História Perfect Love - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Pentagon (PTG)
Personagens E'Dawn, Hong-seok, Hui, Jin-ho, Kino, Shin-won, Woo-seok, Yan An, Yeo One, Yuto
Tags Huidawn, Wooto, Wooyu, Yanone, Yeoan
Visualizações 122
Palavras 4.862
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chegay.
Com o desfecho.
É isso... Eu acho que ainda estou insegura com tudo, de verdade.
Espero que me perdoem se não gostarem do final.

Fanfic de minha autoria, plágio é crime.
Capítulo não betado e sujeito a mudanças para correções de erros.

Boa Leitura.

Capítulo 4 - Quattro


O relógio marcava uma hora da manhã quando Changgu saiu de fininho pela porta dos fundos, fechou o objeto com cuidado e em seguida caminhou até o pequeno balanço. Sua mãe não era grudenta, mas depois de ver o filho chegar ao lado do filho da vizinha, ela não se contentou com apenas uma frase. Foram longas horas conversando, rindo, pedindo conselhos e ouvindo da mais velha que se ele não começasse a namorar com Yan An; ela o enfiaria na pia do banheiro e o afogaria. O Yeo sorriu de canto ao ver o mais alto, deu uma risadinha e se aproximou. Yan An já estava lá, sentado, esperando pelo coreano. O olhar vago, preso na grama que crescia dia após dia. O corpo balançava levemente no brinquedo, Yan An parecia uma criança gigante. Que não crescera. Aproximou-se lentamente, sentou-se ao lado do rapaz e percebeu que ele sequer notara sua presença.

– Sua mãe sabe sobre nós? – Yan An indagou assustando levemente o rapaz.

– Acho que sim, não sei... – suspirou levemente. – Eu nunca contei os míseros detalhes a ela, mas ela parece desconfiar de algo. Por que a pergunta?

– A minha sabe. – revelou sem muitos rodeios. – Ela sempre soube... Acho que antes mesmo de mim.

– Aonde você quer chegar?

– Depois que meus pais me mandaram de volta para a China, eu mantive contato apenas com a minha mãe. Era tudo escondido, claro. – suspirou. – Ela conversou comigo, me contou que já sabia sobre meus sentimentos e que tinha notado a forma como agíamos um com o outro. Foi difícil, principalmente porque meus pais foram forçados a voltar já que meu pai mudava mais de emprego do que de roupa. Provavelmente por causa do temperamento difícil. Conviver com eles lá não é a mesma coisa que conviver com eles aqui. – riu sem vontade. – Digamos que eu ganhei mais cicatrizes do que eu queria, algo justo já que eu havia “pedido” para que eles me mandassem para qualquer lugar.

– Você queria realmente voltar para a China?

– No começo sim, mas depois que eu cheguei lá... Tudo que eu queria era voltar. – suspirou novamente. – Eu fugi porque queria me esconder de você, queria que você me esquecesse...

– Yan An, você sabe que seria impossível eu me esquecer de alguém como você...

– Eu sei. – sorriu levemente. – Changgu... Você sabia que minha mãe é viúva?

– Como assim?

– Meu pai morreu pouco depois que retornamos a China, um acidente aconteceu e ele perdeu a vida. Ele tinha a maldita mania de beber e dirigir. – murmurou baixinho. – Minha mãe sempre me apoiou, ela sempre esteve do meu lado e mesmo que meu pai discordasse dos meus sentimentos e que me agredisse sempre que eu citasse seu nome; eu sabia que, no fundo, ele também queria o meu bem. – ergueu o olhar para o rapaz. – Eu tive que me afastar de você, não ia ser fácil lidar com as coisas lá sabendo que deixei você, aqui, completamente confuso. Eu precisei te ignorar, desculpe por isso.

Yan An suspirou novamente, tinha essa mania quando estava nervoso.

– Eu tive que arranjar um emprego, era novo demais, eu sei, mas consegui. – começou enquanto retornava o olhar para a grama. – Ajudei minha mãe o quanto pude, trabalhava e estudava. Tinha que me manter forte por ela, mas no fundo, tudo o que eu queria era voltar... Voltar para a Coreia, para essa casa. Voltar para você.

– Deus...

– Eu sei que pedido de desculpas nenhum pode verbalizar o que estou sentindo, mas, por favor, acredite em mim quando digo que não fiz nada disso de propósito. – pediu com a voz trêmula. – Eu fui forçado a ir, porque eu se eu não fosse meu pai iria tomar as rédeas da situação e tudo ia ficar pior!

Changgu suspirou levemente e assentiu positivamente, estava sendo egoísta em achar que apenas ele sofrera. Que as atitudes de Yan An haviam apenas lhe afetado, que o chinês não estava sofrendo as consequências. Tudo o que vai, um dia volta, chamem isso de terceira lei de Newton. Ou de carma.

Fica a seu critério.

O que acontece é que… Changgu nunca parou para se colocar do outro lado da história, era um assunto bobo. Ele sabia. Mas o problema é que, analisem comigo, Changgu não tivera experiências amorosas e ele não sabia como isso funcionava. Ele esperava que alguém se declarasse para ele ou que ele encontrasse sua alma gêmea num esbarrar de ombros, mas Yan An – segundo sua mente de adolescente – havia estragado tudo.

E ainda tivera a audácia de beija-lo!

Changgu ficou com raiva. Tanta raiva que não enxergou a expressão entristecida do chinês, nem mesmo parou para analisar suas palavras. Ele estava odiando tudo isso, porque, as pessoas ao seu redor diziam que aquele tipo de relacionamento era inaceitável e mesmo que não fosse preconceituoso; ele tinha medo. Medo de ser odiado, de sua família parar de se importar mais ainda com ele, de sua mãe sofrer por sua causa. Se foi difícil não pensar naquele beijo nos dias seguintes, imagina como estava sendo para Yan An? Se o rapaz tivera a iniciativa do beijo, era porque já havia passado por todo o conflito interno que o coreano enfrentava. Confiar ou não em seu coração?

Ele realmente amava Yan An ou apenas estava confuso?

Se antes Changgu não tinha dúvidas, agora sua mente fazia questão de lhe lembrar de cada mísero momento vivido com o chinês e transformá-los em uma completa bagunça.

– Changgu?

O Yeo não respondeu, ele prendeu seu olhar no chão e ficou ali pensando. Como? Por quê? O que fazer?

Porque caralho a sua vida não podia ser mais fácil?

Ah, é porque não era pra ser fácil.

Suspirou baixinho enquanto movia os olhos de forma nervosa.

Foi quando, meio que sem querer, seus olhos caíram na única coisa que ele guardava a sete chaves em suas memórias. Da única lembrança de sua infância que ele não fez questão de esquecer ou de bloquear.

Ele lembrava com convicção de seu aniversário de treze anos. Sua mãe estava animada, os levou a um pequeno clube com piscinas e espaços para crianças/pré-adolescentes/adolescentes se divertirem e mesmo sem a presença de sua família; Changgu estava se divertindo.

Ele se lembrava com convicção de tudo.

Yan An não sabia nadar, não era novidade para ninguém. Mas, naquele dia onde Changgu teve uma câimbra enquanto nadava no fundo do clube e o chinês era a única pessoa presente no local, ele não pensou duas vezes antes de lhe salvar. O rapaz adentrou na piscina e tirou o coreano do fundo, o ajudou a sair, e depois correu por todo o recinto procurando por ajuda. Yan An escorregou no piso molhado e caiu por cima de sua mão, uma pequena lesão que quase lhe custara os movimentos.

Changgu se culpava por aquilo, porque se ele tivesse se alongado de forma correta, a câimbra não teria acontecido. Yan An não precisaria de uma cirurgia delicada na mão direita, nem mesmo precisaria passar pelo sermão de seu pai.

Mas o sorriso do chinês enquanto ele dizia que estava bem - o que Changgu sabia ser mentira - fazia o coração do coreano bater descompassado.

Yan An o salvara sem pensar duas vezes, arriscara a própria vida por Changgu.

– É a minha cicatriz preferida. – confessou seguindo o olhar alheio. – Me lembra de você.

– E o fato de que, indiretamente, eu quase te deixei aleijado. – revirou os olhos.

A verdade era que, depois desse dia, Changgu se viu cada vez mais preso ao chinês. Como se aquela atitude tivesse provado muita coisa ao pobre coração, como se uma fagulha estivesse virando uma chama. Depois daquele dia os dois se tornaram inseparáveis, chegaram a dormir na casa um do outro e a dividir os minutos de banho.

Tudo na mais singela e pura inocência.

Changgu tocou a cicatriz e sorriu de canto, ergueu o olhar para o chinês e não evitou que os lábios se encontrassem. Nem mesmo que sua mão subisse até o pescoço alheio. As mãos de Yan An fizeram um carinho em seu rosto antes de descerem para a cintura, o beijo foi ganhando velocidade, ganhando firmeza.

O Yeo sequer notou que não estava mais no brinquedo, nem mesmo soube quando suas costas se chocaram contra a árvore que ficava no seu quintal. Ele só queria saber dos beijos que Yan An depositava em seu pescoço, das mãos afoitas e precisas.

Droga, onde ele aprendeu essas coisas?

Changgu sentia seu corpo ferver, arder e implorar por mais daqueles toques. Yan An parecia entender aquelas sensações e por isso beijava o rapaz com toda a lentidão que podia, suas mãos tocavam e apertavam o corpo alheio de forma possessiva. O chinês afastou-se lentamente, encarou o rosto do coreano e sorriu de canto. Se continuassem, provavelmente, nenhum dos dois pararia até que estivessem em uma situação parcialmente irreversível.

– Porque parou?

– Porque não quero perder o controle Changgu. – confessou enquanto juntava a sua testa a do Yeo. – Você não sabe o quanto me excita…

Ok, aquela frase tinha sido mais provocante do que deveria ser.

Changgu sentiu uma fisgada em seu baixo ventre e teve que morder os lábios para não gemer, Yan An estava com os cabelos bagunçados e ofegante. Os primeiros botões de sua camisa foram abertos e o peito pálido subia e descia em um ritmo acelerado, as mãos seguravam com firmeza a cintura alheia.

Uma puta visão de um deus grego.

Se é que eles podiam ser comparados a Yan An.

– E… – começou incerto. – E se eu não quiser que você pare?

– Acho que nossa primeira vez não pode ser aqui, no parquinho. – deu uma risadinha. – Minha mãe vai visitar uma amiga na sexta, só volta no outro dia… Acha que pode faltar à universidade?

Changgu assentiu rapidamente enquanto juntava novamente os lábios, sentiu Yan An descer uma de suas mãos e apertar sua bunda. O Yeo arfou entre o beijo, como consequência ele impulsionou o corpo para frente e sentiu a situação do chinês.

– Você…?

– É. – respondeu enquanto se afastava lentamente. – Preciso ir, antes que acabe fazendo uma loucura.

– Transar comigo é uma loucura?

– Sim. – riu. – E das grandes.

Yan An ainda deixou alguns selares nos lábios alheio antes de pular a cerca e retornar para sua casa, Changgu sorriu bobamente enquanto tocava os lábios. Adentrou em sua casa procurando fazer o mínimo de barulho possível, mas ele mal sabia, que no andar de cima alguém o observava pela fresta da cortina.

 

O dia amanheceu com a voz da senhora Yeo ecoando pelos corredores, Changgu abriu um dos olhos no exato momento em que a mais velha abriu a porta de seu quarto. A mulher resmungava enquanto recolhia algumas peças de roupa do filho, chutou o balde que Hyunggu usara no dia seguinte e soltou um palavrão.

– Onde aprendeu essa palavra? – Changgu brincou vendo a mais velha o encarar seriamente.

– Na casa do caralho. – ela respondeu vendo o menino gargalhar. – Levanta dessa cama e toma um banho, Yan An está lá na sala esperando por você.

– O quê?

– Não sou papagaio, não vou repetir.

Ela bateu a porta com força e o rapaz franziu levemente o cenho, o que havia de errado com sua mãe? O jovem balançou a cabeça negativamente e caminhou até o banheiro, tomou um banho, escovou os dentes e se vestiu. O dia estava quente, mas ele não se importava. Passara a madrugada pensando em como sua vida mudara rapidamente nas últimas semanas, desceu as escadas e encontrou Yan An sentado no sofá. Ele não estava sozinho, Hyunggu e Shinwon estavam ali também.

– Minha mãe não disse que vocês estavam aqui.

– E, por algum acaso, tem escrito “visita” na minha testa? – Hyunggu indagou enquanto levantava do sofá. – Entro e saio na hora que eu quiser.

– Continua sonhando. – a mais velha entre eles gritou de algum cômodo da casa. – Você não é parte da realeza e nem mesmo nasceu com a bunda virada para a lua, não saia por aí achando que pode bancar o dono da casa alheia!

– Tia, a senhora está muito estressada. – Hyunggu respondeu com um sorriso no rosto. – Quer uma massagem?

– Se ela vier de você, não vai fazer nem cócegas. – a senhora Yeo apareceu com um balde na mão, na outra estava um esfregão. – Se as princesas não se importam, a gata borralheira aqui precisa limpar a casa. Vão fazer a orgia de vocês em outro lugar.

– Mãe!

– Qual é Changgu? – ela ergueu uma sobrancelha. – Não me olhe como se eu não soubesse que você estava se agarrando com o Yan An no meu quintal! Tá aprendendo essa safadeza toda com quem? Com Hyunggu?

– Tia! – Hyunggu sentiu o rosto corar. – A senhora sabe que eu não faço essas coisas, sou um menino puro.

– De puro você não tem nada. – ela riu. – Só se for pura safadeza!

Changgu riu, uma risada que contagiou a todos. Yan An passou o braço pelo ombro do coreano e o puxou em direção a porta, despediram-se da mais velha em meio a piadas de péssimo cunho.

– Yan An! – ela chamou quando os rapazes já estavam na calçada. – Cuide do meu filho, eu sou muito nova para ser avó!

É, a senhora Yeo precisava de tratamento.

 

A semana voou mais rápido do que o Yeo poderia associar, a sexta chegara tão rápido que, se ele não tivesse pegado algumas dicas com Hyunggu; provavelmente estaria arrancando os cabelos. Ele não era inexperiente, é só que… De todas as vezes - que não foram muitas - que Changgu dormiu com alguém, ele não estava totalmente sóbrio e como ele não lembrava de coisas insignificantes; uma coisa ajudou a outra. Talvez ele não precisasse levar em consideração tudo o que o Kang dissera, mas algumas coisas deveriam ser úteis. Mas, nem sempre o universo conspira ao seu favor e naquele dia não seria diferente. Changgu perdeu a conta de quantas vezes pedira desculpas a Yan An, mas não poderia ir até a casa do chinês. Não antes das seis da noite.

Yan An entendia, tinha que entender.

Afinal de contas, passaram a última semana se agarrando em qualquer lugar mais vago da faculdade e ainda tiveram que aguentar Hyojong e a língua de cobra que ele tinha. Hyunggu havia diminuído a quantidade absurda de piadas, mas, vez ou outra, alguma coisa ainda escapava.

Quando a noite já caía, Changgu conseguiu finalmente encontrar com Yan An. Tocou a campainha da casa ao lado da sua sentindo as mãos suarem em nervosismo, o chinês abriu a porta com um pequeno sorriso no rosto e rapidamente roubou um selar do rapaz. Yan An pegou o rapaz pelo pulso e o puxou para o andar superior, seguiram em silêncio até o quarto do chinês.

O coração de Changgu parecia uma bateria dentro de sua caixa torácica, sentia-se em um estado completo de nervos.

Ele iria passar a noite com Yan An.

Oh merda, ele realmente iria passar a noite com Yan An.

E algo lhe dizia que não eles não iriam apenas trocar alguns amassos ou beijos intensos e pornográficos.

A porta do quarto foi aberta e o Yeo abriu a boca realmente surpreso, tudo estava perfeito. Seu coração de romântico derreteu-se por completo, algumas pétalas de rosas estavam espalhadas pelo chão e pela cama. Velas aromáticas enfeitavam o recinto de forma extremamente cinematográfica, Changgu precisou piscar algumas vezes seguidas para ter certeza que tudo aquilo era real.

Que Yan An era real.

Virou-se para o mais alto e viu o rosto corado, sorriu abertamente enquanto o puxava para um beijo apaixonado. Ao se afastarem, Changgu pôde ver toda a serenidade e inocência do mundo nos olhos brilhantes do chinês. Era incrível como tudo parecia erradamente certo.

Ah... O amor.

– Eu te amo... – Yan An sussurrou depois de um tempo em silêncio. – Eu te amo tanto...

– Eu sei. – Changgu respondeu enquanto o puxava para mais um beijo.

As mãos de Yan An automaticamente foram parar em sua cintura enquanto as do Yeo subiam para o pescoço alheio, as línguas se encontravam de forma tímida e as mãos procuravam conhecer o corpo alheio de uma forma que nunca foram capazes de sentir antes.

Changgu se sentia nervoso, quem não estaria!

Mas ao sentir a delicadeza nos toques do chinês, toda a sua insegurança e o nervosismo, foram para o quinto dos infernos. O coreano, lentamente, escorregou suas mãos do pescoço para o ombro do mais alto. Em seguida as desceu para o peito e, timidamente, começou a desabotoar a camisa que ele usava. Yan An sorriu entre o beijo e, num ato de puro atrevimento, desceu suas mãos para as nádegas alheia.

Changgu gemeu e se arrependeu no minuto seguinte.

Afastou-se do chinês e encarou a forma como o peito subia e descia aceleradamente dentro da camisa aberta. Puta que pariu, Yan An não deveria ser considerado humano. Tudo naquele maldito chinês era perfeito, desde o cabelo bagunçado até o dedo mindinho do pé. Perfeição deveria ser crime.

O chinês sorriu de canto enquanto caminhava lentamente para próximo do coreano, este apenas dava passos para trás como se fugisse das coisas que – com toda a certeza do mundo – aconteceriam naquele quarto. Changgu sentiu o colchão bater na parte de trás de seus joelhos e automaticamente ele se sentou, Yan An aproximou-se e tocou o rosto alheio. Um leve sorriso brincava em sua face enquanto ele erguia a mão para acariciar o rosto do Yeo, Yan An afastou-se enquanto tirava a camisa lentamente.

– Oh Deus... – Changgu murmurou enquanto se arrastava na cama.

O chinês aproximou-se da cama de forma lenta e, pode-se dizer, torturante. Subiu no móvel de forma felina e engatinhou até o Yeo, os lábios se encontraram de forma automática enquanto as mãos atrevidas adentravam a camisa do coreano. O toque quente na pele gelada pelo nervosismo causou uma sensação gostosa em ambas às partes, Changgu gemeu novamente e o chinês apenas sorriu de canto enquanto quebrava o ósculo. Se encararam intensamente, por mais que confiassem inteiramente um no outro, ainda havia certo receio.

– Você tem certeza que é isso que quer? – Yan An indagou seriamente. – Podemos parar se-...

– Cala a boca. – revirou os olhos e empurrou levemente o mais alto. – Não aja como se eu fosse de porcelana.

É de se admitir que essa frase desestrutura qualquer um.

Yan An sorriu de canto antes de tirar a blusa do Yeo, encarou o tronco branquinho e intacto. Ergueu o olhar para o rapaz e em seguida o desviou para o tórax, ergueu uma sobrancelha antes de finalmente levar os lábios até o corpo alheio. Changgu apenas deitou-se por completo na cama e aceitou, de bom grado, os beijos e chupões que eram depositados em seu corpo. Sabia que se alguém visse as marcas, piadas seriam feitas até o fim de sua vida.

Principalmente por ter Hyojong e Hyunggu como amigos, além de ter que indiretamente lidar com sua mãe.

A língua de Yan An começou um pequeno carinho em seu mamilo direito, o Yeo revirou os olhos enquanto mordia um dos lábios em deleite. Era bom, bom pra caralho. E a sensação só se prolongou mais ainda quando o chinês começou a mordiscar levemente os botões rosados, alternando entre lábios e dedos. Levando o coreano a loucura. O membro, já desperto, era apertado pela calça jeans.

Ele sequer precisara de estímulos maiores, Yan An em si já era um puta estímulo.

Os beijos desceram para a barriga, leves selares, mordidas que não deixariam marcas e até mesmo uma lambida safada. Onde diabos Yan An aprendera aquelas coisas?

O botão da calça de Changgu foi aberto, ele ergueu o quadril em uma tentativa quase nula de ajudar. Sequer percebera que sua cueca também havia seguido o mesmo caminho, só soube que estava nu quando sentiu a mão do chinês – que, para rápida explicação, não tinha mais pudor algum – tocou seu membro. Changgu, rapidamente, ergueu o olhar. Yan An sorria de forma sacana enquanto encarava o membro em sua mão, ele não iria... Iria?

– Puta que-...

Sim, ele fez e, pela primeira vez na vida, Changgu gritou ao receber um oral.

Porque, meus amigos, nada no mundo pode superar a sensação de um boquete bem feito. E acreditem, a boca de Yan An não servia apenas para sorrir e pronunciar palavras com um sotaque galanteador. Aquela cavidade bucal que abrigava um sorriso bonito pra caralho também sabia como levar certo coreano às nuvens. Changgu agarrou os cabelos alheio com uma mão e com a outra ele agarrou os lençóis, arrepios tomavam conta de seu corpo e ele precisava morder os lábios para não gemer. Gritar não era uma hipótese, nem mesmo poderia ser cogitado.

Depois de um tempo - e de notar que Changgu estava próximo ao orgasmo - o chinês se afastou enquanto limpava o canto dos lábios, ele encarou o coreano de forma provocativa e abriu o botão de sua calça. Os olhos de Changgu se abriram e ele observava atentamente a forma como o chinês se movia, lentamente, provocante, parecia testar cada mísera célula do corpo alheio.

E foi nesse momento que Changgu se descobriu completamente impaciente.

O coreano empurrou o chinês e decidiu que ele mesmo tiraria a roupa alheia, o que acarretou em uma risadinha por parte do mais alto. O Yeo encarou o corpo desprovido de roupas e sentiu-se diminuto, Yan An era incrível. Os olhares se encontraram e por um curto período de tempo os dois se esqueceram de tudo, esqueceram-se do mundo fora daquelas paredes. Esqueceram-se dos problemas do passado e de tudo o que aconteceu.

Yan An se esqueceu do inferno que foi viver na China enquanto seu coração estava na Coreia.

E Changgu se esqueceu do quanto se negara a acreditar que nunca vira Yan An apenas como amigo.

– Eu te amo... – Changgu sussurrou pela primeira vez desde que começaram o relacionamento. – Me perdoa por ter te expulsado daquela forma?

– Me perdoa por ter obedecido?

Os dois riram e em seguida se beijaram, Yan An sentou-se na cama e acomodou o coreano em seu colo. Pretendia perguntar se ele precisaria se preocupar com preliminares, mas Changgu o calou com um rebolado mais ousado.

Sanidade? Que é isso? É de comer?

Changgu sequer soube processar o momento no qual suas costas se chocaram contra o colchão, nem mesmo em que momento daquela confusão de gemidos e beijos; Yan An teve tempo para pegar um tubo de lubrificante. Os dois se arranhavam, mordiam e chupavam a pele alheia de forma quase animalesca.

Yan An espalhou o gel em seu membro e esperou que o coreano tomasse a iniciativa, porque havia algo nos olhos de Changgu que indicavam que o Yeo queria fazer aquilo. Que ele queria o controle da situação, ou parcialmente. O chinês, com o todo o carinho que tinha no momento, estendeu a mão para o garoto deitado. Não queria brutalidade ou que as coisas seguissem no rumo que estavam seguindo, Yan An queria delicadeza e, acima de tudo, demonstrar seus sentimentos.

Os dois se beijaram pela milésima vez naquela noite, Changgu sentou no colo alheio e guiou o membro de Yan An para sua entrada. O chinês gemeu baixinho ao sentir-se totalmente dentro de Changgu, este respirou fundo algumas - milhares de - vezes antes de começar a movimentar-se lentamente. Tímido e incerto, até mesmo um pouco atrapalhado. Se já havia transado com alguém antes? Sim, não era santo e nem se faria de casto na frente do chinês. Mas… Uma foda “casual” no meio da única festa na qual comparecera - obrigado por Hyunggu, que isso fique bem claro, já que o Yeo nem sequer ousaria sair de casa - não parecia uma coisa bonita de se contar para os outros. A verdade era que… Antes de Yan An e toda a sua aura de “sou inocente por fora, mas um ninfomaníaco por dentro” Changgu nunca havia sentido tesão por mais ninguém. Nem mesmo pela pessoa com quem perdera a virgindade, bêbado, aos dezoito anos.

A culpa era do álcool.

E de sua memória de peixe que o impossibilitava de lembrar-se do rosto da pessoa com quem teve sua primeira vez.

Como eu disse antes: Changgu só lembrava-se do que era importante. E do que acontecia quando ele estava sóbrio.

A velocidade aumentou gradativamente e mesmo que o chinês estivesse tentado a jogar o coreano na cama, a bagunçar o Yeo de todas as formas possíveis, ele não o fez.

Deixou as coisas acontecerem a seu tempo.

Ao tempo de Changgu.

Como deveria ter acontecido anos atrás, mas que não ocorrera.

Changgu aumentou a velocidade, ousava nos movimentos e nas reboladas. Até que, sem querer, acertou algo em seu interior que o fizera delirar. Moveu-se em busca de mais contato naquele ponto em especifico, queria mais da corrente elétrica que se espalhara por seu corpo. Queria mais de Yan An e de suas mãos safadas, da voz melodiosa que gemia em seu ouvido enquanto o chinês tentava beijar seu pescoço. Queria gemer, gritar, implorar para que Yan An o penetrasse com mais força, mais vontade.

Changgu queria ir a loucura.

Sentia-se completamente entregue, sabia disso, mas não podia evitar.

Provavelmente seus gemidos já tivessem alcançado sua casa, sua mãe iria mata-lo. Depois de muitas piadas e frases com duplo sentido.

Mas isso não importava no momento.

Yan An levou às mãos a cintura alheia e o ajudou com os movimentos, hora apenas observava e gemia, hora apertava e acariciava o corpo alheio. Queria mais daquela sensação, mas sentia que não duraria muito tempo. Desejara o chinês de todas as formas possíveis que agora, nada parecia real. Os beijos, os toques, as carícias… O coração do chinês parecia uma bateria de escola de samba de tanto que palpitava. Acelerado, conturbado, demonstrava tudo aquilo que idioma nenhum conseguia explicar. Quando os lábios não falam, os olhos e o coração descompassado demonstram. Os olhares se encontraram por alguns segundos antes de Yan An atingir novamente o ponto especial do coreano. Changgu gemia descontroladamente enquanto arranhava os ombros do chinês ou simplesmente puxava os cabelos alheio, contraía sua entrada de forma não intencional – ou intencional, entenda como quiser – e se deleitava com os gemidos do chinês.

Foi com um gemido mudo que o coreano deixou que seu sêmen se espalhasse entre os corpos, revirou os olhos ao sentir as unhas de Yan An em suas nádegas e em seguida o líquido viscoso do chinês preencheu seu interior.

Caíram exaustos na cama, Changgu tentava normalizar a respiração enquanto Yan An apenas sorria como um bobo apaixonado. Os dois se encararam e sorriram abertamente, a mente estava em branco, mas eles sabiam que era por pouco tempo.

Isso foi comprovado quando a mente de Changgu clareou primeiro.

– Me diz… – pegou um pouco mais de fôlego. – Me diz como vou explicar nossa situação para a louca da minha mãe?

Yan An riu ao lembrar-se do quão divertida e piadista sua sogra era.

– Diz a ela que o filho da vizinha te pediu em namoro. – riu.

– Ah claro, vou aproveitar e dizer que ele me fodeu também. – revirou os olhos ao ouvir o outro rir. – Yan An?

– Oi.

– Porque você voltou?

– Porque minha mãe gostava da Coreia, porque ela tinha amigas aqui… – abraçou o corpo alheio e deixou que Changgu se acomodasse em seu peito. – E porque ela não queria que você me esquecesse…

Changgu sorriu de canto.

Esquecer Yan An é a mesma coisa que esquecer a primeira surra, você não consegue… É impossível!

– Eu te amo Changgu. – informou de forma carinhosa. – Amo a forma como ri batendo palmas, amo o fato de que se esforçou para me ensinar coreano. Amo cada mísero pedaço do seu corpo e da sua personalidade, eu te amo por ser quem é.

– Eu também te amo. – beijou o peito alheio.

O silêncio reinou calmo, sereno, tranquilo como tinha que ser. Nenhum dos dois disse nada, nem mesmo ousaram. Poucos sabem apreciar a sensação de ter alguém que ama ao seu lado, poucos valorizam quando um sentimento é maior que tudo ao seu redor. Maior até mesmo que você. Yan An moveu levemente a cabeça e encarou o semblante tranquilo do Yeo, ele se abrigava e se escondia no meio daqueles lençóis bagunçados e do corpo ao qual se abraçava.

Se alguém o dissesse que, um dia, ele encontraria alguém do qual partilharia muito mais do que apenas uma inocente amizade; Yan An duvidaria. Mas agora, analisando a presença de Yeo Changgu, vendo toda a reviravolta que ele causara em sua vida… Yan An só poderia pensar em como havia sido sortudo. Sorriu levemente antes de encarar o teto, em sua mente brincava a mais singela e delicada frase criada por si. Fechou os olhos e esperou que o sono o atingisse, o dia seguinte seria longo. Era sábado e algo dizia que Hyunggu e Yuto encontrariam um jeito de tirar todo o grupo de casa.

Changgu abraçou o corpo maior que o seu e sorriu em meio ao sono, mal sabia ele que Yan An também dormira com um pequeno sorriso em seus lábios.

Importante não foi o dia em que te conheci, mas sim o momento em que você passou a viver dentro de mim.​


Notas Finais


Gente, eu não sei nadar, mas salvei um amigo na piscina mesmo sem saber. O desespero faz a gente realizar coisas que são impossíveis...
Comentem e me digam o que acharam ok?

Obrigada para quem leu e favoritou.
E, antes que eu me esqueça, vem especial aí. Capítulos extras contando o que aconteceu com Huidawn e Wooto.
See ya.


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