História Perfect chemistry - ADAPTAÇÃO- - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa
Exibições 158
Palavras 1.216
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Adaptação nova pra vcs!!!!
Eu amo perdidamente essa historia, posso dizer com certeza que é meu livro favorito. <3
São capitulos curtos intercalados entre POV Clarke e Lexa...
No inicio Clarke é realmente uma idiota e namora Finn, mas logo não resiste a Lexa, por isso um pouquinho de paciencia no incio.
Ainda não decidi como será o cronograma de atualização, mas logo que perceber como a historia foi recebida eu decido e aviso.
Aproveitem o 1º cap....

Capítulo 1 - 1


Clarke

 

Todos sabem que sou perfeita. Tenho uma vida perfeita. Roupas perfeitas. Até minha família é sinônimo de perfeição. E embora tudo seja uma completa mentira, me esforcei muito para manter as aparências, para ser “perfeita” em todos os sentidos. Se soubessem da real, minha imagem iria por água abaixo.

Parada em frente ao espelho do banheiro, com o som ligado no último volume, corrijo, pela terceira vez, mais uma linha torta que tracei, sob o olho. Droga! Minhas mãos estão tremendo. Começar o último ano do segundo grau e reencontrar meu  namorado, depois de não o ver nas férias de verão, não deveria ser tão estressante assim... Mas hoje o dia começou mal. Primeiro, o meu modelador de cachos começou a soltar fumaça e logo parou de funcionar. Depois, o botão da minha blusa predileta quebrou. E agora este delineador resolveu que tem vontade própria!

Se eu pudesse escolher, ficaria em minha cama, bem confortável, comendo biscoitos com gotas de chocolate, quentinhos, o dia todo.

— Venha, Clarke!

Hum... Acho que ouvi minha mãe gritar, lá do hall.

Meu primeiro impulso é ignorá-la, mas isso nunca me traz nada de bom, a não ser bronca, dor de cabeça... E mais gritos.

— Já vou! Só um minutinho — respondo, esperando conseguir passar esse delineador direito e acabar logo com isso.

Por fim, acerto o traço, jogo o delineador no balcão da pia, confiro minha imagem no espelho, uma, duas, três vezes. Desligo o som e desço correndo para o hall.

Minha mãe está parada, aos pés da nossa esplêndida escadaria, analisando meu visual. Endireito os ombros. Sim, eu sei... Tenho dezoito anos e não deveria ligar para o que mamãe pensa... Mas não é você que mora aqui, na casa dos Griffin.

Minha mãe sofre de ansiedade... Não do tipo facilmente controlado por pequenas pílulas azuis. E, quando está estressada, todos os que convivem com ela sofrem também. Vai ver que é por isso que meu pai sai para trabalhar cedinho, antes que ela se levante: para não ter que lidar com... bem... com ela.

— Odiei a calça, amei o cinto — diz minha mãe, apontando com o indicador para cada uma das minhas peças de roupa. — E aquele barulho que você chama de música estava me dando enxaqueca. Ainda bem que você desligou.

— Bom dia para você também, mãe — eu digo, antes de descer a escada e dar-lhe um beijinho no rosto. Quanto mais me aproximo dela, mais meu nariz sofre com o tormento do seu perfume forte. Minha mãe parece uma milionária, em seu uniforme de tênis Blue

Label, da Ralph Lauren. Claro que ninguém poderia levantar sequer um dedo para criticar suas roupas.

— Comprei o muffin que você mais gosta, para o seu primeiro dia de aula — ela anuncia, me mostrando um saquinho que tinha escondido atrás das costas.

— Não quero, obrigada — eu digo, olhando em volta para ver se acho meu irmão. — Cadê o Aden?

— Na cozinha.

— A nova enfermeira já chegou?

— Seu nome é Baghda. E, não, ela só vai chegar dentro de uma hora.

— Você já contou a Baghda que a lã irrita a pele de Aden... E que ele puxa os cabelos de quem está por perto, quando fica nervoso?

Aden sempre deixou claro, mesmo sem falar, que detesta o contato da lã contra a pele. Puxar cabelos é sua nova mania que, aliás, já causou alguns desastres... E desastres, em minha casa, são quase tão sérios quanto um acidente de carro. Portanto, evitá-los é uma coisa crucial em nossas vidas.

— Sim... E sim — responde minha mãe. — Dei uma bronca em seu irmão, hoje cedo, Clarke. Se ele continuar desse jeito, perderemos mais uma enfermeira.

Vou até a cozinha, pois não estou a fim de ouvir a lengalenga de minha mãe, nem suas teorias sobre os motivos que levam Aden a partir para aqueles repentinos ataques.

Meu irmão está sentado à mesa, na cadeira de rodas, ocupado em ingerir sua comida, que precisa ser especialmente preparada. Pois, apesar de seus vinte e um anos, Aden não consegue mastigar nem engolir, como fazem as pessoas que não têm as mesmas limitações físicas que ele. Como de costume, a comida acabou grudada em seu queixo, lábios e bochechas.

— Ei, Aden-Bell, minha Conchinha Barulhenta— digo, inclinando-me na direção dele para limpar seu rosto com um guardanapo. — Hoje é o meu primeiro dia de aula. Não vai me desejar boa sorte?

Desajeitadamente, Aden estica os braços e sorri seu sorrisinho torto... Como amo esse sorriso!

— Quer me dar um abraço? — pergunto, já sabendo a resposta. Os médicos sempre nos dizem que quanto mais Aden interagir com as pessoas, melhor ele ficará.

Aden responde “sim”, com a cabeça. Deixo-me envolver por seu abraço, tomando cuidado para manter suas mãos longe do meu cabelo. Quando me endireito, dou de cara com minha mãe, que está ofegante. Até parece um juiz apitando, interrompendo minha vida por um momento, só para dizer:

— Clarke, você não pode ir à escola assim.

— Assim... como?

Ela balança a cabeça, com um suspiro de frustração:

— Olhe só para a sua blusa.

Obedeço... E vejo uma grande mancha úmida, bem na frente de minha blusa Calvin Klein branca. Ops! Baba de Aden. Só de olhar para o rosto tenso do meu irmão, capto a mensagem que ele não consegue expressar facilmente, com palavras: Aden sente muito. Aden não queria sujar a minha roupa.

— Não foi nada — digo a ele, apesar de saber, lá no fundo, que a mancha acabou com meu visual “perfeito”.

Franzindo a testa, minha mãe umedece um papel-toalha, na pia, e esfrega a mancha. Quando ela faz essas coisas, eu me sinto como uma criancinha de dois anos.

— Vá trocar de roupa.

— Mãe, é só pêssego — digo, com todo cuidado, para que essa estória não vire uma gritaria daquelas. A última coisa que eu quero na vida é deixar meu  irmão se sentindo mal.

— Pêssego mancha. Você não quer que as pessoas pensem que não se importa com sua aparência...

— Tudo bem.

Puxa, eu gostaria que minha mãe estivesse num de seus bons dias... Dias em que ela não me enche com essas bobagens. Dou um beijo bem no alto da cabeça de Aden, para mostrar a ele que não me incomodei, de jeito nenhum, com sua baba.

— Vejo você depois da escola, Aden-Bell... — digo, tentando manter a animação matinal — para terminar nosso jogo de damas.

Subo a escada correndo, agora de dois em dois degraus. Chego ao meu quarto e olho o relógio... Oh, não! São sete e dez. Fiquei de dar uma carona a Octavia, minha melhor amiga. E ela vai surtar se eu chegar atrasada. Pego um lenço azul claro, no meu armário, e rezo para que dê certo... Se eu o prender direito, talvez ninguém veja a mancha de baba.

Volto a descer a escada e lá está minha mãe, de novo, analisando o meu visual...

— Amei o lenço.

Ufa!

Quando passo por minha mãe, ela me entrega o saquinho com o muffin:

— Para você comer no caminho.

Acabo aceitando. Enquanto caminho na direção do meu carro, vou mordendo o muffin, distraída. Infelizmente, não é de blueberry, meu sabor preferido. É de banana com nozes... E as bananas passaram do ponto. É, esse muffin está bem parecido comigo: por fora, aparentemente perfeita... Mas, por dentro, um verdadeiro mingau.

 


Notas Finais


E ai??? Me contem o que acharam do 1º cap...


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