História Perdidos no Labirinto - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Tags Amandre, Daphniel, Kristiel, Labirinto, Marymin, Mistério, Olike, Romance, Suspense
Exibições 63
Palavras 2.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror
Avisos: Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OIEH GENTE!!!

Cheguei com capitulo novo como o prometido, como eu disse no capitulo passado, todas as quintas sairão capitulos novos, normalmente, tentarei fazer com 2000 palavras ou mais.
Espero que gostem.

Capítulo 4 - Os Integrantes do Clã Vertybs


Fanfic / Fanfiction Perdidos no Labirinto - Capítulo 4 - Os Integrantes do Clã Vertybs

Kristel Finn

“Os integrantes do clã Vertybs”

Encarei Castiel confusa, sobre o que ele estava falando?

“Bem-vinda ao clã Vertybs, Kristel Finn” foi o que ele disse. Hum.... “Bem-vinda”.... Isso soa como se ele estivesse dizendo que eu iria entrar para o clã, mas isso é impossível, não conheço nada sobre ele, nem sobre ninguém daqui, nem sobre o Labirinto.... Acho que estou entendendo errado, minha cabeça vai dar um nó a qualquer momento.

-Desculpe, poderia repetir? –Perguntei um pouco confusa para o ruivo, que me olhou com a sua expressão que eu mais vi até agora, de impaciência.

-Você está surda ou o que? De qualquer maneira, nem eu sei bem o que estou fazendo em juntar você ao clã Vertybs. –Respondeu indiferente

-Você vai me juntar ao clã Vertybs?! –Perguntei surpreendida.

-Chega, eu desisto. –Falou Castiel virando-se de costas para mim e seguindo em direção a um corredor a direita.

-Ei, espere! Volte aqui e me explique direito! –Exigi um pouco irritada por ele ter me ignorado.

-Vamos logo, Floquinho de Neve, ou então iremos nos atrasar! –Respondeu o mesmo com sarcasmo em suas palavras.

-Você me irrita, ogro. –Resmunguei para mim mesma, enquanto seguia Castiel no corredor onde caminhávamos.

Sinceramente, é tão errado pedir informações?! Eu cheguei nesse mundo a muito pouco tempo e já tenho muitas informações gravadas na cabeça, e pelo o que eu entendi não é nem metade do que esse mundo oferece. Nesse momento, minha paciência estava no limite com Castiel. Bom, nem quero saber o quanto de paciência resta dele para mim...

Vi mais afrente que estávamos indo em direção a uma cozinha bem espaçosa com uma grande mesa e várias cadeiras, sentados em algumas delas, havia cinco garotas e dois garotos.

A única pessoa que reconheci entre eles foi, como se chama mesmo? Ah é, Daphne, que era dona dos olhos mais encantadores e lindos que já vi, além de seus perfeitos cachos. Admito, eu estava babando pela sua aparência, ela era muito linda!

Daphne novamente não havia ainda notado nossa presença, ela se mantinha olhando para um ponto fixo na mesa, parecia estar concentrada e pensativa.

Castiel logo parou em frente à mesa, e eu um pouco hesitante também parei em frente da mesma, só que um pouquinho atrás de Castiel.

-Bom, vou ir direto ao ponto porque não quero tirar muito tempo de vocês, pois sei que deveriam estar fazendo várias coisas importantes agora, principalmente Daphne e Ikki. Essa é Kristel Finn, a mais nova integrante do clã Vertybs.

Todos se mantearam em silêncio por alguns segundos, até uma ruiva –não uma ruiva como os cabelos vermelhos intensos de Castiel e sim uma ruiva com a cor mais natural – se pronunciou:

-Bem-vinda ao clã Vertybs, Kristel, meu nome é Olivia, mas pode me chamar de Liv, espero que goste daqui. –Apresentou-se com uma voz simpática.

-M-Muito obrigada, Oliv.... Quer dizer, Liv. –Falei um pouco hesitante.

Que droga, Kristel, tente não pagar mico na frente dessas pessoas, essa é a sua apresentação!  -Xinguei-me severamente.

-O-Olá! –Gaguejou uma garota de cabelos loiros, ela parecia uma bonequinha –Meu nome é Bailey, é um prazer conhecer você, Kristel.

-O prazer é todo meu. –Respondi educadamente tentando não pagar mais vexame do que já paguei.

De repente, um homem bronzeado de cabelos loiros levantou-se de sua cadeira e veio até mim com um sorriso malandro no rosto.

-Olá gatinha, meu nome é Dake, mas pode me chamar de “O amor da minha vida” –E então pegou a minha mãe direita e deu um demorado beijo no local.

Corei um pouco, pois fiquei surpresa. Não gosto de toda essa aproximação, então tirei minha mão rapidamente de seus lábios.

-É um prazer, mas prefiro chama-lo de Dake mesmo. –Respondi com um tom meio irritado.

-Você quem sabe –E assim piscou para mim com um olho só e voltou a sua cadeira para sentar novamente.

Ouvi uma gargalhada de Liv, ela olhava para Dake com um olhar de “ bem feito! ”.

O outro garoto loiro, que carregava um sorriso gentil no rosto, logo se pronunciou para se apresentar:

-Prazer em te conhecer, Kristel. Meu nome é Nathaniel, espero que sejamos bons amigos.

-Também espero, Nathaniel. –Falei sorrindo um pouquinho mais que o esperado.

Ora vamos, ele falou que queria ser meu amigo. Amigo. E basicamente tudo o que eu preciso nesse momento é de um amigo. Preciso de alguém que possa me responder em claras palavras as dúvidas que tenho, e Nathaniel parece a pessoa perfeita para isso. Pelo menos deve ser melhor do que o Senhor Rude que está ao meu lado.

Apenas mais duas garotas ficaram caladas, tirando é claro Daphne que ainda não havia saído de seus pensamentos, mas eu já sabia seu nome, ela não precisará se apresentar obrigatoriamente a mim.

As duas garotas que restavam estavam com semblante sério, elas pareciam não querer falar seus nomes para mim e também pareciam ignorar minha presença naquele recinto.

Castiel suspirou um pouco frustrado.

-Aquela de cabelos escuros se chama Marilyn e a outra de cabelos claros pintados de azuis nas pontas é Ikki, as duas são assim mesmo, não as questione se elas quiserem falar com você ou não, diferente de mim, elas não têm muita paciência.

-Você não tem paciência, Castiel. –Respondi ao ruivo que riu um pouco do meu comentário.

-Então saiba que elas têm menos ainda.

Então, Ikki levantou a mão, como uma aluna pedindo a atenção do professor. Que, é claro, foi logo lhe concedida.

-Castiel, podemos ir? Tenho que terminar de explorar o terreno dos Norbis no Labirinto. –Ela falou ainda com sua carranca.

-Claro, podem ir. –Ele respondeu, e então todos os integrantes do clã Vertybs levantaram-se de seus acentos.

-O que são Norbis, Castiel? –Perguntei para ele, e como sempre, ele ignorou-me.

-Norbis são os monstros das sombras que vivem no Labirinto. Faz menos de uma semana que descobrimos eles quando um integrante do clã Wiffs morreu. –Respondeu a voz de Bailey atrás de mim.

Virei-me para encara-la.

-Obrigada. Esse ogro não responde quase nenhuma das minhas perguntas. –Resmunguei apontando para Castiel que falava alguma coisa para Daphne.

-Ele é chato ás vezes, mas é um bom líder. –Bailey falou sorrindo.

-Ele é o líder do clã Vertybs? –Perguntei surpresa.

-Sim. O clã Vertybs só é o que é graças a ele.

Fiquei surpresa, nunca tinha pensado na possibilidade de Castiel ser o líder do clã. Ele não tem paciência, é muito sarcástico e também muito rude e ignorante. Mas ele parece ser do tipo que ajuda as pessoas que necessitam. Até agora ele já fez três favores a mim sem eu nem ao menos pedir! Ele me deu aquele revolver para que eu pudesse matar a Arqueira de Gelo, me ajudou a achar alguém que possa me ensinar arco e flecha –que eu ainda não sei quem é –, e também me colocou em seu clã, que parece ser bastante poderoso comparado aos outros.

É, tenho que admitir, Castiel é realmente uma boa pessoa, mesmo que não pareça.

-Ah, já ia me esquecendo. Bailey, essa é sua mais nova aluna, você ensinará a ela arco e flecha. Como pode ver, o primeiro monstro que Kristel matou foi uma Arqueira de Gelo, e ela não sabe como maneja-lo, poderia ajuda-la? –Falou Castiel parando sua conversa com Daphne e virando a cabeça para mim e Bailey.

-Claro, ajudarei Kristel com prazer. Posso mostrar o mais novo quarto dela?

Castiel assentiu e logo voltou a conversar com Daphne.

-Você é a pessoa que matou a Ninfa Arqueira? –Perguntei a loira.

-Sim, ela não era muito forte, mas também não era fraca, foi Castiel que me ajudou a matá-la, ou se não eu já estaria morta.

-O mesmo aconteceu comigo, Castiel me emprestou um de seus revólveres para mim matar aquela Arqueira de Gelo. –Respondi sorrindo um pouco.

 -Bom, acho que teremos que começar as aulas somente amanhã de manhã, creio que para hoje você já teve várias emoções, e precisa dormir, vou lhe mostrar seu quarto. –Disse Bailey virando-se em direção ao corredor que eu e Castiel havíamos vindo.

Segui a loira pela casa –que era muito grande –, subimos a escadaria de mármore que havia logo na entrada e passamos por inúmeras portas, cada uma tinha uma cor diferente.

Paramos em frente uma porta branca, ela tinha o mesmo padrão que as outras portas, mas entre as outras ela era a única branca.

-Desculpe pela decoração, se você não gostar é só pedir para muda-la, é por que cada integrante do clã Vertybs tem uma cor, e a sua vai ser branca. Dentro é você que personaliza, mas sugiro que deixe as cores de seu quarto o mais claro possível.

Não entendi muito bem com o porquê do meu ter que ser obrigatoriamente claro, mas deixei quieto, não quero dar mais trabalho a ela.

Bailey logo entendeu meu silêncio como um sinal de poder abrir a porta, e foi isso mesmo que ela fez. Somente uma coisa eu posso falar do meu mais novo quarto. Branco. Branco para todos os lados, mas é claro, cada branco tinha um tom diferente.

As paredes eram um branco claríssimo enquanto as cortinas da janela que havia era um branco mais escurecido. A cama, linda, linda ao montes e grande o suficiente para caber três pessoas, ela tinha um branco normal como cor. Também havia algumas estantes de livros –os livros não eram todos brancos, felizmente –e uma escrivaninha que parecia ser usada para escrever. Tinha dois sofás, brancos, é claro, de couro. E também um tapete no centro do quarto, que parecia uma das únicas decorações que não era branco, era um cinza claríssimo.

Bom, o quarto está de bom tamanho, eu gostei, apesar de achar que exageraram na cor. O ruim é que vai ser difícil alguém me enxergar aqui dentro.

Com minha pele pálida e cabelos branquíssimos irá ser difícil alguém não me comparar a um móvel do quarto.

-Exagero no branco? –Bailey perguntou hesitante.

-Um pouco. –Falei sincera –Mas é lindo, obrigada.

Bailey sorriu e corou um pouco.

-De nada, confesso que achei que ninguém nunca ocuparia esse quarto, já que raramente Castiel coloca alguém no clã.

-Existem mais quartos para os próximos integrantes que virão? –Perguntei a ela.

-Não, você foi a última, agora o clã Vertybs está completo. –Bailey respondeu –Bom, vou sair agora, creio que deve descansar, nos vemos amanhã de manhã.

E então, a loira saiu do Quarto Branco –apelido que eu recém inventei, e também óbvio demais –e fechou a porta.

Suspirei e fui em direção a cama, deitando-me na mesma.

É, hoje foi um longo dia cheio de descobertas, preciso urgentemente dormir...

 

Bailey Wright

Sai rapidamente do quarto de Kristel. Eu sabia o quão confuso ela deve estar nesse momento, eu já estive no mesmo lugar que ela, e sei que é pavoroso descobrir que está dentro do Labirinto, ainda mais depois de saber que não há realmente uma saída. Às vezes eu ainda me desespero e choro quando lembro disso, quando lembro que já tive uma vida e ela acabou de uma das formas mais dolorosas possíveis, pelo menos para ela. Bailey sabia que havia mais centenas de pessoas dentro desse Labirinto que morreu de uma forma mais dolorosa que a dela.

Enquanto caminhava perdida em seus pensamentos, a loira lembrou-se de um rosto muito conhecido por ela e por todos do clã Vertybs. Sem controlar suas emoções, as lágrimas invadiram seus olhos e escorrendo sobre seu rosto.

Por que Kentin não estava aqui? Somente ele que a fazia ficar mais calma quando Bailey se lembrava dela. Ainda se culpa por não conseguir a salvar, por que mesmo que Bailey não concordou com aquilo?

-Bailey? Por que está chorando? –A voz de Castiel inundou seus ouvidos.

Sem pensar duas vezes, abraçou Castiel com força como se não fosse mais solta-lo.

O ruivo ficou confuso no início, mas logo correspondeu o abraço fazendo com que Bailey se acalmasse um pouco, ela queria nesse momento, sentir o máximo de contato possível.

-O que foi que aconteceu? –Perguntou Castiel ainda confuso.

-Eu me lembrei dela, não seu por que, mas eu me lembrei dela nesse momento... –Falou Bailey contra o peito de Castiel.

O ruivo, entendendo o que a loira falava, começou hesitadamente a acariciar o cabelo loiro de Bailey. Sabia o que a menina estava sentindo, ele mais do que ninguém sofreu com a perda dela.

-Acho que sei por que você se lembrou dela. –Disse Castiel fechando os olhos e imaginando o rosto da menina que fora amada por todos do clã.

Bailey olhou para o rosto de Castiel e viu ele com uma expressão de tristeza. Sabia que o líder estava pensando nela.

-Porque? –Perguntou Bailey com a voz ainda chorosa.

-Kristel... –Respondeu Castiel com a voz baixa –De início eu não havia percebido a semelhança, mas depois de alguns minutos depois que a conheci e fui embora, vi uma enorme semelhança entre elas.

-Foi por isso que você a colocou no clã? Eu achei estranho você finalmente colocar alguma pessoa no clã Vertybs...

Castiel ficou quieto por alguns instantes, e depois soltou uma pequena gargalhada.

-Admito, no início eu não sabia o que estava fazendo, apenas achei uma que Kristel poderia ser como ela, mas não. Em personalidade, as duas são extremamente diferentes, mas elas têm algo em comum, as duas tem esperanças de sair daqui.

-Kristel acha que pode achar a verdadeira saída do Labirinto? –Perguntei um pouco surpresa.

Bailey nunca teve essa esperança que tanto ela quanto Kristel tem de sair do Labirinto. Bailey assim como a maioria das pessoas que estão presas no Labirinto não veem esperança nesse lugar, apenas vê a prisão escura que o Labirinto é.

-Bom, ela acredita que há uma saída, as vezes eu penso que ela acha o Labirinto um lugar “maravilhoso”, mas ela ainda não conhece a verdadeira realidade daqui...

Enxuguei meus olhos que haviam ainda em meus olhos e me separei do abraço de Castiel, ela não quer ser um peso para ele. Ele olhou um pouco sério para Bailey e perguntou:

-Está melhor?

-Sim, você não é o Kentin, mas está de bom tamanho... –Falei fazendo ele rir um pouco.

-Não se preocupe, ele e Viktor devem chegar amanhã. –Disse o ruivo virando-se para o outro lado, de costas para Bailey –Até mais, tenho que ver umas coisas com Daphne.

-Ei! Castiel! –Chamou Bailey de volta –Vocês ainda estão falando sobre aquilo?

-Sim, aquilo pode ser real. –Castiel faz um breve comentário e então virou-se de novo, dessa vez, sem a interrupção de Bailey, pois a loira sabia que Castiel deve estar apavorado com a possibilidade de aquilo ser real. 


Notas Finais


Então, o que vocês acharam?
A capa foi feita por Jennifer Ribeiro, eu agradeço a ela por se disponibilizar a fazer essa capa sem pedir nada em troca.
Capa inspirada na Bailey, nesse capitulo ela foi meio que a "principal" pois foi na visão dela que escrevi algo mais intrigante.
Nos próximos capítulos, as outras participantes também ganharão capa e o seu POV escrito, então não se preocupem, todas vão aparecer.

Espero que tenham entendido tudo, quais são suas teorias para quem pode ser "ela"?

Até mais <3


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