História Permita- me Lembrar. - Capítulo 4


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Neal Cassidy (Baelfire), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Exibições 43
Palavras 1.904
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie genten! Bom, eu demorei porque queria que esse capítulo não ficasse muito pequeno. E andei lendo umas coisas para melhorar a forma de me expressar aqui pra vocês, porque como eu disse, sou muito chata com essas coisas... :) Beijos e vejo vocês nas notas finais.

Capítulo 4 - Grávida


Fanfic / Fanfiction Permita- me Lembrar. - Capítulo 4 - Grávida

 

Devo lhe informar que há duas noticias, uma boa, creio eu, e uma ruim. Qual a Senhorita gostaria de ouvir primeiro?

***

Ele disse e pensei um pouco. Certamente a ruim seria melhor de ouvir primeiro pra que eu fosse bombardeada logo de uma vez. Depois a boa.

–  Bom, prefiro a ruim primeiro. – Emma estava intacta ao seu lado, ouvindo tudo.

– Bom, – Suspirou – A senhorita está com Amnésia anterógrada. Essa é o tipo de amnésia que lhe faz esquecer de acontecimentos recentes, fazendo com que só consiga lembrar de acontecimentos mais antigos. Por isso você disse lembrar de coisas até o período da adolescência. Mas não se preocupe, como ficou uma semana em coma, é normal que hajam apenas flashes, tudo ainda está se organizando na sua mente e você terá que ficar internada por mais um tempo para termos certeza de até que ponto sua mente está bloqueando os acontecimentos. E dependendo do dano causado você terá que ser paciente até voltar a lembrar- se de tudo. O importante é que não tente forçar sua mente, isso pode causar danos, deixe que aconteça naturalmente. Lhe prescrevi remédios para caso tenha dores de cabeça.

Doutor Whale dizia e eu ia formulando tudo. Eu havia esquecido algumas coisas, isso ficou claro, mas achei que seria só por ter acabado de acordar. Não sabia que ficaria sem minhas memórias por tempo indeterminado. Isso me preocupou. Pude ver que Emma mantinha uma expressão séria e preocupada. O medico continuou.

–  Bom, eu vou explicar o que houve, já que é normal que não lembre por conta da amnésia. Mas peço que não tente forçar a mente para lembrar de nada, isso pode causar muita dor à você. –  Assenti para que ele continuasse. 

Fiquei ouvindo o que ele dizia calada, tentando processar as informações e me segurando para não forçar nada, não queria piorar meu estado. Segundo o médico eu havia sofrido um grave acidente de carro, estava em alta velocidade, mas não era eu quem dirigia. A pessoa que estava comigo saiu me deixando sozinha no local, gravemente ferida. Se não fosse uma chamada de emergência, eu não estaria viva.

Quando Emma ouviu essa parte notei que ela havia congelado e ficado bastante tensa, ela e o doutor trocaram olhares, mas fingi não notar já que ela pareceu aliviada quando o médico disse que a chamada foi anônima. Pelo que entendi eu havia batido a cabeça muito forte, e segundo a pessoa que me achou, o carro estava capotado e minha cabeça sangrava devido a um corte causado pelo acidente. Levantei minha mão e pude sentir o curativo no lado direito da cabeça.

– Então espero que sua memória volte logo. Isso varia de paciente para paciente, mas os medicamentos que estão na sua ficha vão ajudar. –  Doutor Whale terminou com um suspiro.

– Tudo bem. Eu realmente queria saber quem me ajudou. Pra agradecer sabe. – Eu disse encarando os dois, que trocaram um olhar "discreto", que não passou desapercebido por mim, e Emma suspirou abaixando a cabeça.

– Bom, isso eu não posso lhe informar Senhorita Mills, eu só lhe atendi apenas quando chegou aqui. – Disse Doutor Whale forçando um sorriso. Aquilo estava bem estranho. Parecia que ele sabia quem havia ligado mas não queria dizer. Suspirei e pensei que isso seria algo que eu entraria mais a fundo depois.

– Tudo bem. E a notícia boa, o que é? – Perguntei meio desanimada. Depois de tudo que ouvi era impossível ver o que havia de bom em tudo aquilo.

– Bom, como eu disse, acho que essa será uma boa notícia. Varia de pessoa pra pessoa então não sei o que você irá achar. E também dado pelo seu estado atual, será um pouco chocante...

– Fale logo doutor, está me deixando aflita! – Apressei o rapaz loiro de olhos azuis a minha frente, que estava um pouco inseguro para dar a segunda notícia, pelo que pude notar.

– Bom, a Senhorita está grávida. Está de três semanas! Meus parabéns! – Sorriu fraco me deixando completamente surpresa.

Grávida! Eu estava grávida! Que ótimo!

Eu estava em um hospital, havia acabado de acordar e não lembrava de nada! E ainda por cima tinha um bebê dentro de mim! Fiquei sem reação e instintivamente levei a mão até meu ventre.

Naquele momento notei o olhar de Emma sobre mim. Aparentemente eu não era a única surpresa ali. Ela me olhava com uma expressão que eu acreditava ser a mesma que havia em meu rosto. Doutor Whale perguntou se eu estava bem e eu só consegui acenar e pedir para pensar um pouco. Ele saiu seguido por Emma, que ainda ficou em pé por alguns segundos me encarando com um olhar vazio, soltando apenas um "Vou ligar pra sua família" antes de se retirar.

Então ela saiu, e eu continuei olhando para porta, com uma expressão também vazia, pensando em tudo que Doutor Whale havia me dito. Era muita informação pra processar. Eu estava grávida, céus! Aquilo era inacreditável! Bom, talvez não fosse tanto assim, se eu me lembrasse com quem aconteceu e bom, se eu me lembrasse de qualquer coisa já seria ótimo. Mas não, minhas memórias insistiam em não colaborar e agora eu teria que lhe dar com mais isso! Uma criança!

Eu não sabia o que minha mãe iria pensar. Nem Zelena. Eu esperava que minha irmã ao menos me apoiasse, ela sempre me apoiou em tudo e eu a ela, então creio que dessa vez não será diferente. Mas minha mãe... Ela sempre foi tão fria e tão rígida comigo. Nunca me deu carinho e atenção como fez com Zelena. Bom, pelo menos foi assim desde que me entendo por gente, não faço ideia de como ela irá reagir agora ou de como é nossa relação. Uma vez que eu sempre busquei sua atenção e carinho e ela sempre deixou claro que eu não era merecedora. Sempre temi me tornar alguém como ela. Mas acima de tudo, é minha mãe e eu a amo...

Continuei refletindo sobre o assunto. Eu devia me preparar para quaisquer reação que as duas tivessem. Depois de um longo tempo, Emma volta a sala, e creio que já era um pouco tarde por ela carregar uma expressão cansada.

– Olá novamente. Eu já liguei para sua família, mas hoje não havia mais horário de visitas. Eu expliquei sua situação e tanto sua mãe como sua irmã disseram que estariam aqui amanhã pela manhã. Tentei ao máximo deixá– las um pouco aliviadas, e expliquei a elas sua situação.

– Obrigado. De verdade. Eu não sei como é minha relação com as duas agora e fico feliz em saber que elas virão amanhã. 

– Não precisa agradecer. – Ela sorriu e embora estivesse com um semblante cansado pelo excesso de trabalho, era um lindo sorriso. Tão lindo quanto o de seu filho. O que me fez lembrar que agora eu também teria alguém que provavelmente herdaria algo de mim.

– Bom, mesmo assim. Eu agradeço. – Suspirei.

– Está tudo bem? – Ela perguntou. – Eu já estava indo embora, só vim lhe informar sobre sua família mas se quiser conversar, eu não tenho pressa, sinta- se à vontade. – De novo aquele sorriso. Eu já estava me acostumando à ele.

– Bom eu não quero incomodar mas, a verdade é que eu estou com medo. – Confessei. Ela ficou calada ali ao lado da cama esperando que eu continuasse. – Eu tenho um bebê aqui dentro! – Acariciei levemente meu ventre ainda por cima da roupa azul de hospital que eu vestia atraindo o olhar de Emma para minha ação. – Eu estou tão confusa e com tanto medo Emma. – Soltei as palavras como se fosse algo natural. Seu nome passou pela minha boca como açúcar, desmanchando-se e atraindo seu olhar para mim assim que o pronunciei. Minha voz saiu tão baixa na última frase que se ela não estivesse próxima não ouviria.

– Ei, calma! – Ela disse segurando minha mão que estava sobre meu ventre, deixando a sua ali, junto à minha. – Vai ficar tudo bem, você vai ver. – Secou uma lágrima minha com a mão livre, lágrima essa que eu nem sabia que estava ali.

– Eu não sei. Eu não me lembro de nada, não sei quem é o pai dessa criança, não tenho uma boa base materna, eu nem sei se sou capaz disso Emma! Como eu poderia ser uma boa mãe? – Chorei. Sim, agora as lágrimas escorriam quentes pelo meu rosto.

– Não, senhorita Mills, respire, se acalme. – Pediu acariciando meu rosto com a mesma mão que limpara minhas lágrimas. – Você não teve culpa pelo acidente. Você vai se lembrar uma hora, eu sei que vai. O que importa agora é que você foque nessa vida aí dentro. – Olhou para nossas mãos sobre meu ventre rapidamente, e voltou seu olhar para mim. – Por mais que você não saiba se foi planejado, ou não tenha noção se será uma boa mãe, o que importa é que essa vida dependerá de você. Faça tudo que for bom pra ela e você será a melhor mãe que já existiu. – Ela sorriu me fazendo respirar novamente. Eu estava prendendo o ar e nem havia percebido. Mas seu sorriso, sua mão segurando a minha me transmitiram uma segurança descomunal, uma paz que eu não sentia desde que havia acordado.

–  Agora respira – Auxiliou- me respirando junto e repeti seus atos. – Busque se acalmar. Essa sementinha já está crescendo aí dentro, eu não tenho dúvidas que será muito amada por você. – A certeza em suas palavras me atingiram em cheio. Como ela poderia saber disso? Mas seu olhar me transmitia tanta sinceridade que eu se quer consegui duvidar de suas palavras. Eu apenas sorri de volta. Certamente ela era uma ótima mãe com Henry.

– Obrigado! – Eu estava nas nuvens depois dessa conversa. Como alguém poderia me deixar leve assim só com suas palavras? Era surreal pra mim ainda a forma que Emma conseguia mexer comigo. Eu precisava entender como ela fazia isso. – Eu precisava disso. Mas não tenho certeza que serei a melhor mãe do mundo Emma, esse posto você já assume com Henry. – Falei fazendo- a soltar uma gargalhada gostosa de ouvir. Aquele som me fez arrepiar. Não havia som melhor no mundo, aquele acabara de se tornar o meu preferido.

– Você já ganhou meu filho Senhorita Mills, não precisa me bajular também. – Aquele sorriso sapeca de Henry estava em seu rosto agora. Como era possível tamanha semelhança?

– Bom, eu não ganhei seu filho, ele me ganhou. Assim como creio que você também está. – Soltei sem pensar. Me repreendi imediatamente por isso, vendo que Emma soltou minha mão, surpresa, e tirou sua mão do meu rosto. – Me desculpe... Eu... Desculpa Emma.

– Não, tudo bem, eu só... fiquei um pouco surpresa... Na verdade muito surpresa. – Ela suspirou afastando- se da cama e parecia confusa. –Bom, eu preciso ir. Henry está com Belle, minha irmã e, ele pode ser bem arteiro quando quer. – Ela sorriu fraco. –Eu preciso mesmo ir Senhorita Mills. Até amanhã.

– Até Emma. – Falei a observando enquanto pegava sua bolsa que estava na poltrona ao lado. Porém, ela ainda estava com seu jaleco branco. Fiquei olhando- a caminhar até a porta e voltei meu olhar para meu ventre.

– Ah, Senhorita Mills, – Ouvi Emma chamar minha atenção parada na porta. – Você não está sozinha. Tem o Henry e agora tem a mim também. Estarei ao seu lado para o que você precisar. – Sorriu seu melhor sorriso sincero. Me desconcertando, me desestabilizando. Me deixando ali sorrindo sozinha. Com minha pequena sementinha.


Notas Finais


E então meus amores o que acharam? Bom, estou aberta a opiniões e caso tenha achado algum erro pode avisar que eu corrijo. E outra, eu não entendo de medicina porque não estudo, se alguém ver algum erro a respeito disso pode falar. Vejo vocês no próximo capítulo.

PS: Ah, eu acho, ainda não tenho certeza, que o próximo vai ser no ponto de vista da Emma. Se for ou não eu aviso quando postar mas também deixando claro que maior parte da fic eu pretendo que seja no ponto de vista da Regina. E bom, eu acho porquê realmente não sei ainda. Estou conseguindo fazer no ponto de vista da Regina (eu acho néh kkk) mas ainda não tentei no ponto de vista da Emma então se eu fizer e ficar bom eu posto o próximo com Emma narrando. Beijinhos/lambidas de luz :)


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