História Pequenos Contos de Lexa Woods - Capítulo 68


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa, Lexarke, Oneshots, Romance, The100
Exibições 885
Palavras 4.548
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gentemmm, para a felicidade de vocês, já tenho um planejamento de capítulos, na verdade, planejei até o 73 (que inclusive já está pronto).
Acredito que esse vai ser um "choque", pois ninguém estava esperando por essa nova "notícia" na família Griffin-Woods. Infelizmente o capítulo não vai ser dos mais engraçados, vai ser mais uma "reflexão" como já diz o título, da Lexa sobre a família dela e afins. Espero que gostem :3
Boa leitura

Capítulo 68 - Férias e um pouquinho de reflexão


2035

 

FÉRIAS EM FAMÍLIA.

Caralho, eu amo essa frase, essa frase é tão linda que deveria ser usada como elogio. Você é tão férias em família, Clarke, céus, olha só essa bund...ok.

Milagrosamente, pela segunda vez, as férias de todo mundo coincidiram, então resolvemos ir para aquela delícia que é a Disney, afinal, seria a primeira vez que as crianças iriam passar uma semana na Califórnia...eu particularmente amo a Disney de paixão, mas também teríamos praias, o que me daria a oportunidade de ver minha bela esposa em um biquíni.

“Mas Lexa, você vê ela nua”.

Sim, eu vejo ela nua quase todos os dias, seja no banho ou durante o nosso amorzinho gostoso, mas vocês entenderiam esse meu pensamento se já tivessem visto Clarke Griffin-Woods, e não era sempre que nós visitávamos a praia.

Anaheim é longe de Seal Beach, mas ficaríamos uma semana na Califórnia, então passaríamos quatro dias hospedados em um hotel em Anaheim, e logo depois viajaríamos para nos hospedar em Seal Beach.

Não preciso nem dizer que as crianças estão pulando de alegria, certo? Alycia já estava no quarto dela arrumando e escolhendo as roupinhas que ela queria usar – todas do Rei Leão praticamente -. Charlie atormentou Anya o dia todo, falando que queria vir brincar com Aly, e depois de Charlie pegar o celular de Anya escondido e me pedir com aquela vozinha fininha que a buscasse, Anya finalmente cedeu.

Já Garett, quieto como sempre e extremamente organizado como o pai, já havia arrumado suas malas há horas, e agora estava aqui em casa jogando videogame com Mason.

- Leãozinho, eu vou pedir pizza – Falo, vendo minha esposa correr de um lado para o outro, arrumando a mala da Aly, que na verdade já estava arrumada, mas Clarke gosta de conferir se está tudo certinho no mínimo umas 4 vezes – Amor, relaxa, você já arrumou isso aí umas milhões de vezes.

- Não posso esquecer nada, Lexa, ainda falta pegar as vitaminas da Aly, a Tata – Para quem não faz ideia do que seja a Tata, bem, Tata é a fraldinha que Aly carrega pra cima e pra baixo, é quase que uma extensão de seu corpo, foi um jeito de acostumar ela a dormir sozinha, mas ainda assim ela me queria por perto, e às vezes, ela queria que Clarke dormisse com ela.

“Mas Lexa, ela já é bem grandinha para ter uma dessas fraldinhas”.

A filha é sua? Não? Então cala a porra da boca, caralho.

- Amor, faz o seguinte, toma um banho relaxante na banheira, deixa que eu arrumo as malas – Seguro os pulsos dela e beijo a ponta de seu nariz – E aí eu coloco as crianças todas para assistir algum desenho na sala – Beijo seu queixo – E vão acabar dormindo no meio do desenho – Mordo seu lábio inferior e puxo, suavemente para não machucar – E aí eu vou te dar um monte de beijinhos – Prendo minha mão nos cabelos dela, inclinando sua cabeça para trás e beijando a jugular – E te faço esquecer todos esses problemas.

- Lex...- Ela fala, manhosa.

- Vai pro banheiro, delícia – Viro ela de costas pra mim e dou um tapa na bunda dela, arrancando uma risada histérica de Clarke.

- Safada! – Ela grita já dentro do banheiro, ainda dando risadas altas.

Então vamos lá, preciso fazer uma listinha dos meus afazeres de hoje:

- Arrumar as malas;

Confere.

- Pedir pizzas;

Próxima coisa a ser feita, pedir 6 pizzas naquele esquema de sempre: meio a meio, queijo e calabresa.

- Jogar colchões na sala e colocar um desenho muito bacana para as crianças;

- Amansar minha leoa.

Bom, eu particularmente amei essa lista, principalmente o último tópico, e juro que irei cumprir da melhor maneira possível, dar uns beijinhos nos lábios de Clarke – todos eles -, depois colocar ela de costas...céus, a bunda dela continua firme, é tão bom de apertar, parece aqueles chaveirinhos anti-stress...LEXA, FOCO.

Bom, depois de descer, pedir a pizza e terminar de guardar todas as vitaminas da Aly na malinha dela, terminei de arrumar algumas coisas dentro do carro, coisas essenciais como pranchas de isopor e boias para Aly, baldinhos, bola de vôlei, guarda-sol e mais um monte de coisas. Obviamente viajar de avião seria mil vezes mais fácil e rápido, mas nunca tínhamos ido tão longe com as crianças, então resolvemos que isso seria bem legal, e também, Luna só daria à luz daqui a 1 mês, então não tinha perigo algum de ela entrar em trabalho de parto.

Do Kansas até Anaheim eram 20h de carro, então Clarke e eu revezaremos o volante até chegar lá no hotel. Depois de tudo estar arrumado as pizzas chegam, mas Clarke ainda não tinha descido, provavelmente acabou dormindo na banheira ou então só está lendo algum livro, já que isso virou uma mania dessa magnífica mulher com quem me casei e tive 5 lindos e perfeitos guaxininzinhos.

Alycia e Charlie estavam brincando na sala com alguns brinquedos, e quando eu as chamo, as duas me olham atentamente.

- Meninas, tenho uma missão para vocês duas...

- Que missão é essa vovó? – Charlie pergunta, tentando tirar os cachinhos castanhos que caíam na frente de seus olhos.

- Eu pensei em fazer um acampamento de cinema aqui na sala com um monte de pizza!

Para quem não entendeu, acampamento de cinema é o nome do que eu faria com as crianças, jogar colchões na sala, cobertores, doces, pipoca, pizzas, refrigerantes, e uma sessão infinita de desenhos até que eles finalmente dormissem, e mesmo meu filho tendo 17 anos, ele adorava esse tipo de coisa.

- Eu quero Frozen! – Alycia grita, empolgada.

- Eu quero Branca de Neve! – Charlie dava pulinhos de alegria e Aly cruzou os bracinhos, olhando atenta Charlie.

- Branca de neve é o desenho mais chato que existe – Minha filha diz.

- Mas as músicas são legais.

- Não são não.

- São sim!

- Meninas! – Eu chamo e elas param de discutir sobre qual desenho era melhor, eu acho os dois um pau no c...ok, sem agressividade nas palavras Lexa, você está falando de desenhos infantis! – Nós vamos tirar no dois ou um pra ver qual filme vamos assistir primeiro, mas todo mundo vai poder escolher um filme – Como é fácil achar solução para essas coisas...- Só que vocês precisam subir lá no quarto do Mason e falar pra ele e para o Gary que hoje nós vamos fazer um acampamento de cinema.

- Tá bem! – Elas falam e sobem correndo para o quarto do Mason. Depois que todos estavam avisados da minha decisão repentina, Mason e Gary arrumaram os colchões e os cobertores enquanto eu estourava a pipoca e colocava os docinhos em um pote grande, praticamente todo o meu estoque de alcaçuz – me dói o coração ver todos eles indo embora de uma vez, mas é por uma boa causa -.

Depois de todos estarem deitados, cobertos, e cada um segurando seu pedaço de pizza, iniciei o filme, comendo um pouco também. Confesso, eu estava uma pilha de nervos, queria subir logo e ficar com a minha bela esposa, mas eu também queria ficar assistindo desenho e comendo com as crianças. Então no terceiro filme todos já estavam dormindo profundamente, e eu estava firme e forte, esperando por esse momento. Recolho tudo silenciosamente e os ajeito nos colchões, cubro-os com os cobertores, desligo a televisão e corro para o meu quarto.

- Você demorou – Minha Leãozinho diz, e como eu disse, estava lendo um livro qualquer. Clarke fecha o livro e põe no criado-mudo, olhando-me de cima a baixo, parecia bem mais relaxada que antes.

- Trouxe pizza – Mostro a caixa para ela e me sento na cama, oferecendo uma enorme fatia forrada de queijo como ela gosta – Desculpa a demora, mas as crianças demoraram pra pegar no sono.

- Fez acampamento de cinema com elas?

- Sim, estavam empolgadas demais...e acho que comeram muitos doces, talvez seja por isso que demoraram tanto pra dormir – Mordo a fatia dela e direciono em direção a sua boca. Eu não estava com fome, mas era tentador demais ver Clarke mastigando alguma coisa, e isso me dava vontade de mastigar também – Está mais relaxada?

- Sim, obrigada, amor – Clarke me rouba um beijo.

Se você acha nojento eu beijar a minha mulher depois que comemos pizza, você é um fresco, sou casada com essa deusa há 27 anos, não seria um gostinho de orégano que iria me impedir de beijar aquela boca vermelhinha e convidativa. E também são anos e anos de baforadas matinais na cara, isso não é nada comparado ao que somos obrigadas a enfrentar pelas manhãs.

- Eu fiz uma listinha de coisas que eu queria fazer essa noite...- Comento como quem não quer nada, bebendo o refrigerante direto do gargalo e ofereço para Clarke, que milagrosamente aceita.

- E sobre o que seria?

- Arrumar as vitaminas da Aly, depois distrair as crianças até fazer todas elas dormirem na sala, pra ficarem bem longe do nosso quarto...- Falo sugestivamente depois de comermos a pizza.

- E qual é a última coisa?

- Fazer um amorzinho gostoso com a minha leoa – Subo em cima de seu corpo, beijando seus lábios com calma, sentindo suas mãos acariciando as minhas costas com força, as unhas arranhando minhas costas – Eu amo quando você me deixa toda ardida assim – Inclino mais o meu corpo, apertando-me contra ela, sentindo suas unhas machucarem ainda mais as minhas costas.

- Por mais que eu queria muito passar a noite toda fazendo amor com você, não podemos...- Clarke sussurra contra o meu ombro, mordendo de leve, deixando a minha pele avermelhada.

- Por que? – Me apoio nos braços e a encaro.

- Vamos passar as próximas 24h horas dirigindo em uma estrada perigosa, Lex, temos que descansar o máximo que pudermos – Ela me empurra e eu caio de costas ao lado dela, sentindo um leve desconforto entre as pernas. Eu realmente não acredito que ela está usando essa desculpa.

- Clarke...só uma rapidinha então, por favor, eu vou morrer de tesão se não fizermos nada – Eu abraço sua cintura e murmuro contra o seu pescoço, distribuindo beijinhos ali e sentindo ela se arrepiar – Vai amor, só um pouquinho...

- Lexa, para com isso – Ela resmunga, se deitando de bruços. Subo em cima dela e Clarke solta um muxoxo, reclamando que eu era pesada demais.

- Só vou sair daqui quando fizermos amor...

- Por que tanta insistência? – Ela pergunta, a voz abafada pelo travesseiro.

- Por que eu te amo e te quero. Vai, só um pouquinho, não vai matar ninguém...a não ser de prazer – Falo maliciosamente e ela ri, e safadamente coloca a mão na minha bunda, apertando a minha carne enquanto eu beijava sua nuca, alguns fios grisalhos em meio aos loiros. O meu não estava muito diferente, exceto por ter mais fios brancos que ela.

Eu não me importava com isso, de parecer velha ou algo do tipo, porque na verdade o meu corpo, apesar de cansado, aparentava ainda ser jovem, nada estava caído ou fora do lugar, assim como o meu rosto, um pouco amadurecido, um vinco entre as sobrancelhas de tanto estresse no trabalho, mas somente isso. Clarke dizia que eu estava ainda mais sexy do que quando era jovem.

- Então? Topa uma rapidinha? – Pergunto, me sentando nas coxas dela e subindo a blusa de seu pijama, expondo as costas pequenas e delicadas e dando beijos demorados e molhados em sua pele branca.

- Por que você ainda não está nua?

 

 

 

 

- Vovó, coloca aquela música da Branca de Neve? – Charlie pergunta no banco de trás.

Já estávamos na estrada há 4 horas, minha bunda estava quadrada, minha bexiga estava gritando por um banheiro, e eu já não aguentava mais ficar revezando as músicas entre Frozen e Branca de Neve já que as meninas brigavam a cada 5 segundos falando qual princesa, ou no caso da Elsa, rainha, era melhor. Sortudo é o Mason que está usando os fones de ouvido e mexendo no celular, sorrindo feito um bobo apaixonado – acho que o fato de ele estar namorando influencia muito nesse sorriso -. Clarke havia cochilado profundamente há alguns minutos, a cabeça apoiada no vidro fumê fechado do carro. Ela parecia um anjo ressonando baixinho...quem vê pensa que é boazinha desse jeito.

- Meninas, se vocês continuarem brigando desse jeito, eu vou colocar uma música que eu gosto, parem com isso! – Falo um pouco mais sérias e elas se calam depois de pedidos de desculpa resmungados.

Eu amo essas garotinhas, mas é insuportável ficar quase 4 horas escutando esse tipo de discussão. As duas princesas, rainhas ou seja lá o que for são super legais e ponto final, porra!

Meu celular toca e eu atendo rapidamente, mantendo os olhos atentos na estrada movimentada.

- Algum problema, Aden?

- Nenhum, mãe, é que eu quero dar uma parada no posto, Luna está um pouco enjoada e o Gary quer usar o banheiro.

- Ótimo, porque eu também estou me segurando pra não mijar no banco do carro – Ele ri e se despede, dizendo que iria ligar para Anthony e May que iríamos dar uma parada antes de prosseguir.

Mais meia hora dirigindo e finalmente encontramos um posto. Abastecemos os carros e resolvemos almoçar no restaurante dali, que não era muito convidativo, mas era melhor do que sujar o banco do carro com farelos de salgadinho.

As crianças se entupiram de batata frita, coisa que Clarke não gostou nada, mas estávamos viajando, então não vi problema algum em deixar eles não serem saudáveis por algum tempinho.

Me alivio no banheiro, tomando cuidado para não tocar em nada, por tudo ali era nojentamente sujo e fedorento. Eu ainda não consigo entender como as mulheres conseguem fazer uma nojeira dessas nos banheiros de beira de estrada. De alguns homens eu até entendo, não se importam, e tem toda aquela coisa da testosterona e o cheiro forte da urina, mas eu me sentia como se estivesse usando um banheiro masculino tamanho o cheiro forte e horrível que exalava dali. Mas pelo menos a paisagem era bonita.

- Eu acho que da próxima vez é mais seguro fazer xixi em algum matinho de estrada, devo ter pegado alguma doença só de tocar naquela porta – Falo baixinho com Clarke e ela ri alto, me abraçando pela cintura – Me dá um beijinho?

- Você está manhosa demais esses dias...se não te conhecesse bem diria até que está grávida.

- Não colocar camisinha no dedo dá nisso, senhora Griffin-Woods – Ela ri mais ainda e me solta para ir chamar as crianças para entrar no carro.

Prosseguimos com a viagem, paramos cerca de umas 3 vezes até finalmente chegar e Anaheim. Revezei o volante com a minha esposa, e as crianças só dormiram quando chegamos no hotel em que estávamos hospedados.

Os empregados nos ajudaram a levar as malas para os nossos quartos, e como estávamos todos extremamente cansados, resolvemos que conversaríamos somente pela manhã. Depois de um longo banho junto com a minha esposa, simplesmente desabei na cama, sem forças para conseguir me manter acordada para conversar com ela. Clarke não estava muito diferente de mim.

No dia seguinte todos nós acordamos tarde, lá para as 16h da tarde.

Eu não estava com ânimo algum para ir para o parque, mas as crianças estavam extremamente empolgadas, então resolvemos ir mesmo assim. Clarke veste Alycia com uma roupinha da Frozen, e Anya veste Charlie com um vestidinho fofo da Branca de Neve.

- Lex, tem certeza de que quer ir hoje? – Clarke pergunta, manhosa que nem uma gatinha enquanto eu ensaboava suas costas.

- Eu não queria, amor, mas as crianças estão empolgadas – Faço um copinho com a mão e despejo a água em sua pele, retirando toda a espuma, abraço ela por trás e dou um beijo em sua nuca, sentindo os jatos quentes nas minhas costas – Mais tarde eles vão estar muito cansados e nós vamos poder ter um jantar bem romântico...o que acha?

- Eu acho perfeito, senhora Griffin-Woods – Clarke se vira de frente para mim e me beija lentamente, me empurrando de um jeito suave até finalmente encostar na parede atrás de mim, o azulejo frio me fazendo ficar arrepiada.

- Eu sei que é bem estranho eu dizer isso, mas se continuarmos desse jeito, nunca mais vamos sair desse banheiro, Leãozinho – Eu falo contra os seus lábios e Clarke suspira.

- Mais tarde...

Acontece que esse “mais tarde” ficou para praticamente dias depois de toda a correria. Não entendeu? Vou explicar.

Estávamos já no enorme parque, tudo colorido, os personagens caminhando pelo local, as meninas gritando histéricas ao verem seus personagens favoritos em tamanho real. Comemos um monte de coisas, fomos nos brinquedos, compramos brinquedos, assistimos a todas as atrações.

Relativamente normal, não é? Exceto pelo fato de Luna estar enjoada o dia todo, reclamando de dores, quase imperceptíveis, mas ainda assim estava sentindo dores. Clarke disse que iria até o hospital mais próximo com Luna só para darem uma checada no bebê, pra saber se estava tudo certinho, mas Luna não quis, disse que só estava um pouco desconfortável, nada muito relevante.

Certo?

ERRADO!

Clarke, May, Anya, Meg, Aden e Mason foram comprar tickets para não sei o que era, e Luna, por estar com as pernas um pouco doloridas, ficou sentada em um banquinho, e eu, como uma ótima sogra, fiquei com ela e as crianças.

- Realmente está bem, Luna? Se quiser ir pra casa tudo bem, sei que deve estar dolorido, Clarke reclamava das mesmas dores na gestação das meninas.

- Está tudo bem, Lexa, eu aguento, não é nada insuportável – Ela fala com um sorriso pequeno nos lábios.

- Estou morrendo de cansaço, mas eles estão bem animados, se quiser ir pra casa eu levo você, é só me falar, tudo bem? – Falo, mas Luna não me responde, ela olhava fixamente para frente, os lábios entreabertos.

- Tia, por que a senhora fez xixi na calça? – Charlie pergunta inocentemente.

Espera...xixi?...céus...não...MEU NETO VAI NASCER!

- Ai meu Deus, calma, Luna, vem aqui, se apoia em mim – Ajudo ela a se levantar e sustento todo seu corpo no meu.

- Mamãe...

- Seu sobrinho vai nascer, meu amor! – Falo para Alycia e ela e Charlie arregalam os olhos, Gary estava sem saber como agir, até que parece despertar e me ajuda a carregar Luna.

- Você está bem? – Um rapaz alto veio correndo na nossa direção, sendo acompanhado por uma moça.

- Ela entrou em trabalho de parto – Eu falo, e por incrível que pareça, eu estava bem calma, talvez por ter estado perto em todas as vezes em que essas mulheres resolveram dar à luz.

- Vocês estão sozinhas? – A moça pergunta.

- Minha esposa foi comprar tickets junto com os meus filhos, podem ir avisá-los, por favor?

- É claro! – A moça saiu rapidamente, e em cerca de 10 minutos Aden veio correndo, pegando Luna facilmente no colo. Clarke ficou ao lado de Luna o tempo todo, cronometrando as contrações, enquanto os ombros do meu filho – que parecia o Papai Noel de tanta barba – eram castigados pelas unhas de sua esposa, que parecia se esforçar para não berrar de dor.

Clarke foi com Luna e Aden para o hospital, já eu fiquei com as crianças, Anya e May optaram por ficar comigo também, gente demais no hospital só iria perturbar os pacientes de lá. Gary estava uma pilha de nervos, porque o bebê só viria daqui a um mês, mas eu tentei reconforta-lo, dizendo que era normal bebês nascerem prematuros, e que não havia perigo nenhum, já que ele estava com 8 meses e os equipamentos do hospital eram muito bons. As meninas também estavam nervosas e empolgadas, querendo conhecer o novo bebê.

Telefonei para Clarke, mas ela não atendia, mesmo após ter feito quase uma hora que eles haviam partido para o hospital. Levei as crianças para jantar em um restaurante temático e depois os levei para casa.

Você deve estar pensando que eu sou muito insensível e que nem me importei com o fato de minha nora estar dando à luz ao meu neto. Acontece que eu já estou acostumada com isso, e se Clarke estava junto, não haveria com o que se preocupar, ela já teria me ligado se algo ruim tivesse acontecido. E eu também não poderia demonstrar nervosismo, não com Gary tão aflito com o nascimento prematuro de seu irmãozinho.

E foi as 3:27 AM do dia 17 de dezembro que meu neto nasceu, um garoto saudável, lindo, os cabelos castanhos como os da mãe, os olhos ainda acinzentados, um pouco azulados. Apesar de ter nascido prematuro, ele era grande, e ficaria poucos dias no hospital, apenas em observação.

Clarke me telefonou, eufórica e empolgada com Gabriel, o nome que eles haviam escolhido para o garotinho. Eu também estava explodindo de alegria, e queria simplesmente largar tudo e correr até aquele hospital para conhecer o meu neto, mas eu tinha que ficar com as meninas até Clarke voltar, Alycia fica extremamente nervosa quando nem eu e nem Clarke estamos por perto. Não sei exatamente o motivo disso, mas preferimos deixar ela tranquila, não tem necessidade de fazer ela ter uma crise por isso.

E enquanto minha esposa não voltava para casa, eu fiquei pensando durante horas, pensando em como as coisas haviam mudado conforme o passar dos anos. Sei que eu já devo ter relatado várias vezes que tenho uma família linda e perfeita, e que isso parecia uma ideia muito doida para uma jovem Lexa acreditar, a Lexa inconsequente e rebelde...mas é incrível como as coisas acontecem sempre por algum motivo. Talvez em algum outro momento eu conheceria Clarke, mas se eu não tivesse ido naquela festa anos atrás, se eu não tivesse esse espírito briguento...talvez eu nunca teria me apaixonado por ela, se é que existiu paixão, pois eu a amei desde o primeiro segundo em que falei com ela. Foram poucas horas, mas foi o suficiente para encontrar o amor da minha vida...e depois de um ano nos reencontramos, e tudo pareceu tão certo...acho que agora eu entendo perfeitamente o que é dar valor para as coisas mínimas, para os mínimos detalhes, pois são eles que realmente são importantes e podem mudar o curso de uma vida inteira. Eu ainda não tinha nem chegado na casa dos 70 e já tinha 3 lindos netos, e logo viriam mais, May e Meg estavam planejando mais um Griffin-Woods.

Escuto a porta do quarto sendo aberta e vejo a silhueta da minha mulher. Ela vem até onde estou e beija minha testa, provavelmente achando que eu estava dormindo. Seguro sua nuca e puxo ela para um beijo calmo enquanto me ajeitava sentada na cama.

- Senti sua falta – Eu falo, meus lábios ainda colados nos dela. Clarke senta no colchão e me abraça com força, rindo fraquinho, assim como ela faz quando está muito feliz.

- Ele é lindo, amor – Ela sussurra contra o meu pescoço, acariciando minha nuca com a ponta dos dedos, me deixando arrepiada com a sensação.

- Ele vai ficar bem, não é?

- Gabriel é extremamente saudável – Clarke se afasta e segura os dois lados do meu rosto, me fazendo encará-la, somente a luz da lua nos iluminando.

- E Luna?

- Descansando...ele demorou um pouco pra resolver sair – Ela brinca e dou um beijo em seus lábios finos – Pode ir visitar eles amanhã, Aden vai passar a noite no hospital, pra Luna não se sentir sozinha nem nada, ainda vou levar algumas coisas para eles, Gabriel está usando roupinhas de hospital ainda.

- Não, deixa que eu vou, você deve estar cansada – Me espreguiço e me levanto, já calçando os chinelos e indo em direção a minha mala, procurando por alguma roupa decente.

- Lex, não precisa ir.

- Preciso sim, amor, Gabriel é meu neto também – Retiro meu short, coloco a calça, visto o sutiã e procuro por alguma blusa, escolhendo uma regata preta – E eu quero muito conhecer o meu garotão – Dou um selinho nela, que me observava atentamente – Apreciando a vista, senhora Griffin-Woods?

- Sempre – Ela sorri maliciosamente e não perde tempo quando me viro de costas para ela, recebendo um tapa ardido na bunda.

- Quero que você descanse bastante, quando eu voltar nós ainda vamos passear com as crianças...e também comemorar o nascimento do nosso menino...

- Comemorar como? – Ela pergunta, a voz carregada de malícia.

- Do jeitinho que só nós duas fazemos – Mordo o lábio inferior de Clarke e ela ri, sugando o meu assim que eu aprofundei o beijo – Te amo.

Ela não responde de volta, mas eu sei que a recíproca é verdadeira, pois seu sorriso aumentou de orelha a orelha quando eu disse aquilo.

O hospital não era distante do nosso hotel, e quando eu cheguei, me permitiram a entrada no quarto onde Luna estava descansando. Três toques são o suficiente para Aden abrir a porta para mim, e assim que o vi, eu lhe dei um abraço apertado, parabenizando-o com um sorriso que eu não conseguia conter.

Luna dormia profundamente, mas foi acordada pela enfermeira algum tempo depois, Gabriel estava com fome e precisava se alimentar. Ele, como todos os meus netos e filhos, era linda, os cabelos ralinhos, mas incrivelmente escuros, alguns fios de um castanho mais claro perdido por entre os mais escuros, os olhinhos estavam um pouco mais azulados como o de Aden, e era esperto e forte, mas ainda assim delicado como uma boneca de porcelana.

Depois de Alycia eu fiquei um pouco mais sensível quanto a esse tipo de coisa, como nascimentos e bebês. Clarke falou que eu estava mais “emotiva”, mas na verdade eu só passei a observar o mundo com outros olhos. Eu sei, parece extremamente exagerado da minha parte, mas é uma verdade pura, e até que faz muito sentido esse meu novo ponto de vista.

E quando eu o segurei foi como se tivesse saído de meu próprio ventre apesar de não ter experimentado essa sensação, coisa da qual me arrependo amargamente por não ter feito. Gabriel era perfeito, quietinho, mas agarrava meu dedo com força enquanto eu o observava, seus olhos atentos no meu rosto, estudando-me.

- Mãe? Está tudo bem? – Aden pergunta ao ver minhas lágrimas escorrendo pelo rosto.

- Eu só fiquei um pouco emocionada, filho – Eu falo, a voz um pouco fraca e embargada.

Era uma sensação tão estranha e tão conhecida ao mesmo tempo, mas não era confuso, não tinha nada de confuso naquilo, era apenas o meu neto, meu filho, mais alguém que faria os meus dias ainda mais felizes, ainda mais agitados.

Eu acho que esse é o verdadeiro conceito de família. Somos um pouco estranhos, meio loucos, felizes por completo...eu vivi muitas coisas, mas acho que nunca irei me acostumar com essa sensação tão boa de poder sentir algo que você mesmo originou...

Nunca pensei que um dia eu pensaria e concordaria com essa ideia, mas foi graças aquela Lexa inconsequente de antigamente que hoje eu tenho essa linda e perfeita família.

Realmente estou ficando velha, com todo esse papo depressivo e cheio de “conhecimentos de uma longa vida”. Quer saber o que eu quis dizer com toda essa ladainha? Os Griffin-Woods são fodas pra cacete!


Notas Finais


Gostaram do menininho Gabriel u-u?
Para quem quiser, mandem ideias que eu vou escrever sobre :3
Me siga no Twitter @Anjosdelerigou pra receber spoilerzinhos de Pequenos Contos :3


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