História Perfeição - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescentes, Aventura, Drama, Ficção, Jovens, Romance
Visualizações 2
Palavras 664
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Segundo capítulo, espero que gostem

Capítulo 2 - Imprevisto


Fanfic / Fanfiction Perfeição - Capítulo 2 - Imprevisto

- Onde você estava?

- Na casa de algumas amigas.

- Você tem ideia do perigo que corre por andar essas horas na rua?

- Me desculp...

- Não, só não faça mais.

- Está bem.

Rapidamente, virei as costas e sai rumo ao meu quarto, na esperança de ele não ter visto nada, mas logo me chamou.

- Emy!

- Oii pai?

- O que tem nessa sacola?

- Coisas de menina.

Após dizer isso, entrei correndo para o meu quarto, escondendo as sapatilhas debaixo da cama. A sorte era que meu pai não se intrometia quando dizia ser coisa de menina, ele tinha medo de um dia saber de alguma intimidade minha, coisa de pai né.

No dia seguinte, fiz tudo de novo, chegando na aula, me surpreendi, o palco onde ensaiava estava ocupado por algumas latas de tintas, tudo demonstrava que o local estava em reforma. Preocupada fui perguntar ao homem onde se encontrava minha professora, ele logo me indicou o caminho. Subi para o segundo andar, e nas escadas fui surpreendida por um rapaz com duas latas de tintas na mão, então dei lugar pra que ele passasse, mas preferiu ser cavalheiro e deixou eu passar, só que esqueceu de se afastar e acabou derrubando um pouco de tinta em minha roupa de balé, o que me deixou louca de raiva.

- Você me sujou! E agora, como vou dançar assim?!

- Me desculpa senhora, deixa eu limpar.

Percebendo que só me sujaria mais, me afastei.

- Não! É melhor nem tocar em mim com essas mãos sujas de tinta!

Sem graça, não respondeu nada, apenas ficou me olhando, então subi os degraus com muita raiva, tentando limpar aquela mancha. Após o incidente, me encontrei com a professora que já estava a minha espera. E logo ela percebeu que minha roupa estava suja.

- O que aconteceu?

- Ah, um desastrado de um pintor me sujou, alias, quanto tempo vai demorar essa reforma hein?

- Só essa semana.

- Graças a Deus.

Ensaiamos por horas e horas, precisa alcançar a perfeição logo porque receberia em breve uma visita especial da melhor bailarina da epoca, e como era fã dela, precisava impressionar.

Terminando mais um ensaio, recebi uma porção de elogios como sempre, o que era muito importante pra mim.

- Logo vou te ver na Europa em menina. Você é a primeira aluna que tem avanços tão significativos assim em tão pouco tempo.

- Estamos lutando pra isso né?

- Sim, mas vai descansar agora, antes que não aguente vir amanhã.

Com o cansaço me derrubando, sai da sala com as sapatilhas nas costas, exausta. E quando estava descendo as escadas, encontrei com o rapaz novamente, meio que extressada, fingi que não o vi mas ele me chamou.

- Vai ficar magoada comigo?

- Porque ficaria? Pra ter magoa, precisa existir algum sentimento que gere isso, e que eu saiba nem te conheço.

Antes que pudesse falar alguma coisa, deixei ele sozinho e sai sem olhar pra trás. O estranho era que quando cheguei em casa, não consegui esquecer ele, aquele jeito atrapalhado me fez sorrir sozinha, me lembrava aqueles filmes de comédia. E surpreendentemente, um contato desconhecido me chamou na rede social, então descobri que era ele, fiquei tão nervosa que meu celular até caiu.

- Como pegou meu número?

- Foi com a sua professora.

- E quem permitiu?

- Não sei, só quero te passar o endereço pra nos encontrarmos amanhã?

- Oi? Não estou te entendendo.

- Amanhã, na sorveteria do lado de sua escola.

Quando pensei em responder, ele desligou e ficou off. Não conseguia entender, como teve a audácia de fazer isso, mal conhecia ele, e o sujeito já queria me encontrar. É claro que não o encontraria, mas quando o dia amanheceu, mudei de ideia e fiquei impaciente pra ir encontrá-lo, não sabia o que estava me atraindo a ele, só estava com medo que fosse algum tipo de sentimento, semelhante a paixão.


Notas Finais


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