História Perdidos na floresta - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Carrossel, Cúmplices de um Resgate, Fifth Harmony, Mitologia Grega, One Direction, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Alícia Gusman, Camila Cabello, Cirilo Rivera, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Maria Joaquina Medsen, Normani Hamilton, Paulo Guerra, Sawyer Huggins, Sophie Delarosa, Zayn Malik
Tags Camren, Larry, Paulicia
Exibições 91
Palavras 3.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, peço mil e uma desculpa pelo atraso, sério, atrasei demais. É que aconteceram umas coisinhas e não deu pra escrever, mas o capítulo tá aqui e espero que os agradem.
Ah, os povs (ponto de vista) vão mudar durante o capítulo.
Itálicos indicam flashbacks, e em algumas vezes um sentimento diferente ou até pensamentos, mas na maiorias das vezes, virão com aspas
Confesso, chorei um pouco com um dos flashbacks kkkk, Capítulo sem revisão, então, sorry!
PERIGO! PERIGO! PERIGO! Depois não digam que não avisei kkkkkk
Boa leitura!

Capítulo 4 - Sumer: Realidade


Fanfic / Fanfiction Perdidos na floresta - Capítulo 4 - Sumer: Realidade

 

                                                                                                                     (Sumer)

Difícil.

Eu era uma pessoa difícil na maior parte do tempo. E tenho que confessar, esse era um dos meus maiores defeitos, mas como Ariana sempre diz, não crie vínculos com as pessoas.

Claro, nunca fez parte de meus planos está ali, fugindo do mundo e de todos, lutando pra sobreviver, vivendo com a probabilidade de morrer a qualquer minuto. Deixando a minha família para trás, deixando de viver a vida apenas para sobreviver. Isso era difícil, ainda mais pra uma adolescente como eu.

O meu principal objetivo era voltar para casa, voltar para minha família, viver minha vida como qualquer adolescente vive, viver a vida de uma forma normal, sem essas coisas estranhas. Meu jeito difícil e rude fizeram muitos se afastarem de mim, ficando somente aquelas pessoas que eu considero amigos.

Claro, não sou a garota má que não tem coração e não se importa com os outros, ao contrario disso, eu sou apenas uma garota com medo que se importa mais do que devia com os outros. Sou apenas mais uma sobrevivente com medo, que encontrou uma forma de se defender.

Esse mundo é muito confuso, talvez você seja um de nós também, e sua realidade pode mudar de uma hora pra outra.

Sinto falta de minha família, principalmente de Pietro. Passei dias com fome e dormindo em lugares horríveis, apenas para protegê-los.

Agora, seja bem-vindo ao mundo de Alicia Gusman, uma semideusa filha de Hades, que tem uma porcaria de vida.

Nem sempre minha vida foi assim, as coisas começaram a complicar mais na minha adolescência, aos meus sete anos, eu já tinha algo de diferente e digamos isso era assustador, eu via e conversava com espíritos. Eu tinha o que os médicos chamam de dislexia.

Papai era um homem batalhador que fazia de tudo pra vê um sorriso no meu rosto, carregava consigo uma alegria enorme, mesmo quando as coisas estavam difíceis. Ele era o meu herói, era o homem que todas as noites ia aomeu quarto apenas pra dar um beijo em minha testa e dizer um “boa noite” com um carinho enorme. João Carlos Gusman não era meu pai biológico como as pessoas dizem, mas pra mim ele ainda é muito mais que isso.

Casou-se com minha mãe assim que eu completei três anos de idade. E morreu assim que completei 16.

No seu lugar, restou uma mulher que tenho que chamar de mãe, mesmo ela não gostando de mim tanto assim. Mas prefiro não falar sobre isso.

Uma das cenas mais difíceis que presenciei na minha vida, com certeza foi aquela...

(...)

— PAI! — gritei assustada ao vê o seu corpo ser chocado contra a parede.

Ele levantou do chão ofegante e gemendo de dor, corri até ele o ajudando a ficar de pé para juntos corrermos daquela casa. A fúria ainda estava ali, e devíamos sair o mais rápido possível dali.

Peguei minha mochila que estava no chão e a coloquei nas costas.

— eu não vou deixar nada te machucar enquanto estiver aqui — ele falou cansado enquanto ligava o carro — você vai ficar bem Alicia.

Ele dirigiu o carro rumo a um lugar desconhecido por mim, sua respiração ainda estava ofegante, sua cabeça sangrava, sua roupa estava em um estado péssimo e seu braço estava machucado.

“ele tem que parar o carro, Alicia”.

Aquela mesma voz de sempre ecoo em minha cabeça.

“Ele tem que parar agora”

Eu tava assustada, os olhos de meu pai estava fixados naquela rua deserta, mas de vez enquanto ele olhava para o lado, checando se eu estava bem.

— filha eu t-tenho que dizer uma coisa — sua voz saiu em meio a um pequeno gemido de dor.

— fala pai — minha voz saiu um pouco assustada.

—v-você-

Ele não conseguiu falar mais nada, pois no segundo seguinte o nosso carro era jogado em um beco um pouco iluminado. O forte impacto contra o chão fez o carro estraçalhar todo. Minha cabeça estava sangrando um pouco, meus braços e minhas pernas sangravam, e meu corpo estava dolorido, mas minha preocupação estava no homem ao meu lado.

Tentei me soltar do cinto de segurança até que consegui. Sai do carro ajudando o meu pai a fazer o mesmo. Minha respiração parou ao vê aquilo na minha frente. Um mostro com a cabeça de um touro e corpo de um homem estava parado na entrada do beco sujo e escuro.

Minhas pernas estavam travadas no chão, meu braço não largava por um segundo o braço de meu pai, e minhas mãos apertavam fortemente o seu braço.

— corre Alicia — a voz do meu pai saía baixa — corre Alicia.

Fiz o que ele pediu e corri um pouco pra longe sendo acompanhada dele. Mas assim que olhei para trás, o tempo pareceu parar, o monstro estava com o meu pai em suas mãos e o jogou com força contra uma parede.

— PAI! — não conseguir conter o grito desesperado e automaticamente eu corri até ele, ele olhava para o céu nublado, a boca entreaberta, sua cabeça insistia em sangrar e sua respiração ficando pesada, ele tava morrendo — pai pelo amor de Deus! — o abracei ali sem mesmo me importa com aquilo que chegava cada vez mais perto de nós.

— Alicia — sua voz saiu fraca e mais lágrimas escorreram pelo meu rosto — e-eu-

— pai-

— eu te amo Alicia — ele conseguiu falar arrancando mais lágrimas de mim — v-você precisa correr — ele olhou um pouco para o lado — e-ele está vindo.

— eu não vou sem o senhor, pai — decretei entre lágrimas — eu te amo pai, não vou deixar você aqui.

— se você me ama mesmo, f-filha— os seus olhos se concentraram no meu — você vai, v-você tem que ir — ele parecia procurar algo em seu bolso até que achou — toma, seu pai d-deu pra você... Esse anel é u-uma a-arma perigosa.

— pai-

— agora corre — ele me puxou um pouco e me deu um beijo demorado em minha testa — corre Alicia, seja feliz e me der muitos netos.

Ele sorriu, e fechou os olhos lentamente antes de soltar minha mão devagar. Aquela foi a ultima vez que vi aquele sorriso na minha vida, vi aquele sorriso maravilhoso que me dava alegria, vi meu pai morrer na minha frente.

Gritei em fúria antes de correr vendo meu pai ser machucado uma ultima vez por aquele monstro.

“eu irei vinga-lo”— prometi a mim mesma, enquanto corria desesperada, limpando as lágrimas de meus olhos.

(...)

Isso tudo aconteceu há um ano, minha vida desde esse dia, começou a complicar cada vez mais.

— me espiando, Guerra — falei ao soltar a fumaça presa em minha boca — é falta de educação ficar seguindo os outros assim.

Paulo Guerra estava ali, e eu sabia disso sem menos olhar para trás. Como? O seu perfume o entregava descaradamente e por ser filha de Hades, eu tinha habilidades especiais.

Paulo Guerra.

Ele também era um dos motivos por eu ser isolada assim, sem acreditar mais em ninguém. Sem saber o certo o que é amor. Amor, acho que isso pra nunca existirá de verdade, não da forma que eu queria. Ser amada não é pra mim.

(...)

— sai Paulo — minha voz saiu embargada por causa do choro — você não acha que já fez muito?

Você estava parado na minha frente, molhado com os olhos completamente vermelhos. A roupa completamente molhada.

— Alicia você entendeu errado- — o cortei antes de falar mais alguma coisa.

— então tudo o que eu senti por você, eu entendi errado? — minha voz estava ficando cada vez mais rouca — tudo aquilo que eu ouvi sair de sua boca, eu entendi errado? Então o Mário estava certo ao dizer que você não me amava.

— Alicia, não é isso.

— não tenta, Paulo — soltei o meu braço de sua mão e corri para casa.

(...)

— estou preocupado com você, Alicia — sua voz roca me fez olhar para trás. Virei meu corpo e fiquei o encarando.

— e por cima ainda é cínico — cruzei os braços de baixo dos meus seios — sai daqui Paulo.

— você gosta de observar as estrelas? — perguntou ignorando totalmente minhas ordens, isso me dava nos nervos.

— e você não cansa de ser intrometido? — respondi assumindo o meu modo Gusman de ser.

— me responde.

— Pietro gostava — suspirei com a lembrança de meu irmão pequeno — ele gostava tanto disso que chegou a um ponto de querer ser astrônomo — dei um pequeno sorriso enquanto olhava o céu.

— ele é muito especial pra você, né? — pensou alto.

Meus ombros ficaram rígidos e meu olhar ficou firme em cima dele. Minha expressão ficou cada vez mais séria, naquele momento eu tinha notado que tinha abrido um pouco da minha intimidade. Joguei o cigarro no chão, e com o pé direito o amassei, Paulo recuou um pouco.

— eu vou dizer somente essa vez, não tente se aproximar de mim outra vez, porque eu nunca vou ser algo sua outra vez — rosnei as palavras dando pequenos passos em sua direção — eu fico perto de você, apenas por você ser um colega de classe, pois pra mim você é insignificante. Eu posso ser legal em alguns pequenos momentos, mas isso não quer dizer que eu vou deixar você entrar na minha vida, pois você já há estragou com aquela aposta idiota. Você não passa de uma criatura insignificante pra mim, fui clara? Ou precisa que eu repita com mais palavras claras?

— sabe, ainda não acredito que fui idiota de tentar me redimir com você — ele riu abaixando a cabeça e depois me encarando — quer saber Gusman? Foda-se, você realmente merece ficar sozinha.

— ótimo, então pare de vir atrás de mim, Guerra! — eu gritei — você é apenas mais um idiota que nem os outros, e como todos os outros idiotas que conheci, irar morrer logo.

Ele começou a se afastar sem olhar para trás. Tenho que admitir que o que falei para Paulo, superava muita coisa que já havia dito. Mas entrei em pânico assim que falei sobre Pietro. Nunca tinha falado com ninguém sobre ele, nem mesmo como Guerra no tempo que “namoramos”.

Bati com os punhos fechados na pedra e senti isso me incomodando de uma forma estranha, não devia ter falado tudo aquilo, por isso que as pessoas sempre se afastam de mim.

Tomei um susto assim que um grito ecoa pela floresta escura. Estava distante, machucado, desesperado, convive durante anos ao lado de Paulo Guerra, e com certeza, aquela voz era dele.  Automaticamente eu corria pela floresta em direção aos gritos desesperados por ajuda. Meu corpo estava agindo primeiro que minha mente.

Ele não podia está em perigo, eu vi que ele estava indo em uma direção errada mais não fiz nada, era minha culpa se ele se machucasse. E ele não podia se machucar, não podia.

Aquilo era muito pior do que eu imaginava, Paulo estava sendo atacado por uma fúria e isso podia machuca-lo. Tirei o anel de meu dedo e o ativei o vendo se transforma em uma espada afiada e linda.

Fúrias eram seres perigosos, e eu tinha um ódio mortal por elas. Viam diretamente do submundo, servindo meu pai, Deus do submundo — ou mundo inferior.

— Paulo! — cai de joelhos ao seu lado — Oh Deuses, você está machucado.

Vi ele abrir a boca para tentar falar algo, mas a palavra morreu em sua garganta. Senti ele agarrando-se em mim fortemente sem medo algum.

— como ela conseguiu entrar aqui — pensei alto segurando firmemente minha espada — saía agora ou irar morrer!

— meu mestre nunca deixaria uma bastarda me matar — ela vociferou com uma voz sinistra— e me respeite criança.

— saía agora, ou eu mesmo teria o prazer de torturar você — eu disse com uma voz de assassina — você vai para o tártaro, miserável.

— ainda pegarei você, rapaz bastardo.

Assim que ela disse, ela foi em direção ao chão em forma de um parafuso, seu corpo virou fumaça e vi o alivio de Paulo com isso.

Escutei um gemido de dor ao meu lado, esqueci por alguns segundos que ele tinha acabado de ser atacado. Sangue escorria pelo seu rosto, seus cabelos bagunçados, suas roupas um pouco rasgadas, sangue escorriam pelos braços e um pouco pela perna, olhava para o céu com a boca entreaberta — por um estante veio a imagem de meu pai na minha cabeça — Paulo tava acabado.

— calma Paulo, você vai ficar bem — eu falei baixo, tentei levanta-lo, mas ele fez uma expressão de dor.

— você estava certa, eu vou morrer — dito isso vi os seus olhos fechar lentamente.

Meu coração acelerou e vi duas baixinhas correndo ao lado de um Zayn nervoso. Ally se ajoelhou ao meu lado observando os ferimentos de Paulo, Marcelina tentava segurar o choro e Zayn tentava acalma-la.

— parem de olhar e me ajude — Ally ralhou fazendo Zayn se aproximar de Paulo e o pega-lo no colo.

Outro dia — acampamento meio-sangue — 09h07min.

Pov. Mário Ayala.

Abaixei o arco e sentei em um tronco que usávamos de banco. Eu estava treinando com arco e flecha. Suspirei um pouco cansado, desde as sete estamos fazendo isso, confesso, é muito cansativo. Mas eu tinha que fazer isso.

(...)

— mãe! Mãe! — exclamei chorando, cai de joelhos ao seu lado vendo os seus olhos marejados de lágrimas — não me deixa mãe, por favor, não me deixa.

Eu a abracei, os pingos de chuvas caiam sobre nós, e cada minuto ali, ele se aproximava de nós.

— Mário — sua voz fraca saiu em meio a um sorriso — acampamento meio-sangue... Você precisa ir, Mário.

— não mãe, eu não deixarei você! — falei apressado.

— eu te amo filho — ela depositou um beijo em meu rosto.

Sua respiração foi ficando pesada e vi seus olhos perdendo o brilho e se fechando devagar.

Minha mãe tinha acabado de morrer, tinha acabado de morrer diante dos meus olhos.

(...)

Ayala! — Louis chamou minha atenção, o tom da sua voz estava um pouco irritado — no mundo na lua de novo — ele riu negando com a cabeça — sua vez.

Levantei assumindo a minha postura de arqueiro.

— tô pronto.

— preparar — ouvi o comando de sua voz e fiz o que ele pediu — apontar...

Ergui o arco mirando bem no alvo. O alvo de tinha um metro mais ou menos e tava em uma distancia considerável. Meus olhos estavam olhando diretamente o meio do alvo, eu não podia errar dessa vez. Esperei o seu ultimo comando atentamente.

— fogo — ouvi a voz de Louis e soltei a corda vendo minha flecha acerta o centro do alvo.

Meu coração acelerou, meus olhos arregalaram ao vê Alicia no chão, parecia que ela tinha desviado da flecha. Louis coçou a nuca e fiz o mesmo assoviando;

— se você tivesse me matado com essa flecha — ela levantou do chão limpando as roupa suja— eu iria ter o maior prazer de sair do submundo e vim todas as noites chutar essa bunda branca.

— desculpa — falei tentando segurar o riso e a encarei, ela tava com uma expressão exausta — nossa, você tá horrível.

— obrigada pelo elogio — ela revirou os olhos me fazendo rir — e toma cuidado com isso, antes que eu pego a flecha e enfie naquele lugar desagradável.

Abaixei o arco e ri negando com a cabeça.

— liberado, Ayala — Louis disse pegando um arco no chão — toma cuidado com ela.

Alicia revirou os olhos e nos afastamos dali.

— será que aconteceu alguma coisa? — perguntou encarando o chão — era pra eles estarem aqui.

— não se preocupa — disse limpado o meu rosto suado — ele acordou?

— esse é meu maior medo agora — olhou pra mim e continuamos andando — eu não sei o que falar pra ele.

— que tal, “Oi Paulo, que bom que não morreu, você é filho de um Deus, ebaaaa” — falei erguendo uma sobrancelha e ouvindo ela bufar.

— isso não é brincadeira, Mário — enfiei minha mão direita no bolso da calça — ao contrario, é muito serio.

— não se preocupe muito, agora eu tenho que tomar banho — falei me afastando um pouco e olhando para trás — tô fedendo.

— ah e dessa vez, não esquece a água — ela riu e revirei os olhos.

 

Pov. Camila Cabello.

Pisquei os olhos diversas vezes me acostumando com a luz no meu rosto, o chalé ainda escuro e somente um pouco da luz do sol, refletia no meu rosto. Sentei na cama e fiquei encarando o lugar vazio, meus cabelos deveriam está um horror, meu hálito estava péssimo. Ainda era um ser humano como todos os outros, precisando fazer higienes todos os dias.

Rodei a cabeça um pouco para conferir se não havia ninguém mesmo ali, ou se não estava sonhando ainda. Suspirei e peguei uma toalha na cabeceira da cama. Ultimamente andava péssima, precisava desabafar com alguém, precisava contar tudo sobre o que eu estava sentindo.

Lauren Jauregui.

Esse era o nome que me tirava o sono, praticamente todas as noites. Um silencio preencheu o lugar novamente, enquanto dava passos pequenos até o banheiro. Engoli em seco vendo minha imagem cansada sendo refletida no espelho. Fiquei poucos segundos, que pareciam demorar minutos, olhando minha imagem enquanto estava presa nos meus pensamentos. Ultimamente tem sido muito assim.

Meus pensamentos me tiram a todo momento da realidade, fazendo eu navegar na realidade alternativa que minha cabeça projetava. Mas na minha realidade, eu havia acabado sozinha depois de muitas juras de amor, e no meio de tantos “eu te amo”.

(...)

— aff camz — ouvi você resmungar ao meu lado.

Caminhávamos em direção ao Anfiteatro, calmamente sem ninguém por perto de nós.

— o que foi, Laur? — perguntei olhando você ao meu lado;

— não gosto de vestidos — resmungou e ri baixinho — tem certeza que ficou bom?

Parei na sua frente e fiquei encarando você, a luz da lua cheia refletia sobre nós duas, fazendo com que desse pra vê você, o vestido vermelho estava lindo sobre o seu corpo, como ainda poderia ter duvidas? Estava maravilhosa.

— para com isso — ralhei — você tá linda.

Selamos os nossos lábios e sorrimos em meio ao beijo.

(...)

Mal sabia eu que aquela noite, seria o fim de nosso relacionamento. Lauren, você não tem noção de quanto aquilo me machucou, aquilo trágico pra mim, mas pra você, Jauregui, não pareceu tão doloroso assim;

(...)

— você viu a Lauren, Dinah? — perguntei enquanto carregava sua taça de vinho na mão direita — ela sumiu.

— a ultima vez que eu vi, ela estava com a Lucy e com a Vero — Mani deu ombros bebendo um pouco da sua bebida — fica de olha, viu?

— cala boca, idiota — respondi irritada e as duas gargalharam.

Quase todos os meios-sangues estavam ali, seria um pouco difícil de acha-la ali. Todos estavam dançando, e a única pessoa com quem eu queria dançar, era você, Lauren. Sai do meio deles e tentei procura-la nos chalés. Mas ao tentar sair do anfiteatro, você estava aos beijos com Lucy perto do banheiro escuro.

Senti meu mundo desabar sobre mim, senti uma dor forte preencher o meu peito e me senti um lixo naquele momento.

— me larga... Lauren... — Lucy tentava se afastar ao sentir minha presença.

— me deixa, Lucy... — sua voz rouca falhou ao me notar ali.

Minhas palavras morreram na minha garganta, tinha perdido minha voz. Senti os meus olhos marejarem de lágrimas, a taça se quebrou em milhões de pedacinhos ao entrarem em contado com o chão, sai correndo daquele local e a coisa que eu mais queria naquele momento era que aquilo tudo fosse um pesadelo.

(...)

Camila— a voz de Dinah foi escutada por mim, ela batia forte na porta do chalé de Perséfone — eu vou arrombar essa porta.

Revirei os olhos tirando a toalha de minha cabeça, caminhei até a porta, pois sabia muito bem do que a filha de Hermes era capaz.

— o que você quer, Jane? — abri a porta e fui terminar de me arrumar.

— nossa, que mau-humor — debochou se jogando na cama de Sofia que ficava perto da minha — nem parece que passou esse tempo todo dormindo.

— quase não dormir, e você sabe o porquê — respondi deixando o pente em cima da minha cama e saindo do chalé — os ônibus já chegaram?

— ainda não — ela respondeu ajeitando sua blusa laranja — mas já devem estar perto.

Caminhamos até o refeitório e por lá ficamos conversando sobre coisas banais precisava distrair a cabeça.

Pov. Paulo.

Senti uma dor em meu corpo e abri os olhos meio que desesperado. Gemi um pouco de dor e vi uma baixinha correr e me dar algo para eu tomar.

Em minha cabeça milhares de perguntas viam e voltavam sem respostas, em um momento estávamos nos divertindo em uma festa e em outro, uma mulher sinistra com asas tentava me matar, e mais uma vez, Alicia salvava minha vida, mesmo eu sendo um idiota que merecia morrer. O mais estranho de tudo isso, foi praticamente tudo que aconteceu na noite passada.

— melhor? — ela perguntou depois de alguns minutos.

Assenti com a cabeça e sentei-me melhor na cama, lembranças da noite anterior repercutiam em minha cabeça, ela me trouxe uma bandeja com um prato de sopa e mandou e mandoucomer tudo, revirei os olhos e coloquei um pouco do alimento na minha boca, não tava frio nem quente, estava no ponto perfeito;

— hey, Paulo — Zayn entrou com um sorriso no rosto ao lado de Daniel— tá melhor?

Iria responde-lo, mas no segundo seguinte observei Alicia entrando na enfermaria. Os cabelos soltos, ela usava uma roupa laranja com uma calça colada preta, aquele mesmo anel de ontem, estava no seu dedo.

— ele tá bem? — ela perguntou para Ally que estava ao meu lado esquerdo, vestida com uma roupa estranha.

— melhor, a ambrósia fez efeito — ela sorriu e coloquei um pouco se sopa na minha boca, eu ainda tava sonhando?

— então... — ela falou chamando minha atenção — vou indo. Melhoras, Paulo.

— espera! — chamei sua atenção e ela se voltou pra mim — alguém me explica direito o que aconteceu — sentei um pouco melhor — alguém tem que me explicar que porra tá acontecendo aqui!

— conversamos depois, Guerra — ela suspirou baixinho — precisa descansar, e vocês dois, vem comigo.

Ela deu costas e saiu do quarto puxando os dois, minha cabeça tava um nó enorme. Aquilo tudo realmente tava sendo real?

(continua?)


Notas Finais


Espero que a realidade deles tenha os agradado hahaha!
Gente eu tenho muito o que explicar, então: Eu utilizei o cenário de Percy Jackson para o desenvolvimento da fic, mas aviso desde já que os personagens dessa serie não irão aparecer — eu acho.
A história de Alicia vai ser um pouco triste e Paulo será uma parte dessa história dela.
Alguns dos personagens têm histórias tristes, por isso na fic irá ter um pouco de drama.
Postagem todos os domingos pela parte da manhã;
Os capítulos serão mais longos, pois muita coisa precisa ser contada.
E eu quero dar um murro na cara da Lauren, ok?
Paulo amor, to com dó de você.
Eu achei interessante utilizar esse cenário para a história e também achei interessante sobre os casais, irei trabalhar com um casal lésbico, um gay e um hétero, pois no mundo não existe só héteros né pessoal? Então se tem algum preconceito, mil desculpas, mas eu também não irei tolerar homofóbicos aqui nessa fanfic! E não serão só esses os casais terão outro como Carmiel, marilina, norminah entre outros. Mas esses serão os principais.
Pra quem não sabe o que é fúria ou Minotauro, está aqui à definição:
As erínias em grego: Ἐρīνύς, na mitologia grega, eram personificações da vingança. Enquanto Nêmesis punia os deuses, as erínias puniam os mortais. Eram Tisífone, Megera e Alecto. Na mitologia romana, eram chamadas fúrias – Furiæ ou Diræ.
Minotauro
O Minotauro, na mitologia grega, era segundo sua representação mais tradicional entre os gregos antigos, uma criatura imaginada com a cabeça de um touro sobre o corpo de um homem. O autor romano Ovídio descreveu-o simplesmente como "parte homem e parte touro."

Ah e BATEMOS 40 FAVORITOS PORRA! HAHAHA! Vocês são demais, obrigada por tudo, vocês são os melhores leitores que alguém poderia ter. Obrigada pelos favoritos e pelos comentários anteriores, se quiserem comentem e deixem uma louca feliz.

Ah e sinto muito pelos jogadores do chapecoense #ForçaChape #Luto

Até o próximo capítulo, lá explicarei tudo, beijos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...