História Perfect - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias B.A.P
Personagens Bang Yongguk, Personagens Originais, Zelo
Tags Menção Banglo, Yessirproject
Exibições 193
Palavras 1.261
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, primeira vez com uma fanfic apenas do b.a.p e eu espero colocar meus próximos projetos para 2017 com eles logo em janeiro, plot é o que não falta djjeke
Eu na realidade fiquei em duvida se participava ou não do YesSirProject, mas cá estou eu.
Espero que gostem mesmo que seja triste, obrigada.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Meus pais me contaram que quando nasci eu era um bebê perfeito e que eu seria uma criança, adolescente, jovem e adulto perfeito, porque era assim que eu deveria seguir e ser, pois todas as fichas foram colocadas em mim. Quando eu tinha 10 anos eu percebi que não gostava tanto assim de falar das meninas, porque sim, muitos garotos já falavam de meninas e eu apenas queria brincar, normal em alguns garotos, porém com o passar dos anos -quase 13 anos na verdade-, uma menina beijou o meu rosto e enquanto meus amigos me zombavam e outros diziam que eu era “o cara’’, eu apenas achava aquilo normal.

Uma vez enquanto meu pai conversava comigo ele me disse que eu deveria olhar para as meninas com mais frequência e que eu saberia que a menina perfeita seria minha assim que ela sorrisse, mas eu não encontrei essa menina perfeita, nem com 15 anos eu a encontrei, nem com 16, 17, 18, 19 e 20 anos. Na verdade eu descobri que meninas não me interessavam tanto assim aos 15 anos para ser sincero, um menino novo tinha entrado na escola e eu não parava de reparar no quanto ele ficava lindo com a roupa de educação física, não seria nada demais para alguns, certo? Mas eu o observava demais, gostava de como ele ria e falava. Eu me dei conta que gostava dele quando meus amigos falavam o quanto as meninas na educação física eram gostosas com aqueles shorts pequenos, mas eu não achava, eu nunca achava uma menina gostosa, eram lindas sim, mas não chegava a admirá-las como se eu as quisesse para mim e foi assim que eu cheguei em casa depois da aula e conversei com minha mãe. 

“Porque eu não acho as meninas interessantes?” perguntei enquanto ela lavava a louça, ela se virou e me encarou. 

“A menina interessante ainda vai aparecer para você.” Ela disse com um sorriso, era sempre a mesma resposta. 

 Ela ainda vai aparecer.


Aos 16 anos eu dei meu primeiro beijo, com um garoto em uma festa da escola e foi ali que eu tive a certeza do que queria e do que eu era realmente, me lembro de chegar em casa feliz e meu sorriso foi se apagando ao ver meus pais dizendo que minha felicidade era por ter beijado alguma menininha na escola, menininha... Fiquei imaginando se eles soubessem que eu não beijei uma menina, que eu beijei um menino e gostei. Eu sempre tive medo de falar o que sentia aos meus pais e com o passar dos anos o certo deveria ser esse medo se esvaziar todo, não é? Mas ele foi aumentando e aumentando, até que eu me sufoquei com o meu próprio medo e abri a minha boca vomitando tudo o que sentia, o que eu achei que seria libertador; minha realidade foi longe disso, eu nunca tive uma pessoa homossexual a minha volta e meus pais não tocavam nesse assunto em casa, por isso era como um tabu e quando eu disse que me sentia atraído por meninos a primeira reação foi o choque no rosto dos meus pais, depois meu pai riu e minha mãe acompanhou ele.


É apenas uma fase, meu filho, eu sei que em breve sua menina perfeita vai aparecer.” Minha mãe.


Isso vai passar, é uma fase” Meu pai disse “É apenas uma fase.

O tom de voz do meu pai naquele dia é algo que eu não consigo esquecer, não foi como se ele falasse ‘logo passa’ de um jeito solto e leve, e sim comum tom grosso e firme, me provando que eu deveria acreditar que era uma fase. 

Eu esperei a menina perfeita, mas ela não apareceu mesmo e meus pais sempre diziam que uma hora a menina certa ia aparecer, a menina perfeita que ia me conquistar com um sorriso, porém na realidade quem me conquistou com um sorriso não foi uma menina, e sim um menino. Entrei na faculdade afim de me focar realmente em meu curso, mas sempre ouvindo as mesmas piadinhas que sairia de lá com uma menina no meu braço e eu e ela nos casaríamos, alguns meses foram passando quando fiz amizade com Yongguk veterano do curso de música, me ajudou com algumas coisas e acabamos ficando amigos e eu sabia que não ficaria apenas nisso, e não ficou.

Para os meus pais a fase dos 16 anos já tinha passado, mas ela não passou porque não foi uma fase ou algo passageiro, quando Yongguk me pediu em namoro e eu aceitei, a primeira coisa que pensei foi ligar para os meus pais e dizer que finalmente eu tinha alguém e que esse alguém gostava de mim realmente, mas eu me lembrei que para os meus pais não existia o menino perfeito e sim apenas a menina perfeita, e era essa que eu deveria chegar em casa apresentando e não um menino. Os meses de namoro foram passando e Yongguk nunca me cobrou sobre o fato de não ter o levado para conhecer os meus pais assim como ele tinha feito comigo, pois ele entendeu que os meus não esperavam por ele. 

Cansado de tudo eu cheguei aos meus pais em uma quarta a noite depois que saí da faculdade, entrei em casa e os encontrei na mesa de jantar conversando, eles sorriam, mas eu não consegui retribuir o sorriso, pois eu sabia que minutos depois eles não estariam mais sorrindo. Me sentei perto de minha mãe e suspirei.

Eu sou gay” eu disse em alto e bom som, naquele momento parecia que eu havia dito para mim mesmo também, pela primeira vez eu estava me confirmando e me aceitando. “Não é uma fase, eu já tenho 20 anos e sei de quem gosto e de quem escolho para ter algo.”


Meu pai me encarou com um ódio tão grande que eu só pensei que deveria ter visto Yongguk antes de ter vindo até a casa dos meus pais. Eu ouvi tanto, mas tanto que chegou em um momento em que eu gritei pedindo para que meu pai calasse a boca, porque era a minha vida e não dele, minha mãe chorava com a cabeça apoiada na mesa enquanto meu pai dizia que apostou tudo em mim, me deu de tudo e muito mais do que podia para que o acabasse daquela maneira, que o manchasse perante os amigos e que o matasse de desgosto; porque ter filho gay era um desgosto. 

Eu escutei tudo, eu olhei bem para o dedo que meu pai apontava na minha cara, e segurei a vontade de chorar quando fui expulso, segurei a vontade de chorar quando minha mãe não olhou na minha cara, segurei a vontade de chorar quando meu pai me bateu e disse que eu deveria sentir vergonha, eu segurei toda a vontade de chorar e só desabei quando bati na porta do apartamento do Yongguk e ele abriu a porta. 

Estou aqui Junhong” ele me disse enquanto me abraçava. 


Eu me pergunto, porque eu era um bebê e uma criança perfeita e hoje não sou? Porque eu era o filho querido e hoje não sou? Porque eu era o melhor filho e hoje não sou? Porque eu passei de ‘perfeito’ para sujo? Ninguém me explicou quando me brigaram e nem quando me expulsaram, hoje eu não corro mais atrás de explicações, eu queria saber o motivo de tudo isso, porque o simples fato de ser gay não me faz menos homem ou menos humano que qualquer pessoa nesse mundo.

Pai e mãe, porque eu não sou mais perfeito para vocês?


Notas Finais


Peço perdão pelos erros.
Até mais. 😚💕


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