História Perdição no Paraíso - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Aiacos de Garuda, Hades, Hypnos, Minos de Grifon, Pandora, Radamanthys de Wyvern, Thanatos
Tags Cavaleiros De Ouro, Deuses Gregos, Espectros, Guerreiros Deuses, Marinas, Submundo
Exibições 25
Palavras 3.363
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ola leitores e leitoras.
hoje estou com um pouquinho de pressa, então vou só postar mesmo XD
Espero que gostem e boa leitura. :)

Capítulo 8 - Capitulo VIII


Fanfic / Fanfiction Perdição no Paraíso - Capítulo 8 - Capitulo VIII

                Nos provadores de uma loja de desporto, Cristina retirava o vestido para experimentar algumas roupas. De frente para o espelho, olhou a faixa a volta do seu abdómen e achou estranho não ter sentido mais dor, depois que Thanatos pousou lá a sua mão. Antes de experimentar qualquer peça de roupa, retirou a faixa, ficando boquiaberta por não ter mais o ferimento e nem mesmo nenhuma cicatriz. Era como se aquilo nunca tivesse acontecido.

- Impossível! – Deixou a faixa cair da sua mão e abanou a cabeça, ainda tentando assimilar o sucedido.

                Rapidamente foi experimentando as roupas, optando por levar algumas confortáveis, bem como sapatilhas e ligas para os pulsos, pois não sabia o que a esperava. Sentia um frio na barriga com tudo aquilo, não sabendo bem no que se estava a meter mas decidiu confiar neles, pois se lhe haviam salvo a vida era porque algum propósito tinham para ela.

                Numa das áreas comuns do Shopping, os irmãos encontravam-se sentados num sofá, enquanto esperavam por Cristina. Para passarem o tempo, decidiram observar atentamente alguns humanos, ficando desagradados com aquilo que encontravam dentro dos seus corações.

- Impossível gostar desta raça! – Resmunga Thanatos entre dentes.

- Por isso que eles acabam todos no mesmo buraco, não é mesmo? – Hypnos sorri de canto, olhando uma moça que se encontrava ao telemóvel, extremamente agitada, por um assunto que nem tinha qualquer importância.

- Pois… - Concluiu o irmão, olhando a mesma moça e coçando o queixo.

                O deus cruza a perna, apoiando a cabeça na sua mão, continuando a observar as pessoas que passavam despreocupadamente por eles, sem se darem conta da realidade que existia a sua volta. Sentiam-se observados, pois a beleza de ambos, além de incomum, era demasiado grande para passar despercebida. Nesse meio tempo, Cristina sai da loja, vendo os dois ali sentados, como duas pessoas completamente normais ou quase, não fosse o charme fora do comum que ambos espelhavam.

- Bem, acho que já tenho tudo o que preciso… - Com um sorriso enorme, ela mostra os seus sacos aos deuses, que a olham um tanto admirados pela quantidade.

- Então já podemos ir!! – Thanatos levanta-se rapidamente, querendo sair dali o mais depressa possível.

- Hmmm eu pensei que talvez pudéssemos ir comer um gelado! – Cristina tenta a sua sorte, pois queria aproveitar um pouco antes de ficar sem vida, como Hypnos dissera anteriormente.

- E isso seria o quê? – Hypnos abre um sorriso e passa o seu braço por cima do ombro dela, começando a caminhar ao seu lado, para descontentamento de Thanatos que apenas observava os dois.

- Então, é algo realmente divino! – Responde ela descontraidamente.

- Divinos somos nós… - Responde Thanatos secamente.

- Também! – Ela morde levemente o lábio ao pensar besteira em relação ao que ele dissera, mas logo volta a retomar a linha do pensamento. – Mas é um divino diferente. É docinho e fresquinho, cremoso… Enfim, eu acho que vocês iam gostar.

- Passo bem sem conhecer isso!

- Ah deixa de ser chato Thanatos! – O deus do sono chama o irmão a atenção, voltando a olhar a loira com um sorriso. – Vamos lá conhecer esse tal de gelado!

                Contrariado, Thanatos lá seguiu os dois, permanecendo com as suas mãos dentro dos bolsos, como já era hábito seu. Sentia ciúme dos dois ao vê-los tão próximos, contudo não queria admitir, até porque não entendia bem aquele sentimento.

- Vocês os dois cheiram tão bem! Qual o perfume que usam? – Cristina, que conversava descontraída com Hypnos, pergunta-lhe na sua inocência.

- Nenhum… - Responde Thanatos secamente.

- É o nosso aroma natural… - Hypnos entrevem, enquanto se sentava na mesa.

- As ninfas devem ficar loucas, hein? – Com um sorriso maroto, ela dá uma cotovelada em Thanatos, que nem reage, permanecendo de cara fechada. – Ok, tudo bem. Alguém acordou do lado errado da cama hoje. Vou buscar os gelados! Não saiam daqui…

                A loira pousa os sacos, indo buscar os gelados e deixando os irmãos sozinhos. Os dois olharam-se seriamente e do nada, Thanatos puxa Hypnos pelo colarinho da camisa, encurtando a distância entre os dois. As pessoas a sua volta, apenas olharam a cena, achando o comportamento agressivo de Thanatos estranho. Não demorou para que um borburinho a volta dos dois se levantasse.

- Não achas que te estás a esticar um bocado? – Ele pergunta de forma agressiva, fazendo Hypnos sorrir de canto antes de se soltar das suas mãos.

- Alguém tem de fazer a menina sentir-se bem! – Ele responde, ajeitando novamente a camisa e encostando-se na cadeira. – Estás com medo que ela deixe de olhar para ti, Thanatos?

- Não! – Respondendo secamente, Thanatos cruza os braços e encosta-se também na cadeira.

- Então não estou a perceber qual é o teu problema… - Hypnos semicerra os olhos, o encarando.

- Hello agian!! Aqui estão os gelados… - Com a volta de Cristina, ambos se calam e Hypnos simplesmente abre um sorriso. – Ora então, um de morango para o meu querido deus do sono, porque o seu cheiro lembra-me morangos e caramelo para o meu querido deus da morte, porque está a precisar ficar mais docinho!

                Ela rui com aquilo e ao entregar o gelado a Thanatos, passou a ponta do dedo no gelado dele, retirando um pedacinho, o qual ela pôs no nariz dele, rindo mais ainda. Antes que ele ficasse ainda de mais mal-humorado, Cristina o abraça e dá um beijo no rosto dele, completamente descontraída.

- O senhor é um chato, mas eu até que gosto de si… - Com um sorriso enorme, ela senta-se ao lado dele.

                As expressões do deus amaciaram-se e até mesmo sorriu enquanto limpava o nariz, tendo Hypnos a rir-se como um louco por causa daquilo que ela fizera. Era aquele espirito descontraído que ambos gostavam nela, aquele jeito de encarar as coisas de uma forma menos séria. Talvez por esse motivo ela não os temesse da mesma forma que os outros humanos os temiam, quando os conheciam.

                Ali na zona de restauração, os três acabaram por descontrair um pouco e até mesmo jogar conversa fora, falando exclusivamente sobre o mundo dos humanos. Cristina sentia-se tentada a perguntar sobre os treinos, mas sentiu medo que isso a fizesse perder a coragem de avançar com aquilo.

- Hoje podíamos sair os três e ir para a noite de Berlim… - Ela sugere com um sorriso enorme e cativante.

- O que acontece lá? – Hypnos encontrava-se extremamente curioso a cerca daquele mundo.

- Ah não sei, nunca estive em Berlim… - Ela ri ao responder. – Mas podíamos descobrir os três. Sei lá, aproveitar um pouco.

- Não acho que seja boa ideia… - Pronuncia-se Thanatos. – O último convívio, não correu propriamente muito bem.

                O deus fez questão de a lembrar do sucedido, que a colocara naquela posição e logo o sorriso desfez-se do rosto dela.  

- É, talvez seja melhor ficar em casa mesmo. – Ela responde um tanto desanimada, deixando o seu corpo afundar-se na cadeira. – Bem, já tenho tudo… Se calhar íamos andando não?

- Vamos! Eu toco um pouco para ti, se isso te deixar mais feliz… - Thanatos não perde a deixa, antecipando-se ao irmão daquela vez, olhando o mesmo pelo canto do olho.

- Isso seria bastante agradável… - Um sorriso voltou a desenhar-se no rosto dela, que logo se levantou, puxando o deus. – Vai ter de me ensinar a tocar naquela coisa…

                De forma compreensiva, Hypnos pega nos sacos dela, que possivelmente já iam ficar esquecidos e segue os dois até uma área mais reservada. A loira falava animadamente com o irmão e o mesmo ouvia-a atentamente, algo um pouco incomum nele, que muitas vezes nem paciência tinha para as ninfas. Assim que ficaram fora da vista humana teleportam-se novamente para o castelo. Lá, ela agradece aos dois e retira-se com os sacos na mão, cantarolando uma música qualquer dos Queen of Stone Age. Sentia-se leve e de certa forma livre. Os deuses apenas ficaram a vê-la afastar-se, temendo que toda aquela doçura desaparecesse no lugar para onde eles a levariam.

                Ao chagar ao quarto, ela retirou o vestido de imediato, colocando uma roupa mais confortável e umas sapatilhas. Os longos cabelos loiros foram presos em um alto rabo-de-cavalo, dando-lhe um ar ainda mais leve. Olhou-se ao espelho e sorriu, colocando as mãos na cintura.

- Agora sim! – Piscou o olho a si própria e saiu novamente do quarto, decidida a descobrir melhor aquele imenso castelo.

                Caminhou por longos corredores, cheios de portas e janelas, admirando-se sempre com a imensidão do local a cada passo que dava. Completamente distraída, encontrou a porta de saída e foi até ao exterior, contemplando o castelo do lado de fora. Ficou de boca aberta ao aperceber-se do quão grande aquilo era e ainda mais admirada, com o enorme jardim que se estendia aos seus pés. Encheu os pulmões de ar, aproveitando a tranquilidade do local, que era tão pacífica quanto os deuses aparentavam ser. Perguntava a si própria por que razão os irmãos odiavam tantos os humanos e por mais que pensasse no assunto, não chegava a conclusão alguma. Simplesmente encolheu os ombros e prosseguiu caminho.

                Completamente distraída, foi dar a um pequeno edifício, escondido no meio do jardim. Este tinha a porta entreaberta e movida pela curiosidade, decidiu entrar e ver o que havia lá dentro. Empurrou a pesada porta de ferro enferrujada, deparando-se com uma sala escura, que continha um pequeno altar no meio. Estranhou tudo aquilo, mas ainda assim entrou e foi até ao altar, onde uma bonita caixa repousava. Sobre a caixa encontrava-se uma faixa com algumas inscrições em grego, as quais ela tentou decifrar mas sem sucesso.

- O que estás aqui a fazer? – A voz grossa de Thanatos atrás de si, fê-la saltar com o susto e agarrar-se ao peito, tamanha era a sua distração naquele momento.

                Apesar da expressão mal-encarada do deus, este não pode deixar de reparar na forma como ela estava vestida, algo que o fez erguer uma sobrancelha. Cada linha do corpo dela estava perfeitamente marcada pela roupa de desporto que trajava e o pescoço, delgado de pele branca, completamente exposto. Não pode deixar de sentir vontade de provar aquela pele.

- Ah pois… Nada de mais, apenas estava a passear pelo jardim e encontrei este lugar. – Ela responde com um sorriso, apesar de ainda estar ofegante por conta do susto. – Mas há algum problema em eu estar aqui? Desculpe, eu não sa…

- Eu e Hypnos estivemos mais de duzentos anos fechados nessa maldita caixa… - Thanatos a interrompe, aproximando-se dela e da caixa.

- Aqui dentro? Mas como? – Ela olha para a caixa e novamente para o deus, não entendendo como ele poderia caber ali dentro sozinho, quanto mais juntamente com Hypnos. – O senhor nem cabe aqui dentro… Isto parece mais uma caixa de joias.

- As nossas prisões são diferentes das dos humanos! – Ele responde, pegando na caixa e mostrando o selo a ela. – Isto é um selo de Athena, que serve para aprisionar deuses. A nossa essência ou alma, como preferires, foi presa dentro desta caixa e selada com este selo.

- Quando foi isso? – Cristina fica curiosa a cerca de tudo aquilo, querendo saber tudo o que ele tinha para lhe contar.

- Na penúltima guerra santa de Hades contra Athena, no século XIX… - Thanatos volta a pousar a caixa, olhando diretamente para ela. – Depois disso, Pandora libertou-nos quando tinha apenas três anos.

- Pandora? – Aquele nome não soa estranho aos ouvidos da loira.

- Pandora reencarna em todas as guerras santas, ficando encarregue de proteger a alma de Hades, encontrar um recetáculo para ele e comandar o seu exército, até a hora da guerra começar. – Thanatos falava calmamente, decidindo que seria melhor começar a expor todo aquele mundo a ela. - No entanto, as guerras acabaram e Hades não mais precisou de um recetáculo, pois não corre mais o risco de magoar o seu corpo verdadeiro.

- Quer dizer que vocês podem usar o corpo de humanos? Como os demónios e os fantasmas!

                O deus pisca algumas vezes os olhos, tentando digerir a estupidez que ela dissera na sua enorme inocência. Usando a mão direita, massajou as têmperas, tentando não gritar com ela por causa daquela barbaridade.    

- Podemos, MAS não como demónios ou fantasmas. – Ele faz cara feia ao dizer aquilo e ela ri, colocando a mão a frente da boca, pois a expressão que ele fizera para a corrigir tinha sido muito engraçada. - Podemos usar um humano ou reencarnar em um humano, como é o caso de Athena.

- Uma perguntinha indiscreta agora! – Cristina interrompe o deus, tentando compreender tudo aquilo. – Esse corpo é seu?

- Sim, tanto eu como Hypnos apenas usamos corpos humanos uma única vez, que foi a mais de duzentos anos, durante a guerra. – Thanatos acabou por ficar mais calmo e como tal, ofereceu o seu braço a Cristina, para que pudessem passear pelo jardim enquanto ele a ia instruindo a cerca de todo aquele mundo.

                A loira aceitou o convite prontamente, agarrando com as duas mãos, o braço forte do deus, coberto pela sua toga, imaculadamente branca.

- Porquê razão o senhor Hades guerreava com a Athena? Qual o papel dos dois nisso tudo?

- Desde do início dos tempos, Athena protege a terra com os seus cavaleiros e Hades governa o submundo, onde se encontra o inferno. Contudo, a deusa sempre defendeu demais os humanos, mesmo com todas as falhas e podres que eles pudessem ter…

- Humanos são assim, Thanatos. – Cristina tentava entender o odio que os deuses do submundo sentiam pelos humanos, pois na cabeça dela algo muito mau devia ter acontecido para eles os odiarem tanto.

- Nem todos são assim. Tu não és! – O deus olha para ela, com um semblante sério. – Enfim, Hades achava que poderia purificar a Terra, deixando nela apenas quem realmente valia a pena. Daí essas guerras. Hades queria controlar a terra e o submundo, por forma a deixar tudo muito melhor.

- E Athena sempre entrevia…

- Exatamente…

- Thanatos, o que viu assim de tão especial em mim? – Ela pára e fita os olhos dele, buscando uma resposta, pois até mesmo a atitude dele era diferente perto dela. – Não passo de uma miúda normal, com uma vida completamente normal! Não tenho nada de especial.

- A tua alma é pura! – Ele responde e desvia o olhar.  

- Mas eu não sou inocente nenhuma, eu sei bem das coisas…

- Eu sei que não! Assim como sei que me desejas carnalmente! – Cristina arregalou os olhos e corou violentamente com aquelas palavras do deus. – Mas isso são coisas naturais, são atos impossíveis de controlar. Já matar alguém, roubar, quer mais do que se precisa… Tudo isso é premeditado, tudo isso são pecados. Tu simplesmente vives bem com aquilo que a vida te oferece. Mesmo a morte, eu pude ver em teus olhos que estavas mais do que conformada em a receber. Por algum motivo, não és impura como a maior parte dos humanos. E por esse motivo, és a única humana que eu deixei aproximar-se de mim.

                A loira permaneceu em silêncio, repensando em tudo aquilo que o deus dissera. Nunca havia parado para pensar nisso, mas agora tudo aquilo que ele dizia fazia sentido. Tudo o que tinha batalhou para ter, desde muito cedo e nunca parou até aquele fatídico dia. Nunca sentiu inveja, porque alguma amiga tinha algo que ela queria e não podia comprar. Nunca criticou ninguém por ser como era e até mesmo ajudava velhinhos a atravessar a estrada. Nunca se achou mais do que ninguém, mas agora com aquelas palavras de Thanatos ela percebera o que tinha assim de tão especial aos olhos dele, que os outros humanos não tinham.

- Eu terei de matar alguém quando me tornar vossa subordinada? Ou terei de entrar em alguma guerra? – Pergunta ela receosa.

- Possivelmente! Mas qualquer morte que surja pelas tuas mãos, a partir do momento em que nos serves, servirá unicamente para nossa proteção. – O deus volta a andar, a puxando com ele. – Mas obviamente que o treino e a convivência connosco irá mudar-te radicalmente!

- De que forma? – Pergunta um tanto inquieta.

- Não sei, mas certamente que irás encarar as coisas de uma outra forma… - O deus faz uma pausa, ponderando se revelava ou não o local onde a ia treinar, decidindo fazê-lo. – Até porque… o… o teu treino será no inferno!

- Quê?! – Ela arregala os olhos, sentindo um frio na barriga.

- A passagem de tempo é diferente, além de que o teu lugar a partir de amanhã será no submundo! – Ele responde, como se aquilo fosse algo completamente banal.

- Oh céus! Vou morrer!!!!!

                O deus não consegue conte o riso perante a aflição dela e caminha até um banco de jardim, sentando-se lá com ela do seu lado.

- Tu és forte, tenho a certeza que tudo correrá pelo melhor! – Ao elevar um pouco o seu cosmos, Thanatos leva para aquele lugar a sua lira, que aparece na sua mão como que por magia. – Senão, terás sempre um lugar como minha serva pessoal.  

- Pois, não seria um mau cargo. Mas prefiro tentar a outra opção primeiro! - Cristina ri ao olhar para a lira, tentando esquecer a revelação de antes. - Gostava de saber tocar nessa coisa…

- Vê e aprende! – Responde Thanatos descontraidamente.

                Ela apenas sorriu, fitando o belo rosto do deus, moldado pelo elmo que ele sempre trazia. Na cabeça dela, aquilo era como uma coroa que enfeitava a cabeça do deus da morte, assim como Hypnos tinha a sua. Via os dois como reis ou algo do género, mas com uma importância ainda maior. Lentamente, ele foi dedilhando os seus dedos pelas cordas da lira, inundando o local com a sua música mais que perfeita. Cristina apenas fechou os olhos e encostou-se no banco, ouvindo com a máxima atenção cada nota, que mais parecia um doce para os seus ouvidos refinados. Permitiu-se sorrir, viajando para um outro mundo que não era aquele.

                Não demorou muito, para que também o som de uma flauta se juntasse ao som da lira e ao abrir os olhos, ela viu os dois deuses a tocar para ela, na maior das serenidades. Era incompreensível na sua cabeça, considerar tais deuses como malvados, pois algo malvado jamais poderia produzir uma melodia tão doce e aprazível. Sem se aperceber, a loira foi adormecendo, imaginando que estava no paraíso, onde nada a poderia atingir ou magoar. Seu corpo foi escorregando para o lado até sua cabeça encostar no ombro de Thanatos que apenas a olhou com um sorriso sereno.

                De imediato, o som da lira e da flauta param e o silêncio abate-se no local novamente, ouvindo-se apenas o cantar de alguns pássaros, que se encontravam nas árvores. Os dois deuses olham um para o outro, como se concordassem em silêncio que aquela era uma imagem que deveriam recordar para todo o sempre.

- É melhor ela descansar agora, pois a partir de amanhã, esta sua vida mundana acabou… - Pronuncia-se Hypnos, não retirando o olhar do rosto sereno da loira a dormir.

- Será que estamos a fazer a coisa certa? – Thanatos questiona, sentindo dúvidas em relação a tudo aquilo.

- Estamos… Nem mesmo Athena terá um soldado tão nobre, como aquele que nós estamos prestes a criar! – O deus do sono aproxima-se dos dois e com cuidado pega Cristina em seus braços. – Eu levo-a para o quarto, podes continuar por aqui sossegado…

- Certo! – Thanatos encosta-se no banco, relaxando um pouco do dia complicado que tivera com os humanos. Olhou o irmão afastar-se com ela, após o mesmo a ter adormecido, perguntando a si próprio como ela conseguia mexer com ele.

                O deus do sono afastou-se e caminhou em direção ao castelo, continuando a observar o doce rosto da jovem a dormir tranquilamente, como se o resto do mundo não existisse. Sentia-se curioso em relação a ela e via um grande potencial naquele corpo, que parecia frágil aos olhos de meros mortais. No fundo ele sabia que ela seria a melhor arma deles um dia. Seria a pequena ceifeira dos sonos eternos. 


Notas Finais


E foi isto :v
Deixem critica pf
Bjnhs e até ao próximo :)


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