senhorita vai ficar aqui – O sorrisinho desdentado que estava em seu rostinho gordinho sumiu, agora May tinha uma cara emburrada – Vou chamar a Amanda e ela vai ficar aqui com você.

Pego May no colo mais uma vez e levo ela para ficar com Amanda. Explico toda a situação para ela e saio em disparada pelos corredores, perguntando para todo mundo se tinham visto Anya passar pelo local. Procurei por todo o quinto andar e NADA de Anya aparecer, absolutamente NADA.

Começo a realmente entrar em desespero, meu coração batendo forte e frenético no peito. E a reunião já deveria ter começado há...quinze minutos...eu estou fodida!

Depois de arrancar no mínimo todos os meus cabelos e enlouquecer atrás daquela garotinha, eu lembro das câmeras de segurança. Caralho, Alexandra, poderia ter pensado isso logo de início, não é? ESTÚPIDA!

Fui para a sala do Bob, o senhor responsável por toda a segurança do prédio. Passo todas as informações necessárias e em uma das telas eu vejo Anya conversando com um rapaz enquanto tomava café – e isso já era motivo suficiente para Clarke me matar, ela não deixava as meninas tomarem nada de cafeína -. A diabinha estava no andar do marketing.

Não demoro muito para chegar ao departamento de marketing. No melhor estilo Usain Bolt eu corro até a sala do cafezinho, e quando eu chego na porta, ouço vozes, uma delas fala tudo errado e é fininha, a outra me era conhecida...Steve?

- A minha mãe é muito bonita, você não acha? – Que garotinha fofa, falando de mim...por um momento eu até esqueci que ela havia dado um nó no meu cérebro e fugido da minha sala.

- Muito – E neste momento, o Steve procura uma pá para cavar um buraco e se esconder. Seus olhos estavam arregalados, a testa suada e o rosto avermelhado de vergonha.

- Finalmente eu te achei, pestinha – Pego o copinho de café da mão dela, coloco no balcão e puxo ela para o meu colo. Pego a mão do Steve e o cumprimento.

- Obrigada, Steve, de verdade, eu já estava ficando doida.

- P-pelo o que? – Ele gagueja sem me olhar nos olhos.

- Primeiro, por me elogiar – Eu não poderia deixar essa passar, era hilário ver ele ainda mais envergonhado – E segundo, por ficar conversando com Anya, estou há quase uma hora procurando por ela.

- De nada, chefe.

- E não precisa ficar envergonhado, Steve, sei que sou sua chefe, mas já fomos colegas de trabalho, aliás, ainda somos. Então, por favor, não se sinta desconfortável – Depois deste meu breve comentário, ele pareceu ficar mais tranquilo e menos vermelho – Nós mulheres gostamos de receber elogios, inclusive, Amanda está muito bonita...mais alegre...

- Ela sempre é...- Agora ele tinha um sorriso bobo, o mesmo que eu tenho por minha loira – Estamos grávidos – Seu sorriso fica ainda maior.

- Sério? Céus, parabéns, vão ser ótimos pais!

- Eu espero que sim...bom, mande um abraço para Clarke.

Depois de me despedir de Steve, eu saio correndo com Anya no meu colo até a sala de reuniões, e durante todo o percurso eu chamei a atenção dela, dizendo que mesmo que fosse a minha empresa, era perigoso ela ficar andando por aí.

Eu já estava uma fucking hora atrasada! Fodida ao cubo, quádruplo, quíntuplo, com certeza.

Eu não tinha tempo para passar na minha sala e deixar Anya lá com Amanda, então apenas segurei na mão de Deus e fui. Levei a diabinha comigo. Ao chegar lá, a reunião já havia começado, e quem explicava todo o projeto era a Amanda. A deusa da salvação, obrigada!

- Perdão pelo atraso...- Coloco Anya sentada em uma cadeira ao lado de May que também estava ali – Tive um imprevisto e...bem...isso não importa, vamos ao que interessa – Eu falo, ofegante enquanto ajeitava meus cabelos e o terninho. Estava quente pra caralho dentro daquelas roupas grossas.

Tudo estava indo nos conformes, dei continuidade ao que minha salvadora estava expondo, até que somos interrompidos por Anya e May que estavam puxando o paletó de Brian, nosso cliente.

- Meninas, saiam daí – Se eu queria estrangular aqueles pescocinhos finos? Bom, se não fosse por elas serem crianças, eu cogitaria essa possibilidade, apesar de que eu estaria ferindo todas as leis que protegem as crianças, então eu teria sérios problemas e...LEXA, FOCO! – Desculpe senhor, vou pedir para que levem elas até minha sala.

- Não estou me incomodando de forma alguma! Elas são umas gracinhas – Ele aperta as bochechas delas, que sorriam de um jeito sapeca – Porque não abrimos espaço para estas belas moças na mesa? O que acham meninas? – A resposta não foi outra, obviamente elas concordaram, soltando gritinhos de felicidade.

Depois dessa interrupção continuei com meu trabalho, até então elas se mantinham quietas e com a atenção focada em mim e no bloquinho de notas que um empresário deu a elas, onde as meninas anotavam rabiscos, como se estivessem anotando o que eu estava falando, e isso era cômico, eu estava me segurando para não rir. Percebi que Amanda tirava algumas fotos das minhas alcaçuzes, e de certa forma, era estranho, mas ela é amiga de Clarke...será que ela estava enviando fotos para a minha Leãozinho?

Removo rapidamente esse pensamento e continuo a mostrar o projeto, e, ao final de tudo, o resultado foi satisfatório para Brian e fechamos mais um contrato de dois anos, o que iria render várias notinhas de dólares para mim e a empresa...poderíamos passar as férias na Disney de novo, já que agora as meninas estavam mais espertinhas e poderiam andar – é claro que eu iria usar aquelas coleirinhas para crianças, melhor do que perder uma delas naquele parque enorme -.

- Alexandra, o projeto está maravilhoso, parabéns – Brian me cumprimenta.

- Nós é que agradecemos pela confiança, Brian...e mais uma vez, eu peço perdão pela interrupção que minhas filhas fizeram...Anya me deixa louca!

- Anya e May são uns amores – Claro que ele acha isso, só ficou com elas por pouco tempo...as paredes de casa pareciam quadros de arte cubista - Tenho saudade de quando meus filhos tinham essa idade, é gostoso demais esse afeto que as crianças têm por nós...aí quando crescem só ficam nos malditos celulares!

- Eu tenho que concordar com você. Apesar do trabalho que dão, sempre nos trazem felicidade.

- Alexandra, faltam exatamente dois meses para o dia das crianças, e meu filho recentemente abriu uma loja de brinquedos...o que me diz de uma campanha com as suas gêmeas? – Uou! Isso sim me pegou de surpresa!

- May e Anya como modelos da loja dele? Eu realmente não sei o que dizer, senhor...

- Apenas aceite a minha proposta. Eu adorei as meninas, elas têm um carisma imenso para crianças de 4 anos! E com todo o respeito, vocês ficaram lindas vestidas com a mesma roupa.

- Muito obrigada, Brian. Pelo o que eu percebi, elas também gostaram muito do senhor.

- E eu quero lhe propor mais um convite, quero que participe da campanha também – Recentemente eu venho escutando muita música brasileira, já que estou conseguindo falar e entender essa língua com mais facilidade, e tem uma música em específico que eu adoro: Já que é pra tombar, tombei!

Brian realmente me pegou de surpresa.

- Eu agradeço muito, mas eu não levo jeito para isso, é melhor deixar só as meninas.

- Eu insisto! Você é uma bela jovem e é o padrão perfeito para a nossa campanha – Já estava para protestar, mas ele continua – Entenda como poderá ser a campanha: a ideia principal é mostrar uma mãe e seu filho interagindo no dia-a-dia e demonstrar o afeto por eles, e obviamente, incluir os brinquedos, mas queremos atingir o emocional das pessoas, algo marcante e significativo.

- Acho que minha esposa se encaixa melhor nessa situação, ela mais jeito com essa coisa toda de câmeras...

- Clarke também é uma boa opção, mas quem sabe na próxima? Desta vez eu realmente gostaria que fossem apenas vocês três.

Eu sabia que Clarke iria concordar com essa campanha, mas eu realmente preferia que fosse ela e não eu. Parece bem cômico e estranho, mas eu tenho vergonha demais dos flashes...sim, Alexandra Woods sente vergonha de coisas como essa apesar de chefiar uma grande empresa.

Depois de acertar algumas coisas com o Brian, fui contar a novidade para as meninas e elas ficaram muito animadas com a notícia. Passei no Mc’Donalds, comprei um monte de batatas para elas – uma tentativa de suborno, e creio que deu certo -, e eu realmente estava preocupada com a reação de Clarke quando ela soubesse que eu tirei as meninas da escolinha.

No caminho de volta para casa, novamente fui obrigada a escutar musiquinhas ruins da Disney, eu até aceitaria de fosse Hakuna Matata, mas elas não queriam escutar essa. Assim que estaciono o carro, Anya é a primeira a descer, ficando apenas May e eu.

- May, a mamãe não precisa saber do que aconteceu com a Anya, tudo bem?

- Precisa sim!

- Não.

- Sim.

É, acho que o suborno com batatinhas não deu certo...vou ter que apelar.

- Preste atenção, mocinha, bico calado ou ninguém vai participar da campanha do tio Brian, entendeu?! E ainda vai ficar de castigo por um mês! – Se eu fui maligna com uma criancinha de 4 anos? Fui mesmo, May era uma criança difícil de se intimidar, mas desta vez eu usei do meu tom mais sério e ela concordou sem pestanejar.

Caralho, Alexandra Woods: linda, gata, maravilhosa, gostosa, elegante, empresária, mãe, esposa, ex-militar e agora garota propaganda. Perdoem-me, mas aceitem, a mamãe aqui é foda!

- Porque as meninas estão cheirando a batata frita, Alexandra?!

Okay, um pouco bunda mole quando se trata de Clarke Griffin-Woods.


Notas Finais


Bom gente, como sempre, enviem suas ideias e assim que possível eu irei usá-las :3
Leiam minha outra fanfic com Lerigou, The Godmother (AGORA O BAGULHO TÁ FRENÉÉTICO GENTE) e sigam o Twitter @Anjosdelerigou para receber spoilers e avisos :3
https://spiritfanfics.com/historia/the-godmother-6667989
Beijo na bunda :* :*


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