História Périplo - Capítulo 3


Escrita por: ß e ~ShiroKohta

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Seventeen
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lee Jihun "Woozi", Lu Han, Sehun, Suga, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baeksoo, Chanbaek, Chanhun, Hunhan, Kaisoo, Krisho, Ot12, Sekai, Suchen, Taohun, Xiuchen
Exibições 132
Palavras 2.647
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Voltamos <3
Dessa vez veremos uma interação do pessoal da nave e personagens novos *-*
Obrigada pelos comentários e favoritos.
Esperamos que gostem.

Capítulo 3 - Ascensão Reta: 02 horas. 04 min. 33 Sec


 

— Ascensão Reta: 04 horas. 08 min . 08 Sec. Declinação: 60 graus 56 arc min. 43 seg arco — A voz rouca do Efferinus ganhou a sala de controle da nave. Suas orbes amarelas fitavam com cuidado o mapa estelar que se projetava a sua frente, fazendo pequenas observações em seu caderno.

— Nave em direção ao destino. Rota livre?

— Rota livre, capitão. Pelo menos, não há nenhum sinal de tempestade de asteróides — Rodava o mapa com a mão, mudando a angulação do mesmo, procurando alguma coisa que pudesse ter deixado passar. Não encontrou, logo voltando a escrever no caderno.

— Eu ainda vou entender como temos uma porção de aparatos tecnológicos e você escreve num papel com uma caneta, Chanyeol — O cocapitão balançava a cabeça negativamente, a medida que empurrava a própria cadeira para atravessar a sala e ir à mesa de controle do outro lado.

— Eu apenas gosto. É um dos costumes antigos que sempre me deixou fascinado — Deu de ombros para a pergunta que havia ouvido quase todo o tempo de sua formação como mapeador.

— Pra qual planeta estamos indo? – Dessa vez a voz do capitão se fez presente e Chanyeol alterou a projeção, mostrando uma bola levemente achatada de cor escura.

— Tonorlaer. Pelo que recebi da DNG da primeira divisão, foi recém-descoberta. Ainda precisam protocolar a união com a FNG. Como o tenente de comunicação deles está tendo problemas, acreditam que Sehun possa resolver isso.

– Então estamos indo só pra que o Sehun faça a raça deles assinar um papel? – Suho perguntou um tanto entediado.

– E protocolar. – Chanyeol completou ainda quieto, olhando todas as anotações que tinha no pequeno caderno amarelado. Aparentemente, aquela cor o perseguia de alguma forma.

– Nossa, estou animadíssimo. Era tudo que eu queria de primeira missão – O Efferinus riu a ouvir a voz do terrígeno, balançando negativamente a cabeça. Sabia o quão o capitão estava desgostoso por fazer parte da DNG.

 

[...]

 

– Eu ainda não entendi a dificuldade de comunicação. Sempre que uma DNG chega a um planeta, não lança os nanochips como vírus para que se estabeleçam na nova raça e possam falar o Esperanto? – A sobrancelha do tenente-comunidador estava franzida, à medida que caminhava ao lado do capitão que praticamente se arrastava pelo novo planeta.

Tonorlaer era um planeta estranho. Simplesmente, não havia nada. Era como um deserto, onde a única diferença era a porção de metal que emergia do solo.

– Sehun, não me faça perguntas difíceis. Vai ver achamos mais uma raça com resistência ao nanochips de novo, como aconteceu há um tempo com os Yddad. Essa raça me parece ser uma das mais estranhas em comparação à que estudamos na Academia.

– Tem piores, acredite. Quando tive que estudar cada um dos idiomas protocolados na FNG, encontrei raças que me fizeram temer um pouquinho o que ainda vamos encontrar neste infinito.

- Capitão Suho, Tenente Sehun. Obrigado por virem – A atenção de ambos foram tomada por um Wiih que acabava de chegar em frente a DNG 458 – Me desculpem a demora. Estamos tendo pequenos problemas e foi um pouquinho difícil está no mesmo momento em que pousaram no planeta para recebê-los. – O ser dizia pesaroso.

– Que tipo de problemas, Senhor? – Suho honestamente não lembrava o nome do capitão da nave da primeira divisão, mas sabia que sua patente era mais alta do que a sua.

Antes que pudesse ter uma resposta, criaturas pequenas azuladas com menos de um metro de altura e um rosto apenas com uma boca cheia de dentes emergiram do nada como uma orda de morcegos, praticamente invadindo a nave. Suho sequer tempo de reação, só via os diversos dentes pontiagudos indo em direção a estrutura metálica da nave. Foi questão de piscar de olhos que uma tripulação da GNG chegou e conseguiram afastar as criaturinhas da nave.

– Esse tipo de problema. Acho que encontramos a primeira raça-praga. Se o Sehun não conseguir uma resposta dele, protocolaremos como uma raça-praga. Eles comem metal, o mesmo que surge do solo. Comeram duas de nossas naves e quase comeram a nave da GNG – Seu tom era de puro cansaço. Suho imaginava o estresse que o pobre ser estava passando.

– Vamos precisar de médico ou do mapeador, Senhor?

– Não, já está mapeado. Só falta o aval do seu tenente para protocolar como praga. E médico, bom... Eu não acho que essas criaturinhas precisem de qualquer tipo de ajuda.

Suho e Sehun seguiram a linha de visão do outro capitão para verem um agente da GNG tendo dificuldades em manter um único serzinho azul dentro de uma gaiola de vidro.

– Tudo bem, me deixe tentar falar com algum deles e eu descobrirei se são apenas pragas. – O tenente comunicador fez uma careta já prevendo uma dor de cabeça.

 

 

De fato era a primeira raça-praga que encontravam. Pelo menos de início, assim seriam classificados, até que os cientistas da FNG pudessem se aprofundar na raça em específico. Sehun não conseguiu obter qualquer tipo de contato, nem mesmo usando as habilidades de sua raça para chamar atenção deles.

Na verdade, sua cabeça doía do tanto que havia se esforçado pra arrancar qualquer resposta daquele serzinho desprezível. Como era um dos poucos Malesuadus que existia, ele era o mais próximo pra concluir aquela missão.

– Diário de bordo. Nossa primeira missão foi ter nossa nave quase comida, Sehun quase morrendo de enxaqueca e assinar papéis. Fim. 

– Capitão, não foi tão ruim. Pensa que agora você faz parte da historia. Encontraram uma raça que é puramente praga.

– Chanyeol... Cala a boca. Você não ta me ajudando em nada. Eu não posso acreditar que vou passar o resto da minha vida fazendo isso.

– Pois trate de acreditar, capitão – O seu braço direito ditou de maneira irônica, à medida que revirava os olhos castanhos – Você passou quatro anos na academia, sabendo que era isso que faríamos. Então para com essa frescura, entrega as novas coordenadas pro Chanyeol e vamos continuar a droga das nossas missões. Não tô com paciência pra suas crises mal resolvidas – Bufou por fim, levantando da cadeira, deixando o capitão e o mapeador sozinhos.

– Toda vez que me pergunto por que o Chen não foi capitão, essas atitudes me respondem. Não sei como ele não foi expulso – O filho do sol falou rindo, voltando sua atenção para o mapa.

– Porque ele é muito inteligente. Porque ele é o último de sua raça. E porque ele fala verdades – Suho suspirou, massageando as têmporas – Ele tem razão. Eu sabia desde sempre que seria assim a minha vida, mas sei lá... Alguma coisa emocionante podia acontecer, não é? Fico pensando se sempre será esse tédio.

 

 

– Sempre será esse tédio, pai? – Sehun murmurou do seu quarto, mesmo que não fosse preciso, era apenas projetar em sua mente. – Eu não acredito que vou passar os meus dias preso nessa nave com essas raças inferiores pra passar por situações ridículas como foi a de hoje. Eu não sou obrigado – Se jogou na cama ainda irritado, cobrindo o rosto com o travesseiro.

Sabia que era fundamental estar ali e que deveria continuar a fazer tudo da melhor forma possível sem chamar atenção. Mas Sehun já estava perdendo a pouca paciência que tinha.

 

[...]

 

     O terrígeno olhava para o pontinho verde que piscava em sua mesa de controle. Sua mão estava apoiando seu queixo e seus olhos piscavam levemente enquanto fitava o mapa que estava projetado na outra nave. Era entediante, de fato. Não podia negar.

– Temos que iniciar assim mesmo. É necessário que todo esse percurso seja percorrido para alcançarmos aquilo que tanto queremos. – Responde a pergunta feita mentalmente a si. O caminho a ser seguido tinha que ser esse, não havia como mudar.

Sim senhor – Fora a ultima coisa a ouvir em sua cabeça antes de fechar os olhos e pensar nos próximos passos que tomaria.

 

[...]

 

Chanyeol caminhou com passos longos e lentos pelos corredores da nave, ele poderia muito bem ter perguntado ao W00z1, onde estava seu criador dorminhoco, mas o ser gostava de passear pelas instalações da Júpiter e principalmente sair um pouco da presença do Capitão e Cocapitão, a tensão entre ambos o deixava encabulado. O Efferinus entrou na ala médica, que estava vazia salvo a presença do Tenente Lu.

– Oh, olá Chanyeol, posso ajudá-lo em alguma coisa? – A voz doce se fez presente no âmbito enquanto o filho do sol negava com a cabeça.

– Na verdade, eu estava procurando o Yoongi. Mas agradeço a preocupação, Lu Han. Aliás, você o viu? – Dessa vez a prole de I:ner que negou com a cabeça, esboçando mais um de seus sorrisos dóceis. – Uma nave desse tamanho, e eu não consigo encontrar aquela criatura. Preciso que ele reveja uma das minhas roupas e o capitão o procura.

– Suas roupas? – O médico indagou curioso, parando de arrumar os potes que estavam dentro de um armário.

– É, eu preciso de roupas especiais pra estabilizar minha temperatura. Ser do sol acaba me trazendo esse pequeno probleminha.

– Os nanochips não fazem efeito em você? Digo, todo nós temos eles implantados no corpo para que nossa estrutura molecular se modifique e possa se adaptar a qualquer ambiente, não é?

Lu Han indagou ainda confuso. Não entendia muito bem a funcionalidade dos nanochips já que eram responsabilidades dos Malesuadus e daqueles que queriam ser comunicadores.

– De fato, mas tem algumas especiarias de algumas raças em específico que não podem ser contidas ou modificadas. São cálculos ainda muito complexos para os engenheiros da FNG. Ainda há muito que estudar, tanto que não somos imortais e morremos de tiros e explosões, o que acho levemente louco. Temos uma tecnologia com velocidade o suficiente pra mudar nossas estruturas perante o meio, mas não para nos curar plenamente.

 Chanyeol sorriu, os olhos amarelados perdidos em lembranças. O Efferinus sabia muito, e adorava disseminar seu conhecimento aqueles que estavam dispostos a escutar.

– É pela variedade de raças e suas complexidades, certo? É mais fácil reorganizar o que existe do que fazer surgir do novo. Todos nós, independendo da raça, temos uma genética complexa e com metabolismo ainda inexplicável. Seria perigoso demais tentar reconstituir essas moléculas e mais perigoso ainda o que essas moléculas poderiam causar de impacto ao universo.

Lu Han concluiu de seu lugar sentado atrás de uma grande escrivaninha. Ele se levantou caminhado até o Efferinus.

– Você estudou bastante sobre isso, não é? – Chanyeol agora estava sentado sobre a maca, esquecendo-se da ordem do capitão de encontrar o engenheiro.

– Sim, todos nós precisamos quando vamos trabalhar com a saúde. É interessante ao nível que é complexo. Não sei se tão complexo quanto os mapas que precisou estudar – Lu Han acabou sorrindo levemente constrangido, se permitindo sentar ao lado do maior.

– Tudo deve ter sua complexidade. Só temos habilidades que nos permite entender uma coisa mais do que as outras. Soube que você só precisou passar dois anos na academia. Você deve ser um gênio – Chanyeol bateu seu ombro no outro que apenas riu envergonhado, devolvendo a batida amistosa.

– Acho que ser da minha raça me permitiu isso. Eu curo as pessoas com as mãos, não precisei estudar pra que isso acontecesse. Não acho que seja mérito do meu intelecto, mas obrigado Chanyeol – O grandão riu observando atentamente o outro.

– A FNG até hoje não achou o padrão matemático pra sua cura, não é? Acho engraçado o como não importa a tecnologia que alcançamos as raças de alguma forma, vão bagunçar toda a lógica... O que são essas marcas na sua pele? – O medico fitou as várias cicatrizes que corriam pela sua pele e terminou por morder o lábio inferior levemente perdido. Nunca sabia explicar sobre elas.

– Bom...

– Não precisa explicar. Imagino que não seja confortável falar sobre. Mas são lindas, Lu Han. Tornam-te muito mais bonito – O Efferinus falou sincero enquanto as próprias madeixas ganhavam um tom rosa pela vergonha do que tinha acabado de falar. Já o outro, tinha os olhos azul e rosa completamente arregalados com o que havia ouvido. Um ar estranho se instaurou na enfermaria.

– Alguém viu o SuHo? – Uma terceira voz se fez presente, quebrando a bolha que havia sido construída ao redor do mapeador e do médico.

Chanyeol fitou a criatura de pele muito pálida e cabelos brancos como as nuvens e como num click, lembrou que era justamente quem estava procurando. Se distraiu tanto com o Lu Han, que encontrar o Wiih havia ficado em segundo plano.

– Yoongi. Ele é seu capitão. Respeite a patente dele. E ele estava procurando você. A asa direita esta fazendo um barulho estranho.

– Era justamente sobre isso que eu queria falar. Percebi que estávamos com uma pequena falhinha sobre uma das asas, mas não é nada demais. Tá tudo bem. Força total.

– YOONGI, SEU INFELIZ, ONDE É QUE VOCÊ ESTÁ? – A voz no comunicador gritava, assustando os três ali.

– Sim, chefinho? Eu estou aqui na Enfermaria. E você não vai acreditar. Está rolando um clima pesado entre o nosso médico e o nosso tripulante amarelo.

– SABE O QUE VAI ROLAR? SUA CABEÇA, SEU ENERGÚMENO.

– Por que está tão irritado, Capitão? Aconteceu algum problema? – Dessa vez Chanyeol se interferiu, ignorando completamente o comentário abusado do engenheiro, mesmo que seus fios de cabelo estivessem completamente rosa.

– Um problema? UM PROBLEMA? NÓS ESTAMOS CAINDO CHANYEOL. A ASA DIREITA DA NAVE NÃO ESTÁ FUNCIONANDO. ESTAMOS DESESTABILIZADOS E CAINDO.

– Opa. Sério? Mas era só um fogo. Eu mandei o W00z1 levar um extintor e tudo.

Lu Han franziu a testa confuso, como assim mandou o W00z1? Como um computador poderia ir para algum lugar? Ele abriu a boca para perguntar, mas a voz exasperada do capitão o interrompeu.

– UM FOGO, YOONGI? VENHA PRA DROGA DA SALA CENTRAL AGORA. VAMOS TER QUE POUSAR SABE SE ONDE. CHANYEOL EU JURO QUE...

– Calma, capitão. Já estamos indo, vamos pousar em segurança, não se preocupe – O mapeador disse por fim, pegando o pulso do engenheiro para arrastá-lo para a sala central. – Não se preocupe Lu Han, você sabe que no universo as quedas das naves são mais lentas, não é? Vamos ficar seguro.

– Tudo bem. Eu confio em vocês.

– Parem com isso, que nojo, prefiro o SuHo gritando na minha cabeça do que ver romance, além de que... – Não conseguiu terminar, a imensa mão do Efferinus tampara sua boca enquanto literalmente o arrastava pela nave. Lu Han apenas riu mais uma vez.

Você devia tentar ajudar. Não é tão difícil mexer no computador de bordo. Ah céus, quanto tempo aquela voz não lhe dizia nada? Por que seu consciente voltava a falar consigo?

– Não sei se é uma boa ideia. Eles sabem o que fazer, não é? – O médico ditou baixinho pra si mesmo, mas já se viu seguindo o caminho que fora feito pelos dois que estavam consigo até segundos atrás.

A sala central estava um caos, mas Lu Han acreditava que era muito mais pelo estresse de seu capitão, do que pela queda em si. Chanyeol parecia bem centrado ao mexer no mapa, enquanto Chen mexia em alguns controles que ele acreditava que estava estabilizando a nave. Já o capitão, tinha o punho fechado gritando para o engenheiro várias coisas completamente em vão. Yoongi parecia estar dormindo.

Viu Chanyeol levantar e ir em direção ao Chen. Talvez informá-lo de algo importante. Fora o tempo que o corpo do Isticine se direcionou para a mesa de comandos e coordenadas. Ninguém prestava atenção em si. Nem ele mesmo prestava atenção. Era como se fosse um fantochezinho e só obedecesse.

Ascensão Reta: 02 horas. 04 min. 33 Sec. Declinação: 90 graus 33 arc min. 22 seg arco.

Escreveu o que sua cabeça lhe ordenava e viu o mapa que estava projetado se modificar no mesmo instante. Saiu dali da mesma forma que chegou: Despercebido, e a última coisa que ouviu antes de sumir da sala central foi: Capitão, o mapa entrou em pane. Entramos em uma rota desconhecida... Eu não faço ideia de onde iremos pousar.

Não se incomodou. Sua consciência parecia satisfeita com aquilo.

 

 


Notas Finais


Até Sábado <3


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