História Perdoa-me. - Capítulo 12


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Categorias Naruto
Personagens Butsuma Senju, Hashirama Senju, Izuna Uchiha, Madara Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Mito Uzumaki, Nagato, Orochimaru, Tajima Uchiha, Tobirama Senju
Tags Drama, Hashimada, Mpreg, Naruto, Tobiizu
Exibições 152
Palavras 823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Bem no fundo.


   Sete meses haviam passado, e a última vez que vira Madara tinha sido naquela noite.
   Quando ele disse que não podiam mais se ver Hashirama não esperava que fosse de uma vez. Eles moravam um na frente do outro, seria esperado que se vissem mesmo que fosse rapidamente. Mas Madara havia sumido, evaporado.
   Sentia falta dele como nunca havia sentido. Não houve jamais muito tempo longe um do outro desde a quarta série. Quando se lembrava das muitas horas que tinha passado do lado dele seu coraçao se reduzia as cinzas.
   Numa onda de tristeza ele queimou tudo o que lhe lembrava ele, fotos, vídeos que haviam compartilhado, presentes e até os lençóis que estavam na cama quando fez amor com ele. Só havia escapado o livro de biologia marinha que ele tinha ganhado de Madara e mesmo assim Hashirama o guardou em uma caixa e colocou debaixo da cama.
   Ele só queria esquecer Madara, só isso. Esquece-lo faria a dor ir embora. Havia feito sua escolha e não se arrependia, mas as consequências lhe atormentavam dia após dia.
   Quando as aulas na faculdade haviam começado ele se focou bastante, aquilo servia para ocupar a cabeça. Mito fazia o mesmo curso que ele então a aproximação foi inevitável e bem vinda . Duas semanas depois de ter deixado Madara ele pediu ela em namoro achando que ela faria o sentimento que ele tinha pelo outro sumir, em três apresentou ela aos pais e em quarto pareciam um casal perfeito.
   Hashirama era um mentiroso e um covarde.
   Mentiu para Madara quando disse que gostava de Mito. Mentia para Mito quando dizia que não havia mais ninguém no coração além dela. Mentia para os pais ao fazê-los acreditar que a pessoa de quem gostava o tempo todo era Mito. Mentia para si mesmo dizendo que tudo o que fazia era certo, pelo bem da sua família, por amor a eles.
   Com o passar dos meses o peso de tantas mentiras tinham sugado sua vitalidade. A culpa lhe corroia como um veneno ácido. Seu sorriso foi sumido cada vez mais, as brincadeiras idiotas que sempre fazia com o irmão tinham cessado, ele sempre parecia abatido. O namoro tinha esfriado antes mesmo de começar, não suportava tocar e ser tocado por ela. Mito tinha até pedido um tempo.
   Preocupado Butsuma lhe levou ao médico. Foi assustador quando o diagnóstico de depressão foi dado.
   Seu pai lhe perguntou várias vezes o por que ele estava assim.
  __O que está acontecendo meu filho? Me diz__ele pedia preocupado.
   Hashurama apenas abaixava a cabeça envergonhado e dizia:
   __Não está acontecendo nada.
  Para Butsuma tudo estava indo tão bem para Hashirama, ele tinha uma mamorada linda, suas notas eram as melhores da turma e nada estava fora do lugar. Então por que Hashirama estava afundado em tanta tristeza? Não havia motivos, certo? Errado.
  Não era tão simples assim.
   Em uma noite igualsinha aquela em que havia deixado Madara ele sonhou com a morte dele. Fora tão real quanto quanto a dor que sentiu na hora.
   Madara estava sujo de sangue em um beco escuro, ele sentiu seu estômago revirar. Gritou por ale, tentou chegar perto mas uma barreira invisível o impedia de toca-lo e socorre-lo.
   __Madara!__socou tantas vezes a barreira até cansar. Caiu de joelhos vendo seu amado dar o último suspiro . Os olhos negros estavaim opacos, o peito dele já não subia mais. Madara estava morto e a culpa era sua, ele via isso na expressão congelada no rosto morto que lhe afirmava que ele era o culpado.
   Acordou chorando, desesperado. Ele queria Madara ali, para dizer que estava tudo bem e que lhe perdoava. Mas ele não estava. Fazia sete meses desde aquela noite e a última coisa que Madara faria seria lhe perdoar se estivesse ali.
   Em um momento de puro sofrimento ele tentou uma coisa que jamais pensou em fazer.
   Correu para o banheiro, revirou a pequena prateleira com utensílios para higiene. Seu rosto estava lavado em lágrimas saladas, e meleca de seu nariz, o cabelo que antes tinha sido macio e bem tratado agora estavam secos e quebradissos. Ele via o seu reflexo no espelho e achou a coisa mais miserável que já vira. Entre os potes de creme ele achou o que precisava.
   No banheiro do seu quarto, segurando uma gilete sobre o pulço, Hashirama tremia.
  __Me perdoem__ ele sussurrou antes de deslisar a lâmina na pele.
   Se Hashirama soubesse que naquele momento Madara estava a um passo da morte assim como seu filho, teria feito um corte mais fundo.
  Antes de apagar ele viu Tobirama e seus pais passarem pela porta gritando desesperados.
  __Me deixem ir__ pediu.
   Mas ele ia viver por mais que quisesse a morte. Hashirama teria que enfrentar as consequências dos seus erros. 


Notas Finais


Ele ainda não passou por tudo o que merece.


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