História Perseguindo estrelas - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Liana Liberato, One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Liana Liberato, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Cartas Anônimas, Melhor Amigo, One Direction, Romance
Visualizações 150
Palavras 2.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie meus amores.
Dessa vez cheguei bem mais cedo do que o combinado, mas é que essa era a única brecha livre que encontrei nessa semana.
E como eu sei que vocês estão curiosos para saber o que vai acontecer...
Boa leitura ^_^

Capítulo 36 - Capítulo 35


Fanfic / Fanfiction Perseguindo estrelas - Capítulo 36 - Capítulo 35

A chegada do mês de Maio trouxe o dia do meu aniversário para mais perto, trouxe idas ao hospital com Kim, e estava trazendo as provas finais. Kim passou a dormir duas ou três vezes na semana aqui em casa, nós alugavamos DVD'S de seriados para fazer maratona, fazíamos pipocas, eu estudava e tentava persuadir Kim a fazer o mesmo. E na hora de dormir eu marcava meu calendário com um X mais um dia que havia passado. Eu estava em contagem regressiva para o final do ano letivo em Junho, e me visualizava na faculdade, o que me impedia de pensar em Harry e Alice juntos.

Eu tentei seguir o conselho de Kim e ir de uma vez contar à Harry o que eu sinto por ele, levei duas semanas depois daquela noite para me preparar, me encorajar, e ensaiar como eu contaria.

                         XXXX

Kim se ofereceu para prender o meu cabelo em uma trança lateral, me fez usar um Slip Dress Rosa de alças finas que ela comprou na liquidação, o tecido do vestido é fino e fluido e parece que estou realmente vestindo uma camisola. Quando Kim foi embora eu me olhei no espelho de corpo inteiro e me senti completamente exposta. Volto para o meu armário e visto um suéter branco, me sinto bem melhor com os ombros cobertos.

Andei pelo quarto impaciente, esperando os ponteiros do relógio darem nove e meia. Quando ainda faltavam dez minutos olhei de relance pela janela o quarto de Harry, a cortina estava afastada e a luz acesa. Sinal de que ele já está de volta, pensei. 

Chegou o momento de por o plano em ação.

Encontrei Harry zanzando de um lado para o outro em frente a sua casa com passos largos e controlados, demarcados pelas longas pernas vestidas numa calça jeans clara. Branco. Somente uma vez por ano eu via Harry vestido completamente com essa cor. E não era um momento muito agradável nem para ele e, muito menos para mim, se fosse o que eu imaginava.

Harry estava com os olhos fixos no escuro, e somente quando me aproximei percebi que ele chorava. Mas ele não fazia barulho, não soluçava, e seus ombros tremiam como se tivesse uma linha invisível para puxa-los.

Harry levantou a cabeça quando notou minha presença, as lágrimas trilhavam caminho por seu rosto e detiam-se em seu queixo.

— O que aconteceu, Harry?— perguntei com a voz baixa e cautelosa.

— Hoje é aniversário do meu pai.— Harry passou a manga da camisa no nariz.— E ele não está vivo para ver minha formatura daqui a um mês. E não vai me ver entrar para a faculdade, como ele sempre quis.

— Sinto muito.— Era tudo o que eu tinha para dizer. O que eu vim fazer aqui, agora não tem mais tanta importância. Essa não vai ser a primeira e muito menos a última vez que oportunidades de tocar no assunto virão. Eu queria puxa-lo e abraça-lo, mas eu não tive coragem de fazer isso.— Se servir de consolo você ainda tem seus amigos, sua mãe.— E eu também.

— Não é a mesma coisa, Isabella.— Sua voz era baixa, mas o tom era duro.

— Desculpa.

— Volta para casa.— Harry colocou uma mecha desgarrada do meu cabelo atrás da minha orelha.— Eu quero ficar sozinho.

Ele mergulhou o rosto nas mãos por um segundo e depois voltou a me olhar como se para ter certeza que eu ainda estava aqui. Harry estava de frente para mim e tão machucado por dentro, que abraça-lo foi a coisa mais fácil que fiz essa noite.

Em outra ocasião seria um dos meus sonhos com Harry se tornando realidade. Mas agora eu só queria que ele soubesse que nos meus braços sempre poderá encontrar um refúgio contra suas tempestades, eu preciso mostrar para ele que posso ser seu porto seguro.

Aperto Harry contra mim, agarrando o tecido macio da sua camisa pelas costas com as mãos, senti quando ele se acomodou com meu toque, e também quando algo pingou no ombro do meu suéter. E essa demonstração de vulnerabilidade me afetou.

Ao nosso redor, as luzes internas das casas começaram a serem apagadas e concluí que já passava das dez horas da noite, até mesmo o tráfego na rua começou a diminuir.

Harry se afasta, e eu observei seu rosto. Vi seus olhos verdes brilharem devido as lágrimas que ele se negava a derramar na minha frente.

— Chora. Vai conseguir lidar com essa situação se colocar isso que está sentindo para fora.— Eu não conseguia imaginar Harry chorando na minha frente. Na minha cabeça nós dois não éramos mais tão próximos quanto antes para chegar nesse ponto. Então eu vi os ombros dele tremerem em um soluço contido.— Harry— suavizei meu tom de voz.— Não precisa sentir vergonha comigo. Eu ainda sou sua amiga.

Não era isso o que eu queria dele, mas é o que tenho por enquanto.

Harry devolveu o meu olhar.

— Entra em casa, Izza.— Ele disse, claramente em um tom de pedido inconfundível.— Por favor, faz isso por mim.

Não protestei dessa vez. Tudo o que tinha para falar já foi dito, o resto é irrelevante.

Dentro do meu quarto eu ligo para Enrique. Sei que o meu plano vai fazer eu me arrepender pelo resto da minha vida, mas não tenho escolha. Não consigo ver Harry daquele jeito e cruzar os braços, me dói muito.

— Bella?— Ele atende surpreso.

— Preciso de um favor seu— explico.

— Como o quê?

— Preciso do número de telefone de Alice Miller— digo sem rodeios, o que me causou um rebuliço no estômago por estar prestes a ligar para quem eu não deveria ligar nunca.

— Para quê?— Ele perguntou.

— Vai me dar o número ou não?

— Opa. Vai com calma ai, Bella. Eu não tenho aqui na agenda, mas posso conseguir.

— Obrigada. Fico te devendo uma.

— Não precisa, Bella. Caso você não saiba eu consigo ajudar alguém sem esperar nada em troca.

E desligou.

Oito minutos depois eu estava na minha cama comendo pudim no pote, quando recebo uma mensagem de Enrique. Largo o pote e a colher em cima da mesinha de cabeceira e digito o número de Alice. 

Chama e cai na caixa postal. Tento outra vez.

— Alô?— diz ela assim que atende.

— Oi, Alice. É a Isabella...

Ela desligou na minha cara antes que eu pudesse tocar no assunto.

Vaca!

Ligo novamente e Alice atende no terceiro toque.

— O que você quer, Belinha?

— O Harry precisa de você.

— Diga à ele que não estou disponível no momento.

Ora, diga logo que você só quer se divertir com ele e arranca-lo de mim. É só isso que você é capaz de fazer, Alice. Se divertir e me destruir.

— Escuta aqui Alice, eu não quero saber e não me enteressa seus motivos de estar fazendo charme. Mas o Harry precisa de alguém que fique firme ao lado dele. Nesse exato momento ele está desolado por hoje ser mais um aniversário que ele não poderá comemorar do pai dele.

— E ó que eu digo para ele?

Você não sabe?

— Nada— eu disse.— Não diga nada se não souber o que dizer. Palavras bonitas não vão consolar o Harry nesse momento.

— Ótimo.— Eu quase consigo ver ela sorrindo de modo malvado do outro lado da linha.— Eu tenho meus truques para animar ele rapidinho. Chego na casa dele em meia hora.

— Alice, só não venha toda maquiada, por favor. Você não vai sair para uma festa.

Desligo e coloco o celular ao lado do pote de pudim. E somente agora consigo perceber que foi um erro ter chamado ela.

Exatamente trinta minutos depois, Alice parou o carro na calçada de Harry. Desço as escadas correndo até a cozinha e faço um copo de chá com água quente que estava no fogão. Espero voltar para o meu quarto antes que Alice coloque seu plano em ação. Meus pais estavam sentados no sofá, e por sorte só mamãe me viu subindo às pressas para o meu quarto, com um copo com líquido quente. Ela chamou minha atenção, mas eu já estava no topo da escada.

Entro no quarto, fecho a porta e vou direto para a janela, tinha começado a chover e como eu deduzi Harry e Alice não estavam do lado de fora. Então eu vi que eles estavam muito mais quentes do que eu. Alice estava em pé no meio do quarto de Harry, e ele estava sentado na beirada do colchão olhando para ela. Alice virou o rosto para a janela e pude ver um brilho malvado se acender em seus olhos quando me viu.

Alice sorriu satisfeita.

E derrepente lamentei não ter ficado na sala com os meus pais. Alice se curvou na direção de Harry e lhe deu um beijo molhado. O copo escapa de minhas mãos e o chá se espalha para debaixo da minha cama. Fico imóvel, tentando assimilar a cena. Harry não se afastou dela, sinal de que era isso que ele queria.

Inspiro com força.

Por favor, alguém me diga que ele está perplexo demais para reagir.

Pela primeira vez estou sentindo um frio esquisito na barriga em relação a Harry e Alice juntos, porque antes nada disso parecia ser real.

Alice Miller é a alma gêmea de Harry, a princesinha dos contos de fadas, o amor escrito nas estrelas. Porém essa noite as estrelas não deram o trabalho de brilhar.

Tranco a janela. Ando pelo quarto com as pernas bambas e os olhos ardendo, meu peito parece que vai explodir. Na porta permito que meu corpo escorregue até o chão, onde abraço meus joelhos e deixo o bolo de lágrimas preso na minha garganta sair. Dói ver que meus sonhos estão sendo alcançados por outras pessoas, e a culpa é toda minha. No canto direito da minha porta Harry tinha arranhado com um prego nossas iniciais I H logo que nos conhecemos. Eu havia escondido as letras com uma figurinha adesiva da Hello Kitty, mas agora elas estavam visíveis e isso só aumentava minha vontade de chorar.

— Izza?— minha mãe me chamou do outro lado da porta, no corredor.— Você está bem?

— Estou— respondi.

— Pensei ter ouvido um barulho.— Mamãe mexeu na maçaneta, mas eu havia trancado com chave.— Tem certeza que não aconteceu nada?

— Hum-hum— concordei, não confiando na minha voz para responder.

Quando ouço os passos dela se afastarem, mando uma mensagem para Kim.

Essa é uma boa hora para vir dormir aqui, não acha?

Ela respondeu um instante depois:

O que aconteceu?

Digitei com os dedos trêmulos, incapaz de raciocinar direito:

Harry e Alice voltaram.

Dois minutos depois ela respondeu:

Arruma meu colchão. Já estou chegando.

Sequei os olhos com as mangas do suéter. Não tenho mais o que fazer. É como diz aquele velho ditado: O que está feito, está feito.

                       XXXX

Duas semanas se passaram e eu não voltei a conversar com Harry, nem na ida para o colégio, nem nos corredores do colégio, e muito menos pela janela. Até o quarto dele havia ficado da mesma forma à noite, as cortinas sempre fechadas e a luz apagada, sinal que ele não voltava para casa depois do trabalho, e se voltava era bem tarde e eu não via. Era óbvio que Alice não desgrudou do pé dele nesses últimos dias, e isso me dava rebuliços no estômago.

Amanhã é meu aniversário de dezoito anos e estou muito empolgada. Minha mãe decidiu fazer um bolo de chocolate pra mim, e eu já havia convidado Kim para jantar na minha casa. Agora eu tentava criar coragem para convidar Harry também. 

Mas e se eu convidá-lo e depois me arrepender por ele levar Alice junto?

Ah meu Deus, eu posso me dar mal.

Respiro fundo e entro na pizzaria. O cheiro das massas quentinhas e macias vindo da cozinha enchiam minhas narinas e me davam água na boca. Bistrô Joe's é uma pizzaria que funcionava em Stratford à bastante tempo, eu não me lembro de ter vindo muitas vezes aqui quando era criança, mas ultimamente tem sido o meu lugar preferido. O lugar é apertado, mas ainda assim é bem decorado e agradável, e sempre que venho aqui as toalhas das mesas continuam sendo verde-limão. Atualmente quem toma conta do caixa é uma prima de terceiro grau do meu pai, ela parece ter a mesma idade da minha mãe.

Fui até o balcão e fiz o pedido.

— Uma pizza grande metade Corn Bacon e metade Mussarela, por favor.

A prima de terceiro grau do meu pai informou o valor.

Remexo minha bolsa em busca do dinheiro que meu pai me deu.

— Eu pago, Isabella.

Essa não... aquela voz. Eu tenho certeza de quem era, e não preciso me virar para conferir. Antes de vê-lo em si, sinto o cheiro de colônia vindo dele. E então Harry se inclinou na minha direção e deslizou três notas de 20 dólares sobre o balcão.

Eu me chutei mentalmente por ter vestido um short's jeans velho, uma camiseta com estampa do Mickey e sapatilhas. Era bem confortável, mas eu preferia estar arrumada como Kim sempre está.

Eu me virei para ele, disposta a entregá-lo seus 60 dólares de volta. Mas ele não aceitou e, sorriu antes de dizer:

— Se me lembro bem, amanhã é seu aniversário, Isabella. Considere isso como um presente meu antecipado.

— Obrigada— foi tudo o que consegui dizer.

Harry ainda lembra o dia do meu aniversário, e estou soltando fogos de artifício por dentro.


Notas Finais


Obrigada por terem lido
Espero que tenham gostado ❤

Gente, postei e sai correndo depois dessa que a Izza aprontou.
Maaaas não me matem viu 😂😂😂
Eu preparei algo de tirar o fôlego para o próximo capítulo...
E...ai meu Deus, o Harry ainda lembra do aniversário da Izza. Que bonitinho né?

Beijinhos de gliter meus amores
😘❤❤❤
Eu volto na próxima segunda-feira.


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