História Perdidos - Capítulo 18


Escrita por: ~

Exibições 34
Palavras 1.996
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Luta, Mistério, Romance e Novela, Survival
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


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Capítulo 18 - Consumido pelo fogo da mágoa


Fanfic / Fanfiction Perdidos - Capítulo 18 - Consumido pelo fogo da mágoa

*Visão Cellbit*

 

Depois de ter saído pra procurar pela Kessy e Pac, de ter encontrado os dois se beijando, de ter batido nele, voltado pro abrigo e contado pra todos oque aconteceu, eu fui para o abrigo que fiz pra mim e pra Kessy. Eu não consegui dormir pensando em tudo oque aconteceu. Posso ter sido injusto, não deixei eles se explicarem, se bem que nada explica uma traição. Eu fiquei meio desconfortável, porque vi medo nos olhos dela enquanto eu batia no Pac. Mas eu tive meus motivos pra isso. Quando amanheceu, resolvi destruir aquele abrigo que era nosso, e voltei para o abrigo principal, da caverna. Tinha acabado de amanhecer, e todos dormiam, só o Mike estava ao redor da fogueira. Resolvi sentar ali com ele pra conversar. 

-Bom dia, Mike.

-Bom dia, Cell.

Ele me respondeu com palavras meio que tristes. Fizemos silêncio de alguns segundos, e eu encarei o abrigo. Kessy não tava ali. Eu tinha meu orgulho, e não queria perguntar sobre ela, não queria falar dela, mas não queria ficar sem saber aonde estava.

-E... A Kessy...?

-Não dormiu aqui. Não faço a menor ideia de aonde esteja.

-Ela... Ham, não disse... Aonde ia?

-Não.

Ele me respondeu me olhando com seus olhos que pareciam inchados. Acho que ele também não dormiu nada. 

-Como tá se sentindo, Mike?

-Eu?... (Ele volta a olhar para a fogueira e eu segui seu olhar) Me sinto sendo consumido vivo, igual essa madeira é consumida pelo fogo, até virar apenas cinzas... E você?

-Bom... Não to me sentindo muito diferente de você...

-Cell... Quando chegou lá... E viu a cena... Oque... Pensou?

-A primeira coisa que me aconteceu foi pensar "Kessy, por favor, lembre de mim, que eu to aqui, inteiro pra você, e quero você inteira pra mim também... Não faça isso comigo... Se afaste dele... E eu, Kessy?"... Aí ela afastou ele de leve com seus braços que estavam em seu peitoral, mas não acho que foi tipo, um afastar por não querer o beijo, era meio que sei lá...

-Algo... Romântico? 

-É... Mike me desculpa por ter chegado aqui ontem falando tudo do nada e descarregando minha raiva.

Eu disse, passando o dedo em cima do meu lábio que estava inchado por causa do soco do Pac.

-Tá tudo bem Cell. Você fez certo em nos contar tudo oque viu ontem. Eu achava que ele estava feliz comigo... Eu queria fazer ele feliz.

De repente a gente ouve uma voz.

-E você tava, Mike.

Assim que olhamos, vemos o Pac, de pé parado, com os olhos inchados também. Eu o machuquei bastante, ele estava com o pescoço meio que roxo. Ele continuou falando para nós.

-Eu sei que eu errei ontem... Primeiramente, Cellbit, ela me afastou sim, ela não queria o beijo. Eu beijei ela no calor do momento... Estávamos conversando tranquilamente, como sempre, mas algo aconteceu. Desculpa. E eu sei que mereci essa surra. E você, Mike, desculpa por eu ter sido idiota. Eu devia ter falado com você, e não com ela. E eu devia ter ficado no meu canto também e lembrado que eu tenho, ou pelo menos tinha um namorado, e que ela também tinha um namorado, e esse namorado não era eu.

Ele disse deixando uma lágrima escapar. Quando terminou de falar ele saiu em direção ao rio. Eu olhei para o Mike e ele mordia o lábio inferior, como se estivesse segurando seu choro, e uma lágrima descia em seu rosto.

-Mike, vai falar com ele...

Eu o digo e ele me encara por alguns segundos antes de levantar e ir atrás do Pac em passos rápidos. Eu fiquei ali sozinho, pensando sobre oque o Pac disse. Será que ele realmente estava dizendo a verdade ou se sentiu culpado e queria limpar a barra da Kessy comigo? Eu vou conversar com ele mais tarde e torcer pra que ele me diga a verdade. Eu também fiquei pensando se peguei pesado demais com ele, quase quebrei sua costela, isso não foi legal. Eu deixei todos meio que assustados comigo, porque nunca fui um cara de brigas assim. As pessoas sempre me olhavam e viam um cara tranquilo, e do nada eu quase quebro meu amigo. Isso se der pra chamar ele de amigo. Quero a história bem esclarecida. Enquanto estava afogado em pensamentos, devagar a galera começa a acordar. O Baixa levantou primeiro, me deu bom dia e saiu pra um lado aleatório da floresta, enquanto o resto se sentou na fogueira enquanto comíamos algumas frutas e conversávamos sobre outras coisas, querendo esquecer toda aquela confusão. 

Quando anoiteceu, me perguntei onde ela estava. Eu ainda a amava, por mais que não quisesse, e isso me machucasse muito. Mesmo que eu estivesse magoado, não queria que nada de mal lhe acontecesse. Depois de muito tempo pensando, acabei pegando no sono. 

Acordei com o sol na minha cara, eu tinha dormido perto da entrada da caverna, e a luz era forte ali. Eu logo me levanto e vou ao rio, pra passar uma água na cara e pensar um pouco. Eu me sento na margem, deitando em seguida na terra e olhando pras nuvens do céu, como se fossem as coisas mais interessantes da vida. Meu lábio doía, e eu pensava sobre como a costela do Pac doía muito mais, e devia ser muito mais incômodo. Aliás, ontem ele e o Mike voltaram pro abrigo pra dormir, mas não dormiram juntos como sempre faziam, nem se falaram. O Mike me disse que perdoou o Pac, mas que estão dando um tempo pra pensar se a relação deles ainda vale a pena depois do que o Pac fez. Eu ia falar com o Pac pra esclarecer tudo melhor, mas decidi deixar ele descansar, afinal o nariz dele ainda sangrava de hora em hora, acho que o machuquei mesmo com o chute que o acertou no rosto. Eu chutei sem nem ver aonde estava acertando, tinha raiva, e o chutava de olhos fechados. Me senti culpado de certa forma por deixar a raiva me dominar.

Eu estava pensativo, até ver um coelhinho filhote passando por perto, meio que correndo. Ele estava mancando com uma de suas patinhas enroladas em uma pequena tira de bananeira. Então ouço uma fungada. Olho para a direção de onde o coelho veio e a Kessy estava em pé, chorando tipo, muito, estava toda ralada, e a maioria dos seus machucados sangravam. Quando eu olhei para ela dos pés a cabeça, avaliando seus machucados, ela pareceu perder as forças, e caiu de joelhos desmaiando em seguida. Minha reação foi levantar do chão e ir vê-la. Ela respirava baixo, e estava com a boca seca. Eu coloco minha mão em sua testa, e ela estava com muita febre. Eu pego ela no colo, levando ela rapidamente para o abrigo. Chegando lá, o pessoal me olha assustado e eu chamo pela Malena enquanto me aproximava.

-Malena, por favor, ela desmaiou, não sei oque aconteceu, só sei que tá machucada, precisa de curativos!

-Leva ela pra dentro da caverna que eu vou preparar um chá e uma pasta pra passar nas feridas dela.

Eu obedeci, levando a Kessy pra dentro da caverna. Eu me sentei no chão, com as pernas entrelaçadas, como se fosse fazer meditação, e deitei ela no meu colo. Segurei em seu rosto, torcendo pra que ela estivesse bem. Ela parecia ter chorado muito. Logo o Authentic apareceu com água em uma casca de coco pra dar a ela. Eu segurei seu rosto enquanto Tetê derramava água em sua boca.

-Malena disse que ela está desidratada. Precisa beber bastante água e comer bem pra se recuperar. Ela já tá vindo com o chá e com a pasta de folhas medicinais pra passar nela.

-Ok.

Ele fez uma fogueira dentro da caverna. 

-Ela precisa se aquecer, e não pode ficar lá fora exposta ao vento, segundo a Malena é melhor ela ficar aqui dentro.

Ele saiu da caverna e logo a Malena entrou. Ela passou remédio nos machucados de Kessy e me entregou a metade de casca de coco com água quente e algumas folhas bem esmagadas dentro.

-Tenta ir dando esse chá pra ela, Cellbit. Não precisa dar tudo agora. Vai dando alguns golinhos, ok? 

-Tá bom.

Ela saiu e eu fiquei sozinho com a Kessy. Eu olhava para ela, desmaiada em meu colo... Me senti culpado, aposto que ela não teria passado a noite fora e se machucado se eu não tivesse a assustado como fiz antes de ontem. Ela estava pálida, estava com medo de que ela morresse. Tentei segurar minhas lágrimas, mas elas acabaram saindo de mim quando pensei que poderia perdê-la e por minha própria culpa. Eu abaixei meu rosto, com culpa, e minhas lágrimas caiam sobre a barriga dela. Eu passei o resto do dia ali, cuidando dela. Ela não acordava, mas mesmo não acordada, ela rangia os dentes as vezes e fazia algumas caretas, acho que estava sentindo dor. Sua febre não passava. Quando chegou a noite, só ficou o Pac, Mike, Baixa, Malena e Authentic no nosso abrigo, o resto foi para o outro. Pac me olhava com dor, e me pedia desculpas com seus olhos. Eu não olhava pra ninguém direito. Eu expliquei oque aconteceu, como foi a cena dela desmaiando... Cada palavra saía de mim como se eu estivesse dando uma facada em mim mesmo. Queria poder mudar tudo aquilo. Mas não podia. Eu deitei e deixei ela dormindo do meu lado de barriga pra cima. Logo peguei no sono.

 

*Visão Kessy*

 

Depois de ter ido dormir no abrigo da praia, eu acordei e não levantei pra nada. Fiquei deitada encarando o teto como se fosse a coisa mais interessante do planeta. Passei o dia dormindo. Não comi nada nem fui atrás de água. Tudo oque queria era morrer. Anoiteceu e eu fiquei observando as estrelas. No meio da madrugada, chorando angustiada, quis voltar para o abrigo. Não estava me sentindo muito bem. Nada bem, pra ser sincera. Fui andando meio que tropeçando, sem forças, no meio da floresta, até que eu avistei uma espécie de gato atacando um coelhinho. Eu tentei tirar aquele gato de cima do coelho, e o gato me machucou toda. Peguei o coelhinho no colo e fui correndo pra qualquer direção, no escuro, fugindo daquele bicho. Enquanto corria, no escuro não vi que havia um barranco enorme na minha frente. Torpecei uma raiz de árvore e desci rolando aquilo com tudo, me machucando ainda mais, e ainda por cima bati o canto da minha testa numa pedra. Senti tontura. Levantei e respirei fundo, o coelho estava com uma perninha sangrando. Eu deitei no chão e dormi ali mesmo, achando que ia morrer por conta da batida na pedra. 

Acordei com o dia começando a amanhecer. O coelhinho tinha dormido encostado em mim, acho que se sentiu seguro comigo. Peguei uma tira de folha de bananeira e enrolei em sua perninha, na tentativa de fazer parar de sangrar. Peguei o coelho no colo e fui andando em uma direção qualquer, até chegar no rio. Eu estava chorando, baixinho, triste ainda com tudo, até que eu vi o Rafa deitado no chão, na minha frente. Meus olhos ficaram embaçados de vez, de tantas lágrimas que surgiram. Pensei estar tendo uma alucinação até. O coelhinho pulou do meu colo, correndo pra longe, e o Cellbit viu. Assim que ele me olha, perco as forças e caio de joelhos no chão. Meus joelhos estavam muito machucados pelo tombo que levei do barranco, e eu já estava desidratada e fraca, acabo por desmaiar.

Um tempo depois, senti que estava em um lugar macio, e sentia gosto de chá sem açúcar na boca. Eu não tinha forças pra abrir meus olhos, me mexer ou falar. Mas eu ouvia um chorinho, resmungos abafados. Sentia minha barriga levemente molhada. Eu logo perdi a consciência novamente. Não sabia sobre nada que havia acontecido... Eu só sentia que eu estava... Me perdendo...



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