História Perdição - Capítulo 5


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nino, Personagens Originais, Sabine Cheng, Tikki, Tom Dupain
Tags Adrianette, Adrien, Alya, Chat Noir, Ladybug, Marinette, Miraculous Ladybug, Nathanael, Natharinette, Romance, Shoujo
Exibições 10
Palavras 1.947
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mil perdoes por ter demorado taaaaaanto para postar, mas "sacumé" né. As provas estavam me matando e para piorar estava tendo um bloqueio criativo enorme. Eu ja tinha elaborado alguns capitulos, só que eles não estavam chegando aonde eu queria, entao mudei eles um pouco, o que tb justifica a demora para postar.
Sorry!!!
Mas não se preocupem.
A história tarda, mas não falha.
Boa leitura!

Capítulo 5 - Eu te amo


Marinette ouviu Adrien contar o máximo que ele se lembrava sobre a
trajetória dela naquele curto espaço de tempo. Aquilo que ela era e fazia
mostrou-se ser uma realidade totalmente diferente do que havia imaginado
para si.


"Nossa- ela disse- Eu... Não sei o que dizer".


Adrien se aproximou da cama e segurou a mão de Marinette,colocando-a entre as
suas.


"Não se preocupe, mylady." Disse Adrien, terno. "Você vai se lembrar."


Marinette sorriu fracamente e observou o loiro em expectativa.


"So há uma coisa que me incomoda, Adrien."- Ela fez uma pausa, analisando o
rosto dele atentamente- "Você não disse como eu me machuquei."


"Ah."


Marinette viu Adrien ser tomado pelo terror ao ouvir o que Marinette
perguntara. Ele adotou uma expressão dolorosa e acuada e desviou o olhar do
dela e não parecia ser mais de encará-la.


"Adrien..."


Adrien  não queria contar aquela parte da historia para Marinette. Ele
estava certo de que  assim que ela recebesse essa informação, toda a
confiança que ela tinha depositado nele iria ruir.


"Bem..."


Ele começou ele, escolhendo as palavras com cuidado, pensando numa boa
mentira para contar. Nesse momento, ambos ouviram o barulho característico
dos saltos de Sabine soando pelo corredor. Adrien suspirou de alivio.
Aquela conversa fora adiada.


"Tenho que ir." Disse Adrien, meio triste. "  Esqueça que nós  nos falamos.
Você não sabe nada da sua vida pré-esquecimento e  você continua não
confiando em mim. Sabine não pode saber que estive aqui. "


Marinette assentiu. Ela pareceu querer dizer algo, mas desistiu.


"A única coisa que você com certeza pode guardar é isso. " sussurrou
Adrien, que,  aproximando o rosto do de Marinette, plantou um beijo rápido
nos lábios vermelhos dela. A garota arregalou os olhos, porém não se
afastou.


Tão  logo o beijo ocorreu Adrien se afastou, correndo em direção a janela.
Ao chegar lá ele se voltou na direção dela, sorrindo ao notar a   expressão
perplexa dela e as bochechas coradas.


"Eu te amo, Marinette."


E desapareceu janela afora.
--------------
Marinette ainda estava atordoada pelo beijo. Ela tocou os lábios e sentiu
um pequeno sorriso se formar com a lembrança.


"Que sorriso é esse? "perguntou Sabine, parada na porta. Ela segurava um
embrulho marrom e duas pastas catalogo e analisava a filha atentamente.


"Nada, eu só... Não é nada" respondeu a garota, insegura.

Ela sentia que a mãe podia ver sua alma, ver através da mentira que ela contava. Mas Sabine deu de ombros e a garota de alivio. Se Marinette se lembrasse, no entanto, ela saberia que esse era um sinal de perigo. Era um sinal que dizia :"você pode não querer contar, mas eu vou descobrir. De um jeito ou de outro. "
Sabine se dirigiu ate a cama onde ela estava.


"Como você  não se lembra, eu vou  atualiza-la do que você é. Você é uma
agente dessa corporação. Basicamente, suas funções variam entre espionar,
coletar informações ou fazer a queima de arquivos." A voz da mulher não
tinha qualquer entonação expressiva. Parecia um robô apenas transmitindo
informações.


"O quê?" Marinette estava estupefata." Uma espiã? Você tá de brincadeira,
né?"


"Eu não brinco, Marinette" disse Sabine, ligeiramente irritada. Ela tacou o
embrulho que segurava na cama com certo desdém. "Vista isso e esteja preparada
Você tem treino amanhã."


"Treino?"


"Eu não queria expor você tão rápido assim, ainda mais com seu... Problema,
mas agora que a notícia de que você acordou se espalhou, não tenho outra
escolha. Eles não podem perceber que você não está normal. Isso
desestabilizaria os funcionários da empresa e eu não quero isso. Nem você"
disse Sabine, enfatizando as últimas palavras." Decore isso - ela apontou
para as pastas- Todas as pessoas que você conhece e que você vê
regularmente estão aí.


Sabine se vira em direção a saída. Ela para no liminar da porta.


"Não me decepcione"


E vai embora.

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Adrien se sentou na mesa mais distante  da entrada do Coffee Prince, uma
cafeteria que ficava perto da Kawami, de onde podia observar todos que
entravam. Ele não pediu nada mais que um café e o tomava lentamente,
esperando.


"Você é o  Adrien Agreste? O modelo?" perguntou a garçonete, se aproximando confiantemente. Dois dos botões da blusa dela estavam abertos, revelando um pouco se seus seios, e ela mexeu nos cabelos como que se estivesse casualmente tentando seduzi-lo.


Adrien estava acostumado a este tipo de pergunta, embora estaria mentindo se dissesse que não estava cansado de ouvi-la. Era parte do disfarce e o fato de não poder ser o Adrien sem que alguém o reconhecesse era outra coisa que detestava em trabalhar pra Kawami.


Adrien sorriu, notando as tentativas da moça em conquistá-lo.


"Não, não sou.Eu sei, muitos confundem .- Adrien se surpreendeu por ela tê-lo reconhecido. Ele usava uma touca, vestia roupas largas e meio sujas justamente para que ninguém reparasse nele, mas ela  tinha sido perspicaz. A garçonete não pareceu ficar desapontada com a negativa. "Mas você sim daria uma modelo espetacular" ele disse, sorrindo maliciosamente, os olhos percorrendo o corpo dela.

A postura da moça se tornou ainda mais oferecida ao perceber o quão bonito Adrien era visto mais de perto e principalmente por que ele pareceu querê-la. Ela se sentiu estupidamente feliz e não escondeu o sorriso alegre ao encará-lo. A garçonete retirou a caneta detrás da orelha e pegou o bloquinho do avental, rabiscando rapidamente nele. Ela se  debruçou na mesa e deslizou o papel para a mão de  Adrien e se  afastou graciosamente, girando o quadril o máximo que podia, para ir atender a um cliente que havia chegado.

 Ela era bonita, pensou Adrien, ao olhar o  papel com números de telefones rabiscados nele. Ele quase  se sintiu culpado por dar esperanças a ela de que algo poderia acontecer, ainda mais por que, embora tivesse olhado para ela, não sentira nenhum interesse. Além do mais,  ele não estava ali para aquilo. E não podia, definitivamente, ser distraído.


           Uma figura peculiar e robusta entrou no café naquele momento e andou até a mesa de Adrien , sentando-se rapidamente. Ele  usava um grande sobretudo preto, juntamente com um chapéu largo e uma máscara cobrindo desde o queixo até o nariz. O único que era possível de se enxergar eram os olhos . 


"Você veio." Não era uma pergunta, nem uma resposta. Adrien afirmou isso
curiosamente.


"Sim. Eu vim." A voz não era facilmente identificável por causa da máscara.
"Mas não se engane, não estou aqui por que me pediu. Eu vim por ela."


Adrien assentiu. Ele não esperava resposta diferente.


"Ela não se lembra de nada, o que torna as coisas mais difíceis. Eu contei alguns aspectos gerais da vida dela, e te mencionei, mas não dei nenhuma ênfase no que você representa, de fato. Não sei como contar essa parte para ela. Não ainda, ela...


"Você contou sobre o acidente? - a voz o interrompeu rudemente- "Sobre sua
parcela de culpa com tudo que houve? Sua traição?"


Adrien engoliu em seco. Mesmo que fosse a verdade, ouvir aquela palavra
doía. Doía muito. A culpa o invadiu.


"Não vou arriscar perder a confiança dela outra vez." disse ele, distante.

Ele ainda se lembrava com nitidez do rosto , o horror estampado na face dela enquanto se afastava dele, como se sentisse nojo de ser tocada por tal tipo de gente.


"Você jurou que me protegeria,você jurou. " a voz dela estava enraivecida, mas havia mais. Havia dor. Havia mágoa. Havia ódio. As lágrimas desceram, quentes e salgadas na face desfigurada. "Como pôde?"

Era isso que ele ouvia quando pensava nela enquanto ela estava em coma, era o rosto quebrado pelo coração partido que ele via nos pesadelos noturnos.

" Você morreu para mim, Adrien Agreste."

O ódio ao pronunciar o nome dele. Ele sentia cada palavra como um soco cada vez que se lembrava dela, cada vez que se lembrava do que fizera. Ele fora um tolo. Não o seria de novo. Não machucaria Marinette nunca mais.

Adrien balançou a cabeça para afastar a lembrança.


"Perder a confiança? Você já perdeu, Adrien.- a pessoa riu com amargura.-Não há mais o que fazer.   Você atrapalhou tudo. O fato de estar me vendo prova que você é um traidor.Por que acha que, pelo fato dela ter perdido a memória, ela voltará a confiar em você? ."


"Ela vai acreditar no que eu quiser que ela acredite."murmurou Adrien,entredentes.


O olhar do homem endureceu.


"Pode ser, mas até quando? Ela não vai ficar sem memória para sempre."


"Eu sei, mas eu não posso..."


O mascarado ergueu a mão, calando Adrien com o gesto.


"Preciso que a traga para mim. De qualquer jeito."


"Sem chance. " disse o garoto, irredutível.


"Tínhamos um acordo."


"O acordo já era. Você sabe que não posso confiar em você."

Ele não trairia ela de novo. Jamais.


"Nem por  mais informações por seu pai? Você já trocou a Marinette por seu
pai antes, não é mesmo? Por que não fazer de novo?"


Pelo aparecimento de linhas de expressão ao redor dos olhos, que ficaram
menores, Adrien teve certeza que o homem a sua frente sorria.


O mascarado sabia que tinha ganhado.
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Ninguém apareceu até por volta das onze da manha seguinte. Marinette tentou não ficar decepcionada pelo faro do garoto loiro não ter aparecido, e para isso se concentrou totalmente em memorizar os nomes e as fisionomias.Quando ela finalmente foi dormir, a mente dela estava tão sobrecarregada pela missão de decorar tudo aquilo naquele curto espaço de tempo que o sono dela foi conturbado e breve, tirando apenas breves cochilos entre horas de insônia.


Quando a encontrou no dia seguinte, Sabine viu que Marinette tinha olheiras e que a expressão dela parecia abatida e cansada. Dando de ombros, mandou que a garota fosse se arrumar . Marinette  se trocou na cama mesmo. Ela estranhou o traje vermelho com bolinhas pretas que teve que colocar assim como a máscara, mas não disse nada.Assim que se aprontou e tentou se erguer em pé pela primeira vez desde o acidente, as pernas de Marinette bambearam e ela não chegou a dar um passo sequer quando caiu no chão. Vincos dor percorreram o corpo e ela sentiu uma dor insuportável de cabeça, pequenos pontos pretos embaçando sua visão. Ela esperou que a mãe dela a ajudasse a se erguer, porém Sabine não moveu nenhum músculo. Ela só encarou a filha,pensando em como era fraca e  patética. 


"Você precisa andar com os próprios pés se quiser sobreviver nesse mundo"
ela disse, friamente.


Marinette teria rido da frase de duplo sentido  se adequar tanto a situação que se encontrava  se não sentisse tamanha dor. Foi preciso quase uma hora até que conseguisse se firmar e caminhar normalmente sem que fizesse alguma caretade sofrimento no processo ou caísse no chão .

Só então Sabine a conduziu do quarto da ala médica por vários corredores brancos e vazios, dos quais
Marinette não se lembrou nem da metade, até o ginásio de treinamento da empresa. Durante o trajeto, volta e meia Sabine olhava de esguelha para a filha.


Ela não parece estar confusa por estar num quarto da empresa ao invés do hospital. Nem me perguntou qual o meu trabalho ou qualquer detalhe sobre o acidente, que deveria parecer estranho. Ela pensou, franzindo o cenho ligeiramente. Será que alguém esteve lá no período em que ela ficou
sozinha?


Sabine já tinha quase certeza da resposta.


"Você está bem?" Marinette lhe perguntou, os olhos preocupados. 


A mãe de Marinette detestava quando  a filha se preocupava com ela. Ela não devia demonstrar compaixão, não deveria se parecer tanto com o pai dela nessas horas.  Sabine sequer se dignou a olhá-la e apontou em direção a duas portas de vidro imensas.


"Chegamos."
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Notas Finais


Muito obrigada pelo apoio.
Até a próxima!
Kissus


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