História Permita- me Lembrar. - Capítulo 35


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Anna, August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Elsa, Emma Swan, Fa Mulan, Hades, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Neal Cassidy (Baelfire), Peter Pan, Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Amnésia, Emma Swan, Evil Queen, Grávida, Henry, Hospital, Mills, Queen, Regina Mills, Snowing, Swan Queen, Swanqueen, Swen, Zelena
Visualizações 325
Palavras 5.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Diretamente da Estrada, a caminho de Goiânia para ver minha Mills, eu vim postar esse capítulo pra vocês 😊
Tuuuuuru bom queridas? (E queridos, se tiver hi hi 😆)
Desculpem a demora. Aconteceu taaantas coisas esse mês. Eu me mudei pra Sampaaa, e tive uns bloqueios, não vou dizer que não... Mas cá estou!
E novamente: EU NUNCA VOU ABANDONAR ESSA FIC.

Então senta ae, prepara o core e Boa leituraa! 😎😏😚

Capítulo 35 - Dtr. Mills Em Ação - Finalmente Livres!


Fanfic / Fanfiction Permita- me Lembrar. - Capítulo 35 - Dtr. Mills Em Ação - Finalmente Livres!

Eu estava nervosa. Andava de um lado para o outro mexendo nos detalhes de minha jaqueta vermelha. Belle estava sentada com Ruby, e meus pais em pé seguindo-me com os olhos.

— Filha, sente-se, por favor, eu estou ficando tonta. — Mary se pronunciou.

— Eu estou nervosa mãe. Regina ainda não chegou. Ela não é de se atrasar...

— Emma querida, ainda falta meia hora. — David quem disse.

Ouvi o barulho do elevador, e tal como todas as outras vezes eu olhei, mas dessa vez vendo minha morena finalmente saindo dele.

Sem pensar em nada, corri para abraça-la.

— Regina! Finalmente! — A abracei me aconchegando a ela, como uma criança que refugia-se em sua mãe.

Seus braços me envolveram firme, uma de suas mãos apertou-me nas costas, e a outra acariciou meu cabelo. Me senti segura em seu abraço e soube na hora; não importa o que acontecesse hoje, eu sempre estaria segura se a tivesse em minha vida.

— Olá meu amor! — Ela disse ainda abraçada a mim, e então se afastou e selou nossos lábios em um beijo casto. — Você está bem?

— Sim. Só nervosa.

— Não fique. Você sairá daqui hoje livre daquele contrato. — Sorriu e qualquer dúvida, insegurança ou medo que eu tinha; tudo se esvaiu. Eu confiava nela.

Fomos de encontro aos outros, Belle já estava com Zelena que eu nem tinha visto chegar. Depois de todos se cumprimentarem, Regina nos explicou como seria tudo. Não demorou muito para que o elevador apitasse, denunciando uma nova chegada ao andar. Dele, um homem que eu não via há anos saiu, seguido de quem eu imaginei ser seu advogado. Tal como Maurice e outro homem.

— Ora, ora... O que temos aqui. — Maurice disse sarcástico.

— Papai, o senhor resolveu dar as caras? — Belle disse e pela primeira vez, senti um tom irônico na voz da minha irmã para com ele.

— Belle minha filha, eu senti saudades. — Sorriu me causando enjoo, Brennan, calado, apenas se afastou de nós para conversar com seu advogado.

— Pena que não posso dizer o mesmo. — Então ela se afastou com Zelena. Aquilo pra mim era novidade, Belle sempre foi gentil e educada com o pai, mesmo depois de tudo. Mas parece que isso havia mudado.

— David, Mary... Como vão? — Cumprimentou normalmente meus pais, e pelo seu tom, acho que ele não sabia que nós havíamos descoberto a verdade. O que fez com que eu me perguntasse onde ele estava esse tempo todo.

Vi que meu pai ia avançar pra cima dele, mas minha mãe pegou em seu braço na tentativa de acalmá-lo.

— David... Aqui não. — Foi tudo que ela disse.

Ao meu lado vi a postura de Regina mudar, tal como seu semblante. Aquela mulher ali ao meu lado era diferente da Regina que eu conhecia, ela exalava um ar superior, que fez Maurice se calar assim que seus olhos se encontraram com os dela, fazendo sumir o sorrisinho bobo que carregava em seu semblante. Não podendo encara-la por mais tempo, ele desviou o olhar falando com o homem engravatado que o acompanhava.

Minutos se passaram e logo nós podemos entrar na sala. Seria uma sessão privada ao público, na mesa estavam; O juiz na ponta, de um lado da mesa; eu e Regina como minha advogada, Belle e Zelena como advogada dela, já que minha irmã também estava no contrato. Do outro lado; Maurice e Brennan, os contratantes, e seus respectivos advogados; os mesmos presentes no dia em que fizeram o documento, e também no dia do meu maldito casamento. Mary, David e Ruby foram como minhas testemunhas, mas ficaram em uma sala separada da nossa.

— Todos já estão de acordo para darmos início ao julgamento? — O juiz presente na sala perguntou. Todos nós concordamos e ele continuou. — Declaro iniciado o julgamento do contrato de casamento da Sra. Emma Swan, a maior parte do contrato feito pelos senhores aqui presentes. A Presença do Sr. Collin não foi solicitada pela advogada Srtª. Mills, diante as provas apresentadas pela mesma. Srtª. Mills, já pode começar.


Pov. Regina

— Obrigado Meritíssimo. Bom, creio que os senhores não estavam esperando por isso. — Comecei e olhei diretamente para Maurice e Brennan. — Mas minha cliente me procurou, pois não está mais satisfeita com o contrato que os senhores fizeram. E em nome dela eu peço que os senhores anulem esse contrato. — Completei, mas eu sabia que eles não aceitariam isso fácil assim.

— Senhores, vocês aceitam o pedido da Srtª. Mills? — O Juiz perguntou.

Brennan apenas olhou para Maurice e esperou uma resposta, que de início não veio.

— Meritíssimo, eu me nego a cancelar esse contrato. Emma é minha filha e esse casamento salvou minha empresa! E Killian é um ótimo rapaz. — Maurice finalmente disse e sorriu ao fim da frase, me causando ódio e nojo.

O juiz apenas acenou para sua resposta e olhou para que eu o respondesse.

— Bom Sr. French, eu discordo disso. E já que o senhor negou, peço anulação do contrato por quebra de cláusulas. — Olhei rapidamente para minha loira e pude ver o nervosismo em seus olhos. Maurice pareceu furioso com minha frase, pois seu sorriso morreu na mesma hora, e vi Brennan franzir o cenho.

— Seja mais específica, Srtª. Mills, a sua cliente quer sair do contrato? — O juiz perguntou. — Sabe que isso resultaria na troca de Convivente não sabe? — O homem moreno, advogado de Maurice sorriu ao seu lado. — A Srtª. French entraria no lugar da sua cliente, ambas estão cientes dessa cláusula, não estão? — Continuou.

— Sim, estamos plenamente cientes, meritíssimo, mas nesse caso a troca não seria possível. Pelas provas que tenho, e as testemunhas, a troca se torna inválida.

Brennan nos olhou incrédulo e Maurice furioso.

— Tenho sua permissão para apresentar minhas provas, meritíssimo? — Prossegui.

— Isso não é possível meritíssimo, meu filho estava ciente das cláusulas, ele não as quebraria assim! — Brennan disse. — A não ser que a Srtª. Swan tenha armado para isso. — Falou em tom superior na tentativa de virar o jogo. Mas eu estava preparada para tudo.

— Se me permite dizer, meritíssimo, diante as cláusulas que foram quebradas, as provas que tenho são suficientes para qualquer um nesta sala — Gesticulei com a mão — Saber que Srtª. Swan jamais armaria algo que resultou em tais quebras. — Falei.

— Pois bem, Srtª. Mills, pedido concedido, pode apresentar as provas.

— Srtª. Zelena Mills pode me passar minha pasta? — Pedi e Zelena prontamente me entregou a pasta com tudo que eu havia separado para o caso. — Gostaria que os senhores pusessem em mãos a cópia do contrato que trouxeram. — Pedi e assim todos fizeram inclusive Belle e Zelena. O Juiz pegou a folha que estava sobre a mesa ao seu lado enquanto eu deixava ao lado a folha de anotações que eu havia levado, mesmo sabendo tudo que eu iria falar. Entreguei uma cópia do contrato a Emma e suspirei me preparando para o que viria a seguir.

(AGORA, PARA QUEM QUISER LER, AQUI ESTÁ O CONTRATO. QUEM NÃO QUISER, PODE PULAR, AVISO QUANDO FOR PRA VOLTAR.)


Contrato de casamento (União Estável).

Killian Collin Jones, americano, nascido em 26/01/1981, filho de Brennan Jones e de Jane Collin, Empresário, Solteiro até o presente momento.

Emma Swan, americana, nascida em 12/04/1991, filha de Maurice French e de Colette Humbert Swan, Enfermeira, Solteira até o presente momento.

Por este instrumento particular de Contrato de União Estável de convivência duradoura, pública e contínua, em sintonia com o Código Civil e com fundamento na Lei nº. 9.278/96, que diz: “É reconhecida como entidade familiar a convivência duradoura, pública e contínua, de um homem e uma mulher, estabelecida com objetivo de constituição de família”, entre os Conviventes, acima qualificados, fica estabelecido:

Cláusula primeira – Que os Conviventes, a partir desta data, passam a viver como marido e mulher, sob o mesmo teto, na residência escolhida por ambos os Conviventes, nos Estados Unidos da América, USA, em companhia de um filho menor do antigo relacionamento da Convivente.

Cláusula segunda – Que durante o tempo de vigência da convivência, ambos os Conviventes deverão observar respeito e dignidade um para com o outro, bem como a observância do bem estar físico e de todos os afazeres e cuidados exigidos para uma sólida e harmônica convivência.

Cláusula terceira – Que ambos os Conviventes deverão consumar o ato do casamento de forma matrimonial saudável, tendo ambos o dever de zelar pelo bem estar do seu Convivente na procedência de tal ato.

Cláusula quarta – Que os Conviventes manterão conjuntamente a administração do lar comum, com a divisão harmônica dos encargos financeiros, mas tendo cada um suas atividades econômicas próprias, com renda satisfatória, e não dependam econômico-financeiramente um do outro.

Cláusula quinta – Que o regime de bens adotado é o da separação total de bens, ou seja, todos e quaisquer bens móveis ou imóveis, direitos e rendimentos, adquiridos por qualquer dos Conviventes antes ou durante a vigência do presente contrato pertencerão a quem os adquiriu, não se comunicando com os bens da outra parte.

Cláusula sexta – Que os saldos bancários, as aplicações financeiras e os créditos e débitos de qualquer natureza, presente e futuros, também não se comunicarão em nenhuma hipótese, ficando cada um dos Conviventes com a responsabilidade individual de movimentação e administração de seus respectivos negócios financeiros.

Cláusula sétima – Que o presente contrato vigerá enquanto durar o tempo de união estabelecido pelos contratantes, sendo o tempo de DEZ (10) anos correntes (2013 à 2022), sem previsão de antecipação do fim da vigência.

Cláusula oitava – Que a extinção, sob penalidade no valor de R$.200.000,00 (Duzentos Mil Reais) e comprovado o dolo, faça cumprir-se da seguinte forma: pelo descumprimento no que tange às cláusulas segunda, terceira e quarta; por rescisão unilateral ou bilateral (quando há lesão às exigências de convivência expressas na cláusula segunda) por quebra de mais de duas cláusulas; e, pela cessação (no caso de morte de uma das partes ou de ambas).

Cláusula nona – Que a Convivente intitulada no presente contrato, deverá ser a filha mais velha legítima de Maurice French e Colette Humbert Swan (Emma Swan). (Penalidade mediante à comprovação de dolo: R$. 500.000,00 – Quinhentos Mil Reais.)

Cláusula décima – Que a Convivente estabelecida na cláusula nona esteja de completo acordo com as cláusulas do presente instrumento. Caso contrário, a posse de Convivente passa diretamente para a filha mais nova legítima de Maurice French e Colette Humbert Swan (Belle French), estando ainda dentro do tempo estabelecido na cláusula sétima e sem lesão alguma às demais cláusulas do contrato, podendo a nova Convivente exigir revisão das cláusulas.

Por se acharem assim, justos e contratados, assinam o presente contrato em duas vias de igual teor e forma, para um só fim de direito, na presença das testemunhas abaixo, a que tudo assistiram.

Estados Unidos, USA, 14/01/2013.

__Killian Collin Jones___________

Killian Collin Jones

__Emma Swan________________

Emma Swan


Testemunhas:

__Graham Humbert____________

Graham Humbert

__David Joseph Nolan_______

David Joseph Nolan

(FIM DE CONTRATO AQUI, PRA QUE PULOU, AQUI RETORNA!)

— Bom, vamos à primeira cláusula quebrada. Cláusula segunda. — Falei para que me acompanhassem. — Esta cláusula pede o respeito e a dignidade, e diz que ambos os conviventes devem agir para o bem estar físico um do outro. Ela foi quebrada em conjunto com a terceira. — Peguei um envelope que estava ao meu lado. — A cláusula terceira, senhoras e senhores, diz que eles devem consumar o casamento. Bom, isso foi muito bem feito pelo Sr. Collin. — Ri sarcástica. — Pena que o mesmo não respeitou o que vem a seguir, que diz que ambos devem zelar pelo bem estar físico um do outro durante o ato. — Completei e de dentro do envelope, tirei algumas fotos de Emma que eu havia separado. Entreguei uma a Zelena, uma ao advogado de Maurice, uma ao juiz e uma ao advogado de Brennan. Emma abaixou a cabeça na mesma hora, ela sabia do que se tratava. — Bom, o que os senhores podem ver é que essas fotos mostram claramente agressões do Sr. Collin para com a minha cliente.

Ambos os advogados pareceram chocados. Belle apenas secou as lágrimas que lhe vieram aos olhos. As fotos mostravam Emma machucada, a maioria delas tiradas depois que Killian ficava com ela em seu quarto. Eu não tinha consciência dessas fotos até Mary me dizer que ela tinha fotos dos machucados de Emma em seu celular, das vezes em que ela negava algo a Killian e o mesmo se vingava por isso no dia seguinte. Ela havia tirado assim que David e ela descobriram que Emma apanhava ou era forçada a ter algo com Killian em seu quarto. Foi só preciso que eu perguntasse a Emma e ela dissesse que ele tinha uma gaveta com todas as fotos que tirava dela. Convence-la a me deixar usar as fotos não foi fácil, afinal, seria uma exposição e tanto do que Killian a fez passar. Mas por fim, ela concordou.

— Você tem provas de que essas fotos foram tiradas pelo meu filho? — Brennan perguntou aparentemente chocado.

— Sim, eu tenho. Essas fotos foram encontradas no quarto da casa da minha cliente. Algumas tiradas por duas de minhas testemunhas, Mas a maioria delas no quarto de jogos do Sr. Collin. Ele não só consumou o casamento, como estuprou minha cliente de todas as vezes. E usando tudo que podia para machuca-la, sempre que podia. — Falei e vi alguns olhares surpresos. — Ele o mantém trancado e apenas que tem acesso é ele e minha cliente. Diante dessas fotos, podemos ver claramente que as cláusulas segunda e terceira foram quebradas.

— Senhores, vocês tem algo a dizer contra as acusações da Srtª Mills? — O Juiz perguntou e Brennan negou com a cabeça, abaixando- a em seguida.

— Eu tenho Meritíssimo. — Maurice falou. — Essas fotos não provam nada! Elas podem ter sido forjadas pela minha própria filha!

— Você tem certeza disso, Maurice? — Falei olhando diretamente em seus olhos. — Eu posso perguntar isso a Srt. French? Afinal, ela conviveu com o senhor e minha cliente. Ela poderá dizer que o senhor foi sempre um pai cuidadoso com minha Cliente? Pois o que vejo de sua parte é uma clara proteção para com o Sr. Collin. — Falei e o vi engolir a seco.

— Ela está ameaçando meu cliente, Meritíssimo! — O advogado de Maurice finalmente mostrou sua utilidade em me atrapalhar.

— Srtª Mills isso soou como uma ameaça. Peço que não se repita ou terei que anular sua justificativa perante a essas proas. — O Juiz falou, mas eu não me arrependi em nada do que disse, serviu para Maurice calar sua maldita boca, Afinal, ele mesmo já havia espancado Emma.

— Tudo bem Meritíssimo. — Sorri.

— Os senhores querem dizer mais alguma coisa contra as provas da Srtª Mills? — O Juiz tornou a perguntar.

— Não Meritíssimo. — Maurice falou.

— Prossiga Srtª Mills.

— Bom, vamos à próxima cláusula quebrada. — Sorri dando continuidade — Cláusula sexta. Essa cláusula diz que cada um é dono e regente do seu próprio dinheiro.

— Sim, e essa eu duvido muito que um filho tenha quebrado. — Pronunciou- se Brennan.

— Sinto lhe informar, mas seu querido filho já tirou grande parte do dinheiro da conta de minha cliente.

— Impossível.

— Não mesmo. — Sorri. — Aqui estão as duas vezes que ele tirou dinheiro da conta da minha cliente. — Entreguei a ele a cópia dos recibos de transferências que Killian havia feito, e os originais entreguei ao Juiz. — No fim da folha está a assinatura dele.

— Mas... — Brennan tentou dizer, mas foi interrompido.

— Alguém tem algo a dizer que possa provar que o Sr. Collin não assinou essa transferência? — O Juiz perguntou e todos permaneceram calados. — Pois bem, o Sr. Collin deverá restituir o que pegou da conta da Sra. Swan. — O Juiz decretou e eu sorri. — Prossiga Srtª Mills.

— Obrigado meritíssimo. A próxima cláusula quebrada eu resolvi deixar por último, porque julguei ser a mais importante, mas apenas com a quebra dessas cláusulas citadas, e segundo a cláusula oitava, o Sr. Collin deve a minha cliente o valor de Duzentos mil reais.

O juiz apenas acenou positivamente. Brennan abaixou a cabeça e Maurice parecia furioso.

— Meritíssimo? — O advogado de Brennan chamou atenção depois de cochichar algo com ele.

— Sim Sr. Donovan.

— Meu cliente e eu achamos que até agora, as provas apresentadas pela Srtª Mills podem muito bem terem sido forjadas, ou até mesmo falsas. Bom, sabemos que a Srtª. Swan não está satisfeita com esse casamento, ela pode ter forjado essas fotos. Ou até mesmo falsificado a assinatura do marido na transferência apresentada. O Sr. Collin não está aqui para se defender, e segundo a Srtª. Mills, as provas seriam o suficiente para sabermos que sua cliente era inocente. Pelo que vemos até agora, tenho minhas dúvidas sobre a inocência da Srtª. Swan.

— Concordo Meritíssimo! E por mais que essas fotos ou assinatura venham ser reais, não que eu esteja dizendo que é, mas se forem, meu cliente não quebrou nenhuma cláusula. Ele sairia impune de qualquer acusação. — Disse o outro inútil, advogado de Maurice. Por Deus, o que havia acontecido com a faculdade de advogados desse país, davam diplomas para idiotas assim agora?

— Oh senhores, eu terei que lhes desapontar. — Sorri meu mais irônico sorriso. — Mas segundo minha próxima acusação, o Sr. French deve sim uma alta quantia pela quebra de tal cláusula.

— Você terá que ter uma ótima prova contra meu cliente. — Disse o advogado de Maurice.

— Mais respeito comigo, pra você é Srtª. Mills seu engomadinho. — Falei. — Meritíssimo, tenho sua permissão para minhas testemunhas entrarem?

— Sim, Srtª. Mills.

— Pois bem, — Falei e fui até a porta pedindo para o guarda que ali estava ir chamar Mary e David. Quando ambos estavam já à porta, eu me virei para todos da sala. — Essas são minhas testemunhas; David Joseph Nolan e Mary Margaret Blanchard, os pais biológicos de Emma Swan. — Sorri.

Um pequeno burburinho foi ouvido, Maurice pareceu perder a cor enquanto seu advogado tentava conseguir respostas dele. Emma abaixou a cabeça sorrindo e Zelena teve que por a mão na boca para não gargalhar. Belle nos encarava com um olhar admirado e Brennan parecia indignado, ele e seu advogado tentavam falar com Maurice que nada dizia.

Andei até minha cadeira e indiquei as duas ao meu lado para que os pais de Emma se sentassem.

— Ordem, por favor; silêncio. — O juiz pediu. — Srtª. Mills, a senhora poderia me explicar o que está acontecendo?

— Sim Meritíssimo. — Meu sorriso ia de orelha a orelha diante da cara que Maurice e seu advogado faziam. — A próxima cláusula quebrada é a décima, onde diz que a Convivente deve ser a filha mais velha legítima de Maurice French e Colette Rumbert Swan, mas Maurice não é o pai biológico de Emma Swan, Logo, ela torna-se desobrigada desse contrato.

— E você quer que simplesmente acreditemos em suas palavras, Srtª Mills? — Disse o advogado de Maurice aparentemente nervoso.

— Não, Sr. Leôncio, talvez os senhores devessem acreditar nesse exame de DNA. — Falei os entregando as cópias dos exames que tinha dado a Emma no dia de seu aniversário, entregando o documento original ao juiz. — Eu não sei vocês, mas eu não acredito que o melhor e mais famoso hospital dessa cidade aceitaria falsificar um documento como esse. Ainda mais correndo o risco de serem processados pelos senhores, não é mesmo? — Maurice parecia estar em outro plano que não fosse aquela sala. Belle e Zelena sorriam cúmplices e Brennan olhava chocado o papel em suas mãos.

— Isso... Isso não é possível! — Disse Leôncio.

— Eu não entendo... Como que... — Donovan perguntou.

— Senhora Blanchard, poderia nos dizer como Emma Swan pode ser sua filha? — Pedi.

— Sim, Srtª. Mills. Colette e eu demos entradas juntas ao hospital. Eu estava de nove meses e ela de oito. Infelizmente eu desmaiei durante o parto, e quando acordei os médicos me trouxeram a menina que disseram ser minha filha. Ela era muito pequenininha e respirava bem devagar. Os médicos disseram que ela estava forte e saudável, mas ela morreu em meus braços em menos de duas horas depois que acordei. — Falei.

— Sim, e como sua filha foi parar nos braços de Colette? — Perguntei e vi que David quem iria responder.

— Meu pai. Ele não aceitava o fato de eu assumir minha filha com Mary, então nos confessou que ajudou Maurice a fazer a troca dos bebês.

— Troca de bebês? — O juiz perguntou olhando para os dois e depois Maurice. — Confessou?

— Sim. No dia do aniversário da minha filha, a Srtª. Mills o levou lá e ele confessou tudo. Disse que ajudou Maurice para que ninguém desconfiasse dos dois.

— A criança que me entregaram era filha de Colette, pois segundo os médicos, a filha dela teria poucas horas de vida. — Mary completou.

— Bom, é isso meritíssimo. O Sr. Nolan e sua esposa já abriram um processo contra o Sr. French, para acusa-lo de sequestro. Mas segundo esse exame, minha cliente não é a filha mais velha biológica do Sr. French, pois a mesma já morreu há exatos 26 anos, o que torna o contrato inapropriado para minha cliente.

— Sim, então a conivente passaria a ser a filha mais nova legítima, Belle French, não é? — Leôncio perguntou.

— Me permite Meritíssimo? — Zelena, que até agora não havia se pronunciado, tomou a palavra recebendo um aceno positivo do juiz. — Não mesmo Sr. Leôncio. Minha cliente, segundo a cláusula décima, só poderia entrar para o contrato caso a filha mais velha biológica do Sr. French não estivesse de acordo a participar deste contrato. Mas como dito antes, a mesma não está entre nós, o que torna impossível a escolha dela. E mesmo que isso ocasionasse a posse de convivente diretamente para minha cliente, a mesma cláusula só permite a posse direta para a Srtª French, estando dentro do tempo estabelecido, e se por ventura, nenhuma das cláusulas do contrato tivessem sido quebradas. Vimos que mais de uma cláusula foi quebrada, o que torna minha cliente livre de qualquer obrigação com esse contrato. — Minha irmã terminou sorrindo me deixando orgulhosa da profissional que ela era quando precisava.

Vi Leôncio engolir a seco e Maurice parecia cada vez mais furioso.

— Então minha conclusão é que o Sr. French deve ao Sr. Jones... — Pausei ao me dar conta do sobrenome que eu tinha dito... “Jones”... Aquele nome se tornou familiar pra mim. De imediato o último sonho que tive passou pelos meus olhos me fazendo engolir à seco fazendo-me questionar quem era o tal Jones do sonho que minha mãe dizia. Voltei minha atenção ao contrato e meus olhos foram direto para o nome “Killian Collin Jones”. Jones... Droga, não podia ser uma coincidência. E se fosse, quem era o Jones do meu sonho!?

— Srtª Mills, está tudo bem? — Ouvi a voz do juiz me trazendo de volta ao que acontecia.

— S-sim... Está. — Falei e senti um nó na garganta... A mão de Emma segurava meu braço e eu não vi em que momento aquilo aconteceu. A única que poderia me dizer quem era o tal Jones seria Cora Mills...

— Se a Srtª não continuar agora eu serei obrigado a anular a sessão. Isso é necessário ou podemos continuar?

— Posso continuar Meritíssimo. — Falei e ele acenou para que eu continuasse. — Bom, como eu dizia, o Sr. French deve ao Sr. Jones o valor de Quinhentos mil reais pelo descumprimento da cláusula citada.

— Pois bem. Diante das provas apresentadas pela Srtª Mills, que o Sr. Collin deverá pagar a Sra. Swan a quantia de Duzentos mil reais, mais a restituição da transferência feita pelo mesmo. Sendo o valor final instituído; Sete Mil Reais, e se no período de seis meses ele não selar sua dívida, pagará uma pena de dois anos de prisão. O Sr. French deve ao Sr. Jones o valor de Quinhentos Mil Reais, e o mesmo não selando sua dívida no período de Seis meses, cumprirá pena de três anos de prisão. A Srtª. French torna-se livre das obrigações do contrato, tal como a Sra. Swan. E eu declaro esse contrato oficialmente inválido. — O Juiz terminou e bateu seu martelo.


Pov Emma 

O juiz bateu o martelo e só então e meu dei conta do que ele havia dito. Eu estava mesmo livre do contrato? E sem prejudicar minha irmã? Céus, aquilo só podia ser um sonho. Virei pra Regina que me encarava sorrindo, aquele lindo sorriso reconfortante que me trazia a maior paz do mundo. Não resisti e me joguei em seus braços, feliz e ainda incrédula com que havia acontecido. Eu só queria beijá-la ali mesmo, e agradecê-la por ter entrado na minha vida, mas eu só conseguia chorar.

— Você está livre meu amor. Finalmente livre. — Ela falou ainda me abraçando, acariciando meus cabelos, depositando um beijo no meu pescoço. E então se afastou para beijar minha testa.

— Eu te amo, Regina Mills. Obrigada por entrar em minha vida.

Foi tudo que eu disse antes de abraça-la novamente e nos levantar-mos em seguida para sair da sala.

— Liberdade, minha querida, vocês estão livres! — Zelena disse tanto para Bele quanto pra mim quando saímos da sala.

— Eu nem consigo acreditar que meu bebezinho está mesmo livre! — Mary dizia emocionada.

— Sim querida, acredite. Tudo isso graças à Regina Mills! David falou me fazendo desviar olhar envergonhada.

— Acho que isso merece uma comemoração! Vamos para minha casa! — Zelena falou.

— Eu... Eu não posso... Henry... Ele está com Robin, terei que ir busca-lo.

— Ah, não precisa. Eu falei com Robin que vocês iriam pra minha casa depois, e que eu passaria amanhã pra pegar os meninos. Eles provavelmente estão voltando do cinema agora. — Zelena disse sorrindo.

— Como assim você falou que íamos para sua casa? Que horas foi isso que eu não vi? Belle perguntou rindo.

— Falei com ele ontem, amor.

— Ontem? Zelena, e se tivéssemos perdido? — Mary quem perguntou.

— Minha querida, a advogada da sua filha é Regina Mills, acha mesmo que ela teria chance de perder? Quando foi que minha irmã perdeu alguma causa? — Ela disse e todos nós rimos.

— Verdade... Então o que estamos fazendo aqui ainda? Vamos comemorar! — Meu pai disse.

Belle e eu fomos chamar o elevador enquanto os outros conversavam. David e Mary haviam ido chamar Ruby para ir embora. Eu ainda estava feliz demais para acreditar no que havia acontecido. Sabe quando seu dia está tão perfeito que você suspeita ser alguma pegadinha? Eu estava me sentindo assim. Era tão raro acontecer coisas como essa na minha vida, que eu achava que a qualquer momento algo ruim poderia varrer minha felicidade.

— Então quer dizer que você já sabia de toda essa farsa... Que bela filha você é, heim Belle. — Maurice falou chegando até nós, dirigindo-se a minha irmã. Ele ainda tinha coragem de se aproximar?

— Sim, querido pai, eu tive. Eu tive coragem de participar da liberdade que Emma merecia. Ela sequer deveria ter passado por tudo isso, o senhor foi quem tornou a vida dela um inferno! — Minha irmã respondeu.

— Olha como fala comigo mocinha, você ainda mora na minha casa. Me deve respeito! — Falou se aproximando dela, mas sendo impedido por Zelena que apareceu se colocando no meio dos dois e empurrando-o com uma mão.

— Ela fala com você como você merece. E ainda te trata bem, deveria ficar feliz com isso. Você é um estúpido que nada fez na vida além de transformar a vida dos outros num inferno! Não sei como sua esposa o aguentava, e sabem aquilo que dizem de “todos vão par um lugar melhor?” É, ela com certeza está num lugar muito melhor longe de você. — Ela falou deixando tanto Belle quanto eu de boca aberta.

— Essa advogadazinha que você arrumou está muito ousada, Belle. Venha, vamos para casa. Não gosto nem um pouco do que essa gentinha está te transformando! — Falou puxando Belle pelo braço.

— Me solte! Você não tem o direito de me tocar! Tenha mais respeito com eles, e eu não estou me “transformando” em nada, apenas cansei de fingir que não vejo o imbecil que você é.

— Belle French! Você vai comigo agora ou...

— Ou o quê? Isso é algum tipo de ameaça? — Zelena falou — Ela não vai com você, ela vai comigo.

— E quem você pensa que é pra falar assim comigo?

— Zelena Mills, namorada da sua filha, além de advogada; desprazer em conhece-lo. E se não quiser ser preso agora, acho melhor deixa-la em paz!

— Estão tudo bem por aqui, Sis? — Regina perguntou parando ao meu lado.

— Vai ficar depois que Maurice for embora. — Zel respondeu fazendo Maurice quase cuspir fogo. Eu só quis rir daquilo.

— Está esperando um convite? — Regina perguntou franzindo o cenho.

— Vocês vão se ver comigo. — Tentou uma falha ameaça que eu sabia que não daria muito certo.

— Não meu querido, você vai se ver conosco. Não se ameaça uma Mills. — Disse minha namorada.

— Ou duas. — Zelena completou. — Agora, se você não quiser um rosto desfigurado, acho melhor ir embora, David está vindo aí.

— Sim, David. O pai de Emma, creio que você deva saber quem é. — Regina completou e eu me segurava para não rir das caretas que Maurice fazia.

Em um piscar de olhos ele se retirou, e logo David, Mary e Ruby se juntaram a nós. As irmãs Mills se encarregaram de contar a ele o que havia acontecido e logo estávamos no carro, rumo a casa de Zelena, rindo e comemorando nossa vitória.


Notas Finais


Oi oii Xenti.

Então... Eu de vdd fico feliz em saber que vocês estão gostando da história (recomendem pras zamiga he he), mas leiam as notas meus zamores. Sempre vcs ve perguntar de eu abandonei a fic. Claro que não, eu não vou deixar essa fic okay? 😊

Ah, e o motivo da demora foi também o fato que: EVIL VAI VOLTAR! É isso queridas. Eu tive que dividir esse capítulo pq ficou mt grande, o próximo acho que vcs vão amar 😏😏😏😏🔥🔥🔥🔥🔥
Me deixem saber oq estão achando e se querem cap hot no próximo 😆 Trabalho com pedidos, se não comentarem nem reclamem da demora dps hihihi 😌
Aah e fovoritem tbm!! To sentindo mt pouco favorito 😔😔💔😭😢

Bejinhos e chama lá no tt: @IdiotAssbutt ou @PonyCat
Bjs de luuz! 😊😚😚💚😙


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