História Perseu Jackson - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Atlas, Bianca di Angelo, Calipso, Charles "Charlie" Beckendorf, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Cronos, Dionísio, Eros (Cupid), Febe, Frank Zhang, Frederick Chase, Grover Underwood, Hades, Hefesto, Hera (Juno), Hermes, Jason Grace, Júniper, Luke Castellan, Nêmesis, Nico di Angelo, Paul Blofis, Percy Jackson, Perséfone, Personagens Originais, Pollux, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace, Travis Stoll, Tyson, Zeus, Zoë Nightshade
Visualizações 119
Palavras 3.438
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Magia, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Capitulo 12


Anteriormente

Juntos nós sobrevoamos a baía e fomos rumo às colinas orientais. Logo, São Francisco era apenas um brilho crescente atrás de nós, com um ocasional raio lampejando ao Norte.

Agora

Voar era suficientemente ruim para um filho de Poseidon, mas voar direto para o palácio de Zeus, com trovões e relâmpagos rodopiando em volta, era ainda pior. Nós circulamos sobre o centro de Manhattan, fazendo uma órbita completa em torno do Monte Olimpo. Eu estivera lá apenas uma vez, viajando de elevador até o secreto sexcentésimo andar do edifício Empire State.

Na escuridão do começo da manhã, tochas e fogueiras faziam os palácios da encosta da

montanha reluzirem em vinte cores diferentes, de vermelho sangue a azul índigo. Aparentemente, ninguém dormia no Olimpo. As ruas retorcidas estavam cheias de semideuses, espíritos da natureza, e deuses menores fazendo alvoroço, montando carruagens ou liteiras carregadas por ciclopes. O inverno parecia não existir aqui.

Capturei o aroma de jardins em plena florescência, jasmins, rosas e coisas ainda mais doces que eu não sabia o nome. Música flutuava vinda de várias janelas, os sons suaves de liras e flautas de bambu.

Elevando-se no pico da montanha estava o mais grandioso palácio de todos, o reluzente salão branco dos deuses. Nossos pégasos nos deixaram no pátio externo, em frente a enormes portões de prata. Antes que eu sequer pensasse em bater, os portões se abriram por conta própria.

Boa sorte, chefe, Blackjack disse.

“É.” Não sabia por que, mas eu tinha uma sensação de condenação. Eu nunca tinha visto todos os deuses juntos. Sabia que qualquer um deles poderia me reduzir a pó, e alguns deles gostariam de fazê-lo.

- Ei, se você não voltar, posso usar seu chalé como meu estábulo? - Falou Blackjack. Jack e eu olhamos para o pégaso.

Só pensando. Blackjack falou. - Desculpe. - Blackjack e seus amigos voaram, deixando Jack, Bianca, Zoe, Thalia, Annabeth e eu sozinhos. Por um minuto nós ficamos lá observando o local, e então, lado a lado, entramos na sala do trono.

Doze enormes tronos faziam um U em volta da lareira central, como o posicionamento dos chalés no acampamento. O teto acima brilhava com constelações.

Todos os assentos estavam ocupados. Cada deus e deusa tinha cerca de cinco metros, e eu te digo, se você alguma vez teve uma dúzia de indivíduos todo-poderosos e super enormes voltando seus olhos para você de uma vez... Bem, de repente, enfrentar monstros parecia um piquenique.

- Bem-vindos, heróis. - Ártemis disse.

- Mooo! - Foi quando eu notei Bessie e Grover. Uma esfera de água estava pairando no centro da sala, próxima à fogueira da lareira. Bessie estava nadando em volta alegre, balançando sua cauda de serpente e cutucando com a cabeça as laterais e o fundo da esfera. Ele parecia estar curtindo a novidade de nadar numa bolha mágica. Grover estava se ajoelhando perante o trono de Zeus, como se tivesse acabado de dar um relatório, mas quando nos viu, ele gritou, “Vocês conseguiram!” Ele começou a correr em minha direção, então se lembrou que estava dando as costas para Zeus, e olhou pedindo permissão.

- Pode ir. - Zeus disse. Mas ele não estava realmente prestando atenção em Grover. O lorde do céu estava encarando atentamente Thalia. Grover trotou até mim. Nenhum dos deuses falou. Cada ruído dos cascos de Grover ecoava no piso de mármore. Bessie fazia estardalhaço em sua bolha de água. A fogueira central crepitava.

Olhei nervosamente para Poseidon. Ele estava vestido de bermuda de praia, uma camiseta havaiana e sandálias. Ele tinha o rosto ressecado e bronzeado com uma barba escura e profundos olhos verdes. Eu não tinha certeza de como ele se sentiria me vendo pela primeira vez, mas os cantos de seus olhos enrugaram com linhas de sorriso, só que esse sorriso era destinado ao meu meio irmão. Eu realmente não fiz questão, estava acostumado a ser "invisível" para algumas pessoas, era melhor assim. Ele acenou com a cabeça como se fosse dizer "Está tudo bem". Grover deu grandes abraços em Annabeth, Bianca e Thalia, e apertou a mão de Jack. Então ele agarrou meus braços.

- Percy, Bessie e eu conseguimos! Mas você tem que convencê-los! Eles não podem fazer isso!

- Fazer o quê? - Perguntei.

- Heróis. - Ártemis chamou. A deusa deslizou de seu trono e adquiriu tamanho humano, uma jovem garota de cabelo ruivos, perfeitamente sossegada em meio aos gigantes Olimpianos. Ela andou em nossa direção, suas roupas prateadas cintilando. Não havia emoção em seu rosto. Ela parecia caminhar em uma coluna de luar.

- O Conselho foi informado dos seus feitos. - Ártemis nos disse. - Eles sabem que o Monte Ótris está se erguendo no Oeste. Eles sabem da tentativa de libertação de Atlas, e dos exércitos reunidos de Cronos. Votamos por agir.

Houve um balbuciar e conversas confusas entre os deuses, como se eles não estivessem todos muito felizes com este plano, mas ninguém protestou.

- Ao comando de meu Lorde Zeus. - Ártemis disse, - Meu irmão Apolo e eu devemos caçar os mais poderosos monstros, buscando atacá-los antes que eles se unam à causa dos Titãs. Lady Atena deve checar pessoalmente os outros Titãs para ter certeza de que eles não escapem de suas diversas prisões. Lorde Poseidon obteve permissão para liberar toda sua fúria no navio de cruzeiro Princesa Andrômeda e mandá-lo para o fundo do mar. E quanto a vocês, meus heróis... - Ela se virou para encarar os outros imortais. - Estes meio-sangues prestaram um ótimo serviço para o Olimpo. Alguém aqui negaria isso? - Ela olhou em volta para os deuses reunidos, encontrando as faces deles individualmente. Zeus em seu escuro terno risca de giz, sua barba preta limpamente aparada, e seus olhos faiscando com energia. Ao seu lado se sentava uma bela mulher com cabelo castanho trançado sobre um ombro e um vestido que cintilava cores parecidas com as das penas de pavão. A Lady Hera.

À direita de Zeus, meu pai Poseidon. Ao lado dele, uma grande massa que era um homem com a perna em um suporte de aço, uma cabeça disforme, uma selvagem barba castanha, fogo tremeluzindo através de suas suíças. O Lorde das Forjas, Hefesto. Hermes piscou para nos. Ele estava vestindo um terno empresarial, checando mensagens em seu celular caduceu. Apolo estava inclinado para trás em seu trono dourado usando seus óculos escuros. Ele estava usando fones de iPod, então eu não tinha certeza se ele ao menos estava escutando, mas ele levantou o polegar para mim. Dioniso parecia entediado, enrolando uma vinha entre os dedos. E Ares, bem, ele estava sentado em seu trono de cromo e couro olhando ameaçadoramente para mim enquanto afiava uma faca.

No lado feminino da sala do trono, uma deusa de cabelos escuros em roupas verdes sentava-se ao lado de Hera em um trono tecido com ramos de macieira. Deméter, Deusa da Colheita. Ao lado dela se sentava uma bonita mulher de olhos cinzas em um elegante vestido branco. Ela só podia ser a mãe de Annabeth, Atena. Então lá estava Afrodite, que sorria para mim de propósito. Todos os Olimpianos em um só lugar. Tanto poder nesta sala, era um milagre que o palácio inteiro não explodisse.

- Tenho que dizer. - Apolo quebrou o silêncio. - Essas crianças se saíram muito bem. - Ele pigarreou e começou a recitar: - Heróis ganham louros…

- Hum, sim, primeira classe. - Hermes interrompeu, como se estivesse ansioso para evitar a poesia de Apolo. - Todos a favor de não desintegrá-lo? -Algumas mãos subiram na tentativa — Deméter, Afrodite.

- Espere só um minuto. - Ares rosnou. Ele apontou para Thalia, Bianca, Jack e para mim. Finalmente foi notado, eu ouvi aplausos senhoras e senhores? - Esses aí são perigosos. Seria muito mais seguro, enquanto temos os dois aqui…

- Ares. - Poseidon interrompeu. - Eles são heróis notáveis. Não vamos explodir meu filho em pedaços.

- Nem minha filha. - Zeus resmungou. - Ela se saiu bem. - Thalia corou. Ela estudou o chão. Eu sabia como ela se sentia. Eu quase nunca falava com meu pai, menos ainda ganhava um elogio. E… espera! Eles estão votando para nos matar? Claro que sim. Minha consciência resolveu aparecer.

Aquilo era tão inacreditável que inexplicavelmente eu comecei a rir. A rir muito, sério minha barriga já estava começando a doer, quando eu finalmente consegui parar. Olhei em volta, limpando minhas lágrimas. Todos na sala me encaravam, alguns zangados, outros chocados, e meus amigos assustados.

- Como ousa ter tal falta de respeito com o concelho Olimpiano? - Perguntou Zeus, sua voz estava carregada de ódio.

- E oque esperava que eu fizesse? - Respondi com deboche, a raiva tinha nublado a minha mente. E no momento eu só queria que os Olimpianos explodisse. - Vocês estão discutindo se vão ou não nos matar, sendo que acabamos de salvar uma de vocês. Vocês estão com medo de que possamos mudar de lado, mas não fazem nada para que tenhamos motivos para defendê-los. Acha mesmo que nos matando resolveram os problemas? Só por que uma maldita profecia disse? - Perguntei com puro ódio. Todos agora estavam surpresos. Acredito que esse seja o único motivo para mim não ter explodido. - Cronos está se levantando e mesmo que vocês matem todos os semi-deuses, ele se levantará. E quando isso acontecer vocês estarão desprotegidos, sem um exército de trouxas para salvar vocês e ao mundo. Se querem me matar agora o façam, mas tenham a consciência de que de alguma forma isso chegará ao ouvido dos semi-deuses, E essa vai ser a desculpa perfeita para que eles se juntem ao exército inimigo. - Finalizei. Por longos minutos ninguém falou nada, o único barulho era o crepitar da fogueira. Eu respirava fundo tentando me controlar.

- Ele está certo. - Falou Atena, oque surpreendeu a todos. - Não podemos nos dar ao luxo de matar aliados. - Enquanto ela falou lembrei de algo que meu mestre dizia "é difícil convencer uma pessoa inteligente, mas é impossível convencer uma pessoa ignorante".

- E oque espera que façamos? - Perguntou Dionísio ironicamente. - Eles ainda podem se voltar contra nós.

- Um meteoro pode atingir a Terra, isso não quer dizer que vá acontecer. - Disse mais calmo. - Se prender a probabilidades é pedir para ficar paranóico. Já que basicamente tudo pode te matar. - Falei, Dionísio sorriu de lado. - Bom, não no seu caso. Mas você entendeu a analogia.

- Claro, claro. - Ele falou se acomodando no seu trono. Apolo e Hermes sorriram divertidos enquanto nos observava. A maioria dos deuses pareciam relaxar, enquanto refletiam oque eu disse.

- Bem. - Zeus resmungou, ele tinha se acalmado, mas algo me dizia que ele ainda queria me matar. -Talvez. Mas pelo menos o monstro tem que ser destruído. Concordamos quanto a isso? - Um bocado de cabeças assentindo. Levou um segundo para eu perceber do que eles estavam falando. Então meu coração se transformou em chumbo.

- Bessie? Vocês querem destruir Bessie? - Jack falou com medo. Sério? Comigo você não se importa.

- Mooooooo! - Bessie protestou. Posseidon franziu a testa. - Você deu o nome de Bessie para o Ofiotauro?

- Pai. - Jack disse. - Ele é apenas uma criatura marinha. Uma criatura marinha realmente legal. Você não pode destruí-lo. - Poseidon mudou de posição, desconfortável.

- Jack, o poder do monstro é considerável. Se os Titãs o roubarem…

- Vocês não podem. - Insistiu ele. Ele olhou para mim, como se me pedisse. Revirei os olhos, só por que eu sou bom em convencer não significa que goste de fazer isso… Não espera. Eu gosto sim.

- Posso dar a minha opinião? - Perguntei levantando a mão. Todos os olhares da sala se voltaram para mim. Zeus pareceu considerar, mas acentiu com a cabeça. - Controlar profecias nunca funciona. Não é verdade? Além do mais o Ofiotauro é inocente. Matar algo desse jeito é errado. É tão errado quanto… Cronos comer seus filhos, apenas por causa de alguma coisa que eles poderiam fazer. É errado! - Falei, e pensei em algo que pudesse ajudar na minha tese. - Ouça vamos supor que houve um assassinato, os policiais revistaram tudo, mas não encontraram nada na cena do crime. Porém, descobriram que naquele dia um louco fugiu de um manicômio. Encontraram o louco na manhã seguinte e perguntado sobre aonde ele passou a noite, ele respondeu algo absurdo como "fui abduzido". Sem vontade de comprovar alguma coisa os policias o levaram a julgamento. Então foi considerado culpado, mas não existia nem uma prova contra ele, só uma suposição. Acha que isso é justo? Mandá-lo para a morte só por probabilidades? - Os Olimpianos balançaram a cabeça negativamente. Eu não falei mais nada, esperei eles entenderem oque eu fiz.

- Está querendo dizer que seremos injustos, se matarmos o Ofiotauro? - Perguntou Deméter.

- Eu não. - Respondi isso. - Vocês que afirmaram isso. - Disse dando de ombros. Atena arregalou levemente os olhos. Zeus pareceu considerar isto. Seus olhos flutuaram para sua filha Thalia.

- E quanto ao risco? Cronos sabe muito bem, se um de vocês sacrificar as entranhas da fera, teria o poder para nos destruir. Você acha que nós podemos deixar essa possibilidade remanescer? Você, minha filha, vai fazer dezesseis anos amanhã, justamente como diz a profecia.

- Vocês têm que confiar neles. - Annabeth falou. -Senhor, você tem que confiar neles. - Zeus franziu as sobrancelhas.

- Confiar em um herói?

- Você não está vivendo, se não tiver correndo riscos. - Falou Apolo. Zeus não parecia convencido, então fiz algo realmente estúpido, ou heróico. Depende do ponto de vista.

- Eu juro pelo stix nunca trair o Olimpo, desde que nenhum deus me traia primeiro. - Disse em voz alta. Um trovão foi ouvido por todos selando o juramento.

- Você é corajoso garoto. - Falou Poseidon. Olhei para os meus amigos esperando que eles seguissem meu exemplo. Felizmente eles entenderam e um a um fizeram seu juramento.

- Pronto, agora pode parar de se preocupar. - Disse. Relutante Zeus acenou com a cabeça.

- Ainda falta decidir oque fazer com o Ofiotauro. - Lembrou Hefesto. Olhei para ele o examinando. Ele não era tão feio como a história dizia. Ele só não se cuida. Talvez um bom tratamento de pele, e um bom cabeleireiro. Sorri internamente, estou parecendo uma daquelas praticinhas de filme.

- Está bem. - Poseidon disse. - Construirei um aquário para a criatura aqui. Hefesto pode me ajudar. A criatura ficará segura. Nós devemos protegê-la com todos os nossos poderes. - Zeus pensou sobre isso.

- Todos a favor? - Para minha surpresa, muitas mãos se levantaram. Dioniso se absteve. Assim como Ares. Mas todos os outros…

- Temos uma maioria. - Zeus decretou. - E então, já que não vamos destruir esses heróis... Imagino que devemos homenageá-los. Que comece a celebração do triunfo! - Dizendo isso ele encerrou a reunião e se tele transportou em um clarão azul. A maioria dos deuses seguiram seu exemplo. Menos Hera, Poseidon, Atena e Ártemis. Os três últimos diminuíram de tamanho e vinheram ao nosso encontro.

- Você foi corajoso garoto. - Falou Ártemis. - Obrigada por salvar minhas caçadoras.

- Não me agradeça. Elas fortes e inteligentes, tenho certeza que teriam sobrevivido por conta própria. - Respondi. As meninas sorriram para mim. - Espero vê-las novamente. - Falei, elas acentiram e seguiram para fora. Me virei Atena conversava com sua filha, assim como Poseidon. Thalia e Grover ficaram ao meu lado.

- Você não vai ficar para festa, não é? - Perguntou Grover.

- Infelizmente não. - Respondi sorrindo. - Não quero arrumar inimigos. - Grover me deu um abraço e saiu.

- Acho que precisamos conversar. - Falou Thalia olhando para baixo.

- Pode ser lá fora? - Perguntei. Em vez de me responder ela caminhou para fora, eu a segui. Saímos do enorme palácio, e caminhamos para um jardim, que ficava um pouco afastado do barulho da festa. Sentamos em um banco de madeira. - Pode começar.

- Eu queria me desculpar pelo beijo. - Thalia falou ficando nervosa.

- Não se desculpe. - Falei. - Foi um dos melhores beijos da minha vida. - Thalia me olhou, seu rosto estava vermelho de vergonha. Ela estava tão fofa que deu vontade de apertar suas bochechas, igual aquelas tias faziam comigo quando era criança.

- Percy isso não pode acontecer. - Ela falou, apontando para nos.

- Você não gosta de mim? - Perguntei um pouco decepcionado.

- Gosto. - Ela respondeu, aquilo me encheu de felicidade. Como se alguém tivesse acabado de me oferecer um sorvete. - Mas… - Não deixei ela continuar, ataquei seus lábios em um beijo desesperado. No começo ela tentou resistir, mas logo depois agarrou meus cabelos me puxando para mais perto dela. O beijo estava ótimos, até o maldito oxigênio fazer falta. Me afastei de Thalia, sorrindo bobamente.

- Thalia sei que passamos por muita coisa, e que tudo indica que vamos passar por muito mais. Mas isso não vai passar de pequenos obstáculos para mim se você tiver do meu lado. - Falei o mais sincero possível. Ela me encarou um pequeno sorriso se formou em sua boca, mas logo morreu. Ela se levantou apressadamente.

- Eu não posso Percy. - Ela falou.

- Por que não? - Perguntei me levantando. - Me dê um bom motivo. Só um. E eu saiu daqui e nunca mais tocamos nesse assunto.

- Nossos pais não permitiriam. - Ela falou, masnem mesmo ela se convencia disso.

- Não. Me fala o real motivo. - Falei me aproximando dela. Ela me encarou surpresa, mas não falou nada. Repentinamente algo surgiu na minha cabeça. - É por causa do Luke? - Ela não respondeu, levei isso como um sim. - Escute eu sei que ele foi e é importante para você, mas ele se foi. E se você prefere passar o resto da sua vida remoendo isso talvez você não seja a pessoa, por quem me apaixonei. - Falando isso virei de costas rumi a saída do Olimpo, deixando uma Thalia de boca aberta para trás. Depois de muitas voltas cheguei ao elevador, mas antes que pudesse apertar o botão uma presença me fez dar uma meia volta.

- Não vai se despedir do seu pai? - Falou o deus a minha frente.

- Por que faria isso? - Perguntei frio. Achei que ele ficaria zangado, mas ele ficou triste.

- Eu sei que não sou o pai que você merece Percy. - Ele falou suspirando, eu só o encarava de braços cruzados. - Mas eu quero que saiba que eu amo você.

- Vocês deuses tem um jeito estranho de amar. - Falei. - Quem ama cuida Lorde Poseidon, e você não fez isso comigo. Como espera que eu acredite em você?

- Percy…

- Perseu. - O corrigi.

- Perseu eu não podia interferir, é contra as leis antigas. - Ele se justificou.

- Eu não queria que você interferir, mas só uma vez eu queria que você atendesse meu chamado quando eu era pequeno. Queria que você tivesse ido me ver, nem que fosse de longe. - Sussurrei a última parte. Um turbilhão de lembranças passou pela minha cabeça, eu segurei as lágrimas que queriam cair.

- Me desculpe filho. - Ele pediu me encarando, ele realmente parecia estar triste.

- Vai precisar mais que um pedido de desculpas, para mim perdoá-lo. - Disse me virando e apertando o botão.

- Você se parece muito com Sally. - Ele falou. Me virei o encarando. - Sabe quando a conheci ela queria ser uma advogada, ela sempre foi boa em convencer as pessoas. Uma vez me lembro que ela me convenceu a criar um cachorro que encontramos na rua. - Sorri com as lembranças.

- É. Lembro de como ela convencia os diretores a não me espussar das escolas, quando eu fazia um brincadeira. - RI lembrando da vez que eu coloquei sopa no bebedouro. O diretor ficou uma fera, mas minha mãe conseguiu acalmá-lo, isso era uma das coisas que eu mais admirava nela. Olhei para Poseidon, ele sorria olhando para mim.

- Sua mãe não te ensinou que ler os pensamentos alheios não é educado? - Perguntei, o deus sorriu de lado.

- Ela até tentou, mas digamos que eu sou muito teimoso.

- Então acho que eu já sei quem culpar quando me chamarem de teimoso. - Falei brincando. Poseidon riu. Ele iria falar algo, mas foi interrompido pelo barulho do elevador.

- Acho que é melhor eu ir. - Disse entrando no elevador.

- Eu posso ir visitá-lo?

- Sinto muito. - Respondi. - É contra as leis antigas. - Ele abriu a boca para falar, mas as portas do elevador se fecharam. Suspirei de alívio. Ele não parecia ser uma má pessoa, porém ele nunca me deu valor, está na hora de devolver o tratamento.



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