História Permaneça como você é - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias B1A4
Personagens Sandeul
Exibições 73
Palavras 3.143
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Essa é uma oneshot baseada no MV/música 그렇게있어줘/Stay As You Are do Sandeul. Ela é a minha percepção da história, como eu vejo e imagino. Mas, como o clipe/música pode ser visto por vários ângulos e muitas coisas diferentes podem ser imaginadas, assim também é essa história. Ou seja, você pode interpretar como lhe for mais conveniente ^^ Além disso, a garota não é especificada. Então você pode imaginar a menina do clipe, ou você pode imaginar alguém diferente, ou até mesmo você lol O que você achar mais bacana ^^
Espero que gostem ♡

Para referência, assistam ao MV. Eu tentei incluir todas as cenas na mesma sequência, então é divertido acompanhar por ele ;)

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Permaneça como você é - Capítulo 1 - Capítulo Único

Eu ainda não sei quem você é, embora eu tenha te imaginado antes. Em minha mente fiz seus traços, como se tivesse sido desenhada nos mínimos detalhes. Sua personalidade? Eu imagino como é. Se você for diferente do que eu imaginei, eu não me preocupo que eu não possa te reconhecer, porque sei que saberei quem você é assim que nossos olhares se cruzarem pela primeira vez. Eu simplesmente saberei.

E então os dias passam devagar, arrastados e cinzentos, como se as cores lhes faltassem. Embora eu não faça muita coisa, meus dias não são um desperdício, afinal de contas quanto mais o tempo passar, mais rápido poderemos nos encontrar.

Enquanto sento em minha cafeteria favorita, me pergunto por que há um vazio tão grande no espaço em minha frente. Rabisquei dois bonecos de mãos dadas pensando que poderíamos ser nós dois. Parece bobo, mas é como se existíssemos juntos em algum lugar. Eu estou fisicamente sozinho agora, mas você sempre me acompanha em meu coração. Por isso, essa não é uma solidão desconfortável.

Você está sorrindo agora? Em algum lugar no imenso mundo que nos cerca, você está feliz? Pergunto-me isso enquanto desenho um rosto sorridente em minha unha. Eu espero que esse seja o seu sorriso. Talvez você esteja apaixonada por alguém? Tudo bem. Por mais que eu sinta ciúme, eu desejo que você seja feliz. E então, no dia que nos encontrarmos, aquele amor ardente e as pessoas frias que cruzaram o seu caminho simplesmente desaparecerão de seus pensamentos.

Não posso prever o dia que nos encontraremos, mas para que não passemos um pelo outro, para que eu possa te reconhecer, permaneça como você é. Para que possa te segurar em meus braços, para que possa saber que é você aquela que já mora em meu coração, permaneça como você é.

E então eu vou te encontrar.

 

 

 

 

Hoje decidi usar uma camisa branca com listras vermelhas e azuis, diferente das acinzentadas que vinha usando nos últimos tempos. O motivo? Acordei com uma sensação boa. Embora tenha feito o mesmo de sempre, enquanto caminhava até a cafeteria, percebi que o clima ensolarado combinava com o que eu vestia, como se meu corpo fosse um reflexo do exterior. O vazio ainda estava lá, meu sincero companheiro, mas hoje havia algo além.  

Uma porção de batatas fritas, um hambúrguer e um copo de refrigerante foram colocados gentilmente pela garçonete em minha frente, enquanto eu rabiscava em meu bloco de notas como de costume. Uma melodia calma e triste soava em meus fones de ouvido, enquanto eu me concentrava no papel em minha frente e deixava minha mente divagar. Não percebi quando ela chegou, nem sua presença. Mas, de alguma forma...

Ela usava óculos escuros e um casaco verde. Seus braços estavam cruzados sob a mesa enquanto me via tirar os fones de ouvido e a encarar, confuso.

- Quem é você? – perguntei antes que me desse conta.

A garota disse seu nome e pegou uma de minhas batatas. Eu o repeti, pensando onde já o tinha ouvido. Era um nome tão familiar, embora não conseguisse me lembrar...

Nós nos conhecemos? Era o que minha mente perguntava, contudo não conseguia proferir. E se ela apenas fosse uma ladra de batatas? Segurei o pacote com a mão, eu não era alguém que gostava de dividir comida, ainda mais com estranhos. Ela não demonstrou nenhuma reação, não disse mais nada, mas tampouco levantou da mesa. Terminei o que restava de minha comida enquanto ela me analisava, não de forma intimidadora. Era esquisito, nós não nos conhecíamos e não sabíamos nada um do outro, mas o silêncio com ela era tão confortável quanto o meu habitual, como se aquilo estivesse predestinado a acontecer.

Eu disse a ela que estava indo, então peguei minhas coisas e fui até o caixa pagar a conta. Quando sai pela porta da frente, ela ainda estava sentada em minha mesa. Havia uma parte minha que queria voltar lá e desvendar todos os mistérios daquele enigma, mas parecia melhor simplesmente deixar sumir, desaparecer, como algo que veio e se foi. Como o curso do rio.

Fazia calor, pendurei minha mochila azul nas costas e andei pela rua principal, até que meus pensamentos foram dispersos por uma voz que chamava meu nome.

 - Ei.

Virei-me em tempo de ver que a garota de verde – agora sem o óculos escuro – me seguia, carregando uma mala. Seria ela uma viajante? Alguém que tinha vindo de perto ou quem sabe de muito longe? Havia algo de diferente no rosto dela.

- Você pode me fazer companhia? Não conheço nada nessa cidade – ela disse, como se não fosse nada de mais perguntar aquilo para um estranho.

Eu ri e levei minha mão à cintura. Ela acha que tenho o dia todo livre?

- Nós nem nos conhecemos. Por que eu te faria companhia? – perguntei.

- Porque será divertido – ela respondeu com um sorriso.

 

Quinze minutos depois eu a tinha comprado um copo de refrigerante e caminhávamos juntos, enquanto eu carregava seu casaco e a mala. Hoje era um dia atípico para aquele local, fazia bastante calor e tudo a nossa volta parecia caloroso, como se estivéssemos envoltos em algo macio e confortável. Ela era boa com palavras, ou eu era fácil de convencer. Talvez fosse pelo fato de que eu não tinha nada importante para fazer naquele dia além de matar o tempo aqui e ali, talvez fosse porque eu tivesse ficado intrigado pela presença dela, ou então as duas coisas.

Ela tinha um sorriso bonito, o que me fazia sorrir automaticamente também. Quando me dei conta, já estava com os olhos na direção dela, observando seus movimentos, a forma como ela se movia, como se expressava. Eu sabia que nunca tínhamos nos visto, mas ao mesmo tempo podia jurar que a conhecia. Havia um sentimento inquieto em meu coração, algo que eu não queria acreditar que pudesse ser verdade. Não, não podia ser.

Enquanto me perdia em minhas linhas de pensamento, a vi parar em frente a um boliche.

- Vamos jogar? – sugeriu com um sorriso nos lábios.

Aquilo era tão aleatório e espontâneo que me conduziu instantaneamente. Logo na primeira rodada descobri que ela era boa no jogo e fiquei pensando se já tinha jogado boliche antes, se onde morava costumava fazer isso... De onde ela era?

Alguns strikes depois e já estávamos batendo nossas mãos e comemorando como duas crianças. E então descobrimos nossa primeira coisa em comum: ambos éramos bons jogadores de boliche. Quando sentamos lado a lado para descansar e beber alguma coisa, eu me perguntei se aquilo era um encontro. Será que era? Parecia.

Ela levantou em um salto e pegou mais uma bola, e então o placar da nossa equipe aumentou novamente. Alguns longos minutos, mais pontos e batidas de mão e eu só conseguia pensar no quão divertido era aquilo tudo. Será que era um encontro? Não, era algo muito maior do que aquilo, muito mais confortável e recheado de sorrisos. Eu ainda não sabia quem ela era, mas, de certa forma, eu sabia.

 

O céu azul estava recheado de nuvens de algodão enquanto corríamos até o zoológico próximo. Dessa vez, quem havia sugerido o local seguinte tinha sido eu. Aquele era um lugar que eu gostava de visitar, que me transmitia paz e fazia com que eu me sentisse próximo da natureza. Enquanto olhávamos as nuvens se movendo pelo céu, refrescávamos nossos corpos suados com uma leve brisa.

- Você sua bastante – ela disse, gentilmente fazendo vento com a própria mão em minha direção.

Havia uma certeza curiosa em sua voz, como se ela soubesse que eu sempre suava bastante. Assim como cada um de seus gestos parecia fazer sentido para mim, como se eu já esperasse ou conhecesse cada um deles, ela também parecia saber tudo sobre mim. De uma forma misteriosa ou até mesmo mágica, era como se já nos conhecêssemos a vida toda.

 

Caminhamos até as girafas, elas sempre me deixavam maravilhado com sua grandiosidade e beleza. Ela disse que o brilho dos meus olhos era como o de uma criança e então me encarou com um olhar firme. Tentamos fazer contato visual, mas ainda havia certa timidez entre nós. Enquanto nossos olhares se dispersavam eu pensava, com um sorriso bobo no rosto:

Seus olhos estão brilhando também.

Mas talvez não fosse por causa das girafas.

Enquanto ela se debruçava no cercado e balançava os pés, eu só conseguia pensar como duas crianças como nós haviam se encontrado nesse mundo tão grande. Meu coração relutante parecia cada vez mais convencido. Talvez nós não tivéssemos passado um pelo outro. Talvez, de forma diferente do que eu imaginava, eu tenha te reconhecido. Não com minha consciência, mas sim com meu coração.

- Devemos fazer recordações – ela disse, sacando o celular do bolso com um sorriso – O que você acha? Os momentos bonitos precisam ser eternizados.

Eu assenti com a cabeça e então nos juntamos para uma foto.

- Posso fazer uma cara engraçada? – perguntei.

Ela sorriu e concordou. Aquela era uma foto que eu jamais iria esquecer.

 

Enquanto caminhávamos para fora do zoológico, um pôster colado na parede chamou a atenção dela. Lá dizia que haviam atrações novas no Aquário da cidade. Ela implorou para que fôssemos até lá, dizendo que nunca tinha visitado um Aquário antes. Assim que concordei, corremos como duas crianças pelo centro da cidade, como se nada pudesse nos impedir naquele dia, como se fôssemos dois espíritos livres.

O Aquário era incrível e eu não conseguia tirar meus olhos de tantos tipos diferentes de peixes. Os olhos dela, porém, vagavam dos animais até mim e eu me perguntava se ela pensava a mesma coisa, se em seu coração também havia tanta familiaridade quanto no meu. Ela também sentia que nossa ligação vinha de algo que não conseguíamos explicar?

- Eu me sinto tão segura agora – ela disse, seus olhos fixos no vidro – Não estou mais cansada.

Nossos corpos estavam próximos e eu queria pegar em sua mão e dizer que também não me sentia mais cansado.

- Eu não preciso mais esperar – ela virou em minha direção e sorriu.

Como se todo o peso de meu coração tivesse se esvaído, eu sorri de volta para ela.

Eu também não preciso mais esperar.

 

Coloquei uma porção de conchas em sua mão. Era fim de tarde, o sol já estava se pondo quando chegamos à praia. O mar havia sido colorido em um bonito tom rosado e a brisa fresca nos envolvia. A praia tinha sido minha próxima sugestão e ela havia concordado prontamente.

- Se você levar essas conchas, vai ser como ter um pedaço desse dia para sempre consigo – falei, enquanto enchia sua mão de conchinhas brancas.

Ela me encarou novamente com um olhar profundo, que às vezes parecia doloroso. Você andou sofrendo tanto quanto eu? Sentiu-se sozinha? Eu quero desvendar todos os mistérios do seu coração. Meus lábios eram incapazes de outro movimento senão um sorriso naquele momento.

Deixe-me te fazer companhia até o fim.

Andamos pela beira da água, tão perdidos em nossos diálogos que molhamos nossos sapatos. Era como se o mundo ao nosso redor parasse de existir quando olhávamos um para o outro, como se não houvesse mais nada ou ninguém. Mas as meias molhadas eram como um aviso de que havia sim algo lá fora de nós.

Enquanto o vento soprava levemente em meu rosto, pensava que fazia muito tempo que não me sentia tão calmo e feliz, como se todas as angustias em meu peito tivessem cessado completamente. Nós andamos, conversamos, olhamos um para o outro. Ela até mesmo tentou me empurrar para dentro da água. Tão presentes, tão vivos.

Quando nossas pernas já não aguentavam mais, sentamos lado a lado para assistir ao que restava do pôr do sol. Procurei pela música mais feliz que tinha em meu telefone e então coloquei meus fones de ouvido para escutá-la enquanto contemplava o oceano em minha frente. Ela tirou um de meus fones e colocou em seu ouvido, curiosa para saber que tipo de música eu gostava de ouvir. Dividi minha melodia favorita com ela, até que a escuridão da noite finalmente nos tomasse.

- Aquilo é uma roda gigante? – ela disse, apontando para um objeto iluminado em tons de cor de rosa ao longe.

Eu assenti com a cabeça.

- Quer ir lá? Agora é sua vez de escolher.

Ela confirmou com um sorriso e então levantamos. No meio do caminho, pela praia, uma leve garoa nos envolveu. Enquanto andávamos com nossos guarda-chuvas, ela me perguntava qual era meu brinquedo favorito em um parque de diversões. Entre milhares de coisas que tínhamos para perguntar um ao outro, era engraçado que ela se interessasse logo em algo como aquilo. Às vezes parecia que seus olhos diziam o que eu já imaginava: que ela já conhecia o meu coração, o conhecia tão bem que nem mesmo precisava perguntar nada. Como se todas as minhas verdades estivessem estampadas em meu olhar.

- Eu gosto de todos – respondi com sinceridade.

- Já esperava por essa resposta – ela riu.

- Qual o seu favorito?

- Gosto da roda gigante, é possível ver toda a cidade quando se está no topo – ela respondeu, pensativa – É assustador, porém mágico. Como se os lugares mais distantes não estivessem tão distantes assim. Como se a distância se tornasse apenas um detalhe.

Analisei suas palavras por alguns minutos, enquanto sentia o peso de sua mala em minha mão. Antes que subíssemos no brinquedo, perguntei:

- Você veio de algum lugar distante?

Ela respondeu apenas com um sorriso, deixando-me com uma porção de dúvidas na cabeça.

 

Através do vidro molhado pelos pingos de chuva, víamos a cidade inteira, pintada com bonitas luzes coloridas. O rosto dela estava sério agora, como se contemplasse algo muito além do que eu podia ver. A altura me assustava um pouco, mas ela parecia serena. Enquanto cada mínimo detalhe me encantava e enchia meus olhos, ela parecia querer me dizer algo, como se sua garganta estivesse repleta de palavras não ditas. Meus lábios ainda não conseguiam fazer outro movimento que não fosse o de um sorriso.

 

- Eu sou um bom jogador de sinuca – disse, assim que descemos da roda gigante.

- Não melhor do que eu – o sorriso voltou ao seu rosto ao entender minha sugestão.

A lua já brilhava alto no céu quando pegamos um táxi até meu local favorito para jogar sinuca. Na verdade eu não era um bom jogador, mas aquilo tinha sido a única coisa que me ocorreu para prolongar nosso dia. Acho que aquele foi o momento em que ela mais riu durante todo o dia, cada vez que eu falhava miseravelmente em acertar as bolas coloridas.

 - Você é ruim, Lee Junghwan – ela disse, cobrindo o rosto com a mão enquanto pronunciava meu nome devagar.

- É assim tão doloroso assistir minha falta de talento? – perguntei.

Ela riu novamente. Era doloroso para mim também. Mais algumas tentativas falhas e ela se sentou na mesa e me encarou.

- Talvez eu devesse te dar aulas de sinuca, senhor bom jogador.

Aquela parecia uma ideia confortável, então ambos explodimos em sorrisos. Talvez pudéssemos nos ver mais vezes, talvez pudéssemos jogar sinuca juntos até eu me tornar alguém digno de segurar aquele taco? Ou então aquela era apenas uma desculpa para vê-la de novo? Por mais estranho que parecesse, eu já sentia que não queria deixa-la.

Como uma pessoa estranha podia bagunçar o seu mundo em apenas um dia?

Talvez ela não fosse uma estranha.

Talvez ela fosse a pessoa que eu sempre esperei.

 

Eu estava olhando um dos aquários do local enquanto ela tinha ido pedir duas bebidas para nós. Quando se aproximou, me olhou fixamente novamente, aquele olhar penetrante que parecia invadir minha alma e me arrebatar. Agora, porém, ele não me intrigava mais. Agora aquele era um olhar familiar.

O que você quer me dizer? O seu coração também já conhece o meu?

Sorri igual a um bobo apenas ao olhar para o seu rosto. Eu já nem mais conseguia esconder o fato de que apenas vê-la me fazia feliz. E então, como se sentisse o mesmo que eu, um sorriso se formou em seus lábios também.

As bebidas repousavam à mesa diante de nós, mas nenhum dos dois havia tocado nelas. Eu tinha rabiscado algo em meu bloco de notas novamente, era quase como um hábito fazer isso sempre que sentava a uma mesa. Enquanto eu contemplava algum lugar longe de nós, algum momento do passado, ela – que tinha os olhos fixos em mim – tirou a caneta de minha mão.

Você está sorrindo agora? Em algum lugar no imenso mundo que nos cerca, você está feliz? Talvez você esteja apaixonada por alguém? Tudo bem. Por mais que eu sinta ciúme, eu desejo que você seja feliz.

Ela desenhou um rosto sorridente em minha unha, como eu sempre fazia.

Então essa é a sua resposta.

Então essa é você.

Todas às vezes hoje, quando apoiou o rosto em meus ombros, quando me olhou como se quisesse me memorizar para todo o sempre em sua mente, quando se aproximou de mim como se quisesse beijar-me os lábios, mas não tinha a coragem, não podia. Todas às vezes hoje em que fez essas coisas, você estava demonstrando que me esperou tanto quanto eu te esperei? Que me quer tanto quanto te quero? Mas que, assim como eu, sabe que não pode me ter agora. Sabe que ainda não estamos prontos para nos encontrar, para não passarmos apenas um pelo outro, para nos conhecermos.

Nós dois sabemos que ainda não é o momento.

Ainda não é.

Mas, obrigado por me deixar te conhecer. Mesmo que não tenha sido nesse mundo, mesmo que não tenha sido de verdade. Obrigado por ter me dado forças para esperar por você. Te esperarei até o dia que nossas almas estejam prontas para se encontrarem e então jamais te deixarei.

Para que eu possa te segurar. Para que eu possa te reconhecer. Eu vou te encontrar.
 

Permaneça como você é.

Ps: Obrigado por responder a minha pergunta. Obrigado por me dizer que está sorrindo agora. Obrigado por me dizer que está feliz.

 

 

 

Quando acordei na manhã seguinte, eu estava sozinho em minha cama. Olhei para os lados, confuso, como se o espaço vazio no colchão fosse muito mais notável hoje, como se algo fundamental estivesse faltando. Como se uma parte minha não estivesse ali.

Eu estava vestindo a mesma roupa de ontem, minha camisa branca com listras vermelhas e azuis, o que tinha acontecido? Tudo tinha sido um sonho? Eu estou sozinho novamente?

Enquanto tentava entender, pude sentir sua presença. Mais em meu coração do que em qualquer outro lugar. Então virei meu rosto e a encarei.

Você está aí.

Eu posso te ver.

Eu te encontrei.

E agora eu nunca mais deixarei de sorrir.


Notas Finais


O final ficou em aberto sim, por isso é legal que cada um possa fazer sua própria interpretação assim como no MV. O que vocês acham que aconteceu? Vou adorar receber comentários ♡ Obrigada por lerem ♡


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