História Perfect Partner - Book Two - Capítulo 62


Escrita por: ~

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Palavras 5.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi amoras e amorecos , tudo bem ?
O título do capítulo é paz, mas quando esses pobres queridos a terão ?!
#autoraironica
😉

Capítulo 62 - Peace


Fanfic / Fanfiction Perfect Partner - Book Two - Capítulo 62 - Peace

Peace

 

Patience

 

One, two, one, two, three, four

 

Shed a tear 'cause I'm missing you

I'm still alright to smile

Girl, I think about you every day now

Was a time when I wasn't sure

But you set my mind at ease

There is no doubt you're in my heart now

 

Said, woman, take it slow

And it'll work itself out fine

All we need is just a little patience

Said, sugar, make it slow

And we'll come together fine

All we need is just a little patience (Patience)

 

I sit here on the stairs

'Cause I'd rather be alone

If I can't have you right now I'll wait, dear

Sometimes I get so tense

But I can't speed up the time

But you know, love, there's one more thing to consider

 

Said, woman, take it slow

And things will be just fine

You and I'll just use a little patience

Said, sugar, take the time

'Cause the lights are shining bright

You and I've got what it takes to make it

 

We won't fake it

Oh, I'll never break it

'Cause I can't take it

 

Little patience, yeah

Need a little patience, yeah

Just a little patience, yeah

Some more patience, yeah

 

I've been walking the streets at night

Just trying to get it right 

(Need some patience, yeah)

It's hard to see with so many around

You know, I don't like being stuck in the crowd 

(Could use some patience, yeah)

 

And the streets don't change but, baby, the names

I ain't got time for the game 

(Gotta have some patience, yeah)

'Cause I need you, yeah

Yeah, but I need you

(All it takes is patience, yeah)

 

Oh, I need you (Just a little patience)

Oh, I need you (Is all you need)

Oh, this time 

 

Paciência

 

Um, dois, um, dois, três, quatro

 

Derramei uma lágrima porque estou sentindo sua falta

Ainda me sinto bem o suficiente para sorrir

Garota, eu penso em você todos os dias agora

Houve um tempo que eu não tinha certeza

Mas você acalmou minha mente

Não há duvida, você está em meu coração agora

 

Eu disse: mulher, pega leve,

Tudo vai se resolver bem por si mesmo

Tudo que precisamos é de um pouco de paciência

Eu disse: doçura, vá com calma

E vamos ficar bem juntos

Tudo que precisamos é de um pouco de paciência (paciência)

 

Eu sento aqui nas escadas

Pois eu quero ficar sozinho

Se eu não puder te ter agora, eu esperarei, querida

Às vezes, eu fico tão tenso,

Mas eu não posso acelerar o tempo

Mas você sabe, amor, há mais uma coisa para considerar

 

Eu disse: mulher, pega leve

As coisas vão ficar bem

Você e eu só temos que ter um pouco de paciência

Eu disse: doçura, não se apresse

Pois as luzes estão brilhando

Você e eu temos aquilo que é necessário para dar certo,

 

Não fingiremos

Nós nunca romperemos

Pois eu não suportaria

 

Um pouco de paciência, sim

Precisa de um pouco de paciência, sim

Só um pouco de paciência, sim

Um pouco mais de paciência, sim

 

Eu estive caminhando nas ruas à noite

Tentando ter certeza disso

(Só um pouco de paciência)

É difícil ver com tantos por perto

Você sabe que eu não gosto de ficar preso na multidão

(Só um pouco de paciência)

 

E as ruas não mudam, apenas os nomes, baby

Não tenho tempo para joguinhos

(tem que ter um pouco de paciência)

Porque preciso de você, sim,

Sim, mas eu preciso de você

(só precisa de paciência)

 

Uhh, eu preciso de você (só um pouco de paciência)

Uhh, eu preciso de você (é tudo que você precisa)

Dessa vez

 

 

OLÍVIA 

 

Desde aquela noite, Ethan e eu, temos vivido em paz.

Quer dizer, o que eu procuro encarar como harmonia e tranquilidade. Já que, esses sessenta dias foram complicados.

Os primeiros trinta dias, por conta das  dores e de ser ver completamente dependente de novo, o deixaram de extremo mau humor. E o fato de tia Lilly e minha mãe o mimarem o tempo todo, só piorou a situação. Nos trinta dias que se seguiram, apesar da melhora lenta e de retomar a sua independência, ele estava mais do que manhoso e acabei cedendo, fazendo suas vontades também para evitar a fadiga, digamos assim. 

Na verdade, acabamos por criar um monstro chantagista e egocêntrico, que nos manipulava por conta de um pé quebrado. Noah, Gabe, se desdobravam para dar atenção a ele. E até as meninas, passaram a se revezar, quando perceberam que eu estava prestes a quebrar a outra perna dele.

Sério, nunca achei que o “ pequeno “ pudesse ser tão manhoso e manipulador. 

E havia outra coisa me preocupando, ele já tinha iniciado a fisioterapia, porém não havia recuperado a amplitude dos movimentos como o esperado.

Sem querer fazer alarde ou alarma -lo, chamei Jade para uma conversa. E esperei que Gabi chegasse, já que Alec está frequentando a mesma escolinha de Ali, para tocar no assunto que me aflige. 

Depois de falarmos sobre trivialidades durante algum tempo, Jade foi direto ao ponto :

- Liv, qual é o problema ? -perguntou me olhando atentamente – Você está muito tensa.

- Hum ... eu não quero parecer aquelas pessoas que tem a pretensão de saber tudo, que se intrometer nos tratamentos ...

- Olívia, vá direto ao ponto, por favor. – disse sucinta. 

- Tem algo de errado com a recuperação do Ethan !!!- desabafei – Ele já está há um mês fazendo fisioterapia e continua andando como no primeiro dia que tirou a imobilização. Ele tenta disfarçar, mas sei que está constantemente com dor ...

- Liv, acalme – se. Ele sofreu duas fraturas no mesmo local , a segunda grave.- disse meiga – Cada organismo tem um tempo para se curar, o dele pode ser mais demorado. Eu vou conversar com a fisioterapeuta responsável pelo tratamento dele, ok ? E hoje, quando ele acordar, vou examina – lo, assim posso ter uma ideia do que está acontecendo. 

- Mas Jade, você acha que ele pode ficar com alguma sequela? – Gabi se pronunciou pela primeira vez. 

- É difícil afirmar qualquer coisa. – respondeu evasiva – O que a médica dele disse, Liv ?

- Que poderia acontecer, mas que era preciso aguardar o tempo de imobilização e o início de fisioterapia, para verificar. – respondi com um aperto no peito – Eu estou com medo.

- Ei donzela, vai dar tudo certo e seu príncipe vai ficar novinho em folha !!!- Gabi falou segurando minhas mãos. – Agora meninas, para a tristeza geral da nação e meu total alívio : não estou grávida e também não estou com nenhum problema hormonal. 

- Não está ?! – repetiram em uníssono. 

- Não. E vocês hão de convir comigo, que agora não é o melhor momento. – disse sorrindo – As boticas tem me consumido muito, Gabe e Alec também. Seria até injusto com o novo bebê. 

- Bem, por esse aspecto você tem razão. –  eu disse .

- Tudo é uma questão de prioridades, Gabi. E você parece decidida a se dedicar à sua carreira agora. – Jade completou. 

- Sim, exatamente isso. – A determinação brilhava no olhar dela – E à minha pesquisa para conseguir, um alívio para a dor de muitos. Principalmente, de quem tanto me ajudou. 

- Boa tarde, senhoras. – Ethan disse rouco, se aproximando lentamente. 

- Boa tarde. – respondemos todas juntas. 

Levantei rapidamente e o abracei. 

Como ele fica lindo, assim que acorda !!!

- Vida boa , hein !!! – Jade provocou. 

- Merecida . – respondeu sorrindo, sentando -se ao meu lado e esticando as pernas – Varei a madrugada trabalhando em um projeto e só terminei às 8h.

- Então, até que acordou cedo, são só 16h.- Gabi falou sorrindo. 

- A fome me fez levantar, além de me sentir abandonado. – disse fazendo carinha de coitado.

Revirei os olhos sem me conter e eles caíram na risada.

- Vou pegar um lanche para você. – disse me levantando e indo em direção à cozinha. 

Preparei o lanche, separei os remédios que ele tinha que tomar e voltei para sala.

Encontrei Jade o examinando, ele de olhos fechados com expressão de dor e Gabi solidária segurando a mão dele. 

- Uau, Jade !!! Você quer quebra – lo de novo ?! – reclamou quando ela flexionou o pé  dele para cima e para baixo. 

- Ethan, sem drama. – O repreendeu. 

- É  sério !!!

Ela fez um movimento circular e instintivamente ele se encolheu, gemendo. 

- Chega !!! Você quer me aleijar !!!

- Ethan, isso é muito importante !!!! De zero a dez, quanto dói fazer esse movimento ? -perguntou preocupada. 

- Dez.- disse rouco. 

Só então, ela se deu conta da minha presença e parou com o exame.

- Descontando o exagero e o teatro, acho que você esta bem. – falou sem me encarar.

- Exagero ?! Caramba, Jade !!! Você quase quebra meu pé de novo e eu estou exagerando. – disse pálido – Ainda bem, que você me ama.

-Amo mesmo. Do contrário, você ia ver o que eu faço com meninos mimados como você. – respondeu dando uma piscadela marota, mas eu senti a tensão que ela emanava. 

Ele se acomodou e eu coloquei a bandeja no colo dele, que pegou o suco e deu um grande gole, engolindo o comprimido do analgésico. 

- Amor, coma alguma coisa primeiro. – falei, apontando as frutas, o lanche.

- Eu vou ... só preciso de um tempo. – sorriu amarelo, visivelmente com dor.

Olhei para Jade que desviou o olhar novamente. E nesse momento o celular de Gabi começou a tocar. 

- Com licença. – disse, se afastando para atender.

Ficamos em silêncio e Jade parecia inquieta, porém quando ela ia me dizer alguma coisa, ouvimos a voz aflita de Gabi :

- Grandão !!! Acalme -se !!! 

- Eu sei, amor ... estou indo  para casa.

- Não saía daí.

Ela voltou pálida para a sala e trêmula disse :

- O Gabe e o Noah discutiram !!! Estou indo para casa.- olhou para Jade que estava lívida- Jade o Noah ficou no escritório, mas provavelmente irá para casa também ... Liv ,você pode pegar ...

- Eu pego o Alec e ele dorme hoje aqui. Assim que tiverem notícias nos avisem. 

- É melhor eu ir com você, Gabi.- Ethan disse levantando – se com dificuldade.- Você entende não é Jade ?

- Não, amor. – intervi- É melhor deixar que elas resolvam.

Gabi saiu esbaforida, sem esperar pela resposta. 

Jade assentiu e ao levantar, teve uma forte tontura. Se eu não a amparasse, teria caído. 

- Jade !!! O que você está sentindo ?! – Ethan perguntou aflito, enquanto me ajudava a senta – la.

- Não é nada. É apenas uma tontura, muito estresse ... -disse, ao mesmo tempo em que tentava pegar o celular na bolsa com as mãos trêmulas.

- Deixe que eu te ajudo. – falei, tirando a bolsa da mão dela e lhe entregando o celular. 

Ficamos aguardando em silenciosa expectativa, enquanto ela tentava falar com ele inutilmente. 

- Não atende. – disse com a voz trêmula depois da quarta tentativa. 

- Ele já saiu do escritório e Joanne disse que ele não informou para onde ia. – Ethan falou.

Nós vem tínhamos notado que ele tinha feito essa ligação. 

- Eu vou para casa. Só espero que ele esteja bem ...

- Eu te levo. – Ethan se prontificou. 

- Não !!! – respondemos em uníssono, fazendo com que ele nos olhasse assustado. 

- Não é preciso, Ethan.- ela explicou – A Liv vai precisar de você, para pegar as crianças ...

- Mas você não pode dirigir assim !!! Passando mal e nervosa desse jeito !!! – insistiu preocupado. 

- E você também não pode dirigir com o pé assim !!! – acabei falando nervosa .- Eu vou levar a Jade e pronto !!!

Ele ficou olhando para mim sem entender e depois para ela e perguntou :

- Vocês estão me escondendo alguma coisa ?! – imediatamente negamos com gestos de cabeça, o que nos entregou – Porque estão me tratando como um inválido e eu quero saber o porquê, assim que for possível. Mas no momento, eu vou levar a Jade em casa e você me espera aqui, Olívia. 

A maneira como ele falou, não admitia contestação. 

Foi para o quarto se trocar.

- Liv, por favor tente não alarma – lo. – ela disse .

- Mas tem algo errado, não é ?! – insisti, com o coração apertado.

- Sim, tem. Eu aconselho que vocês, procurem o mais rápido possível a médica dele e por enquanto suspendam a fisioterapia. E o convença a fazer o máximo de repouso. 

- Jade, me diz o ...

- Vamos, Jade.- ele voltou trocado, me interrompendo – Daqui à pouco, estarei de volta princesa.

Me beijou e foi na frente.

Jade e eu nos abraçamos e ela murmurou : calma.

Mas como me manter calma, se eu estava com a sensação de que uma tempestade se aproximava ?!

E não só em relação à Ethan, mas de todos nós. 

 

 

GABRIELLE 

 

 

Nunca desejei tanto dirigir !!!

Parecia que o motorista do táxi que peguei, era o mais lento de toda a cidade de Boston, tamanha a minha angústia. Prometi a mim mesma, enfrentar meus temores e dirigir de uma vez por todas. 

Quando enfim, cheguei em casa o meu nível de estresse e de adrenalina, já havia ultrapassado todos os limites do aceitável. 

Dei ao motorista uma nota de cem dólares e não esperei pelo troco, provavelmente, ele não precisaria fazer mais nenhuma corrida hoje. 

Entrei em casa com o coração disparado e com a garganta seca.

Fui direto para o nosso quarto, onde o encontrei deitado, encolhido no escuro. 

- Grandão ... Gabe... – chamei delicadamente, tirando as sapatilhas e subindo na cama. – O que aconteceu, meu amor ?!

Ele me olhou com o ar de menino perdido e magoado, o que fez meu coração se partir em milhares de pedaços. 

- Baixinha, me abraça ... eu ... 

Não conseguiu concluir, caindo em um choro sentido.

Após algum tempo, já mais calmo , me colocou a par de suas descobertas e de sua infeliz reação. 

- Gabriel !!! Como você pôde fazer e dizer uma coisa dessas ?! – falei chocada – O Noah, deve estar arrasado, amor !!!

- Eu sei...- recomeçou a chorar – Mas eu fiquei cego, decepcionado por ele não confiar em mim e acabei descontando tudo nele.

- Mas eu tenho certeza que ele vai te perdoar. -falei tentando me convencer também – Vocês sempre foram unidos e vão se entender. Só deixe a poeira baixar, meu amor. Quanto à sua mãe, eu sinto muito, mas só nos resta ficar ao lado dela e fazer o melhor possível por ela.

- Será que ele vai me perdoar ? Ele me olhou de uma maneira tão ...

- Gabe, ele está ferido. Assim, como você se sentiu.- disse acariciando os cabelos dele – Vocês vão conversar e se perdoar. 

- Ele sempre me protegeu e eu sempre quis deixá – lo orgulhoso. Mas parece que isso é impossível ...

- Mas ele tem muito orgulho de você, Gabriel !!! Todos nós temos, meu amor. Toda essa situação vai se resolver. – fiz uma pausa e toquei no assunto que provocou toda essa confusão – Só acho que você não deve condenar seu pai, sem ouvir a versão dele dessa história. 

Ele levantou de um pulo e me encarou indignado :

- Me admira você, dizer isso !!! Que versão pode haver, para um homem que abandona a esposa doente em estado terminal ?! Pior, que já mantinha uma segunda família há anos !!! – a raiva voltou a domina – lo e a respiração dele se tornou ofegante, difícil – Ele tem duas filhas adultas !!! Claro que não teria tempo e muito menos ... vontade de ... dar atenção ... aos dois idiotas ... que o seguiam como ... cachorrinhos.

- Gabe, sente – se aqui. -disse, ajudando- o a se acomodar na poltrona próxima à  cama – Não adianta você se exaltar dessa maneira. Eu entendo a sua decepção, mas isso só está te fazendo mal.

A respiração dele estava mais difícil a cada momento e vi a agonia em seu olhar. 

Peguei a bombinha no criado-mudo e o auxiliei no uso. Depois de alguns minutos angustiantes, com a respiração normalizada e já medicado, sugeri que ele fosse tomar um banho. 

- Mas temos que buscar o Alec.

- Não, a Liv vai ficar com ele.- disse o empurrando em direção ao banheiro – Você vai para o banho, enquanto eu preparo o jantar. 

- Gabi ? – me olhou com ar pidão.

- Oi ? – me virei na porta do quarto – O que foi ?!

Me aproximei, preocupada. 

- Fica comigo. Depois nós pedimos algo para comer.

Assenti e o abracei. 

Ele estava aéreo, então preparei o banho. E cuidei do meu Grandão. 

O despi com delicadeza, revelando o corpo atlético, as tatuagens que me levam à loucura. Ajudei com que ele se acomodasse na banheira, me despi e entrei, acomodando a cabeça dele entre meus seios. 

Passei a lavar delicadamente o peitoral forte, salivando de desejo, mesmo sabendo que ele não estava com cabeça para pensar em sexo nesse momento. Porém, eu não podia evitar, diante de tanta beleza. 

Prossegui descendo pelo ventre, subi pelos braços, desencostei nossos corpos e massageei suas costas, indo até o limite da marca onde a pele se tornava mais clara. Dei a volta e me ajoelhei à frente dele, primeiro lavei um pé e subi pela parte interna da coxa, o que fez com que ele gemesse.

Em seguida, fiz o mesmo na outra perna e observei que não estava mais de olhos fechados. 

Sorri e me aproximei, com a bucha em um mão acariciei o peitoral dele novamente, enquanto que com a outra me apoiava em sua coxa forte.

- Baixinha, só você para me fazer sentir melhor. – falou rouco.

- Essa é uma das minhas prioridades, Grandão. 

- E quais são as outras ? – perguntou curioso. 

- Tenho várias. Mas no momento, te fazer sentir bem, é a principal. – respondi, me sentando no membro ereto e o beijando vorazmente. 

Passei a me mover lentamente, ele segurou minha cintura e aumentou o ritmo, indicando que estava pronto. Eu apertava os ombros fortes, sugava os lábios dele com desespero e ele retribuía estocando com intensidade e me segurando com força. 

- Gabe ... eu ... Porra ... você é muito gostoso !!!

Ele me puxou com força e passou a sugar meus seios, massageando minha pélvis, me fazendo perder o controle. 

- Puta que pariu !!! – gritei, atingindo o ápice. 

Ele levantou sem sair de dentro de mim e me deitou na cama, colocando minha perna por cima do seu ombro. Prendeu meus braços acima da minha cabeça e passou a se movimentar com firmeza, me fazendo senti- lo por inteiro. 

O olhar dele não desviava do meu e eu podia ver o quanto ele me desejava.

- Tão apertada ... tão minha ...

- Gabriel ... – Eu gemia sem controle. 

- Diz o que você quer ... quem você quer !!!

- Gabriel ... eu quero você, meu amor .

Então  as arremetidas se tornaram impetuosas.

- Vou te fuder todinha minha delícia. 

Abaixou minha perna e me colocou de quatro, continuando a estocar com força.  Me fazendo perder o fôlego e gozar novamente. 

- Amor ... eu ...

- Isso ... goza pra mim ..

Continuamos a nos mover e dessa vez, contraí os músculos com todas as forças que ainda me restavam e senti quando ele me inundou. 

- Caralho !!! Que delícia ... 

Estremeci e gozei mais uma vez. Ele caiu por cima de mim e ficamos assim por um tempo, até recuperarmos o fôlego.

Quando ele saiu de dentro de mim, senti como se faltasse um pedaço, imediatamente me agarrei a ele, que me aconchegou.

- Quando nos separamos parece que falta um pedaço ... – dissemos em uníssono e rimos.

- Isso que é sintonia, Grandão. – falei o apertando mais ainda.

- Gabi, eu não sou capaz de viver sem você. -disse acariciando minhas costas – Eu te amo o infinito vezes o infinito. E às vezes, acho que ainda é pouco pelo bem que você me faz, baixinha.

- Eu também te amo ... – suspirei no peito forte – Mas às vezes, sinto tanto medo ...

- Medo ?! Do que ?! – perguntou levantando meu rosto e me encarando. 

- Pode parecer bobagem, mas às vezes tenho a sensação que um tipo de mal, nos ronda. Está sempre à espreita ... Deixa pra lá !!!- me interrompi – Não quero que você pense que estou ficando louca.

- Não, amor. Às vezes, eu também tenho à mesma sensação ... – disse  fechando os olhos e passando as mãos pelos cabelos molhados – Mas eu só queria ter uma ideia, de onde procurar. 

Nós nos abraçamos, atingidos por um calafrio. 

- Vem, vamos tomar banho e depois comer alguma coisa. – disse para ele. 

- Sim. Agora já está muito tarde para pegar o Alec ...

- Certamente. Mas amanhã cedinho, vou buscá -lo.

- E eu vou conversar com o Noah.

Nos abraçamos e caminhamos juntos para o banheiro. 

Unidos como deve ser.

 

 

JADE

 

 

Minha ansiedade fez com que Ethan guiasse até minha casa, ultrapassando todos os limites. Em respeito à minha preocupação, ele se manteve em silêncio e em nenhum momento,  perguntou sobre o comportamento estranho de Liv.

O que agradeci aos céus !!!

Ao chegarmos, como bom cavalheiro ele me acompanhou até a porta e perguntou :

- Você está bem ? Quer que eu entre ? – seu tom gentil, fez meus olhos ficarem marejados. 

- Estou bem. Não precisa, muito obrigada. – O abracei – Mais tarde ligo para vocês, ok?

- Ok. Se cuida.

Fiquei observando seu caminhar e meu coração ficou apertado, porém, nesse momento eu preciso me concentrar em outro Montgomery. 

Eu me perguntava, o que poderia ter acontecido entre eles, já que sempre foram tão unidos. Até mais que irmãos gêmeos, a sintonia e afinidade deles é incrível. O que poderia causar um desentendimento, aparentemente tão sério ?

Em casa, procurei por Peter e recebi a informação da cozinheira que ele tinha ido à farmácia,  mas que Noah já havia chegado há algum tempo. Agradeci e rapidamente me dirigi para o escritório, porém ele não estava lá. 

Fui para o nosso quarto e fiquei paralisada diante da imagem que encontrei : ele estava sentado na poltrona tendo à sua frente a cadeira de rodas, que tinha mandado guardar no sótão e a olhava fixamente. 

Estava alheio a tudo, tanto que não notou a minha presença e nem o tempo que fiquei a observa- lo. 

Suas expressões  demonstravam seus pensamentos de angústia e sofrimento. 

Aflita e sem saber como agir ao certo, me aproximei lentamente.

- Noah ... vida, está tudo bem ?

O olhar triste e vazio, que ele me deu antes de responder, me provocou um mau pressentimento. 

- Tudo bem, carinho. – disse voltando a encarar a cadeira, como se todas as respostas para as perguntas de todo o mundo estivessem ali.

- Certo. – me sentei na cama de frente para ele e insisti – E posso saber o porquê de você ter pego a cadeira ? Está com muita dor ?

Pela demora dele em responder, achei que não tivesse me escutado e já ia perguntar de novo, quando por fim ele disse :

- Porque está na hora de parar de lutar contra o inevitável. – o olhar sem brilho e entusiasmo daquele Noah que não aceitava a sua condição tinha voltado – Na verdade, passou da hora ... Eu tenho que encarar, que não passo de um aleijado e aceitar a minha condição de uma vez por todas.

- Noah !!!

- O que foi ?! Por que você está tão chocada ?! – perguntou friamente – Usar a cadeira foi a recomendação do Dr. Pinne há meses, eu que teimosamente insisti, em lutar contra o prognóstico ...

- E tem ido bem !!! Não teve nenhum outro surto, permanece usando só a bengala e...

- E para que ?! – me interrompeu seco, apontando a cadeira- Se o final é esse aqui. Se as pessoas me enxergam como um inválido, digno de pena.

- Noah !!! Meu amor,  ninguém te vê assim !!! – sentei no colo dele e o abracei – Por favor, me conte o que está acontecendo.

- Jade, eu ... Gabe e eu ...- interrompeu o que dizia e caiu em pranto sentido, dolorido, que me fez chorar junto .

- Shiiii... vai ficar tudo bem, vida. – tentei consola – lo.

Mais calmo, ele me contou sobre a descoberta de Gabe sobre o pai e a discussão que tiveram. 

- Noah, desconsidere o que ele disse. – falei tentando amenizar a situação – Gabe estava descontrolado, óbvio que ele não te vê como um ...

- Aleijado ?! Jade, vamos encarar os fatos !!! – me interrompeu mordaz – Se meu próprio irmão, me encara dessa maneira, que dirá os outros !!!

- E desde quando você voltou a dar importância para a opinião dos outros, Noah ?! O que eles pensam ou deixam de pensar, é problema deles !!!

- Eu só não quero bancar o palhaço !!!

- Você não está bancando o palhaço e enquanto achar que pode dispensar o uso da cadeira, eu vou te apoiar. – O abracei apertado – Não deixe que ninguém abale sua confiança, que foi conquistada à duras penas.

- Eu só me senti tão mal assim, quando brigamos e você terminou comigo pelo telefone. – disse com os olhos marejados – Nem mesmo minha mãe conseguiu me fazer sentir tão inútil. E olha que ela já foi especialista nisso. 

Pensei em dizer que para mim, ela continua sendo, mas esse não é o melhor momento. Então me limitei a responder da melhor forma que pude :

- E ainda assim, você se recuperou da mágoa que eu te causei, aliás das muitas. E vai se recuperar dessa também. Agora, se você decidir seguir a recomendação do Dr. Pinne, para se preservar, eu também estarei do seu lado para o que der e vier. Só tenha em mente, que você não precisa provar nada a ninguém. 

- Eu sei, carinho. – sorriu genuinamente – Obrigado pelo apoio.

- Eu te amo, você é minha vida, Noah. – O beijei – Estamos juntos. 

- Carinho eu também te amo muito. 

Ficamos abraçados em silêncio, até sermos interrompidos por Peter que se assustou com a escuridão no quarto. Então fomos tomar banho e pude perceber que os movimentos dele estavam mais restritos, que ele estava mancando visivelmente. Apesar de não ter reclamado de dor .

Durante o jantar, conversamos sobre trivialidades, mas virava e mexia eu o pegava distraído. Acabamos indo deitar cedo e ele, tentou disfarçar , mas dobrou a dose de analgésicos que ingeriu. 

A nossa noite foi agitada, mas infelizmente não de uma maneira positiva. Noah teve febre e chegou a delirar, mais um sinal de que a discussão com Gabe, havia o afetado profundamente. 

Além da febre, a dor sua inseparável companheira se fez presente e ele só veio a dormir realmente, depois das 7h da manhã. 

Exausta, assim que percebi que ele tinha adormecido, levantei, tomei um banho e liguei na clínica cancelando meus compromissos. Mandei uma mensagem para Eliane, avisando que não poderia atender Adam e fui para a cozinha, atrás de um café forte. 

- Bom dia, senhora Jade. – Peter disse, enquanto picava frutas para uma vitamina – Noite complicada ?

Ele também considerava a atitude de Noah insensata, por insistir em manter a rotina atual. 

- Sim, Peter. – disse tentando sorrir, mas falhando – Só espero que não seja um novo surto. Hoje eu vou ficar em casa e observa- lo mais de perto. 

- Se ele seguisse as recomendações do Dr. Pinne ...- falou balançando a cabeça contrariado – Bem, só nos resta apoia – lo. 

- Sim, é o que podemos fazer e ter muita paciência.

Ele me entregou uma caneca de café e me abraçou. 

- A senhora é muito forte e paciente, vai conseguir ajudá-lo. 

- Nós somos, Peter. – respondi, retribuindo o abraço.

O clima emotivo foi interrompido por Gabe, que entrou pela cozinha. 

- Bom dia. – disse me encarando encabulado. 

- Bom dia, Gabe. – disse  descendo do banco em que estava sentada, indo abraça – lo – Café ? Está fresquinho.

Ele ficou  sem reação por um momento e em seguida relaxou, retribuindo meu abraço. 

- Ah não, obrigado. – disse ainda me encarando.- Bom dia, Peter.

- Bom dia, senhor Gabe. – Peter respondeu sorrindo – Tem certeza que não vai querer o café?  Vou fazer aquele omelete que o senhor gosta.

- Por enquanto, sim. Preciso falar com Noah urgente, só depois disso serei capaz de comer ou beber alguma coisa. 

- Entendo. – Peter respondeu, voltando sua atenção aos seus afazeres.

- Bem, ele está dormindo. – falei, fazendo um gesto para que ele me acompanhasse , diante da surpresa dele.

- Ainda ?!

- Peter, por favor,  daqui a pouco você dá uma olhada nele. 

- Pode deixar, senhora Jade.

 

 

Gabe e eu seguimos em silêncio até a sala íntima e ele estava constrangido novamente. 

- Jade, eu sei que você deve estar com raiva de mim ... – começou todo sem jeito. 

- Não, Gabe.- interrompi – Estou triste por ver vocês dois se magoando dessa maneira. Claro que em um primeiro momento, eu quis te dar um soco. Mas  depois entendi, o que te fez ser tão duro com ele. Contudo, as palavras tem peso e consequências. E no caso dele, podem  ser graves ...

- Ele ficou tão mal assim ?! – perguntou assustado. 

- Sim, Gabe. Não vou mentir, a sua opinião, a forma como o vê, é de suma importância para ele. E ao dizer aquilo, você abalou a frágil confiança dele. 

- Meu Deus !!! Eu sou um estúpido !!! – levantou e começou a andar de um lado para o outro nervoso – Jamais queria mágoa -lo ou colocar a perder o avanço que ele teve.

Me levantei e segurei as mãos dele, fazendo com que ele parasse de andar descontroladamente. 

- Afundar o chão da sala não vai ajudar em nada !!! Você só precisa mostrar para ele o quanto o ama e que falou em um momento de raiva. Que nunca o enxergou dessa maneira. – disse fazendo com que ele se sentasse e o servi de um de copo de água – Ele precisa saber que pode contar com você. 

- Ele sempre pôde e sempre vai poder. – pegou o copo com as mãos trêmulas – Eu me descontrolei e magoei uma das pessoas que mais amo no mundo. Será que ele vai me perdoar ?

- Vocês vão se perdoar mutuamente, porque ele sempre teve orgulho de você Gabe.

- Obrigado, Jade. – disse me abraçando repentinamente. 

- Pelo o quê ?

- Por tudo. E principalmente, por amar meu irmão. – disse  com a voz embargada .

- Gabe, pare com isso !!! Quer me fazer chorar ?!

- Não !!! Que eu saiba as pimentas, é que nos fazem chorar. – disse me provocando – Agora, sério ... como ele passou a noite? 

- Mal. Teve febre e dores fortíssimas. Mas agora pela manhã, conseguiu dormir. 

- Tudo minha culpa. – falou baixando a cabeça. 

- Não. Tudo por causa da espondiloartrite.

Ele sorriu fraco e eu segurei sua mão o encorajando. 

Nesse instante, Peter entrou e disse :

- O senhor Noah já acordou, fez sua higiene e disse que vai ficar na cama por mais algum tempo.

- Ele reclamou de dor, Peter ?

- Não. Porém, precisei ajudá – lo. Ele mal consegue apoiar o pé no chão e também se recusou a comer. – disse aflito – Senhora Jade, vá lá falar com ele.

- Eu vou. – Gabe falou decidido, se dirigindo ao quarto. 

Suspirei. 

Que Deus ajudasse para que esses dois fizessem as pazes e principalmente, para que meu Ursão não estivesse tendo um surto. 

 

 

 


Notas Finais


Trilha : Guns N'Roses -Patience
https://youtu.be/ErvgV4P6Fzc
Preparem os 💕 para o próximo capítulo. ☺


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