História Perdição no Paraíso - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Aiacos de Garuda, Hades, Hypnos, Minos de Grifon, Pandora, Radamanthys de Wyvern, Thanatos
Tags Cavaleiros De Ouro, Deuses Gregos, Espectros, Guerreiros Deuses, Marinas, Submundo
Exibições 45
Palavras 2.756
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello gente linda.
Ora então, no último capitulo o nosso deus da morte ficou a espera que a "sua" humana tomasse uma decisão.
O que será que a louca vai escolher?
Boa leitura ;)

Capítulo 6 - Capitulo VI


Fanfic / Fanfiction Perdição no Paraíso - Capítulo 6 - Capitulo VI

- Eu não sei o que fazer Thanatos! Aparentemente, não há mais espaço para mim neste mundo…

- Tecnicamente, o teu tempo na Terra acabou naquela noite… - Thanatos responde calmamente.

                A loira estava perdida em sua mente, não sabendo bem para que lado da balança havia de pender. Sem dúvida alguma, que aquele encontro com a própria morte havia sido a coisa mais espetacular, que alguma vez lhe havia acontecido. Sentiu vontade de largar tudo e simplesmente se entregar aqueles dois deuses, querendo descobrir o que o mundo escondia nas suas entranhas mais profundas. Contudo, ela não passava de uma humana e para todos os efeitos, sentia medo de estar a cometer um erro e quem sabe até, condenar a sua alma ao sofrimento eterno. O deus permaneceu em silêncio, não interferindo na decisão dela, embora no fundo quisesse que ela o aceitasse como seu deus e senhor.

- Há então uma possibilidade de eu ser uma seguidora sua, é isso que me está a querer dizer? – Ela pergunta curiosa.

- Não de mim… De Hades!

- Mas eu não conheço esse Hades! – Ela cruza os braços e fecha a cara, sendo observada pelo deus. – Conheço-o a si e… e ao Hypnos!

- Mais respeito menina! – Thanatos a repreende perante aquela constatação, assustando-a um pouco, pela forma agressiva como havia falado.

- Ok, ok… Então eu serviria Hades! Isso significa que eu venderia a minha alma ao diabo?

- O quê? – Thanatos fica confuso com o decorrer da conversa. – Não! Hades não é o diabo… O diabo não existe! Isso foi apenas algo que vocês humanos inventaram para justificar os vossos pecados, usando o arcanjo Lucifer como bode expiatório.

                A loira não conseguiu conter o riso e riu na cara de Thanatos, que permanecia quieto e confuso.

- Poiiiiiiis… Até a algumas horas atrás também não acreditava que tinha a morte em pessoa a minha frente e bem… aqui estamos nós!

                Thanatos acabou por amaciar as sua expressão, vendo que naquele ponto ela tinha razão. A humanidade nem sabia da existência deles, quanto mais saber alguma coisa sobre eles ou sobre os seus mundos.

- Thanatos, eu não quero ser serva de ninguém… Não me interessa usar vestidos bonitos e venerar os deuses o dia todo, como fazem as servas lá do castelo. – Ela gatinha na areia e fica a frente dele, pousando as suas mãos nos braços divinos do deus, que repousavam sobre os joelhos. – Eu quero ser como vocês! O senhor mesmo disse que havia humanos treinados para proteger deuses. Eu quero ser um desses humanos… Eu quero ficar forte o suficiente para um dia poder proteger o deus que venero. Para o proteger a si e… e de alguma forma pagar por me ter salvado a vida.

- És demasiado fraca para isso… - O deus responde secamente e de forma direta.

- O quê? – Cristina arregala os olhos e fica indignada. – Não sou nada!

- És sim! – O deus frisa, novamente.

- Como sabe? – A loira olha-o com uma sobrancelha erguida e antes que ele pudesse responder, ela coloca a mão em sua boca. – Nem venha com essa de que é um deus e que simplesmente sabe!

- Por que razão insistes em me tocar? – Questiona o deus com um sorriso de canto, assim que ela retira a mão quente da sua boca. 

- É irresistível! – Ela responde de forma inconsciente, tapando de imediato a boca com as duas mãos, corando diante do deus. – Estamos a fugir ao assunto Thanatos!

- Qual assunto? – Thanatos mais parecia que estava na tanga com ela, mas a verdade é que ele não estava a entender nada daquilo. Na sua cabeça, os humanos eram uma espécie realmente estranha.

- Eu apenas ficarei ao seu lado e do de Hypnos, se vocês me tornarem uma dessas guerreiras filhas da mãe, com super poderes e muito bad ass…

                Thanatos não entendeu metade das coisas que ela dissera, mas conseguiu perceber onde ela queria chegar com aquela conversa.

- Nós não temos subordinados! Logo, também não temos ninguém que se encarregue de te treinar… - Ele levanta-se, deixando a loira a olhar para cima, com uma expressão pedinte. – Eu apenas quero que estejas perto de mim, para te entender melhor e entender melhor a humanidade, pois sempre desprezei os humanos e tive nojo deles. Não quero uma guerreira, eu não preciso de uma…

- Pois eu apenas aceito sob esta condição! – Cristina levanta-se de rompante, encarando o deus com a expressão mais séria que conseguia. Ele era bem mais alto que ela, mas ainda assim, tentou manter-se ao mesmo nível, colocando-se em bicas de pés.  

- Mesmo que isso fosse possível, és demasiado fraca para aguentar os treinos a que serias sujeita…

- O senhor não me conhece, Thanatos! – O deus ergue uma sobrancelha, achando-a ainda mais bonita quando estava chateada. O indicador dela ficou a milímetros do rosto dele, bem como ela, que estava determinada a convencer o deus de que era capaz daquilo. – Eu sei que sou capaz, eu preciso disso. Eu perdi tudo e sinceramente, não me vejo mais a voltar para esta gente que simplesmente desistiu de mim. Preciso provar a mim mesma, que tenho a força para mudar o meu destino. Portanto, vamos fazer assim, eu desafio-o para uma luta…

- Perdeste completamente o juízo? – O deus a interrompe, surpreso com a determinação dela.

- Eu ainda não acabei! Se eu conseguir dar-lhe um soco, o senhor treina-me e se eu não conseguir…

- … serás minha serva pessoal para o resto da eternidade! – Perante aquela loucura, Thanatos decide entrar no jogo dela e sorri de canto ao ver ali uma oportunidade de a ter.

- Feito! – Ela estende a mão ao deus para fechar aquele trato. O deus logo aperta a sua mão, mudando completamente a sua expressão séria, para uma sarcástica. – Espere aí! O que faz uma serva pessoal?

- Terás de perder para descobrir! – Ele larga a mão dela, sorrindo malicioso, o que a faz engolir em seco.

- Algo me diz que me vou arrepender disto… - Ela fala para os seus botões e recua um passo, fitando-o determinada. – Pode vir, já dei muita porrada em algumas vadias por aí. Hoje juntarei um deus a minha lista.

                O prateado nada respondeu, apenas tirando o seu casaco e o jogando na areia, dobrando as mangas da camisa logo a seguir. Cristina apenas observava cada movimento dele, notando que a camisa era tão justa, que definia cada contorno do seu corpo divino, parcialmente iluminado pelo luar. Pensou que talvez passar a eternidade ao lado dele não fosse assim tão má ideia, mas quando deu por si a viajar na maionese, abanou a cabeça e levou as mãos ao seu longo vestido. Prendeu-o como pode a volta da sua cintura, deixando que o tecido apenas caísse até a altura dos seus joelhos. O deus não pode deixar de reparar nas pernas dela, que eram bem definidas e elegantes, embora não chegassem nem aos pés das pernas de uma ninfa.

                Sem grandes cerimonias, a loira avança de punho fechado de encontro ao deus, que nem se mexeu, parando o soco dela numa espécie de barreira invisível, a milímetros do seu corpo. A loira ficou sem entender nada do que acontecera, olhando para ele e vendo apenas um sorriso vitorioso naquele rosto perfeito. Desfazendo aquela barreira, o deus cria uma pequena corrente de ar que atira-a para o chão, fazendo com que o seu corpo se enterrasse na areia.

- Acho que perdeste! – Frisa o deus de forma descontraída.

- Ainda não! – A cuspir um pouco de areia, Cristina levanta-se e tenta dar outro soco nele, o qual ele agarra com a própria mão sem dificuldade.

- Seria assim tão mau passar a eternidade como minha serva? – O deus olha nas orbes azuis da loira, mordendo o lábio no processo, só para a irritar mais um pouco.

- Depende! As suas servas costumam enfiar-se na sua cama? – Ela pergunta de forma ousada e direta.

- Nenhuma humana está autorizada a usar a minha cama… - Ele responde sério.

- Ótimo, isso já responde a minha pergunta… - Ela tenta afastar-se, contudo não consegue retirar o seu punho da mão do deus, por mais que a puxasse. – Importa-se de me largar?

- Vamos parar com esta loucura! Tu jamais conseguirás tocar-me…

                Os dois apenas olharam-se por um bom tempo, cada um tentando manter a sua posição diante daquele acordo meio doido. O deus não pode deixar de reparar na energia dela e na beleza que a mesma possuía, dando-se conta que não havia sido apenas aquela sua luz interior que o atrairá.

- Eu preciso ganhar esta aposta, Thanatos…

- Dessa forma apenas te vais desgastar e aborrecer-me. – A loira fecha o cenho, perante aquelas palavras. – Eu treinar-te-ei, para que consigas dar-me esse soco.

- O quê? – Cristina fica admirada, mas ao mesmo tempo desconfiada. – Porque essa mudança?

- Porque não te dou uma semana para desistires!

                A resposta de Thanatos soou um pouco azeda aos ouvidos dela, pois o deus começava a baixar a sua guarda perante ela e isso em nada o deixava satisfeito. Sem cerimónias, ele puxa o corpo dela contra o seu, sentindo as mãos dela sobre o seu peito, tendo apenas aquela camisa para separar a pele um do outro. Ele sentia-se estranho e incomodado com aquela proximidade que ele próprio criará, mas que ao mesmo tempo era boa. 

- Oh céus! – Ao sentir o peito definido daquela divindade em suas mãos, Cristina apenas suspira, esquecendo o que havia acontecido durante aquele dia.

                Respirando fundo e buscando alguma sensatez, o deus teleporta-os novamente para o castelo, afastando-se o mais depressa que podia dela, assim que lá chegaram. Não estava em si e outros pensamentos a volta dela começaram a formar-se na sua cabeça, pensamentos esses que eram proibidos para si.

- Ora ora, então Thanatos? – Hypnos aparece do nada, a frente dos dois, com um sorriso de canto. Este não pode deixar de reparar que ambos estavam incomodados, contudo apenas encarou o irmão que estava com cara de quem tentava esconder algo. – Falo eu com Hades, ou falas tu?

- Como assim? – O prateado, que se sentia um pouco quente e desnorteado, olhou o irmão sem entender aquela pergunta.

                O dourado permaneceu no mesmo local, apontando apenas para Cristina. Esta, assim que Thanatos a largara, ajoelhou-se diante dos deuses, mantendo a sua cabeça baixa. Não sabia bem como lidar com aquilo que sentia naquele momento. Talvez até estivesse a agir por impulso, por se sentir traída pela sua família e principalmente por Filipe, mas naquele momento, ela nem se importou. Sentiu-se conectada com Thanatos, apesar de ele ainda lhe dar calafrios e sentia uma certa curiosidade a cerca de Hypnos, que tinha um jeito de lidar com ela um tanto particular.

                Lado a lado, os dois deuses olharam para ela, sentindo um misto de sensações diferentes entre si. Pela primeira vez na história de toda a humanidade, uma humana decidira de livre e espontânea vontade, entregar a sua vida nas mãos dos dois deuses gémeos mais temidos de todo o universo.

- Eu falarei com Hades… - Thanatos assumia toda a responsabilidade daquele ato, sendo que havia sido ele a trazer a humana para a vida dos dois.

- Não mesmo! – Responde Hypnos, pensando melhor no assunto. – Não penses que vou deixar-te, divertires-te sozinho com ela…

                Com cara de poucos amigos, Thanatos olha o irmão que continha um sorriso estupidamente malvado em seu rosto. Cristina apenas ouvia atentamente a conversa entre os dois, nada dizendo a respeito, pois para todos os efeitos, agora resignara-se a ser subordinada de ambos. Aquele simples facto, fê-la temer ainda mais os deuses, pois agora, mais do que antes, ela devia-lhe obediência.

- Cristina! – Hypnos chama por ela.

- Sim?

- Tens mesmo a certeza que queres fazer isto? – O deus queria ter a plena certeza, não poupando a esforços para ver até onde a sua lealdade para com eles iria. – Não haverá volta a dar depois deste dia… Quem entra, não volta a sair.

- Estou a contar com isso, senhor Hypnos! – Ela responde determinada.

- Sai, preciso de falar com Thanatos em privado… - Hypnos ordena e ela levanta-se sem demoras.

                A loira apenas começou a caminhar para trás com cuidado, pois o vestido que usava em nada lhe ajudava naquela simples tarefa. Assim que perdeu os deuses de vista, ela volta-se e começa a andar pelo corredor, até ao quarto onde havia acordado naquela manhã. Aquele havia sido o dia mais estranho da sua vida, sem dúvida alguma. Deu por si a sentir saudades da sua vida, pois para ela, tudo parecia ter acontecido no dia anterior, devido aquela sua paragem no tempo. Mas as facadas, que recebera em seu coração, fizeram-na ver aquilo que talvez ela tivesse negado a si mesma por anos. Filipe havia sido a sua maior desilusão no meio de toda aquela história e algumas lágrimas, apenas rolaram por seu rosto em silêncio.

                Ao mesmo tempo, sentiu-se confusa em relação a Thanatos, que de uma forma ou de outra, não havia mais saído da sua cabeça desde que o conhecera. Lembrava-se perfeitamente da primeira troca de olhares naquela manhã espalhafatosa, em que mais parecia que ele a ia matar só com o seu olhar. Contudo, isso acabou por ser abafado pelo momento que ambos haviam partilhado, a poucos instantes atrás. Nos braços dele sentira-se protegida, como nunca se sentira nos braços de Filipe. Sentiu o seu interior arder com o cheiro doce e único que apenas e só ele emanava da sua pele, a qual ela era capaz de morrer só para poder sentir mais uma vez, entre as suas mãos.

                Abanou a cabeça ao entrar no quarto e fechou a porta, encostando as costas na mesma enquanto suspirava. Recriminou-se por ter aqueles pensamentos a cerca do deus, pois ela sabia, que ele seria inalcançável e nem se achava merecedora de uma beleza tão pura, quanto a do deus da morte. Caminhou pesadamente até a cama, retirando o vestido, que caiu no chão aos seus pés. A camisa com que acordara, ainda permanecia ali e logo a vestiu, deixando que o seu corpo se afundasse naquela cama macia, completamente exausta. Sentia-se curiosa a cerca do que o futuro lhe iria reservar a partir dali, mas sem mais energias para pensar, simplesmente deixou o seu corpo dormir e relaxar.

                Numa das varandas do Castelo, os gémeos encontravam-se parados a olhar para a lua brilhante, no céu. Ambos pensavam no que havia acontecido, desde que haviam decido ir para a Terra e cada um, a sua maneira, tentava lidar com a situação. Aquela humana nada tinha a ver com os humanos que já haviam cruzado os seus caminhos. Uma certa pureza ainda residia nela, como se a maldade dos mundos não houvesse tocado nela, ainda.

- O que fizeste para ela mudar de ideias, Thanatos?

- Apenas mostrei a ilusão fétida em que ela vivia…

- Eu não sei até que ponto Hades vai aceitar uma humana perto do nosso mundo.

- Nós temos aqui uma oportunidade de observar de perto o desenvolver do cosmos de um humano. Porque não aproveita-la?

- Não se trata disso e tu sabes! – Responde Hypnos friamente. – Não tentes enganar-te a ti próprio irmão.

- O que era suposto eu fazer, se ela me fascina? – Thanatos responde indignado.- Eu irei treiná-la, não sei como mas o farei.  

- Nosso aborrecimento chegou mesmo a um nível extremo irmão! – Hypnos ri da situação.

- Verdade. Mas sempre tivemos um propósito e agora até isso foi tirado de nós. Não haverá mais guerra! – Thanatos olha sério para o irmão. – Ela é minha Hypnos, não ouses intrometer-te!

                O dourado apenas sorriu de canto, dando costas ao irmão, perante aquele seu aviso.

- Sabes que isso é impossível! Ela aguça a minha inteligência, de uma maneira que eu não entendo… Não foi só a ti que ela fascinou. Habitua-te com a ideia, de que vais precisar de mim para chegar a algum lado com ela. Vamos ao inferno, não adianta evitar esta conversa…

                O deus da morte segue o irmão, fechando a cara para o que ele dissera. Queria Cristina só para ele e a ideia de ter de a partilhar com o irmão, não lhe agradava em nada. Contudo, sabia que Hypnos tinha razão em tudo aquilo que dissera e por uma vez na vida, teria de deixar o seu ego de lado e ouvir a voz da razão. 


Notas Finais


Eae Thany, sentindo os calor por baixo da toga, seu maluco? XD
Enfim, a treta ta ficando complicada. Vamos ver como corre a conversa nos inferno. Rezando aqui O.O
bjnhs e obrigada a quem acompanha.
Até ao próximo :)


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