História Perfectly Imperfect - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Simón
Tags Simbar
Visualizações 132
Palavras 2.101
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey amores, olha eu aqui com mais um capítulo. Acabei demorando um pouco, pois estava animada demais com a volta de Sou Luna e todos esses tiros Simbar.
Capítulo dedicado a ~scorosieM, obrigada mesmo por ser essa pessoa maravilhosa e me motivar a escrever com seus comentários incríveis. ❤️
Espero que vocês gostem desse capítulo💕

Capítulo 8 - VII - Beautiful Disaster


Fanfic / Fanfiction Perfectly Imperfect - Capítulo 8 - VII - Beautiful Disaster

“She would change everything, everything, just ask her

Caught in the in between of beautiful disaster

She just needs someone to take her home

She's giving boys what they want

Trying to act so nonchalant

Afraid to see that she's lost her direction

She never stays the same for long

Assuming that she'll get it wrong

Perfect only in her imperfection

Ela mudaria tudo, tudo, apenas pergunte para ela

Presa entre o bonito desastre

Ela precisa apenas de alguém que a leve para casa

Ela esta dando para os garotos o que eles querem

Tentando agir tão artificialmente

Com medo de ver que ela perdeu sua direção

Ela nunca é a mesma por muito tempo

Assumindo que ela irá começar errado

Perfeita somente na sua imperfeição"– Beautiful Disaster, John McLaughlin  

 

Respirei fundo e tomei coragem de olhar para o celular. Eu queria ligar para Matteo, tentar de algum modo conversar com ele e fazê-lo perceber que eu me importava. Dizer que eu realmente o amava e que não queria mais negar isso. Mas não conseguia, meu orgulho não deixava. 

 Me levantei do pequeno balanço e voltar a andar pelo jardim. Gostava de observar as flores, olhar para o céu e ficar aqui em silêncio, era um dos lugares mais agradáveis de toda a mansão, por isso acabou se tornando um de meus lugares preferidos. 

  -Olha por onde anda. - Ambar disse quando eu esbarrei nela. A loira estava diferente de sempre, usava um shorts jeans largo, com um camisetão social manchado de tinta e mantinha o cabelo amarrado em um coque bagunçando. Ela estava completamente diferente no modo de se vestir, mas pelo jeito continuava a mesma patricinha mimada e arrogante de sempre. 

 - Você também não estava prestando atenção. - Digo de forma acusatória a ajudando a pegar os pincéis no chão. Eu não sabia que ela pintava, essa garota era boa em tudo? 

 - Não te perguntei nada. Quer saber, me deixa em paz, nunca pedi sua ajuda. 

A olhei ofendida, eu estava apenas tentando ser legal, será que ela não via isso? 

  -Eu nunca te fiz nada, sempre tentei ser sua amiga, será que você não pode pelo menos fingir que não me odeia? Ou quem sabe não me diga o por que de tanto ódio, você por acaso não tem nada melhor para fazer do que me atormentar, não ?!

 - Não se faça de santa quando você que roubou toda a minha vida. Você fica aí, fazendo o papel da doce é inocente Mary Sue, ninguém pode ser tão alegre assim, ninguém é tão feliz assim. Você não passa de uma fingida que roubou tudo o que era meu. Meu namorado, meus amigos, até mesmo meu colégio, minha casa é meu lugar naquela pista. - Ela parecia brava e magoada, como se realmente acreditasse que eu havia feito tudo isso para ela, mas eu não cairia em seus joguinhos. Eu nunca nem mesmo a destratei, ela não podia me culpar por tudo de ruim, quando ela tinha a vida perfeita e não via isso. 

 - Eu não fiz nada, não roubei nada de ninguém. Você se acomodou, Ambar. Achou que não precisaria melhorar, porque já era a melhor, mas olhe só, eu te superei e você não aceita isso, quem parou de treinar foi você, quem parou de agir como a melhor, foi você. Além disso você sempre tratou todos a sua volta de maneira horrível, você não pode culpa-lis por te deixar, não pode me culpar por isso, pois quem os afastou, foi você. 

 Eu finalmente falei tudo o que estava engasgado em minha garganta, finalmente  me livrei daquele peso em minhas costas, mas ao ver o olhar dela eu quase me arrependi, eu realmente teria me arrependido se não soubesse o quão manipuladora ela pode ser. 

 - Você não sabe nada sobre mim, você não passa de uma hipócrita. Todos vocês vivem me julgando, dizendo que eu sou a vilã, mas olhem só, eu não posso passar um dia sem ter que ouvir vocês jogando tudo isso na minha cara, não posso passar um dia sem alguém vir me falar algo horrível. Parabéns, vocês são tão ruins quanto eu. - Sua voz era raivosa e eu quis rir, ela não percebia que estava pagando por seus erros? Todos seus joguinhos e planos não serviram para nada, no fim a única na lama foi ela. - Só saia da minha vida Luna, você já roubou tudo o que era meu mesmo. 

 - Quantas vezes eu vou ter que te falar que que os afastou foi você ? - Pergunto já nervosa, ela não podia querer jogar toda a culpa em mim, não mesmo. 

 - Acredite, você não é a primeira pessoa que me diz isso. Aparentemente também não será a última. - Ela me encara de cabeça erguida e pega seu caderno que estava no chão, indo até o pequeno canteiro de rosas que havia do outro lado do jardim. 

 - Talvez seja que todos concordem com isso, que todos vejam como o mundo seria melhor sem você nele. - Digo para mim mesma baixinho, mas aparentemente ela ouviu e eu me senti tremer com seu olhar frio. Podia falar o que quisesse, mas ainda sentia medo dela. 

  Depois dessa discussão eu apenas voltei para o meu quarto e passei o resto da tarde estudando, estava cansada de tantas coisas, principalmente da minha covardia por não conseguir falar com o Matteo, queria dizer que não deveria ter fugido após ele me beijar naquela ponte, queria aceitar seu pedido de namoro, queria apenas ter a vida perfeita que a Ambar tinha. Ela tinha tudo e ainda vivia reclamando, não entendia como ela parecia sempre brava, se eu tivesse a vida dela nunca mais reclamaria de nada. 

  Agora, sentada na mesa da cozinha, me deliciando com um bolo de chocolate, eu só pensava o quão ruim minha vida estava, eu não estava mais patinando todos os dias, minhas notas estavam caindo e não conseguia falar para o garoto que eu gosto meus sentimentos. Não tinha como piorar. Tudo parecia uma enorme confusão . 

 Ambar tinha sorte. Ela era a garota perfeita, não se importava com o que os outros pensavam e ainda tinha todos os garotos aos seus pés. Ela podia ser uma vadia, e eu podia odiar ela, mas não podia negar que a vaca era sortuda. Sempre perfeita, não importa o que acontecesse. 

  Suspirei ao terminar de comer o bolo e levei o prato até a pia, mas um barulho alto me fez despertar de meus pensamentos, achava estar sozinha em casa, pelo que eu sabia todos haviam saído, então em passos leves andei até a sala, de onde o barulho tinha vindo. Ambar e a Madrinha estavam conversando, não conseguia escutar o assunto, mas pela cara da loira mais nova, o assunto não era bom. Me aproximei ainda mais, tentando não ser vista. A curiosidade era muita para ignorar isso. 

 - Seu comportamento é inaceitável Ambar. Você age feito uma criança, como uma garota imatura. Aonde já se viu uma menina da sua idade se permitir chatear por coisas ridículas. - Sharon disse brava, não conseguia entender como ela brigava com a afilhada assim, a garota era tão perfeita que chegava a se cansativo. 

 - A culpa não é minha. - Ambar respirou fundo e voltou a falar. - Eu sou humana também Madrinha, eu tenho sentimentos, me desculpe se isso me torna fraca. 

  Podia ver as lágrimas escorrendo pelo delicado rosto da loira e isso me fez repensar tudo o que eu pensava sobre ela. 

 - Limpe essas lágrimas e vá fazer algo que preste. Só não vá se entupir de doces como sempre, está parecendo uma baleia já. E trate de cuidar melhor desses machucados, acha que eu não percebo os roxos dos tombos que você leva com os patins? Lembre-se que você é uma Benson-Smith, não existe lugares para falha em seu sobrenome. 

 - Sim, Senhora. - Ambar suspirou e limpou as lágrimas, antes de se virar para subir as escadas. 

 - Antes que eu me esqueça, seus pais me ligaram hoje, eles falaram que é para você parar de tentar ligar para eles, pois mais atrapalha do que qualquer outra coisa. Que decepção, Ambar. Sendo um estorvo como sempre na vida dos outros. 

 Ambar parou de andar e se virou de volta, respirando fundo e limpando totalmente as lágrimas. 

 Eu não estava entendendo nada, a loira sempre tão bem controlada, fria e manipuladora que eu conhecia, não era a mesma que estava ali. Essa parecia uma criança assustada que fazia tudo para não decepcionar os pais. E isso estava partindo meu coração, eu me sentia mal por tudo que falei para ela mais cedo, mas sabia que ela também era a culpada por seus atos. Não podia amenizar seus erros apenas por ela discutir as vezes com a Madrinha. 

  Não fiquei ali para ouvir o resto da conversa, apenas voltei para a cozinha e lavei meu prato, subindo logo depois para o meu quarto e me arrumando para assistir algum filme. Em minha cabeça passava flashes de todos os momentos em que eu já havia vivido ao lado de Ambar, ela era sempre a mesma vaca com todos, dizendo ser a melhor e se acomodando como a rainha da pista, mas hoje, por um pequeno momento eu vi u lado humano nela e isso estava me encomendando. Nossa discussão hoje cedo, seu isolamento nas últimas semanas e a maneira como ela vinha agindo me incomodava tanto, ela parecia mais um robô do que a vadia que me derrubou na piscina. 

  Meu celular toca e eu sorrio olhando para o nome no visor de chamada. Simon era o melhor amigo que eu podia ter, ele sempre sabia, mesmo quando eu não falava nada, quando eu precisava falar com ele. 

 - Oi Toupeira. - Falo sorrindo, mas ainda estava desanimada. 

 - Aconteceu alguma coisa, Luna? - Ele pergunta assim que eu termino de falar e eu suspiro. 

 - Estou sentindo que eu sou uma pessoa horrível. Sabe, sinto como se eu tivesse matado uma fada. - Simon solta um pequeno riso com a minha fala e volta a perguntar o que aconteceu. - Acontece que eu sou a pior pessoa do mundo. 

 - Você é a melhor pessoa que eu conheço, Luna. Me fale o que aconteceu e você vai perceber que não foi algo tão ruim.

 - Eu falei coisas horríveis para a Ambar, incluindo o fato de que o mundo seria melhor sem ela. E agora de noite eu ouvi a madrinha dela e ela discutindo, o que me fez pensar que talvez, apenas talvez, eu tenha exagerado hoje de manhã. 

 Eu não me sentia totalmente culpada, mas minha consciência não estava limpa, o que me fazia ficar completamente apreensiva em relação a loira. Queria dizer que sentia pena dela, mas não conseguia. Só que ao mesmo tempo eu sabia que ela não merecia ouvir aquelas coisas que sua madrinha lhe disse. 

 - A Ambar não é a vilã que todos vocês idealizam, vocês não podem continuar tratando-a assim. - Aquilo fez algo arder em meu peito. Ele estava mesmo defendendo a menina que havia me empurrado na piscina? E desde quanto ele era tão amiguinho dela para defendê-la assim? 

 - Você por acaso virou amiguinho dela e eu não estou sabendo ? - Minha voz saiu mais rude do que eu desejava e eu já não estava me entendendo. 

 - Não Luna, mas eu não sou cego. Eu presto atenção o suficiente nas coisas para saber que vocês vivem falando mal dela, mas agem da mesma maneira. Falam que ela é a vilã, que ela trata vocês mal e que inferioriza vocês, só que vocês a tratam pior ainda. - Simon suspira do outro lado do telefone e eu fico constrangida com suas palavras, elas me lembravam as de Ambar, e isso estava começando a me afetar ainda mais. 

 - Também não é assim. Ela sempre nos tratou como lixo, você esperava que beijássemos os pés dela? A vida não é assim, Simon. 

 Um silêncio predominou entre nós dois, tornando o clima quase insuportável. 

  - Eu esperava que você entendesse. Esperava mesmo. - Simon falou desapontado e eu quis chorar por saber que havia o decepcionado. - Pense um pouco, por favor. Nós dois sabemos o quanto você é esperta, eu sei que vai perceber que você também errou. Só não jogue apenas a culpa para ela, todos somos humanos. 

E ele desligou, me deixando sozinha com o telefone na mão encarando a televisão ligada em um filme qualquer. 


Notas Finais


Música do capítulo: https://m.youtube.com/watch?v=_eWDZqc7lCc

Espero que vocês tenham gostado... 💜


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