História Permanent - Wincest - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Dean Winchester, John Winchester, Mary Winchester, Sam Winchester
Tags Wincest
Visualizações 299
Palavras 3.687
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amigos,

Segue mais um capítulo.

Desculpem os erros.

Ótima leitura !!!

Capítulo 7 - Sempre te amei


Fanfic / Fanfiction Permanent - Wincest - Capítulo 7 - Sempre te amei

 

Sam ficou um milésimo de segundo apurando o pavor que sentiu dentro do seu coração, ao ver o Impala 67, Preto em toda a sua gloriosa lataria, que reluzia à fraca luz do sol, em raios furtivos, entre as nuvens brancas do céu azul e frio, ao fundo daquele dia de temperatura amena. Era Dean, seu amor, seu irmão. Mesmo sem se mexer do seu acento, pode ver claramente o carro tão amado dele, impedindo a passagem do ônibus de viagem.

Sam suspirou pesado e se deu conta de que todos estavam olhando para a frente do ônibus, seguiu a direção, também apontada pelo motorista ao seu lado, suspendendo um pouco seu corpo, e o apoiando contra a sua poltrona aveludada, para ver o que todos olhavam, e o motorista indignado insistia em mostrar, e, por fim, encontrou Dean, o cara louco, segundo o motorista, o olhando, um pouco receoso, parado na escadas da porta dianteira do ônibus, e que sorriu tímido para ele, assim que o fitou nos olhos.

O frio no estômago se apossou de Sam, que deslizou no encosto da poltrona, suspirou, pensando estar sonhando ainda, mas logo, sentindo mais reações à presença de Dean, como um formigamento ganhar todo seu corpo, e a biles subir por sua garganta, a queimando de nervoso. Dean estava mesmo ali, diante dele, fundindo sua mente entre imagem e sentimentos reprimidos, tornando tudo em um imenso buraco no tempo e no espaço do medo, que redecorava sua face gelada, contorcida e sem expressão.

Sam segurou firme nos braços da poltrona, controlando o tremor de suas mãos, se apoiou para subir seu corpo, vendo o motorista sair do seu lado e se colocar de pé no meio do corredor do ônibus, lhe dando passagem e esperando que ele saísse. Sam se levantou por completo e ficou na frente do motorista, lançando um olhar rápido para o imenso vidro da frente do ônibus novamente. Agora de pé, vendo o Impala marcar o limite no asfalto da estrada, totalmente atravessado na pista.

Atordoado, Sam buscou sua mochila no bagageiro sobre a cabeça dos passageiros, e a tendo em mãos, encarou Dean, que se retorcia inquieto, sorrindo para as pessoas do ônibus, se desculpando baixinho pelo transtorno.

Sam se segurou nas barras laterais dos bagageiros, correndo e apoiando suas mãos, para conseguir caminhar até Dean, sem que seus joelhos falhassem e desse com a cara no chão estreito.

Dean: Oi, Sammy.....(Disse sorrindo nervoso para Sam, que parecia estar vendo um fantasma pior do que os que já tinham enfrentado).

Sam: O que....o que está fazendo aqui?.....(Perguntou gaguejando, parado no meio do corredor, com o silêncio sepulcral dos passageiros e o bufar aborrecido do motorista atrás de si).

Dean: (Olhou em volta)....Está tudo bem, irmão....eu já expliquei para o motorista que você fugiu do hospital porque estava confuso....com todos aqueles remédios que te aplicaram na veia....(Olhou para todos sorrindo)....então, vamos.....vamos embora.....(Segurou no braço de Sam cuidadosamente, o envergonhando com a desculpa descabida).

Sam olhou para a mão de Dean pousada em seu braço, e sem forças para o afastar, apenas se deixou conduzir por ele para fora do ônibus, quando todos voltaram a conversar e comentar sorridentes como Dean era um bom irmão que foi atrás dele, que supostamente estava doente.

Dean segurou forte na mão de Sam, assim que ele desceu os degraus do ônibus, com muito medo de Sam tentar fugir dele e correr para dentro da vegetação ao lado da pista. Seu coração parecia que tinha feito uma maratona, tamanha aceleração, sem acreditar que tinha conseguido recuperar Sam. Feliz, era pouco para Dean, que queria se livrar logo de todas aquelas pessoas em volta deles, os olhando atentas, para poder fazer o que mais queria, desde que viu Sam acordar no hospital.

Sam se aproximou da lateral do Impala cruzado na frente do ônibus, cobrindo todo o asfalto, sem dar chances e espaço de o ônibus o contornar, sem que invadisse a outra pista, de mão contrária, e foi exatamente isso que o ônibus fez a seguir, para se livrar do imenso obstáculo. Sam viu o enorme veículo passar muito devagar e rente à ele e Dean, de mãos dadas ao lado do Impala, e lentamente, se afastar, com algumas pessoas ao fundo, os observando pelo vidro traseiro. Ele continuava sem reação alguma, se acostumando aos poucos com a surpresa.

Sam sentiu Dean puxar sua mão e quando o olhou, viu o quanto ele estava próximo de si, e, logo sentiu os braços dele contornando sua cintura, sem qualquer aviso, sentindo ser apertado contra o corpo dele por alguns segundos, e, após perceber a imensidão verde de seus olhos atentos o estudando em sua apatia, sentiu a boca dele colar na sua, num beijo necessitado, urgente e desesperado, com a língua dele provando de seus lábios, deslizando pelo céu de sua boca e acariciando sua própria língua, sem qualquer reação sua, apenas a aceitação passiva do beijo. Parecia que estava assistindo um filme que não era consigo que tudo estava acontecendo.

Dean não conseguiu segurar o desejo que o consumia de tomar Sam em seus braços e o beijar, ali mesmo, e quando percebeu que Sam estava perdido, olhando o ônibus se afastar, o beijou com toda a saudade que sentiu dele, durante aquele tempo todo, não se importando em nada, o quanto iria assustar Sam aquela sua atitude repentina e inexplicável, mas também, não se importava se tivesse que passar as próximas horas em longas conversas com Sam, explicando tudo que tinha calado durante aqueles anos de sua recusa insana.

Sam despertou do momento, quando Dean se afastou minimamente dele, lambeu os próprios lábios, para ter certeza de que Dean tinha estado em contato com eles, e que não estava ainda sonhando dentro do ônibus. Sam olhou para o longo veículo partindo e viu algumas daquelas pessoas dos fundos do ônibus, uns com cara de nojo e outras sorrindo na torcida por eles, sem entenderem nada do que estava acontecendo entre os irmãos. Sam sorriu encabulado, despertando para a presença de Dean, o segurando forte, com o braço enlaçado em seu corpo, o puxando levemente de encontro ao corpo dele.

Dean arrumou os cabelos de Sam, com delicadeza, os colocando atrás de sua orelha, o olhando encantado, o fazendo se voltar para ele, e o encarar, aturdido.

Sam: (Confuso, sentindo que iria desabar a qualquer momento,  com suas pernas fracas e seu corpo num misto de partes quentes e extremidades frias).....Porque fez isso ?....O que foi isso?.......(Sussurrou, estranhando a própria voz falhada).

Dean: Isso?!....(Riu alto).....isso sou eu amando você.....(Colou sua boca no rosto ruborizado de Sam, sentindo o calor da pele dele)...... Esse sou eu, amando você, Sammy.....(Sam o olhava incrédulo)....estou aqui para amar você.....(Viu o rosto apático de Sam, o deixando com muito medo).....me desculpe por mentir para você.....esse tempo todo....mas eu te amo muito Sam....eu te amo demais....(Beijou o rosto de Sam e o abraçou com urgência, afundando seu rosto no pescoço de Sam, aspirando o cheiro tão desejado de seu amor).....me deixa te abraçar....me deixa matar a saudade de você.....do seu corpo...(Falou num tom triste em seu ouvido).

Ficaram longos minutos abraçados, Sam um pouco abaixado para nivelar sua altura a de Dean, que tinha uma pouca diferença de menos de dez centímetros, que jamais impediria de ambos se deliciarem com o momento.

Sam estava totalmente desarmado devido as palavras de Dean, e a declaração dele, não conseguindo sequer sentir outro sentimentos que não fosse o amor dentro de seu coração sofrido e não conseguia parar de sorrir, era muita felicidade poder sentir Dean colado em seu peito, poder ter o corpo dele para si novamente, sentir o cheiro dele tão perto, com o amor inflamando em seu peito, parecendo ser uma realidade alternativa, como se o momento existisse somente em sua mente, por o ter desejado por tanto tempo, por anos, em silêncio absoluto, e agora o tão sonhado estava mesmo acontecendo. Dean tinha dito que o amava e estava em seus braços, também lhe apertando com necessidade extrema, assim como a sua própria.

Mesmo que Sam estivesse ressentido e com raiva dele mesmo, por sua eterna fraqueza diante de Dean, nada passava por sua cabeça nesse momento, em que queria somente aproveitar tudo que Dean tinha para lhe dar, e, ainda que sua mente o xingasse de idiota um milhão de vezes por aceitar Dean, tão rapidamente, depois de tudo que ele o fez sofrer, nada mais importava tanto quanto poder o tocar e prestar atenção nas palavras dele. Nem que sua alma o alertasse para o perigo que era Dean, e do quanto ele poderia o fazer sofrer tudo de novo, Sam não conseguia nem mesmo reunir força de o afastar de si, seu corpo o traía vergonhosamente pela saudade acumulada. O seu coração estava em festa, preenchido por Dean e sua atitude de o seguir e lutar por ele, naquele momento, e enfim, se entregando novamente.

Dean a cada segundo se remexia levemente no meio do abraço, somente para envolver mais ainda o corpo de Sam contra o seu, totalmente ensandecido por ter conseguido impedir de Sam sair de sua vida para sempre. Pensamento que tentou afastar de sua mente cansada, porque nunca iria se concretizar, e daquele momento em diante, faria uma oração diária agradecendo por Sam não ter partido, agradecendo por Sam o aceitar de volta, depois de suas tantas ações, que jogaram Sam em um sofrimento profundo. Mal podia crer em Sam abraçado nele, no gosto dele em sua boca. A saudade era tanta, a privação foi gigantesca, que não conseguiu esconder, a lágrima de emoção que caiu de seus olhos em meio ao imenso sorriso, congelado em seu rosto.

Sam foi o primeiro a separar o longo abraço, com seu coração muito acelerado e suas pernas ainda trêmulas, além de todos os músculos de seu corpo estarem tensos. Sam admirou a lágrima no rosto de Dean, e a limpou com seu polegar, acalmando Dean com seu carinho terno e a palma da mão pousada em seu rosto.

Sam: Lindo.....você é tão lindo, Dean....(Disse sem reservas)....você veio mesmo atrás de mim?....(Falou sorrindo terno para Dean, compreendendo a emoção dele).

Dean: Sim....eu não poderia deixar você me abandonar....jamais deixaria você sumir assim da minha vida.....eu não sei viver sem você, Sammy.....(Abaixou a cabeça)....eu nunca soube.....eu nunca mais quero sentir isso.....eu nunca mais quero te perder assim......(Segurou forte na mão de Sam em seu rosto e o encarou).....não faz mais isso comigo...por favor.

Sam sorriu novamente, ficando sem palavras para a carência e o pedido de Dean, com algo tão impensado de acontecer, e que estava revoando em seus ouvidos.

Dean: Eu te amo Sammy.....amo muito.....eu sempre amei....em todos os dias que estivemos separados, eu te amei.....eu nunca deixei de amar você nem por um segundo sequer.....você sempre esteve guardado em meu coração.....eu sempre pensei em você.....sempre...(Falou embargado).

Sam: Então porquê, Dean?.....(Afastou seu toque do corpo de Dean, em posse de sua consciência mais nítida, vendo Dean deixar as mãos largadas ao lado do corpo, o libertando, e o olhando com muito medo ainda)......Porque fez de tudo para que eu deixasse de te amar?.....Porque mentiu para mim esse tempo todo?.....Porque continuou com a Lisa e ......(Apertou os lábios revoltado com as lembranças).....porque continuou esfregando na minha cara as suas garotas de uma noite?.....Qual sua intenção com tudo aquilo....?...(Despejou algumas das centenas de perguntas que desejou fazer por longos anos).

Dean deu uma volta em si mesmo, formulando seus pensamentos, já que não estava preparado para tantas explicações ainda, não acreditou que Sam as pediria tão cedo. Mas como não poderia ser diferente, com um Sam sempre tão teimoso e inteligente, que buscava entender a tudo, antes de qualquer atitude.

Dean: (Analisando mentalmente suas palavras, apavorado por Sam lhe deixar mais uma vez)....Escuta, Sammy....me perdoa por tudo isso....eu sei bem o que eu fiz com você.....eu sei o quanto te fiz sofrer.....me perdoa, eu prometo nunca mais fazer nada daquilo de novo.....eu fui um idiota mesmo....eu seu sei o quanto eu me comportei como um perfeito idiota com você....eu sei que menti muito....e traí sua confiança e a memória do que tivemos...(Foi interrompido, engolindo a saliva, aliviando sua boca seca).

Sam: (Concordou com a cabeça)....Você.....você....(Engasgou não se permitindo chorar)....Tem noção do que eu senti?.....Pode sequer imaginar como foi?....Ver você, noite após noite, beijando e transando com aquelas mulheres....enquanto eu te esperava no Impala.....(Ficou trocando a perna de apoio e gesticulando).....e ainda, você me usar para mentir para Lisa.....( Bufou com a lembrança)..... eu tive que assistir você amando a Lisa e ficando com ela, cheio de carinhos e cuidados......(Deu as costas para Dean, controlando o peso que suas próprias palavras faziam consigo, amargurado).

Dean se aproximou de Sam, e o abraçou pelas costas, encaixando seu corpo ao dele, e seu rosto apoiado em suas costas, sentindo sua respiração alterada e ofegante pela vontade de chorar todas as mágoas presas por tanto tempo.

Dean: Sammy....eu sei tudo o que eu fiz....eu sei....por isso eu estou aqui te pedindo perdão.....(Sam segurou as mãos de Dean em seu próprio peito, num gesto de redenção, sem se virar)......eu me arrependo muito.....mas eu nunca amei ninguém....eu só amei você....sempre foi você.....eu nunca amei a Lisa......acredite...por favor.....eu sempre amei você.....e as mulheres de uma noite foi somente um jeito que eu busquei para poder fazer você ver que não podíamos ficar mais juntos, que eu nunca mais poderia voltar a ser seu......(Sam se remexeu inquieto, querendo sair dos braços de Dean, que apertou forte, o impedindo de sair).....Calma, calma Sammy......(Pediu em seu ouvido).......eu já disse o quanto eu fui um idiota......eu fui mesmo.....eu não sabia o que fazer....eu tinha que tentar qualquer coisa, Sam.....eu só queria te proteger....esse tempo todo e tudo que eu fiz foi para te proteger....mas eu não sabia que eu estava te perdendo.....eu só me dei conta disso quando você falou comigo no quarto daquele hotel....me perdoa....meu amor....(Beijou a nuca de Sam)....eu nunca estive mais errado em toda minha vida.....eu sempre amei você e nenhuma delas, e, nem Lisa me tiveram de verdade.....eu nunca consegui ser eu mesmo com elas.....era você, que eu sempre queria, que eu desejava, era em você que eu pensava sempre.....me perdoa Sam.....pelo amor de Deus....me perdoa....(Apertou Sam, que jogou sua cabeça para trás, apoiando na de Dean).

Sam suspirou pesado, sentindo o pulsar de seu coração em seu peito, num misto de alívio pela verdade dita por Dean, e ressentimento com tantos momentos insuportáveis que tinha aceitado sem reclamar, por optar em esperar por Dean. Sam balançou seu corpo lentamente, como embalando a ambos, naquela junção de seus corpos, e virou de frente para Dean, que somente pousou suas mãos na cintura de Sam, não querendo perder o contato.

Sam: Dean, eu fiquei esse tempo todo esperando por você.....esperando que um dia você fosse me dizer tudo isso que está dizendo agora.....(Olhou para o rosto aflito de Dean, sentindo coragem suficiente para falar pela primeira vez seu desejo mais oculto)....eu me iludia dia após dia, não querendo acreditar que você simplesmente não me amava mais, e amava Lisa....(Dean sacudiu a cabeça negando, muito nervoso).....eu sonhei tanto com esse momento....eu te amo tanto Dean....(Se viu refletido nos olhos de Dean, e sorriu fraco).

Dean beijou Sam calmamente, sem todo o descontrole e a pressa anteriores, provando dos lábios dele, os prendendo entre os seus, no meio do beijo, buscando a língua de Sam, para sentir seu gosto naturalmente adocicado, entorpecido pelos carinhos que Sam fazia em suas costas, esquecendo até mesmo de que estava apertando a nuca dele, com seus dedos afundados no cabelo liso e crescido, que emolduravam o rosto dele. Dean desceu ambas as mãos pelos braços de Sam, puxando as mãos dele, para que entrelaçassem seus dedos, e assim separar o beijo, com ambas as mãos dadas. Sorriu ao ver os lábios de Sam, finos e avermelhados pelo beijo.

Dean: Eu nunca mais irei a lugar algum.....eu sempre estarei com você.....ficaremos juntos para sempre agora, Sammy....eu faço questão de tornar esse seu sonho em realidade, meu amor....(beijou rapidamente Sam).....meu único amor.....(Soltou as mãos dele, e o abraçou de lado).....vem....vamos....(Chamou se sentindo mais leve e confiante)....Nós temos que sair do meio da estrada.....(Ambos riram).

Sam assentiu, pegou sua mochila esquecida ao lado do carro, jogada no asfalto, e, entrou no carona do carro, com Dean já se acomodando no banco do motorista.

Dean acelerou o carro na estrada ainda vazia, com árvores bem verdes nas margens, sem dizer nenhuma palavra, segurou firme na mão de Sam, a puxando para colocar em seu colo, enquanto dirigia. Olhou rapidamente para Sam, que lhe observava, encantado com o momento, sempre com um ar de felicidade e paz em seu semblante, muito mais sereno do que o que Dean tinha visto naquele quarto de hospital. Dean sentiu que seu peito poderia explodir por tanto amor acumulado por Sam, que estava diante de si, na promessa que se encaminhavam para um futuro pleno, de união finalmente. Não queria de forma alguma pensar nos problemas, que certamente viriam, mas queria somente sentir a força de Sam, a persistência e o amor dele por si, que como já provado, aguentaria tudo que viesse para ficarem juntos, enchendo o coração de Dean de orgulho.

Os momentos de sofrimento estavam ficando para trás, enquanto a estrada seguia diante deles, e tudo se tornou mais concreto quando cruzaram pelo ônibus de viagem, no qual Sam deveria estar, sozinho, perdido e morrendo aos poucos, por Dean fora de sua vida. Dean encarou Sam, mais uma vez, quase lendo seus pensamentos sombrios, no momento em viram o enorme ônibus ficar para trás.

Dean: (Apertou mais a mão de Sam).....Tudo bem, Sammy?

Sam ainda um pouco abalado, deixando a certeza de tudo que estava acontecendo lhe alcançar, necessitando acreditar, mais do que tudo, nas palavras de Dean, sem que ele o iludisse, ou mesmo, que o fizesse, se iludir sozinho, como antes.

Sam: Pára o carro Dean !

Dean: Porque?......Está se sentindo mal?....(Perguntou diminuindo a velocidade).

Sam: Eu preciso.....eu preciso respirar......eu tenho que respirar......(Falou, agoniado ao extremo, com todas as emoções misturadas lhe roubando o ar, quase num ataque de ansiedade).

Dean entrou no acostamento, e Sam praticamente se jogou para fora do carro, ficando em pé e se curvando com as mãos nos joelhos, puxando sofregamente o ar para seus pulmões. Dean deu volta no Impala, ficou ao lado de Sam, esfregando suas costas, até ser surpreendido por Sam segurando o rosto dele, com as duas mãos, num impulso.

Sam: Dean, depois de tudo que você me fez passar eu não sei se posso confiar plenamente em você......Eu preciso acreditar que isso é real, que você é real, e que estamos juntos novamente.....entende?.....Eu nem sei se deveria mesmo te perdoar.....nem sei....(Falou se soltando de Dean, mas ainda o encarando)......eu nem sei como ficará nossa situação.....com tudo isso que você carrega.....mas eu preciso que dessa vez seja para sempre.....eu preciso de você....preciso que me ame da mesma forma como eu te amo....como eu sempre te amei.....(Olhou com agonia para Dean, pausou e respirou fundo, vendo a confusão nos olhos de Dean)....Preciso que me prometa que não vai mais fugir de mim novamente, Dean....de mim....(Bateu no próprio peito).....do nosso amor.....prometa que não vai me ignorar de novo....e nem matar o que sentimos, um pelo outro...que nunca mais irá me deixar sozinho, perdido sem você...(Abaixou a cabeça triste, envergonhado pelo desabafo repentino).

Dean abriu a porta do carona do carro, fez sinal para Sam entrar, e assim que ele o fez, hipnotizado, o encarando o tempo todo, e, sem nenhuma explicação, Dean deu partida novamente no carro, e seguiu bem devagar pelo acostamento, avistando uma brecha entre as árvores, um espaço sem qualquer vegetação alta, que cabia a passagem do carro, virou o volante para colocar o carro por detrás das árvores, que o escondiam por completo, assim como a visão da estrada para ambos. Parou de lado, paralelo a pista, e a poucos metros da mesma.

Dean largou as chaves na ignição, respirou fundo, ansioso, saiu do carro e deu a volta nele, parando ao lado da porta de Sam.

Dean: (Abriu a porta, segurou na mão de Sam que estava em seu colo).....Vem !!!....(Ordenou).

Dean puxou Sam levemente para que ele o seguisse, abriu a porta de trás do carro, arriou o banco traseiro, dobrando a largura do mesmo, em um espaço muito maior para se alojarem, entrou novamente no carro, se sentou no banco largo e trouxe Sam para dentro, batendo a porta em seguida, se inclinando sobre o corpo de Sam, que sentou ao seu lado. Dean aproveitou que estava inclinando na frente de Sam e o beijou com um selinho demorado nos lábios, segurando em ambas as mãos dele.

Dean: Sammy, preciso que fique calmo e me escute.....(Pausou)....eu sou real....nós dois aqui, somos reais, nós somos reais.....estamos juntos novamente, juntos.....e eu prometo que não irei nunca mais fugir do que sinto por você....nunca mais, ouviu?....(Beijou Sam com calma)....põe uma coisa na sua cabeça.....eu não suporto viver sem você....eu não quero viver sem você....eu não aguento.....eu simplesmente, não aguento, não suporto nem a remota idéia.....eu quero você comigo para sempre, eu preciso de você.....eu te amo, Sammy, não tenha medo....eu não vou te machucar....eu prometo.....eu nunca mais vou te machucar...tudo que eu já fiz, eu me arrependo muito....eu te amo...(Beijou Sam).

O beijou se aprofundou em um encontro calmo e lento de línguas e lábios que se provavam com saudade, colando o peito deles, com as mãos espalmadas nas costas de ambos. Os corpos se entregando gradativamente ao contato, se acalmando, conforme os movimentos provocados pelo beijo ganhavam mais tranquilidade, passando segurança a ambos, de um para com o outro.

Dean: Meu Deus.....eu te amo tanto.....tanto....(Disse no meio do beijo, se afundando no pescoço de Sam).....eu prometo o que você quiser.....eu prometo que vou te amar como você sempre mereceu, eu vou cuidar de você e te idolatrar todos os dias de minha vida.

Sam sorriu e puxou a pesada jaqueta de couro dos ombros de Dean, num aviso claro do que ambos queriam e precisavam, naquele momento.

 

CONTINUA....


Notas Finais


Pessoal,

MUITO OBRIGADA PELO CARINHO E POR CADA COMENTÁRIO.
AMEIIIII E AMO MUITO LER A TODOS, DE CORAÇÃO, OBRIGADA.

BJSSSS !!!


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