História Perdido L.S - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Tags Larry
Exibições 8
Palavras 1.559
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boua noite amores. Voces estão gostando se sim por favor comentem deem sinais de vida por favor e qualquer erro me avisem... obrigadoo...

Capítulo 36 - Thirty- six


Dr. Almeida chegou bem cedo como havia prometido. Harry já estava acordado. Eu estava muito bem, não só por ter dormido mais uma vez nos braços dele, mas bem fisicamente. O resfriado tinha ido embora, assim como a febre. E a volta do meu apetite deixou Harry e o médico mais tranquilos. 

— Parece que seu corpo reagiu bem, senhor. — disse Dr. Almeida, depois de me examinar. — Você está muito melhor. Todavia, gostaria que ainda repousasse um pouco mais, só por precaução. 

— Ah, não, Doutor! Já tô ficando maluco nesta cama! E já estou bem. De verdade. — argumentei. Sabia que Harry me obrigaria a ficar deitado se o médico não mudasse de ideia. — Eu me curo depressa. É inútil continuar aqui na cama quando já estou curado.

 Até meu nariz tinha desentupido e a dor ido embora. Claro que ele relutou um pouco mais, mas diante da minha obstinação, não teve outra escolha, a não ser me dar alta. 

— Pelo menos continue ingerindo bastante líquido, sim? 

— Pode deixar, Dr. Almeida — se isso era tudo que ele tinha para recomendar, eu cumpriria de bom grado.

 Assim que ele deixou meu quarto acompanhado por Harry, me apressei em ficar decente para poder sair dali. Odiava ficar doente. Não tinha paciência para ficar deitado sem fazer nada, gemendo o dia todo. Entretanto, às vezes, era necessário, claro. 

Encontrei Gemma na sala de visitas — que já tinha toda a mobília de volta a seus lugares originais — na companhia de Teodora. 

— Louis! — Gemma me abraçou. — Fiquei tão preocupada! Você não imagina o estado em que eu fiquei enquanto não vi seus olhos abertos outra vez. 

Abracei Gemma bem apertado. Fiquei comovido com sua preocupação sincera. 

— Pensa que é assim tão fácil se livrar de mim? — brinquei. 

Ela se afastou ainda segurando meus ombros. 

—Não brinque com coisa séria, por favor! — recriminou.

— Desculpe. Estou bem agora, pode relaxar. 

Teodora não disse nada a princípio. Apenas me deu um sorriso tímido. Não éramos tão íntimos assim para que ela se descabelasse por minha doença.

 — Recebi um bilhete de minha mãe agora a pouco. — Teodora começou.— Lady Catarina Romanov irá nos visitar esta tarde. Gemma e eu estamos indo para minha casa. Não gostaria de nos acompanhar também, senhor Louis? 

— Por acaso, essa Catarina é aquela mulher que estava no baile, coberta de joias dos pés a cabeça? — mãe daquele cara pomposo que ficou me cantando? — eu quis acrescentar. 

— Ela mesma! Ela está visitando algumas famílias, creio que seja para convidar para o baile em sua mansão. Pelo que mamãe disse no bilhete, seu filho, o Senhor Dimitri Romanov, está acompanhando-a. E seria muito indelicado de minha parte se eu não estivesse presente para recepcioná-lo. — ela terminou, meio sem ar. Parecia nervosa e inquieta. 

— Me desculpe, Teodora, mas eu acho que é melhor eu não ir. Eu juro que tenho tentado aprender os costumes daqui, mas você sabe que eu ainda escorrego às vezes. Quase sempre! — eu disse sorrindo. — E me parece que você quer causar boa impressão, então é melhor eu ficar aqui e não te atrapalhar.

 — Não diga tolices, Louis! — ralhou Gemma. — Você é uma criatura adorável. Todos se encantam por você.

 — Gemma, você é um doce! Mas não é verdade. Além do mais, acho que Harry enlouqueceria se eu dissesse que vou passar o dia fora. Ele tá me dando nos nervos com tantos cuidados! 

— É uma pena! — Teodora lamentou, parecendo sincera. Fiquei comovido com a sua mudança de comportamento. Talvez pudéssemos ser amigos afinal. 

— Quem sabe da próxima vez... Logo Harry para de pegar no meu pé! — sua preocupação exagerada não tinha mais fundamento. Eu estava totalmente recuperado. Ele teria que lidar com isso! 

Aproveitei a oportunidade de que apenas nós três estávamos na sala para saber os detalhes do baile. 

— Mas, me contem, como foi o baile? — sussurrei conspiratoriamente. As duas garotas sorriram.

— Foi perfeito, com exceção de seu... Acidente? —Gemma deixou claro que eu também tinha explicações a dar. 

— Oh! Errr.... Eu... — não sabia o que Harry havia dito a ela. 

Como poderia explicar a ela que fugi depois que contei a seu irmão que eu vivia até alguns dias atrás no século vinte e um e ele tentou me internar por pensar que eu tinha enlouquecido? Odiava ter que enganá-la, mas para seu próprio bem — e o meu — quanto menos ela soubesse, melhor seria. 

— Meu irmão disse que vocês tiveram uma discussão que você não queria mais permanecer nesta casa. Fugiu antes que ele pudesse impedi-lo. 

— Foi mais ou menos isso. — Concordei. Ao menos, era o suficiente para que Gemma entendesse sem me mandar para o manicômio. 

Ela assentiu e se sentou ao meu lado.

— Nunca mais faça isso, Louis. Não tem ideia de como meu irmão ficou transtornado até encontrá-lo.  Achei que ficaria maluco. Nunca o vi tão nervoso, tão... tão...

 — Desesperado! — completou Teodora.

 Olhei para as duas e depois baixei os olhos para minhas mãos.

 Seria assim quando eu fosse embora? Era isso que eu queria que acontecesse a ele?

 Não! Claro que não! Mas eu já não era capaz de me afastar de Harry. Era tarde demais pra isso. Então, minha única saída seria tentar ficar ali para sempre. Teria que descobrir um jeito de permanecer ali. E rápido! As mensagens cessaram, mas eu podia sentir que estava perto do fim da jornada. 

Entendi algumas coisas nos últimos dias. Eu estava ali para aprender. Aprender a amar, eu pensava. Não sabia realmente se mais alguém do futuro estava ali, mas já não importava mais. Eu não tinha mais pressa de voltar, não queria voltar. E aprendi que uma vida simples podia ser a mais complexa de todas, a mais feliz de todas, principalmente se o amor da sua vida estivesse ao seu lado. E eu tinha Harry ao meu lado, que era, de muitas maneiras, mais que o amor de minha vida. Era minha "vida" propriamente dita. Sentiria falta de toda a modernidade, é claro, porém, agora sabia que poderia sobreviver sem elas. Mas eu não poderia sobreviver sem Harry, tinha certeza disso. 

Seria como tentar viver sem respirar: sufocante, insuportável e impossível. Por isso, eu tinha que encontrar uma forma de ficar ali com ele.

— Me contem sobre o baile. — forcei-me a dizer, tentando mudar de assunto. — O que eu perdi?

 — Muita coisa! — Gemma disse sorrindo, exibindo suas adoráveis covinhas. — Conheci um rapaz muito gentil. 

— É mesmo? E? — notei como seus olhos azuis brilharam quando falou dele.

 — Seu nome é Luke Guimarães. Está no mesmo internato que o sobrinho do Dr. Almeida. Eles são amigos há alguns anos, mas essa foi a primeira vez que veio até a vila. Ele é divertido, se expressa bem, é muito educado, muito... 

— Especial? — tentei adivinhar. 

Ela assentiu.

 — Dançamos algumas vezes e gostei muito de conversar com ele. Ele me faz rir. — as covinhas se aprofundaram. 

— Acho que te vi dançando com um rapaz... Um de cabelos claros. — um rapaz bonito e que não tirou os olhos dela.

 — Sim! — ela disse eufórica. — Sim é ele. É o Senhor Guimarães. 

— Então, acho que posso dizer que ele também gostou de você, pela forma com que a olhava.

 Ela baixou os olhos corando.

 — E não se esqueça que ainda é muito jovem, que terá tempo para descobrir se ele é realmente especial. — ela nem tinha dezesseis: Não devia ficar pensando em casamento com tão pouca idade. 

— Prestarei bastante atenção. — ela ruborizou ainda mais. 

— E se ele for o cara certo, e depois que tiver idade o suficiente para isso, divirta-se e me faça o favor de ser muito feliz! 

Gemma me abraçou mais uma vez, bem apertado, quase me sufocando. 

— Eu prometo. Gostaria que pudesse ficar aqui pra sempre. Não consigo mais imaginar não tê-lo por perto. 

—Também quero ficar, Gemma. Vou tentar ficar. Será complicado pra caramba, mas eu não vou desistir! Você terá que me aguentar por um bom tempo, se tudo der certo.

— Oh! Isso seria maravilhoso! — exclamou eufórica. — Imagine o quanto Harry ficará feliz se você realmente ficar conosco por muito tempo. 

Eu podia imaginar, claro que podia. Esse era um dos motivos que me fazia querer ficar ali no século dezenove. Poder vê-lo feliz.

 Depois do almoço, Teodora e Gemma partiram e eu e Harry ficamos sozinhos — tão sozinho quanto se podia ficar tendo uma dúzia de empregados e uma Madalena na casa. 

— Sabe o que eu estava pensando? — perguntei a ele, enquanto nos dirigíamos para a sala de leitura.

 — Creio que não. — e sorriu.

 — Queria ver Storm. Agradecer pela ajuda. 

Suas sobrancelhas se uniram. 

— Não sei se é uma boa ideia. Você ardeu em febre até ontem.

 — Por favor,Harry? Eu estou bem. Ótimo, na verdade! Eu queria tanto que você me levasse para passear. — implorei, tocando seu braço.

 — Você pretende montá-lo? — seus olhos se arregalaram de horror. 

— Sim, eu queria. Só uma voltinha, Harry, por favor? 

— Você já fez isso. Foi Storm quem lhe trouxe até aqui. — argumentou secamente. 

— Mas essa não conta, eu estava desmaiado. Por favor, Harry? — de certa forma, eu tinha uma ligação com Storm que não podia explicar. Era como se ele fosse meu amigo e não apenas um cavalo. — Por favor? 

Harry analisou meu rosto por um tempo e percebeu o quanto era realmente importante para mim. 

Suspirou derrotado. 

— Está bem. — disse desgostoso. — Vamos passear um pouco. 

— Espere só um minuto. Vou pegar minha mochila. Tem uma coisa que quero te mostrar!



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