História Perception - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Iniminiyu

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Taekook, Vkook
Visualizações 20
Palavras 1.529
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá. Sei que estou com outra fanfic, mas essa aqui é muito interessante.
Seguinte, o plot não é meu. Quero dizer, parte dele é, mas a ideia principal não é minha.
Enfim, uma moça me deu o plot inicial e eu fiz uma mudança enorme nele (ainda em busca do user).
Espero que gostem dessa fanfic.

Capítulo 1 - Prologue


— Taehyung — um jovem, de cabelos recém-pintados de dourado, diz baixo, empurrando o corpo adormecido de seu amigo. Ele ri quando vê o amigo resmungar e tentar agarrar as mãos do loiro. — Taehyung, é sério! — Aumentou o tom de voz, dando tapas leves em sua bochecha. O garoto adormecido suspira por um segundo, finalmente abrindo seus olhos. — Pelo amor de Deus, Taehyung, vá para casa — o loiro disse em suplica, vendo que o garoto parecia não querer acordar para a sua realidade.

 

Todavia, por mais que se conhecessem há um ano, o loiro parecia não entender a realidade de Kim Taehyung.

 

O garoto era um leitor voraz, lia diversos livros em somente uma semana. Sua vida era resumida naquilo, e ninguém nunca reclamou. Afinal, livros aumentavam o vocabulário de uma pessoa, além de acrescentar cultura de diversos locais na vida da pessoa. A genitora do garoto nunca viu problema nenhum. Quando o mesmo disse, com apenas cinco anos, que queria ler algum livro mais adulto, a genitora aceitou. Lhe ensinou palavras árduas e de difícil compreensão. E, por mais que lhe cansasse os olhos, Taehyung nunca sequer reclamou. Até mesmo quando fora obrigado a utilizar óculos com grau, para que pudesse corrigir a sua visão embaçada.

 

— Mas que merda, Jimin — o garoto, com seus cabelos recém-pintados de cinza, esbravejou irritado. O loiro mordeu seu lábio inferior e xingou-se mentalmente por ter acordado o garoto. Taehyung se levanta, pegando em sua carteira uma nota de dez dólares e deixando-a sobre a mesa. Antes de deixar o loiro sozinho naquela cafeteria, o acinzentado revirou os olhos.

 

Apesar de tudo, sua realidade tinha mudado completamente.

 

Quando era pequeno, Taehyung lia com amor. Adorava quando sua genitora lia os livros de difícil compreensão. Ela geralmente sentava-se na poltrona, erguia o filho no alto e o colocava em seu colo. Então, ambos ficavam sobre o grande abajur, que emitia uma luz amarelada, que iluminava as páginas branquinhas do livro. Riam, choravam e discutiam sobre o livro. Era o momento mais aguardado pelo menino. Sempre que chegava da escola, arrumava-se, tomando um banho e vestindo roupas limpas. Assim aguardava a sua genitora, para que pudessem passar a tarde lendo livros.

 

Entretanto, o menino não esperava que algo de ruim fosse acontecer para a sua vida. Em um dia qualquer, diferente daqueles dias em que você sabe que algo de ruim irá acontecer, Taehyung entrou em sua casa, tomou o seu banho e vestiu vestes limpas. Sentou-se na poltrona da cor carmesim, com algumas partes rasgadas, e escolheu um dos livros. O primeiro da pilha era Hamlet, de Shakespeare. Estava ansioso, pois, era o primeiro livro daquele autor que iria ler. O menino remexia-se na poltrona, indo para frente e para trás, animado e ansioso. Sentia os seus fios — antes — acastanhados irem para frente e para trás, fazendo cocegas em sua testa e orelha. Em seus lábios um sorriso retangular, e em suas mãos o exemplar de capa dura.

 

Ela nunca veio. Nunca sequer apareceu para narrar os acontecimentos daquele livro, e muito menos dos outros que tinham em sua estante. Taehyung não entendia o que seu pai lhe dizia, parecia que, naquele momento, o mesmo falava grego. Porém, pelos seus anos de experiência com palavras difíceis, pôde entender uma das mais fáceis proferidas pelo seu bom e velho pai.

 

“Ela foi embora, Taehyungie” — o pai disse com um sorriso consolador.

 

A verdade era que sua genitora se mantinha viciada em outra coisa além de seus livros de capa dura. Ainda se lembra de quando ouvira, pela primeira vez, o pai conversar com a sua genitora. O mesmo gritava com ela, dizendo que era para parar de criar dividas com drogas e jogos de azar. Taehyung não entendia na época, mas, ao decorrer do tempo, o garoto começou a entender que sua mãe cheirava cocaína e apostava todo o salário de seu pai em jogos de azar.

 

A imagem de sua genitora fora queimada. A imagem de que a mulher era bela, atenciosa e gentil fora completamente queimada da mente do pequeno Kim. Sempre pôde sentir o cheiro das drogas em seu cabelo, pele e vestes, mas nunca entendia o que era aquilo; era pequeno demais. Sempre pôde ver sua mãe sair de casa, e a mesma sempre lhe dizia para não contar ao papai; ele não entendia, pensava que a mais velha iria para algum lugar importante. Kim Taehyung era inocente demais. Inocente demais para perceber que sua mãe sofria depressão, e aliviava a sua dor em coisas momentâneas; inocente demais para perceber que o motivo de sua dor era o seu pai, que era um abusador violento; inocente demais para perceber que sua família era uma desgraça; inocente demais para perceber que aquela imagem em sua mente era apenas uma mentira.

 

Nunca odiou sua mãe, pelo contrário. Passou a alimentar o ódio pelo seu pai, que sempre dizia que a culpada era a mulher, mas escondia o fato de que adorava força-la a transar; que adorava bater em sua face todas as noites; que retirava o seu cinto da cintura para desferi-lo no corpo da mulher. Odiava o fato de que o homem era um perfeito mentiroso, que controlava a sua família com apenas um ato.

 

Desde então, começou a visitar a sua mãe, que fora forçada a ser internada em um hospício. Aos poucos foi vendo os traumas que sua genitora criara ao decorrer do casamento, e isso o traumatizou profundamente. Era triste; triste que não fez nada para ajudá-la. Não era capaz. E, naquele momento, também não poderia ajudá-la. Era apenas um adolescente, que vivia com seu pai, e não tinha dinheiro para tratar de seu problema. Seu pai se recusava a pagar um tratamento, alegando que a mulher só tinha problemas com as drogas, e não com depressão.

 

Kim Taehyung completara os seus vinte anos e conseguiu um pouco de dinheiro trabalhando em uma cafeteria qualquer. Em alguns anos juntou uma grande quantia de dinheiro, e, quando completou seus vinte e três anos, Taehyung tornou-se capaz de pagar o aluguel de um apartamento pequeno no subúrbio de Seoul. Deixara o seu pai sozinho, e continuou a visitar a sua querida mãe.

 

Caminhava por entre as ruas úmidas da cidade. Há algumas horas a chuva recebeu um presente dos céus: uma chuva forte — quase tempestade. Fora obrigado a ficar na cafeteria em que trabalhava antigamente até que aquela chuva passasse. Optou por ler alguns livros que jazia em sua mochila, todavia, sentia o sono lhe dominar e acabou adormecendo naquele local. Se arrependia de ter dormido ali, porque seus colegas iriam encher o seu saco. Mas, estava agradecido por ter descansado.

 

Naquele momento Taehyung estava terminando de escrever o seu primeiro livro, que irá ser publicado mês que vem. Estava ansioso, mas, ao mesmo tempo, cansado de escrever; cansado de passar dias sem dormir escrevendo em seu pequeno notebook. Sentia que seus pulsos iriam quebrar e sua mão iria saltar. No entanto, não podia parar naquele momento. Tinha que terminar. Estava fazendo isso pela sua querida mãe, que ainda precisava de tratamentos.

 

Suspirou, impaciente, quando sentiu o telefone em seu bolso tremer incessantemente. Acreditava ser o seu editor, que estava responsável pelo seu primeiro livro. Retirou o aparelho de seu telefone e atendeu, sem nem mesmo olhar para a tela.

 

— Sim? — Resmungou, esperando por uma resposta.

 

— Taehyung — ouviu a voz de seu editor pelo telefone. O tom da mesma não parecia ser nada bom. O Kim parou de andar imediatamente, um pouco preocupado com o que iria acontecer. — Infelizmente, não vamos poder continuar com o projeto. — O editor não parecia estar triste, e sim feliz, porém o mesmo tentava esconder aquilo do Kim.

 

Taehyung arregalou os olhos, irritado, forçando-se a observar os arredores e caminhar para dentro de um beco escuro. Liberou toda sua raiva e começou a desconta-la no editor.

 

— Como é?! — Taehyung berrou, apertando as laterais daquele telefone vagabundo que comprara em um mercado. Massageou sua testa, tentando aliviar a vontade de ir até a editora e espancar aquele homem. — Olhe, nós temos um contrato! O que vocês querem dizer com “não vamos poder continuar o projeto”?! — Esbravejou irritado.

 

— Senhor Kim, infelizmente houve uma proposta melhor que a sua — o editor disse tranquilo, ignorando o fato de que o jovem do outro lado da linha estava explodindo de raiva.

 

— Oi?!

 

— Sim, um outro jovem mostrou a editora uma estória melhor que a sua — iniciou, ignorando os berros enfurecidos do Kim. — Então, estamos cancelando o contrato.

 

— Isso é impossível! Inadmissível! Eu... eu trabalhei tanto para este projeto! — Desesperou-se. — Eu preciso! Eu preciso disso! Senão eu não poderei fazer mais nada!

 

— Sinto muito, senhor Kim, mas acontece que...

 

— Foda-se! Eu acreditei em vocês! Mostrei um projeto bom, e vocês me descartam?! — Chutou uma das latas de lixo, vendo o conteúdo sair pela boca da lata. Mordeu seu lábio inferior com força. — Me descartam como se eu fosse lixo?!

 

— Como eu disse, sinto muito — continuava com o tom calmo. — Mas será impossível continuar o nosso projeto.

 

— Quem? — Murmurou perdendo as forças.

 

— Quem o que, senhor Kim? — O editor perguntou confuso.

 

— Quem conseguiu cancelar o meu contrato?

 

— Ah — riu animado. — Um Jovem chamado Jeon Jeongguk.


Notas Finais


Enfim, como eu disse em minha outra fanfic, na próxima semana eu estarei em prova, então estarei estudando muito para algumas matérias. Por isso, peço que tenham paciência até o próximo capítulo.

Só isso mesmo. Beijo na bunda <3


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