História Perfect - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Kenjiro Minami, Phichit Chulanont, Victor Nikiforov, Yuko Nishigōri, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Beckychan, Fluffy, Minuri, Minyuri, Victor Nikiforov, Victuri, Vicyuri, Yuri Katsuki, Yuri!! On Ice
Exibições 183
Palavras 1.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Fluffy, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E eu voltei mais cedo do que esperava! E ainda com um extra falando mais sobre nosso querido shipp Victuri :3

Aviso: todos os extras terão no máximo 2000 palavras (afinal, não queremos dar spoilers demais...
certo? XD)

Boa leitura!

Capítulo 4 - Extra I: Yuri e Yuri.


Pela primeira vez desde que o jovem Yuri de treze anos havia ido à Tóquio, o dia estava ensolarado. Não havia nenhuma nuvem no céu para estragar sua felicidade de enfim conhecer sua nova cidade. É claro que ele iria aproveitar!

Enquanto caminhava com seu cãozinho, Vi, e observava a praça com curiosidade, acabou por trombar em alguém. O encontro de ambos os corpos foi um Yuri caído em cima de um garoto bem mais alto que si, os cabelos longos platinados chamando a atenção de seus olhos.

E esse foi seu primeiro encontro com Victor Nikiforov.

Depois daquele encontro, outros viriam a acontecer – principalmente os não planejados. Parecia até que o “destino” estava brincando com ambos, fazendo-os se encontrar mais vezes do que o necessário.

Mas, existia mesmo um “necessário” quando se tratava de Victor, seu herói na patinação profissional?

Realmente, não existe uma resposta para isso.

Dentre seus pequenos encontros com Victor, o melhor deles foi no pequeno rinque de patinação que havia perto da casa do moreno, onde o mesmo estava tentando andar em seus patins novos. Após inúmeros encontros ao chão ele conseguiu enfim ficar de pé nos patins, conseguindo dar alguns passos antes de cair novamente. Parecia que a gravidade era sua inimiga naquele momento.

– Tudo bem... eu vou conseguir agora...! – Yuri murmurava a si mesmo enquanto se levantava novamente com a ajuda da beirada do rinque, respirando fundo quando conseguiu se manter de pé novamente. Era agora ou nunca. Ele teria que conseguir desta vez; faltavam poucas horas para o jantar, e depois disso ele estaria incapacitado de poder treinar novamente. Não posso vacilar mais, colocou isso em mente enquanto tentava patinar no gelo novamente, perdendo o equilíbrio quando estava se afastando da beirada. Somente não caiu porque um par de braços lhe ajudou há tempo.

– Opa, você está bem, Yuri-kun? – Victor perguntou enquanto ajudava o menor a se ajeitar novamente.

O menor assente, incapacitado de falar outra coisa senão um “obrigado” baixo, olhando para os próprios pés envergonhado. Ele deve ter visto meus fracassos... com certeza ele viu, Yuri pensou fechando os olhos frustrado. Fazia quase uma semana que estava treinando, mas nem ficar de pé sozinho conseguia ainda. Lamentável.

Esperou que o albino saísse ou qualquer coisa parecida, mas ele permaneceu onde estava. Estava lhe encarando, com toda certeza. Yuri nem precisou olhá-lo para saber disso, mas mesmo assim ele o fez, e sentiu suas bochechas corarem pelo sorriso que o albino lhe premiara.

– Não precisa ficar com vergonha. Todos nós cometemos erros, certo? – Ele disse ainda a sorrir, forçando o menor a desviar o olhar de seu sorriso.

Era um sorriso aconchegante e verdadeiro, disso Yuri tinha certeza. Os mesmos sorrisos que Victor sempre lhe dera ao vê-lo.

– S-sim... – Yuri murmurou com o olhar para o chão, não conseguindo olhar para o albino. A aura de Victor era brilhante demais para que seus olhos se acostumassem.

Houve um minuto de silêncio entre os dois, porém este foi cortado pelo mais velho: – Sabe, se você quiser eu posso te ajudar – Victor disse com um sorriso mínimo nos lábios, os cabelos parcialmente presos em um rabo-de-cavalo dando um charme à mais à sua imagem chamativa.

Yuri o olhou surpreso; seria sua única chance de ter Victor como seu “professor”. E se era sua única chance, ele não poderia deixá-la escapar.

De jeito nenhum ele perderia esta oportunidade.

[...]

Seus lábios já estavam sangrando de tanto mordê-los de nervosismo. Faziam quase quatros horas desde que Victor fora carregado pela ambulância em direção ao hospital mais próximo. Tudo porque ele havia o posto em perigo.

Como eu queria que aquilo nunca tivesse acontecido...!, Yuri pensava aflito, quase sentindo as lágrimas se formando no canto de seus olhos, mordendo os lábios novamente. Balançava as pernas nervosamente para frente e para trás, enquanto os olhos cor chocolate seguiam as enfermeiras e médicos que passavam pelos corredores apressados. Sua mãe ainda conversava com a recepcionista para saber o que estava acontecendo, mas a mulher não parecia muito interessada em responde-la de forma clara.

Depois de mais meia hora de espera angustiante, o médico responsável pelo quarto do albino chegou, falando primeiro com sua mãe e em seguida pedindo para que o menino não ficasse muito tempo. Quase não conseguiu ouvir o que o homem dissera de tão ansioso e amedrontado que estava, mas fez o melhor possível para ouvir pelo menos um resumo; o braço de Victor estava quebrado, e parecia que a perna esquerda que foi ferida fora salva apenas por sua teimosia. Então ele está bem, o menor pensou aliviado, batendo os pezinhos no chão ansioso à espera de finalmente poder vê-lo. O que não demorou muito; dois minutos de conversa entre o médico e sua mãe lhe disseram que já podia ir fazer sua visita. E foi o que ele fez.

Após empurrar a porta com cuidado, ele andou em passos hesitantes até a cama onde o albino estava, sorrindo ao ver que o mesmo estava bem e parecia incrivelmente distraído com a paisagem fora da janela.

– Fico feliz em saber que está bem, Victor-san – Yuri diz ainda com o sorriso em seu rosto, se aproximando do mais velho agora sem receio.

Victor ficou alguns segundos em silêncio antes de lhe responder. – O que está fazendo aqui? – Perguntou baixo enquanto o menor se sentava na cadeira próxima à cama.

– Vim ver como você estava... Fiquei preocupado... – Admitiu em voz baixa também, os olhos fixos em suas mãos ao colo, o incapacitando de ver a expressão do outro.

– Estou bem. Não precisa se preocupar. – Era impressão ou... ele estava sendo meio ríspido?

Ignorando o pensamento de deixá-lo descansar primeiro, ele levantou o rosto com um sorriso mínimo nos lábios. Não havia notado a expressão afiada que Victor tinha em seus olhos. – E... também queria me desculpar por isso; senão fosse por mim, você não teria se machucado. Realmente sinto muito, espero que não fique chateado com... isso... – Terminou a frase num sussurro ao ver a expressão do mais velho, começando a sentir os calafrios que indicavam que algo de ruim estava por vir.

– É, tem razão. Por sua causa quebrei meu braço, e agora estou incapacitado de continuar o torneio! – Ele disse parecendo furioso, mas em seus olhos haviam algo diferente, porém Yuri não conseguiu ter certeza pois Victor virara o rosto para o lado.

– S-sinto muito...

Victor o interrompeu, parecendo pouco se importar com o arrependimento do menor. – Agora não adianta pedir desculpas. Deveria ter deixado se virar... – Murmurou, como se não quisesse que o outro lhe ouvisse. Fracasso. Os olhos de Yuri se arregalaram ao ouvir tal frase da boca de seu ídolo. Ele estava sendo um estorvo para ele, no fim das contas? – É isso que dá tentar ser legal com uma criança; ela se mete em encrenca e é você quem sai quebrado – Resmungou baixo, agora virando o rosto para encara-lo. Yuri preferia que ele não o fizesse; os olhos magoados e irados de Victor eram piores do que suas palavras. – De agora em diante, seguimos nossas vidas separados, okay? Será melhor para nós dois.

As palavras de Victor foram como mil facadas no coração do jovem Katsuki, e a dor que sentia saiu pelos olhos em forma de lágrimas.

– O-o que está dizendo, Victor-san...?

– Estou dizendo que não te quero mais na minha vida – Victor diz simplesmente, encarando o moreno com os olhos frios e cortantes –, fui claro o suficiente agora?

O corpo de Yuri se ergueu instintivamente, algumas lágrimas manchando suas bochechas e queixo. Eles não eram tão íntimos assim para se sentir tão machucado por causa disso... eram?

Mas Yuri sabia que não adiantaria argumentar contra a decisão dele; se ele queria tira-lo de sua vida, então assim seria...

– Muito claro – A voz do menor saiu falha pelo nó que sentia em sua garganta, e não esperou que o outro lhe respondesse para sair do quarto às pressas, ignorando os chamados de sua mãe quando passou por ela no corredor. Não sabia aonde estava indo, só seguia o rumo que seus pés o levavam. A visão borrada pelas lágrimas.

Quando percebeu, estava no mesmo parque onde o encontrara pela primeira vez. E isso só fez com que suas lágrimas caíssem ainda mais depressa. Antes que suas pernas cedessem, foi até o banco mais próximo e se sentou no mesmo, respirando fundo algumas vezes antes de esconder o rosto entre as mãos para poder enfim chorar. Chorou até não poder mais àquela noite.

Ficou a semana toda sentindo-se ferido e sangrando por dentro, o pensamento de que deveria falar com Victor novamente não saía de sua cabeça. Era agoniante sentir-se assim e saber que não poderia fazer nada...

Mas, no fim das contas, ele acabou realmente indo até o hospital. Não levara nada para ver o albino, e quase se arrependeu quando chegou à porta de seu leito. Vamos lá Yuri, coragem!, colocou este pensamento em mente ao colocar a mão na maçaneta, parando segundos antes de abrir a porta, mas o que estou fazendo? Ele mesmo disse que não me queria por perto..., começou a pensar hesitante, desistindo da ideia de prosseguir com aquilo. Victor tinha sido bem claro que não o queria por perto. Mas então... por que seu corpo não o obedecia? Antes que pudesse impedir, já havia aberto a porta silenciosamente, e caminhava em passos lentos e hesitantes até o leito do mais velho. Se ele me expulsar, pelo menos saberei que tentei..., pensou respirando fundo, forçando seu corpo a chegar mais perto e conseguir visualizar a figura do maior. E ele não estava sozinho.

Havia um garoto louro ao seu lado, conversando animadamente com ele. E Victor estava sorrindo. Do mesmo jeito que sorria quando falava com Yuri. Essa cena foi mais uma facada em seu coração.

Victor havia dito que não o queria mais em sua vida, mas aquele garoto tinha privilégios – pelo que parecia.

E pensar naquilo foi pior do que ouvir Victor dizer que o queria longe.


Notas Finais


O que acharam deste pequeno capítulo? Deu para entender mais ou menos a "parada" de Victuri...? Espero que sim, pois dei o meu melhor para não dar spoilers demais c:

Até o próximo capítulo!


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