História Perfect Queen - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais, V
Tags Bts, Kim Taehyung, Rainha, Rei, Sangue, Vampiro
Visualizações 18
Palavras 2.303
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


E aí meu povo, tudo bom com vocês?
Queria compartilhar da minha tristeza profunda com vocês.
Alguns vão achar isso e já leram, outros não então sejam bem vindos.
O spirit exclui-o novamente a minha história que compilava várias one shots, como se caso eu postasse de novo ele iria excluía mais uma vez eu desisti.
Então só vou pegar as que eu gosto mais e postar separadora mesmo e é isso aí.
*-* enjoy *-*

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Perfect Queen - Capítulo 1 - Capítulo Único


-ANDA, SE LEVANTE. ESTÁ NA HORA. 
A voz familiar me deixa com os pelos dos braço eriçados. 
Tudo de novo. Arrasto meus pés para fora das grades, eles nem a trancavam mais, não é como se eu fosse fugir de qualquer jeito. 
Sempre que meus olhos estavam acostumados a não enxergar nada, sempre que acho que não vou precisar ver o que vem a seguir, eles aparecem. 
Sete virar de luas nas jaulas com luz. Para poderem se assegurar de não machucar nossas sensíveis córneas as luzes se intensificavam aos poucos, junto dos horrores que mostravam. 
As poucas pessoas de verdade que tive contato durante minha vida diziam que lá fora havia algo melhor, sem tanta barbárie. Alguns ousavam dizer que já tinham visto tudo, que foram pegos muito depois, já crescidos.
Eu era totalmente incapaz de acreditar nisso, talvez seja cética. Mas veja bem, esse é o único mundo que eu conheço, e com certeza qualquer coisa fora daqui ou não existia ou seria pior. 
Esse era o motivo de não trancarem minha jaula, eu havia desistido a muito tempo. Só não poderia entender o por que de não terem me seifado como a muitos. 
Serro os olhos ao sentir os primeiros fachos de luz. 
-Você está quase lá garota,o rei Vitorioso vira lhe visitar, vê se é tudo isso que achamos que você é. - Não olho para cima, não me interessa saber quem fala, então apenas pisco por longos segundos tentando me habituar a luz. 
Com um cuidado estranho ele me coloca na cela. Posso ver ao meu redor que essa não é uma cela qualquer. 
A iluminação artificial faz as paredes brancas parecerem amarelas, toda a minha volta é estofada, do teto ao chão. Pressiono os pés no chão fofo estranhando a textura. 
-Você fez tudo certo garota? Seguiu as ordens de sempre? - Balanço a cabeça na vertical lembrando de horas mais cedo. 
Tatei as paredes habilmente e segui meu caminho até as duchas, quando me queriam mais limpa deixavam a água quente, quase a ponte queimar minha pele, parece que hoje é um desses dias. 
Cadê vez que passo a mão pelo metal dos puxadores recordo do primeiro dia, quando não conhecia o caminho, nem os objetos e muito menos meu tempo limite. 
Não me deram tempo limite hoje, talvez realmente fosse um dia especial. 
-Quando ligarem o terceiro nível de luz o Vitorioso virá vê-la.- O homem sai do local selando a porta para que a escuridão não possa entrar. 
Ouvi dizer que eles podiam ver no escuro, creio que seja verdade pois nem mesmo eu que conheço aquele lugar como a meu próprio corpo movia-me tão bem na escuridão. 
Três dias, três níveis. 
Sou incapaz de entender o conceito de tempo, mas o pouco que compreendi me faz pensar que por ali o tempo se arrastava como um velho condenado a morte, prendendo-se ao pouco que resta de sua antiga glória. 
Porque naquele lugar, nem mesmo algo considerado tão essencial importava. 
Ouço a porta se abrir lentamente e dois pares de perna adentram meu campo de visão. 
-De joelhos garota. - A mesma voz de antes. 
Apenas obedeço sem erguer os olhos. 
-Olhe para o seu rei. - O homem me cutuca de leve, até parece ter medo. 
Olho para cima sem encarar diretamente o "rei". Os cabelos cor de ouro e os olhos acinzentados dava-o mesmo ar de realeza. 
-Então essa é a minha garota? - aquela com certeza não era uma voz que todos seriam capazes de ouvir. Era quase insuportavelmente profunda, e me deixava com tantas borboletas no estômago a ponto de me fazer sentir desconfortavel. 
-Ela ainda pode falar? - Questiona com a testa enrugada. 
-No último check up estava tudo bem com suas cordas vocais, mas ela não fala a muito tempo, senhor. - O guarda parece uma porta ao lado do rei, pelo menos eu não era a única desconfortável ali. 
-HaSeul certo? - Ele se agacha a minha frente e me encara. - É esse seu nome, não é mesmo?
-Ha-haSeul. - Experimento o nome o deixando escapar fraco por meus lábios. 
Os olhos cinzentos me analisavam cuidadosamente me deixando nervosa, então ele me lança um sorriso que quase forma um coração em seus lábios. 
-Uma nova fase se inicia na sua vida Alexandra. - Ele se levando e sai da sala fazendo o manto púrpura voar a sua volta. -Quando o sétimo nível for atingido mande-a para o palácio. 
***
-Você fica aqui até segunda ordem. - Dessa vez uma mulher tratava comigo. - Pode ficar o tempo que quiser no chuveiro ou na banheira, também pode vestir qualquer coisa que estiver nos armários, apenas esteja pronta quando o rei Vitorioso chamá-la. 
A moreno diz algo para uma outra moça antes de deixar o recinto, e essa última permanece do lado de dentro do quarto. 
-Estou aqui para ajudá-la, qualquer coisa que precisar, senhora. - Ela se curva e volta a posição anterior  permanecendo estática. 
Senhora?  
Abro a porta do banheiro e encaro tudo lá dentro. 
Não era como na jaula, eu podia ver tudo claramente ali e nada possuía aquela textura áspera das masmorras. 
Quanto tempo eu quisesse, o que isso queria dizer? 
Sentei-me no que supus ser a banheira e deixei a água quente lavar meu corpo como nunca antes. 
Saio do banheiro e a mulher ainda está parada na mesma posição. 
-Se a senhora me permitir posso pentear seus cabelos e arruma-los de forma agradável aos olhos do rei. - Oferece. 
-Sim.- Digo simplesmente, ainda não estou acostumada com o som da minha própria voz, ou melhor, não estou acostumada a falar. 
Ela me senta em frente à um espelho e sinto os dentes da escova desfazer os nós em meu cabelo. Temo que alguns deles estejam ali por anos. 
-Por que estou aqui?- Quero saber. 
-Creio que se ninguém te disse ainda é porque o rei deseja contar-te ele mesmo.- Ela começa a trançar meus cabelos. 
Desisto de tentar descobrir algo, mas é difícil voltar a apatia anterior quando um mundo novo se abre a sua frente. 
Depois de vários minutos a aia saiu do quarto dizendo que eu estava pronta para o rei. 
O caminho até a sala do trono era longo e cada corredor era mais bonito que o outro, ornamentados com quadros antigos e as paredes vermelhas e douradas me faziam perder o fôlego. 
Mas nada poderia me preparar para o homem sentado logo a frente. 
O encontro anterior não tinha mostrado a metade da glorio dele. 
Ali no trono, de pernas cruzadas com as vestes negras costuradas com fios de ouro e a capa que lhe pendia no pescoço pesada, eu podia ver o porque de ele ser o rei. 
-Meu senhor. - A mulher se curva e sai dali.
O Vitorioso se levanta me fazendo recuar. 
-Hoje é o dia de provar o seu valor. - Ele me lança aquele sorriso coração e anda até mim à passos decididos. - Não sabe o quanto eu quero que seja tão perfeita quando dizem ser. 
Encaro os olhos cinzentos de perto, era como se os meus pulmões estivessem atrofiados. 
-Perfeita para o que? - Quero saber. 
-Não desconfiou de nada até agora não é mesmo? - As costas de sua mão toca minha bochecha.- Ainda não é a hora, não antes do último teste, nem antes de ter provado de mim. 
Ele volta para o seu trono e me põe em seu colo.
As grandes portas se abrem e pessoas parecidas comigo e outras iguais aos guardas entram no recinto. 
Os humanos parecem felizes, mulheres me olham feio e encaram o rei com desejo. 
Os guardas e realezas do castelo trazem sorrisos maliciosos nos lábios que me diziam que nenhum humano ali deveria estar alegre. 
-Todos eles estão saudáveis, bem alimentados pela coroa. - Sussurrou ao pé do meu ouvido. - O sangue de pessoas com saúde e boa alimentação é mais saboroso. 
Bebidas são servidas e os reais esperam que os humanos bebam cada gota, e então começa... 
-Não desvie o olhar, não se encolha e tudo estará acabado. - Os lábios frios  tocam meu pescoço me causando arrepios. 
-No nome do rei Kim Taehyung, o Vitorioso, nós nos servimos agora. - O homem que fala é o primeiro a dar passos a frente e abocanhar o pescoço de uma das vítimas. 
O sangue borbulha em minhas veias e pela primeira vez em anos sinto medo. O massacre a minha frente me enche os olhos e me faz temer pela minha vida, mas tudo passa assim que Taehyung passa as mãos por minha cintura me apertando contra o seu corpo. 
Aquele toque me fez perceber que nada daquilo poderia me tocar, que enquanto estivesse em seus braços estaria segura, tudo com um toque. 
E então o medo passa, e eu deixo meus olhos apreciarem a beleza naquilo tudo. Os gritos apavorados, as risadas histéricas e as gotas de sangue que raramente tocavam o chão. 
Era bonito, era como uma daquelas pinturas dos corredores. 
-Você gosta do que vê? - Questiona. 
-Sim.- solto. 
A melhor risada sai do homem atrás de mim quando ouve minha resposta, seu corpo se contorce sob mim em uma gargalhada satisfeita. 
O rei Kim impulsiona meu corpo para cima e se levanta deixando o manto de lado. 
Ele desse os três degraus do trono ainda rindo e toma uma das vítimas para si. 
Ele não derruba nenhuma gota sequer, não se suja, cada movimento é gracioso e preciso. 
Em uma velocidade sobre humana retorna até mim e com um sorriso toma os meus lábios. 
Deixei-o me levar e sinto o gosto de sangue em sua boca quando dou passagem para a língua dele. 
Uma de suas mãos se enterram por entre os elos da trança a bagunçando. 
Correspondo a altura, mas em algum momento eu precisaria respirar, diferente dele. 
Quando Taehyung me solta a contra gosto noto que tinha me esquecido da cacofonia a nossa volta. 
-Vamos sair daqui. - Ele me pega pela mão e me arrasta por mais um conjunto de corredores. - Você só precisa sobreviver ao veneno. 
A fala distraída se perde quando ele abre uma porta de madeira maior e mais enfeitada do que as outras ali. 
-Nenhuma chegou até aqui, você é de longe a minha preferida. - Despindo-se do anel que carrega como selo real ele me olha com lascívia. - Não sabe como eu esperei por você. 
Por trás de mim ele começa a desfazer o penteado que a aia fez em mim e assim que termina escorrega as mãos até a minha cintura. 
-Isso vai doer.- Sinto seu nariz roçar meu pescoço. - Mas eu posso te distrair. 
Sem aviso prévio ele afunda os caninos afiados na pele macia da curva do meu pescoço. 
Grito de surpresa e perco a força nas pernas quando sinto o veneno correr junto ao meu sangue. 
-Calma. - Sorri.- Eu dou um jeito nisso. 
Taehyung vira meu corpo de frente para ele e me beija de novo, totalmente sem pudores, selvagem e exigente. 
Depois de anos de apatia, sem esboçar ou mesmo sentir nada,  era incrível o turbilhão de emoções que aquele homem, até então desconhecido, poderia causar-me. 
Seus dedos abrem habilmente os botões delicados do vestido e o desliza por meus ombros. 
-Eu adora sua pele dourada. - Diz distribuindo beijos pelo que já tinha despido. 
Solto outro grito e me empurro contra ele quando o veneno faz arder.
-Vamos lá você consegue. - Os rastros quentes que ele deixava por meu corpo certamente me deixaria marcada. 
Sinto meu corpo colidir contra o colchão fofo. 
Com um gemido sofrego puxo seus cabelos até que ele esteja cara a cara comigo. 
-Faça parar de doer. - No reflexo de seus olhos vejo os meus mudando de cor constantemente. Então era isso?  Ele estava me transformando? 
-Com todo o prazer. - O Vitorioso tira o resto de meu vestido e eu rasgo suas vestes com uma força recém descoberta. 
Ele sorri travesso e volta a passar as mãos por mim e a observar minhas reações. 
-Vou precisar de mais do que isso. - Minha voz soa estridente e ele volta a rir da minha urgência. 
A cada segundo minhas veias ardiam mais, o veneno estava em todo lugar, tudo queimava e eu sentia como se fosse morrer. 
-Shiu. - Sussurra contra os meus lábios. - Paciência. 
Ele realmente não era o tipo de pessoa que avisa o que faz, mas dessa vez foi bom. 
Quando o senti me preencher a dor já não era tão pungente. E a cada estocada, uma mais forte que a outra, o veneno só era um ardência incomoda lá no fundo de todas as sensações causadas por ele em mim. 
Não existiam palavras para descrever. 
Poderia dizer que ficamos ali por pouco tempo,por que essa foi a sensação, eu poderia ter passado muito mais. No entanto se foram dias de pura e completa luxúria. 
A transformação se completou durante esse período, e o que deveria ser o mais doloroso nos momentos se tornaram os mais prazerosos. 
Parada em frente ao espelho encaro meu corpo nu e sem nenhuma marca, nenhum defeito. 
-Como está a minha rainha? - Pergunta apreciando junto comigo. 
Então era isso, todo esse tempo, todo o sofrimento dos primeiros anos da minha vida, toda a apatia e testes foram para esse momento. Para me tornar a rainha perfeita. 
-Melhor do que nunca. 
Naquele mesmo dia o casamento aconteceu, e eu pude sentir o peso da coroa brilhante sobre minha cabeça. 
-Saúdem sua rainha. - a voz de Kim Taehyung era orgulhosa. - HaSeul, a minha vitoriosa.
E eu mal podia esperar pelo meu primeiro banquete, ou pelos próximos dias que passaríamos trancados no andar superior onde se encontrava o quarto do rei Vitorioso. 
 


Notas Finais


E é isso minha gente, agradecida por quem tá lendo.
Favoritem e comentem pra deixar a tia feliz ok?
Amo vocês 💙


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