História Perfect chemistry - ADAPTAÇÃO- - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa
Exibições 193
Palavras 1.643
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Achei justo vcs connhecerem Lexa hj tbm.
Ainda não decidi o cronograma de att, mas talvez possa ter 3 atts por semana... parece bom?
E não se esqueçam de comentar... rs

Capítulo 2 - 2


Lexa

 

— Acorde, Lexa.

Faço uma careta para o minha mana caçula e cubro a cabeça com o travesseiro. Tendo que dividir um quarto com duas irmãs, uma de onze e outra de quinze anos, não me resta outro jeito... Só mesmo o travesseiro pode me dar um pouco de privacidade.

— Ah, me deixe em paz, Tris — eu digo. — Não enche.

— Não estou enchendo... A mãe me mandou acordar você. Se não, você vai chegar atrasada.

Último ano do colégio. Eu deveria estar orgulhosa, já que serei o primeiro membro da família Fuentes a ter um diploma do curso secundário. Mas, depois da formatura, a vida real vai começar... Faculdade, só em sonhos. Para mim, este último ano será como uma festa para um cara que vai se aposentar aos sessenta e cinco anos de idade. Ou seja: você sabe que poderia continuar... Mas todo mundo espera que você vá embora.

A voz de Tris, cheia de orgulho, chega abafada aos meus ouvidos, pois ainda continuo com o travesseiro na cabeça:

— Estou de roupa nova, da cabeça aos pés. Os ninõs não vão resistir a esta latina.

— Sorte sua — eu resmungo.

— A mãe disse que, se você não acordar, eu posso virar esta jarra de água na sua cabeça.

Um pouco de privacidade... É pedir muito? Atiro o travesseiro, que atravessa o quarto... E acerto em cheio. A água espirra em Tris.

— Sua vagabunda! — Ela grita. — Estas são as únicas roupas novas que eu tenho!

Escuto uma gargalhada. Junto à porta do quarto, Echo, minha outra irmã, está rindo como uma hiena surtada. Isto é, até Tris pular em cima dela. Vejo a luta ficando séria, quase fora de controle, enquanto minhas irmãs trocam socos e pontapés.

“As meninas são boas de briga”, penso, com orgulho, vendo as duas se esmurrando. Como a mais velha, tenho o dever de acabar com a coisa. Pego Echo pelo colarinho, mas tropeço na perna de Tris e acabo caindo, com as duas.

Antes que eu possa recuperar o equilíbrio, sinto a água gelada em minhas costas. Virando rapidamente, deparo com minha mãe, de balde em punho, dando um banho geral em todas nós. Ela já está de uniforme. Minha mãe trabalha no supermercado do bairro, a poucos quarteirões da nossa casa. Ganha uma mixaria, mas, também, não precisamos de muito.

— Levantem-se — ela manda, com muita raiva e vigor.

— Pô, mãe — Echo reclama, erguendo-se.

Ela mergulha a mão na água que ainda resta, no balde, e borrifa no rosto de Echo. Tris ri, antes de receber seu bocado também. Será que algum dia vão aprender?

— Mais alguma reclamação, Tris? — ela pergunta.

— Não, senhora — diz Tris, em posição de sentido, como um soldado.

— E você, Echo... Tem mais algum palavrão querendo sair dessa boca? — ela mergulha a mão na água, de novo, como um aviso.

— Não, senhora — repete o soldado número 2...

— E quanto a você, Alexandra? — Seus olhos são duas fendas estreitas, focadas em mim.

— O quê? Eu só estava tentando separar essas duas — digo, inocentemente, dando-lhe o meu melhor sorriso, como se dissesse: “Você não pode resistir a mim.”

Ela borrifa uns pingos d’água em meu rosto:

— Isso é por não ter acabado com a briga, antes. Agora, tratem de se vestir, todas vocês. E venham tomar o café da manhã, antes de ir para a escola.

Tanto esforço com meu sorriso irresistível... para isso!

— Você nos ama... E sabe disso muito bem — eu digo, enquanto ela sai.

Depois de um banho rápido, volto para o quarto, com uma toalha em volta do corpo. Vejo Tris com um dos meus lenços na cabeça, fico furiosa e o arranco de um puxão:

— Nunca toque nos meus lenços.

— Por que não? — ela pergunta, com ar de inocência nos profundos olhos castanhos.

Para Tris, isso é só um lenço... Para mim, é um símbolo do que é e do que jamais será. Como explicar isso a uma garota de onze anos? Ela sabe quem sou. Não é segredo para ninguém que o lenço traz as cores da gangue Sangue Latino. Entrei na Sangue porque queria dar o troco, queria me vingar. E agora não há como sair. Mas nem morta eu deixaria minha irmã entrar nessa. Enrolo o lenço no pulso e digo:

— Tris, não mexa nas minhas coisas... Especialmente nas minhas coisas da Sangue.

— Gosto de vermelho e preto.

Era só o que faltava!

— Se eu pegar você com isso, outra vez, vou deixar umas manchas azuis e pretas, bem esportivas, pelo seu corpo... Entendeu, irmãzinha?

Ela dá de ombros:

— Tudo bem. Entendi.

Tris sai do quarto, com aquele seu jeito de andar gingando... E eu me pergunto se ela realmente compreende. Mas resolvo não pensar mais no assunto. Abro o armário, escolho uma camiseta preta e um velho jeans desbotado. Enquanto amarro o lenço no pulso mais firmemente, escuto minha mãe gritando, da cozinha:

— Alexandra, venha comer antes que esfrie. Depressa!

— Já vou — eu respondo.

Nunca entenderei por que as refeições são tão importantes para ela.

Minhas irmãs estão ocupadas, devorando o café da manhã, quando entro na cozinha. Abro a geladeira e dou uma olhada no que tem...

— Sente-se.

— Mãe, eu vou só pegar...

— Você não vai pegar nada, Alexandra. Somos uma família e vamos comer todas juntas.

Com um suspiro, fecho a porta da geladeira e me sento ao lado de Echo. Ser membro de uma família unida às vezes tem suas desvantagens. Minha mãe coloca um prato cheio de tortillas e ovos, diante de mim.

— Por que a senhora não me chama de Lexa? — pergunto, olhando para a comida à minha frente.

— Se eu quisesse fazer isso, não teria batizado você de Alexandra. Qual é o problema? Você não gosta do seu nome?

A pergunta me deixa tensa. Recebi esse nome em homenagem ao meu pai, ele morreu quando eu era menina.

— Isso importa? — eu resmungo, pegando uma tortilla.

Ergo os olhos, tentando avaliar a reação de minha mãe, que está de costas para mim, lavando louça na pia.

— Não — ela responde.

— Lexa quer se fingir de branca — Echo se intromete. — Mana, você pode mudar seu nome, mas não tente parecer outra coisa, além de mexicana... Mesmo porque, ninguém iria acreditar.

— Cale a boca — eu aviso. — Não quero ser branca.

— Ei, por favor — pede nossa mãe. — Chega de brigas, por hoje.

Echo cantarola “Mojado”, provocando-me com uma referência aos imigrantes ilegais.

Já aguentei o suficiente, de Echo; agora ela foi longe demais. Levanto-me, arrastando a cadeira. Echo também se ergue e me encara, bloqueando minha passagem. Ela sabe o quanto posso ser durona.

Qualquer dia, seu ego exagerado ainda vai metê-la em apuros... E com a pessoa errada.

— Sente-se, Echo — minha mãe ordena.

— Mexicana suja, comedora de feijão! — Echo me xinga, forçando um profundo sotaque. — Pior ainda: você é uma bandida... Uma marginal de gangue!

— Echo! — minha mãe repreende, severamente, avançando para ela.

Mas fico entre as duas e pego minha irmã pela gola da camisa.

— Sim, isso é tudo o que as pessoas vão pensar de mim — eu digo. — Continue falando esse monte de besteiras, e elas vão pensar isso de você, também.

— Mana, as pessoas sempre vão pensar assim, de qualquer jeito. Se eu quero, ou não, tanto faz.

— Você está enganada, Echo. — Eu a solto. — Você pode ser bem melhor...

— Do que você?

— Sim, melhor do que eu, e você sabe disso muito bem. Agora, peça desculpas à nossa mãe, por falar assim na frente dela.

Echo me olha nos olhos... E vê que não estou brincando.

— Desculpe, mãe — ela diz e volta a se sentar.

Mantenho meus olhos nos dela, enquanto seu ego vai a nocaute. Virando-se de costas para nós, minha mãe abre a geladeira, tentando ocultar as lágrimas. Puxa, ela se preocupa com Echo. Ela está começando o segundo ano... Durante os próximos dois anos, ou ela se apruma... Ou se acaba de uma vez.

Pego minha jaqueta preta, de couro; preciso dar o fora daqui. Beijo minha mãe no rosto e peço desculpas por arruinar seu café da manhã.

Saio de casa, pensando em como farei para manter Echo e Tris longe do meu caminho, enquanto tento guiá-las para um caminho melhor. Ah, que ironia, tudo isso.

Na rua, rapazes usando lenços com as mesmas cores que eu fazem o sinal da gangue Sangue Latino, batendo a mão direita duas vezes no braço esquerdo, com o dedo anular dobrado.

Minhas veias se incendeiam quando respondo a saudação, antes de montar em minha moto. Os caras esperam que eu seja durona e fria, um membro de gangue... E é isso que dou a eles. Inventei um espetáculo infernal, para o mundo exterior... Tão infernal, que às vezes até eu me surpreendo.

— Lexa, espere!

Uma voz familiar me chama. Costia Sanchez, minha vizinha e ex-namorada, corre em minha direção.

— Oi, Costia — eu resmungo.

— Que tal me dar uma carona até o colégio?

Sua mini saia preta mostra pernas incríveis; a blusa é justa, realçando os seios pequenos e firmes. Houve um tempo em que eu faria qualquer coisa por essa garota. Mas isso foi no verão, antes de eu pegá-la com um cara, na cama... Ou melhor: no carro, como de fato foi.

— Vamos, Lexa. Prometo que não mordo... A não ser que você me peça.

Costia é minha parceira, na Sangue Latino. Se somos um casal, ou não, já não importa. Ainda nos apoiamos mutuamente. Este é nosso código de honra.

— Venha — eu digo.

Costia monta na garupa e, deliberadamente, segura em minhas coxas enquanto se gruda ao meu traseiro... O que não causa o efeito que ela provavelmente esperava. Se Costia pensa que vou esquecer o passado... Que nada! De jeito nenhum. Minha história me define.

Tento me concentrar no aqui e agora: o ano letivo que começa, meu último no Colégio Arkadia. É difícil porque, após a formatura, meu futuro provavelmente será tão miserável quanto o passado.

 


Notas Finais


E ai??? Gostaram da nossa menina Lexa?
Comentarios??? Por favor...Eu amo saber o que vcs estão achando. <3<3<3<3<3


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