História Perdoa-me. - Capítulo 14


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Categorias Naruto
Personagens Butsuma Senju, Hashirama Senju, Izuna Uchiha, Madara Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Mito Uzumaki, Nagato, Orochimaru, Tajima Uchiha, Tobirama Senju
Tags Drama, Hashimada, Mpreg, Naruto, Tobiizu
Exibições 142
Palavras 1.353
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Oito anos.


   Se passaram oito anos, ainda sim, as memórias de Madara estavam intactas.
   O dinheiro guardado foi bastante útil, Madara ficou satisfeito por ter fechado a torneira e arrumado um trabalho meses antes do parto, depois do pós-operação não pôde fazer muita coisa, naquele tempo a cicatriz era tão fresca quanto seu próprio presente.
    Por insistência de Kushina e Minator mudou-se para mais perto deles, concordava que aquele lugar onde estava não era bom para o crescimento dos seus filhos. O lugar era perigoso e fedia a indgnidade. A velha casa caindo aos pedaços, Madara nunca chamaria de lar e não sentiria falta alguma.
   A nova casa era mil vezes melhor que a anterior, as paredes eram amarelas e alegres, cômodos pequenos porém arejados, e a vizinhança agradável, e vez ou outra Shisui e Obito brincavam com os filhos dos vizinhos. Eram tão diferentes de como ele e Izuna eram. As vezes pensava que os gêmeos pucharam o lado brincalhão de Hashirama. E algumas características físicas também como o sorriso largo, o formato do queixo, os dedos das mãos, o nariz. Não achava tão ruim, apesar do ex, podia ser bem pior, podiam ter a falta de caráter de Hashirama, felizmente os gêmeos herdaram o melhor das duas familias a inteligência,beleza, astúcia dos Uchihas a determinação, força e compaixão dos Senjus.
   Vendo seu filhos crescendo, lembrava-se muito quando mau cabiam em seus braços.
    Nos primeiros dias Kushina vinha lhe fazer campania e lhe ajudava com suas crianças. A mulher lhe ensinou a como trocar fraldas, fazer o leite, dar banho, baixar uma febre, a ser mãe, fez tudo isso como se fosse  sua própria.
   Madara ficava totalmente desgastado, sua pele ficou meio amarelada, olheiras abundantes em seus olhos, lábios reçecados, o cançaso havia dominado até seus ossos. Sentia com muita frequência que se fechasse os olhos desmaiaria por vários dias. Obito e Shisui choravam muito durante a noite e só pegavam no sono nas altas horas da madrugada.
   Muitos dias se seguiram assim, com as crianças chorando horrores durante a noite e com Madara arrastando os pés durante o dia.
   Para evitar a caminhada até o berço, deitava  junto com seus filhos do seu lado e assim descobriu que os gêmeos dormiam muito mais dessa forma, ou seja, ele também dormia.
   Assim que pôde entrou na faculdade, escolheu uma coisa de fácil domínio, simples e rápida. Logística. Ele seria sem dúvidas ótimo no mercado de vendas, mas no fim, acabou entrando para a polícia.
   Formou-se em primeiro lugar na academia.
   Decidiu por essa profissão depois de um assalto a casa de Minato. Naquele ele ia deixar as crianças na casa dele porque precisava fazer uns trabalhos da faculdade, mas quando chegou lá um homem apontava a arma para Kushina e para Naruto nos braços dela.
    Madara sabia muitos estilos de luta que foi fácil desarmar o homem. O ladrão foi preso com um braço quebrado, um ombro deslocado, três dentes faltando e de quebra um bom dano no saco, este último quem causou foi Kushina.
   No primeiro dia de trabalho como policial, Madara estava mais que ansioso embora não demonstrasse. A farda de trabalho lhe caía bem, o azul destacava a escuridão dos olhos dele, os cabelos longos foram perfeitamente trançados, os cuturnos engrachados que poderia até refletir a imagem do seu dono.
   Na delegacia de polícia, alguns se preparavam para dar as boas vindas aos novatos. Só haviam três, uma mulher, um transferido e Madara. Ele não prestou atenção ao que os dois primeiros disseram, se mantinha sério de braços cruzados, postura tão reta e dura como uma rocha sólida.
  __Uchiha Madara__se apresentou aos novos colegas de trabalho.
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   Izuna sabia que havia algo de errado. Madara não ligava a anos nem mandava mensagem ou respondia. Disse ao pais que voltaria nas primeiras férias para ficar com eles, no entanto lhe ordenaram que ficasse nos Estados Unidos e não voltasse para o Japão em hipótese alguma. Quando perguntava de Madara, apenas falavam que estava muito ocupado com a faculdade e não tinha mas tempo para nada. Izuna não engolia essa. Madara nunca lhe abandonaria. Seja lá o que fosse, assim que voltasse, botaria os pingos nos Is com seu pais.
   Em oito anos, o jovem mudara consideravelmente, estava mais alto, com traços maduros que acentuavam sua inteligência e astúcia sem macular sua expressão delicada. Era mais comum do que gostaria, que pessoas  olhassem para si de uma forma diferente, com segundas intensões e mais ainda, receber convites para sair, de mulheres, outros de rapazes açanhados e até caras mais velhos.
    __Não, posso, tenho que estudar__ sempre respondia. Só porque ele entrou na faculdade com apenas quatorze anos, não queria dizer que estava pronto para certas coisas. E aos vinte e dois ainda não estava. O único com quem havia tido um pouco de intimidade fora Tobirama, e ele estava a meio mundo de distância, sem falar que não fazia idéia do porque teve tanta necessidade da aprovação dele, por tanto tempo teve a admiração de tantos e ele sempre lhe encarava como se fosse nada. Costumava pensar nos últimos dias no Japão, sobretudo no encontro no restaurante, no beijo, na dança, seu rosto adquiria um tom rosado nessas horas. Enquanto quê Tobirama nem lembrava mais do seu rosto.
   Kurenae ligava com frequência, ela não mencionava seu outro amigo e ele nem pedia que o fizesse. A garota havia deixado da velha apaixonite e arrumou um namorado no ano seguinte a sua partida, um tal de Assuma, alguém que pelas fotos Izuna podia notar ser totalmente diferente dele.
  __Você muda de gosto rápido__ele comentou pelo facebook.
  __Vou sempre ter você no meu coração Izy:)__ela respondeu.
  A amiga entrou para faculdade de medicina, e disse ainda.
  __Vou fazer o parto dos seus filhos hein__ela falou por ligação desse vez, Izuna recordava-se__alguma pretendente por aí?
   Ele chutou pequenos cascalhos com os sapatos. Estava no centralparque.
  __Ninguém. Mas quem sabe no futuro?
   A jovem Kurenae desejava muito que seus amigos ficassem juntos, mas Tobirama era teimoso demais para admitir que era atraído por ele. E jamais lhe contou sobre o que realmente havia acontecido antes de Izuna ir embora. Kurenae, no entanto, era uma pessoa observadora e notara as diferenças no amigo imediatamente.
   Na grande maioria do tempo, Tobirama estava estressado, quase toda semana saia com mulheres diferentes, todas com uma característica em especial, cabelos longos pretos. Ele trocava de mulheres como quem troca de roupas.
¤¤¤
   As vezes costumava ter recaidas, e nessas horas Hashirama sempre voltava ao psicólogo.
   E mais uma vez ele estava ali, no divã preto de couro macio.
  __Eu gostaria se dizer que é um prazer revê-lo, mas não é__pontuou o psicólogo__pensei que tivesse melhorando da última vez.
  __É difícil__Hashirama coçou a cabeça envergonhado.
    Hashirama trabalhava e ainda morava com seu pais assim como seu irmão, mas com motivos diferentes. Tobirama gostava de morar com os pais, a presença deles era revonfortante na sua vida caótica, porém Hashirama, estava lá porque seu pais não viviam em paz desde que tentou se matar anos antes.
  __O que lhe pertubou tanto?__o homem se preparou para anotar em sua caderneta.
  __Pedi Mito em casamento__ disse ele não muito certo da sua decisão.
  __Isso é muito bom.
  __É sim, a gente namora a anos, Mito é uma ótima pessoa__ ele parecia calmo, conformado__incrível.
   O médico repetiu uma pergunta que não era incomum fazer ao paciente.
  __Mas você ama ela?
  __Aprendi a amar.
   Foi uma resposta diferente dia outras vezes.
  __E o tal Madara, ainda gostaria de reencontra-lo?
   Haahirama ficou com o olhar vazio e melancólico.
  __Sim, mas acho que ele não vai mais voltar, já fazem oito anos afinal__sussurrou__e bem, para ser franco, não acho que ele gostaria de qualquer forma.
  __Você ainda o ama, não é?
  __Sim__ele falou sentindo uma pontada do peito__  mas do que eu poderia imaginar.
  __Então porque pediu Mito em casamento? Você diz ter aprendido a ama-la, no entanto seus sentimentos são ainda mais fortes por ele.
  __Bem... o amor que sinto por ela é diferente, e quanto a Madara, eu__ficou calado por uns instantes__ acho que ele não vai voltar.



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