História Perdição no Paraíso - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Aiacos de Garuda, Hades, Hypnos, Minos de Grifon, Pandora, Radamanthys de Wyvern, Thanatos
Tags Cavaleiros De Ouro, Deuses Gregos, Espectros, Guerreiros Deuses, Marinas, Submundo
Visualizações 45
Palavras 2.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ola amorins ...
Peço imensa desculpa pelo atraso nas postagens mas estou sem tempo nenhum. Trabalhar e estudar não é facil, como muitos sabem.
Enfim, não me vou alongar mais. Vamos ao que interessa não é mesmo? :P
Boa leitura :)

Capítulo 20 - Capitulo XX


Fanfic / Fanfiction Perdição no Paraíso - Capítulo 20 - Capitulo XX

Numa sala particular, no topo do coliseu, os deuses e Hilda encontravam-se reunidos. Aquela reunião tinha como propósito definirem de uma vez, quem ficaria encarregue das barreiras. Os seis encontravam-se sentados a volta de uma mesa redonda, onde os semblantes eram diversificados. No seu canto, Hades comia tranquilamente uma fatia de bolo de chocolate, deliciando-se com a mesma. Já Hilda bebia um chá, o qual compartilhava com Hypnos, que segurava a cabeça com as mãos, quase dormindo em cima da mesa. Por seu lado, Poseidon bebericava um whisky, observando Athena e Thanatos discutir afincadamente e realmente, divertindo-se com aquilo.

- Tu és uma louca, uma mimada que não pensa na porcaria que faz… - Do outro lado da mesa, Thanatos berrava, completamente irado.

- Olha aqui, não tenho culpa que vocês não saibam medir as vossas forças. – Athena defende-se, completamente ofendida. – Vocês os dois é que são irresponsáveis!

- Hey, nada de me meter no barulho. Estou aqui sossegado! – Hypnos defende-se, apresentando já uma voz de sono.

- CALA A BOCA, HYPNOS! – Athena e Thanatos falam ao mesmo tempo, olhando-se posteriormente com cara de poucos amigos.

- Querem parar com o berreiro? – Hades levanta o olhar para os dois, notoriamente chateado por não ter paz, enquanto comia o seu bolo. – Parecem duas crianças…

- Ele que começou! – Athena acusa Thanatos e cruza os braços, fazendo o deus do submundo revirar os olhos.

- Eu devo ter feito muito mal a Zeus, para ter de aturar a filha dele! – Resmunga Hades, comendo mais um pouco.

- Acho que devíamos focar-nos no assunto que nos trouxe aqui… - Hilda pronuncia-se, olhando a volta, enquanto dava um gole no chá.

- Finalmente alguém sensato. – Hades olha para cima, como se agradecesse aos céus. Olhou para ela e sorriu. – Muito obrigado, querida.

- A melhor solução, a meu ver, seria fazer turnos! – Poseidon lança, levando os lábios ao copo.

- Somos cinco deuses, fazendo grupos de três, dá sempre para trocar um ou dois… - Hypnos analisa a situação. – Senão o desgaste vai ser muito grande. Tudo bem que somos deuses, mas…

- Concordo. Eu tenho vida para além dessa palhaçada! – Thanatos encosta-se na cadeira, sendo analisado por Hades.

- Tuas ninfas nos Elísios não vão a lado nenhum, Thanatos! – O deus do submundo sorri de canto, provocando o prateado que fecha a cara ao ouvir aquilo.

- Pronto, está decidido… - Poseidon bate com o copo na mesa, assim que termina o seu conteúdo. – Vou ver se já existe aí um clubinho de apostas.

                Com aquilo, o deus dos mares levanta-se e pega o seu casaco branco, que repousava nas costas da cadeira e sai da sala. Os cinco ficaram com cara de parvos perante aquela sua atitude.

- Esse daí não deve ter mais nada para fazer ao dinheiro… – Resmunga Hypnos, servindo mais um pouco de chá para si e por gentileza a Hilda.

- Obrigada. – Ela sorri amavelmente, voltando a ficar quieta no meio daquelas divindades.

- Então Hilda, como vão as coisas em Asgard? – Hades puxa assunto, analisando-a pela primeira vez, desde que a conhecera.

- Frias! – Ela ri, tentando quebrar o gelo que parecia existir entre eles. – Vai tudo bem, obrigada por perguntar, senhor Hades.

- Estou farto de estar aqui! – Thanatos levanta-se e sem querer, raspa a sua manga num pedaço de chocolate em cima da mesa, olhando para Hades com cara de poucos amigos. – Só podem estar a brincar comigo! Minha toga!!

- Ninguém te manda ser distraído! – Hades ri do sucedido. – Nem ninguém te manda andar de toga branca!

- Nem me vou dar ao trabalho de responder! – De mal humor, o deus da morte revira os olhos e ao passar por Athena, semicerra-os ao vê-la rir. – Que foi? Deve ter muita piada!

- Até que tem… - Ela mostra a língua a ele, rindo mais.

                Não gostando daquilo, Thanatos pega numa colher de chocolate derretido e atira na deusa, que fica em choque a olhar para o seu lindo vestido sujo.

- Olha aqui, seu, seu… - Athena levanta-se furiosa, peitando a morte que apenas ri.

- É para aprenderes, que é feio rir dos outros! – Thanatos marca a sua posição e sai da sala, sendo seguido por Athena que pisava forte o chão por causa daquilo.

- Senhor, definitivamente, não me pagam para isto! – Hypnos levanta-se da mesa. – Vou ver se impeço esses dois de se matarem hoje!

                Com aquelas palavras, Hypnos sai da sala, deixando Hades e Hilda a rir. Os dois conseguiam ouvir os gritos do outro lado da porta, achando imensa graça aquela discussão por coisa nenhuma.

- Já estou a ver que esses dois amam-se, imensamente! – Hilda fala sarcasticamente, olhando Hades.

- Foi amor a primeira vista. – Hades ironiza também a situação, observando atentamente cada movimento delicado da princesa. – Fale-me um pouco de si, Hilda. Já que ainda não houve nenhuma oportunidade de falamos.

- O que o senhor deseja saber? – Hilda finalmente fita o deus, reparando nos belos e amistosos olhos que o mesmo possuía.

- Aquilo que a senhorita desejar que eu saiba. – Ele sorri de canto, empurrando o prato a sua frente, para poder pousar os braços na mesa e fita-la mais de perto.

- Não há nada que eu possa dizer, que o senhor já não saiba. – Ao sentir-se observada por ele, ela cora e desvia o olhar, voltando a beber o seu chá.

- Eu gosto de ouvir a verdade, diretamente da fonte… - Tendo apenas o lugar de Thanatos a separar os dois, Hades estica um pouco o seu braço e segura com carinho o queixo dela, a fazendo olhá-lo novamente. – Que desejos esconde a sua alma?

                A voz de Hades soou de uma forma encantadora aos ouvidos dela, a fazendo engolir em seco e perder-se nos seus grandes olhos azuis.

- Eu acho que a gente devia ir… - A voz dela sai um pouco desarticulada, como se estivesse presa dentro de um feitiço.

                O moreno analisava o belo rosto de Hilda, passando levemente o seu polegar pelos lábios dela. Sem intento algum, uma certa tensão entre os dois foi criada. Contudo, aquele feitiço é cortado, assim que Hypnos volta a entrar na sala a bufar. Hades larga, instantaneamente, o queixo de Hilda e encosta-se na cadeira, olhando o dourado descontente. Por seu lado, Hilda apenas baixou o olhar para a xicara de chá, tentando disfarçar aquele momento diante do deus do sono, que nem reparou em nada de tão chateado que estava.

- Então?

- Sério, não tenho mais paciência para aturar estes dois. – Hypnos resmunga, massajando a têmpera. – Vamos lá, as lutas vão começar.

                O deus do sono volta a sair da sala, nem dando conta que algo se havia passado ali. Hilda apenas fica corada, não voltando a olhar Hades por vergonha. Já o deus do submundo ficou desejoso por saber, qual era a resposta a pergunta que ele lhe fizera. Os dois encontraram-se na porta de saída e educadamente, o moreno deu passagem a Hilda, sorrindo-lhe. A princesa apenas agradeceu e passou por ele, levando as mãos ao rosto que queimavam intensamente.

                Cada um voltou diretamente para os respetivos camarotes, assumindo os seus lugares. Perto do camarote de Hades, o mesmo ficou parado a observar Cristina e Thanatos, que brigavam um com o outro, como se fossem um casal. O deus não pode deixar de rir e apenas ficou a observa-los por um tempo.

- Aiii a sério! Esteja quieto… - Cristina tentava tirar aquela nódoa.

- Dá-me esse pano, com certeza vou conseguir tirar esta nódoa mais depressa. – Thanatos tentava tirar o pano a loira, deixando a mesma chateada por ele não parar quieto.

                O deus do submundo apenas abanou a cabeça perante a situação e entrou definitivamente no camarote, deixando os dois. Ao seu lado, Hypnos fez sinal a Athena, para que eles e Hades fizessem as barreiras da primeira luta. Ao olhar os seus espectros, Hades reparou que os três juízes não estavam presentes e cruzou os braços, imaginando que coisa boa eles não estariam a fazer.

                Tal facto, não deixava de ser verdade. Instigados por Minos, os três juízes caminhavam sorrateiramente até a sala de controlo das camaras. O juiz de Griffon não perdia o costumeiro sorriso de quem está sempre pronto a fazer besteira, sendo que ele mesmo ia na frente.

- Tens a certeza que isso é boa ideia, Minos? – Aiacos perguntava com algum receio, temendo ser castigado.

- Claro que tenho! – Minos volta-se para trás e passa um braço por cima dos ombros de Aiacos, o puxando. – Temos de fazer besteira aqui, porque no inferno a gente sempre se lixa! Hades está ocupado demais para sequer se importar connosco.

- Não sei se isso será bem assim, Minos! – Adverte Radamanthys.

- Claro que é! – Minos frisa. – Vocês parecem duas galinhas sem penas ou…

- Tá, cala a boca agora… - Aiacos retira o braço dele do seu ombro.

                Não demorou para que chegassem a sala. Minos agarrou a maçaneta da porta e sorriu de canto, piscando o olho aos companheiros.

- Bom dia, humanos feios e horrorosos! Ahahahah… - O juiz abre a porta de rompante, assustando os pobres operadores, que ficaram a olhar os três como se eles fossem fantasmas.

                Eles entraram sem cerimónia, fazendo os pobres homens encolherem-se a um canto. Sem grandes demoras, Minos pega um hambúrguer, que possivelmente seria o almoço de algum deles e começa a comê-lo. Levado pela maré, Aiacos senta-se numa das cadeiras, em frente aos ecrãs, analisando as imagens e começa a mexer nos botões, procurando os ângulos que mais lhe interessavam. Um outro hambúrguer repousava lá na mesa e o juiz segue o amigo, sendo os dois observados por Radamanthys, que simplesmente abana a cabeça perante aquela atitude.

- Senhor, por fav… - Antes que o pobre operador pudesse falar, já Minos fazia zoom sobre o decote de algumas moças na bancada. - … or não mexa aí!

- Olha isso Rada… - Ele puxa o outro juiz pelo casaco, ficando a babar naquela imagem.

- Oh pah… Onde estiveste toda a minha eternidade? – Radamanthys debruçasse sobre o ecrã, sorrindo de canto, ao analisar as jovem suecas que saltavam fervorosas enquanto Aphrodite defrontava Jabu.

- Senhores, essas imagens estão…

- Calado humano! – Aiacos ordena, também ele juntando-se aos outros dois. – Quando é que essas meninas morrem mesmo?

- Pah, não sei mas não me importava que fosse no final do torneio. – Minos passa a língua pelos lábios. – Iria julga-las com todo o prazer!

- O que vocês os três estão aqui a fazer? – A voz de Pandora assusta os juízes, que olharam instantaneamente para a porta. – Logo vi que as imagens que estão a passar lá fora, só podia ser obra de vocês.

- Iiiiih já fomos. – Minos olha para trás e encara os operadores, que estavam encolhidos e assutados com tudo aquilo. – Vocês não sabiam avisar que essas imagens estavam a passar lá fora? 

- A gente tentou! – Um dos operadores prenuncia-se, mas ainda assim com medo que sobrasse para ele.

- Na minha frente, já! – Pandora grita com eles, fazendo os três saírem.

                Minos continuava a rir, mesmo sabendo que ia sofrer consequências, mas pelo menos aproveitaria aquela fatia de pizza que roubara da sala de controlo. Ao ver o seu juiz a comer, Hades apenas ergueu uma sobrancelha, olhando posteriormente para Pandora, que apenas abanou a cabeça.

- Aiacos de Garuda contra Kasaa de Lymnades. – O juiz preparava-se para sentar quando o seu nome é chamado, fazendo-o bufar.

                Logo se dirigiu para os corredores, colocando a sua súplice. No meio da arena, os dois guerreiros olharam-se, analisando-se minuciosamente, pois nunca se haviam visto na vida.

- Senhoras e senhor, tenho o prazer de apresentar dois guerreiros de elite. – O comentador começa a falar. – De um lado, a bestas dos mares. Guardião do Pilar Antártico do reino de Antlântida. Ele é Kasaa de Lymnades.

                A multidão aplaudiu e gritou por ele, enchendo o ego do mesmo que olhava o espectro com desdém.

- Do outro lado, um demónio do inferno. – O comentador começa a fazer suspense, fazendo Aiacos revirar os olhos. – Ele é Aiacos de Garuda, um dos três tenebrosos juízes do inferno!

                Ao ouvir aquilo, Ângela entalou-se com as babatas fritas que comia tranquilamente, sendo observada por Filipe, que lhe passa uma garrafa de agua para as mãos.

- Ai meu deus! Como é que eu ainda estou viva? – O amigo apenas ergue uma sobrancelha, não entendo o que ela quis dizer com aquilo.

                Jamais poderia imaginar que ele era um dos juízes, dando-se por sortuda de ter conseguido sair daquela zona com vida. A ordem dos comentadores, a luta começou, onde cada um dos guerreiros tentava marcar a sua posição. O deus dos mares, que estava de folga, no momento, mexia no telemóvel, fazendo a sua aposta para aquela luta.

- Vai apostar no Aiacos, senhor? – Sorrento que estava ao seu lado, apenas fica chocado.

- Claro! – Poseidon responde tranquilamente. – Desde quando o Kasaa tem peito para ele?

                Os marinas ficaram em choque, nem conseguindo acreditar que o deus não tinha confiança nos seus guerreiros. Sem se importar muito com as reações, o deus pegou o seu copo de Whisky, bebericando-o enquanto torcia por Aiacos.

                Num outro camarote, Milo apenas coçava a cabeça ao vê-los lutar. Ao seu lado encontrava-se Camus, de cara fechada e braços cruzados, um tanto descontente com o olhar das mulheres sobre ele.

- Eae picolé, ta ficando famoso hein? – Aldebaran cutuca o amigo, nem prestando atenção na luta.

- Mon dieu, querem parar de me chatear com isso? – O aquariano responde secamente, nem se dando ao trabalho de retirar os olhos da luta.

- Tarda nada, está a pousar seminu para alguma propaganda da Chanel! – Saga bota mais lenha para a fogueira, fazendo os restante cavaleiros cair na risota. – Que gato!

                Camus apenas fechou os olhos e abanou a cabeça, buscando alguma paciência para atura-los.

- Hey, alguém viu o meu irmão? – Ao dar por falta de Aiolia, o sagitariano pronuncia-se.

                Todos responderam que não e Aiolos apenas se encostou na cadeira, achando estranho aquele sumiço do leonino.

                Do lado de Asgard, Mime caminhava tranquilamente pelos corredores, com uma garrafa de vodka na mão. Não estava muito interessado em ver as lutas, então simplesmente decidiu ir dar uma volta. Levou várias vezes a garrafa a boca, até que uns gemidos, vindos do fundo do corredor chamaram a sua atenção. Estranhou aquilo mas prosseguiu, parando apenas diante de uma porta que tinha escrito “armário de limpeza”.

- Tenho de parar de beber essa vodka! – Ele apenas olhou a garrafa e encolheu os ombros.

                Como os gemidos não cessavam, Mime abriu a porta, só mesmo para tirar a dúvida se era efeito da vodka ou não. Ao abrir a porta, o guerreiro corou com aquilo que presenciou, ficando petrificado. Ali dentro, Aiolia e Marin encontravam-se numa posição um tanto delicada, onde a ruiva estava com as costas encostadas na parede, enquanto Aiolia a segurava pelas pernas, a volta da sua cintura. Os três olharam-se sem saber o que dizer ou fazer.

- Foi mau vei, continua aí… - Ao descer a terra, Mime apenas deu costas e fechou a porta. Do lado de fora, começou a rir que nem um doido, bebendo mais um pouco de vodka. – Safadinho esse cavaleiro de Athena! Eheheheh…

                Abanou a cabeça e voltou para o seu camarote, ainda a rir do sucedido. Esperava não ter de o enfrentar, ou iria rir na cara do leonino ao lembrar-se daquela situação constrangedora.

 

 


Notas Finais


Mime. o estraga f.. cof cof XD
Enfim, espero que tenham gostado e mais uma vez peço desculpa pelo sumiço.
Até ao próximo... Beijinhos :)


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