História Perdão - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Mime de Benetnasch, Personagens Originais
Tags Amor, Mime, Mimexana, Perdão
Visualizações 42
Palavras 1.553
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Famí­lia, Fluffy, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, pessoal. Ó eu aqui com mais uma história....
Decidi escrever essa fic depois da ideia da @LuisaPoison (Obrigada!!!! ) e tbm por conta de meu muso inspirador que merece todas homenagens. Essa história é um humilde tributo ao Mime de Benetnasch que faz niver esse mês....e dedico essa fic ao meu incrível, lindo e maravilhoso @MimeFalk como um presente especial.
Espero que curtam essa história simples, mas que foi feita de todo coração.
Notas explicativas no fim....
Boa leitura...Kissas <3

PS...essa fic foi betada pela @Calls <3 gracias, chica.

Capítulo 1 - Tudo que mais queria


Fanfic / Fanfiction Perdão - Capítulo 1 - Tudo que mais queria

Um dedilhado na harpa fez com que a corda do instrumento lírico ressoasse um doce som. Os orbes róseos rolaram pelo cômodo do quarto, que era iluminado pela luz da lua e se fixaram num ponto.

Sentado no para-peito da varanda do quarto, a brisa daquela noite tremulava os fios dourados dos finos cabelos do guerreiro, bem como o tecido da refinada cortina que adornava o portal.

Um pequeno sorriso arqueou os belos lábios do servo de Odin e ele recostou ainda mais a sua fiel harpa em seu peito nu.

Mime de Benetnasch, guerreiro deus abençoado por Bragi e pela estrela eta da constelação de Ursa Maior, agora estava em seu momento de descanso. Displicente, vestia apenas uma calça de moletom cinza, seus cabelos soltos e sua postura totalmente a vontade sentado naquele beiral.

Enquanto seus dedos dedilhavam as cordas da harpa, seus lindos olhos estavam fixos na figura que jazia sobre sua cama.

Abraçada ao seu travesseiro, uma linda mulher dormia alheia a tudo. Seus longos fios escarlates se espalhavam pelo outro travesseiro e por suas costas lânguidas de pele alva.  Seu perfume doce aroma de lírios impregnava aquela cama e a alma do virginiano.

Mime não sabia ao certo quando aconteceu, mas desde que havia visto aquela jovem francesa numa viagem a Paris, seu mundo havia virado de ponta cabeça. As linhas e formas, cores e sabores daquela mulher o deixavam completamente fora de si. Uma sensação sinestésica que lhe entorpecia a mente, lhe prendia a alma e acalentava seu coração.

Ao lado de Ana os dias do guerreiro deus eram mais leves, mas ele não deixava de pensar em seu pai.

Culpa. Algo que Mime carregava em seu peito e dividia espaço com o amor que devotava a sua rubra musa.

Todos os dias pensava em seu pai e em toda a verdade que lhe viera a tona durante sua luta contra Fênix. Pedia perdão a seu pai e a Odin todos os dias, com a sinceridade de quem gostaria de expurgar todo aquele sentimento negativo e amargo.

Já havia conversado com Hilda, com Siegfried e após um surpreendente conselho de Alberich, o guerreiro eta resolveu se dedicar ao que mais amava: a música.

Resolveu passar um tempo fora de Asgard, estudando e se aprimorando em um instrumento que era sua verdadeira paixão: o piano. Queria viver de música, mas após algumas audições fracassadas em Viena e Frankfurt, optou pela França.

Numa tarde de inverno, o clima em Paris estava ameno, levemente nublado. O guerreiro deus havia recebido mais uma negativa na audição para uma orquestra. Irritado e desanimado, sentou-se em um café. Observava tudo atentamente, pois sempre fora um homem concentrado, compenetrado, até que seu nome dito no mais melodioso acorde o fez perder o fio de seus raciocínios.

Uma amiga de estudos o apresentara a Ana.

Por instantes, o guerreiro deus ficou paralisado diante daquela mulher. Os  cabelos num vermelho intenso como a paixão que o arrebatou, pele alva como neve, olhos azuis como um mar profundo e um sorriso que o roubou de si. Mime saiu de seu torpor ao ouvir os dois fonemas de seu nome pela voz melodiosa, através dos lábios bem delineados. A partir daquele momento, Ana seria sua musa inspiradora.

Lutou para conquistar o coração dela e enfrentou os percalços que o destino lhe impôs, mas seu amor e determinação fizeram com que ele pudesse viver aquela história de amor.

Ao lado de Ana, o fardo da culpa que Mime carregava era menor, mas não menos dolorido. Ela preenchia os dias dele com alegria e amor; e sempre tinha uma palavra de conforto. Não se viam um longe do outro e quando Mime teve que tomar a decisão de voltar a Asgard, sem pensar duas vezes, Ana seguiu com seu amado.

Depois de alguns meses estavam ali, vivendo a rotina de um casal. Naquele momento, onde após fazerem amor intensamente depois de uma discussão, ele a observava dormir.

Mais um acorde foi dedilhado.

Mime estava inquieto, sem sono. Ana mexeu-se pela cama e o guerreiro deus resolveu voltar para o lado de sua amada.

Sentou-se recostado na cabeceira e deixou a harpa sobre a mesinha ao lado. Observando sua mulher, inclinou-se sobre Ana e com a ponta de seus dedos, afagou a sedosa pele da ruiva. Sorriu ao sentir o leve arrepio da pele e o abrir daqueles lindos olhos cor de safira.

-Ainda não dormiu? - a delicada mão de Ana pousou sobre a de Mime.

-Não...estou inquieto.

-O que foi, amor? - ela ergueu-se e cobriu o corpo desnudo com o lençol.

-Eu tenho te sentido estranha, distante… - novamente ele despejou aquele assunto e ela suspirou.

-Mime, não vamos discutir de novo, a não ser que queira fazer as pazes da mesma forma que a pouco tempo atrás. - os dois riram de leve.

-Eu não quero discutir, quero apenas entender o que está havendo.

-Mime...eu queria conversar com você com mais calma, dentro de alguns dias pra confirmar, mas já que você insiste, precisa saber…

-O que preciso saber?

-Sabe meu amor, você se culpa pela morte de seu pai e nem todas as palavras que lhe diga, lhe faz diminuir o que sente, sua dor, sua culpa…. - ele a interrompeu com o toque delicado de seu indicador nos lábios dela.

-Eu não quero falar sobre isso, Ana. - os orbes carmesim estavam imersos numa tristeza que representava a dor de sua alma.

-Mas precisamos falar. - insistiu.

-Por que, Ana? Pra me torturar? -o loiro levantou-se e ficou de costas, com seu punho cerrado.

-Não, Mime. De uma vez por todas você tem que aprender a lidar com esse sentimento, essa relação paternal. - Ana levantou-se de rompante e ainda enrolada no lençol, abraçou Mime por trás e depositou um beijo em suas costas. Mime acalmou-se com o toque de sua amada.

-O que quer dizer com isso?

-Eu queria te dar esse presente no dia de seu aniversário, dentro de poucos dias, mas você é um homem perspicaz. Acredito que Odin nos abençoou para que de uma vez por todas, você se sentisse perdoado e fosse redimido de tudo.

-Ana, você quer dizer que… - Mime virou-se para Ana, queria fitar os olhos dela para aquela notícia.

-Sim, meu amor...eu estou esperando um bebezinho. Nosso pequenino que vem pra te trazer alegria, amor, vem pra fechar de vez essa ferida de seu peito. - os orbes azuis estavam marejados, ainda mais brilhantes pela revelação.

-Ana...e-eu….

-Feliz aniversário, Mime… sei que você será o melhor pai do mundo.

O sorriso sincero e emocionado de Mime cativou ainda mais Ana, que deixou o lençol cair e se jogou nos braços de seu amado. Se beijaram com amor e se amaram mais uma vez com fervor.

Os orbes magenta mais uma vez rolavam pelo sinuoso e tentador corpo de Ana, que dormia cansada por terem feito amor mais uma vez. As pontas dos dedos de Mime deslizavam pelo ventre de sua amada. Seus olhos marejaram e seu sorriso bobo era evidente em seus lábios, ainda incrédulo com aquela novidade tão bem vinda.

Sua mente pensava mil e uma coisas, mas o que mais lhe martelava a mente era aquela felicidade que em raras vezes havia sentido e o propósito que havia decidido. Mais uma vez renasceu. Renasceu como homem e pai e definitivamente deixaria aquele fardo, aquela culpa para trás.

O loiro deu um beijo na testa de sua amada e lhe aconchegou em seus braços.

*******

Meses se passaram e numa noite tempestuosa, sob a benção dos raios de Thor, o  filho do guerreiro Benetnasch nasceu. Um lindo e forte menininho de cabelos alaranjados ao qual ele nomeou Folken, em homenagem ao seu pai.

Ana dormia profundamente, cansada pelo parto. Mime estava ao lado de sua amada, adormecido na poltrona de acompanhante, mas mantinha a mão de sua amada segura a sua. Ele tinha um sono conturbado e se remexia, inquieto.

Sonhava com seu pai.

A cortina do quarto do hospital tremulou e uma brisa fez a janela bater. O som do trovão ecoou pelos céus, fazendo o bebê chorar. Mime acordou de rompante com aquele barulho e vento, levantando-se para ver seu filho. Um vulto estava diante do bercinho que estava do outro lado do quarto. O loiro aproximou-se com pressa, querendo ver o que estava de pé perto de seu filho.

Acendeu o abajur e não havia nada no quarto. Pegou o bebê nos braços para acalmá-lo e ao fazê-lo, uma pequena runa branca, com um X entalhado caiu no colchão.

-Gyfu? Mas essa runa…. -Mime pegou a pequena pedra e teve sua atenção desviada para a janela que batia.

Com cautela, ele seguiu até a janela e a fechou. Seu coração disparou e seus olhos marejaram ao mirar o reflexo de seu velho pai lhe sorrir pelo vidro. O guerreiro eta olhou aquela runa em sua mão e retribuiu o sorriso, entendendo o que aquela pequena pedra significava. Aos poucos, o reflexo do homem desapareceu. Mime levou sua mão ao vidro como se quisesse pedir para que o velho ficasse, mas já era tarde. Lhe restou o aconchego de ver o seu pequenino dormir com plena serenidade.

Uma lágrima de emoção rolou pela face de Mime, que mirava aqueles dois presentes.

-Obrigado, meu pai...


Notas Finais


A Runa Gyfu ou Gebo, representada por uma cruz em X, normalmente está associada a "dar um presente" e deu origem a palavra inglês gift, como nestes versos, tirados do poema rúnico (em tradução livre):
Um presente demonstra valor
Poderoso é aquele que o pode dar
Feliz é proscrito que o recebe
Grande é o momento, o povo percebe


A origem da palavra "perdoar", que significa "dar para" (no inglês "forgive" - give for). Ao receber um presente o proscrito então estaria "perdoado".

No caso da fanfic. Folken deixou a runa no berço, em sinal de perdão ao filho.

Essa runa é a representação do amor e da aliança. Características não somente do relacionamento entre um casal, mas de todo tipo de relação como de amizade, trabalho e principalmente família.
Gebo mostra um presente a caminho, pode ser ele oferecido a alguém por você, ou dado a você, depende da situação que está vivendo. Mas não é algo supérfluo e sem sentido, na verdade se trata de algo muito esperado, ou seja, o perdão e a família que Mime tanto sonhava em ter, ele recebeu naquela noite.


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