História Persuasão - Capítulo 21


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally Broke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Drama, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Policial, Suspense
Exibições 91
Palavras 2.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, olá! Capítulo mais tranquilo e longo para vocês, espero que gostem <3

Capítulo 21 - Capítulo 21 - Pesar


Lauren passou as próximas semanas ali, Camila não dava nenhum sinal de vida, a policial só saia para tomar banho e fazer uma média na delegacia, havia ganhado um grande reconhecimento pelo caso que desvendara, mas isso levou metade do seu coração embora.

Camila estava em coma há sete semanas, os amigos já estavam sem esperanças, mas Lauren e Dinah não, sabiam da força da baixinha.

Lucy estava desaparecida, ninguém sabia de fato o que ocorrera com ela, apenas os áudios da escuta que Ariana gravou.

Ariana... Ela pediu afastamento por tempo indeterminado da polícia e fora ficar com seus país em Los Angeles, ninguém julgou a pequena, fizeram uma linda homenagem para Halsey e estavam planejando a de Lucy Vives também, só buscavam por mais pistas para o bem da família da investigadora.

Em Los Angeles, Ariana estava sem perspectiva nenhuma de vida, passava os dias chorando como se não houvesse amanhã, ela sentia um buraco enorme sendo aberto em seu peito, era para ter sido ela! Ela sentia a culpa passando por si cada vez mais, ela não estava aguentando a dor. Quando tudo parecia se estabilizar entre elas, quando Halsey finalmente aceitara seus sentimentos para com a baixinha fazendo-a encontrar um sentido em sua vida, ela simplesmente se vai deixando a investigadora extramamente mal, sozinha e a fez perder todo o sentido da vida.

Sempre julgara Lauren por ter ficado reclusa em sua vida após a morte de Keana, a francesa iluminava a vida de Lauren de tal forma que fazia aqueles olhos verdes brilharem, mesmo a delegacia toda sabendo de todas as brigas sérias que o casal recém casado tinha. Ainda assim, Lauren era feliz e completa. Agora Ariana sentia-se como Lauren, ela jamais se permitiria ser feliz de novo... Mas Lauren tinha Camila agora, ela encontrara novamente uma válvula de escape dessa vida ruim, e Ariana não sabia por onde começar a buscar sua felicidade. Sete semanas chorando em posição fetal, sete semanas sentindo seu coração ser dilacerado aos pouco, sete semanas tomando coração para ir de encontro a Halsey onde quer ela esteja.

Ariana saiu de seus devaneios, decidiu que aproveitaria seus pais por mais alguns dias e voltaria para polícia, iria encontrar Iglesias e matá-la com suas próprias mãos, o sentimento de vingança aflorava em si, ela sentia-se eufórica no pior sentido, ela sentia-se vazia e não tinha mais medo, não havia mais o que perder.

Dinah estava conseguindo recuperar os movimentos das pernas aos poucos, Iglesias acertou um golpe em sua coluna fazendo com que ela quase ficasse paraplérgica, quase. Normani acompanhou sua melhora diariamente, incentivando a mais alta a seguir o calendário médico sem desistir, Dinah estava feliz, tinha uma mulher maravilhosa ao seu lado e estava quase saudável, mas a quem ela queria enganar? Perdera suas melhores e únicas amigas em menos de ano, aquele havia sido o melhor e pior ano de sua vida. Ainda se pegava chorando no quarto quando Normani não estava, abraçando seu próprio tronco e sentindo a dor da perda de Ally e possivelmente a de Camila, já que a essa altura do campeonato queriam desligar os aparelhos que mantinham Cabello viva.

Lucy sentia que viva o inferno, sua ex noiva estava lá, descontando todo o tempo “perdido” na policial, dia após dia as torturas aumentavam.

Iglesias era muito, mas muito pior que Jane, Bennett e Christian juntos, ela é sádica, não teme a nada, tinha sede de poder e vingança e como havia tido a melhor tutora que poderia, planejou criar seu próprio negócio, o narcotráfico com os mexicanos. Óbvio que ela teria que eliminar cada pessoa envolvida na maior máfia atual de Miami, desde as policiais envolvidas até os próprios capangas e garotas, mas por hora, ela descansara para dar atenção ao seu novo bichinho de estimação, Lucy Vives.

 

Lauren estava inquieta na poltrona ao lado da cama da latina, ela ficava observando esperando um mínimo movimento de Cabello, mas nada acontecia. Então lembrou-se que Camila tinha uma irmã, decidiu que faria algo, tiraria a garotinha de Cuba e a traria para perto, quem sabe ajudaria na recuperação de Camila?

Com as malas prontas ela foi até a casa de Normani, sabia que Dinah estaria lá, chegando ao apartamento escutou risadas altas, ela estava feliz pelo casal que estava dando realmente certo, estava feliz por sua melhor amiga ter encontrado alguém que lhe tirasse o ar e que a deixasse com aquele sorrisinho bobo no rosto, suspirou... Ela estava com inveja, alguém lá em cima não permitia que ela fosse feliz com alguém, sempre lhe era tirado o que ela conquistara com muito pesar. Ela batei três vezes seguidas na porta fazendo as risadas cessarem. Em alguns segundos Mani apareceu com um semblante confuso.

-Não deveria estar com Camila? E que malas são essas? Qual é, Lauren você pode morar sozinha sem o bicho papão correr atrás de você. – Dinah disse se aproximando com as muletas.

-É... Oi, DJ. Como está a recuperação? Olá Mani, como você está? – Lauren tentou ser o mais simpática possível e conseguiu atraindo a desconfiança de Mani que já a conhecia há tempos. Elas entraram no apartamento e Lauren foi até o sofá.

-A recuperação está ótima, consigo andar com uma muleta só agora. – Os olhos da mais alta brilharam. – Embora eu ainda sinta muita dor... E a Mila, algum sinal positivo? – Dinah não queria saber a resposta de fato, sabia do quadro da amiga.

-DJ... Hoje pela manhã houve uma mudança no quadro dela, os médicos não sabem se é bom ainda. – Lauren suspirou – Mas estou aqui para pedir uma coisa de você.

-Lauren só aparece para pedir coisa. – Mani reclamou revirando os olhos. Lauren a ignorou e Dinah a olhou confusa.

-Eu vou atrás de Sofia. – Ela disse convicta, Mani olhou entre ela e sua namorada sem entender do que estavam falando.

-Longa história meu amor, Lauren... Ela tem um vida em Cuba, não poderia viver aqui, não tem parentes, não tem ninguém e é só uma adolescente sem família com uma avó louca. – Dinah falava rápido.

-Por isso mesmo, ela é uma criança que deve ter sofrido muito e Camz sente a falta dela, então eu vou atrás da garotinha, ela não deve ser difícil de lidar, vou ficar com ela. Ela tem quantos anos? Treze? Quatorze?

-Dezesseis. – Dinah sorriu fraco. – Acho que convencer ela a vir será difícil, mas posso lhe dizer onde elas estão morando.

Com as passagens em mãos, passaporte e duas malas pequenas, Lauren se encaminhou para o check-in quando ouviu chamarem por seu voo.

Em poucas horas chegara ao seu destino, alugou um carro treinando seu espanhol que ainda estava muito bom, afinal sua família ainda se comunicava usando a língua latina.

Por um momento Lauren permitiu-se pensar em Taylor e em Clara, sua irmã agora já grande deveria estar muito diferente, Lauren era a super heroína de Taylor, mas perderam o contato após a morte da mulher da policial, Tay gostava muito da moça e ambas sofreram com a notícia.

Lauren chegou ao endereço em alguns minutos, estava exausta da viagem, planejara comprar as passagens para retornar no dia seguinte se a garota aceitasse tudo, então procuraria um hotel para passar a noite.

A policial fitou a pequena e simples casa durante vários minutos, analisando a simples fachada e o pequeno jardim que estava lá por fazer. Decidiu sair do carro, ela usava o distintivo, poderia facilitar as coisas para a avó de Camila escutá-la. Ela foi até a porta e bateu três vezes na mesma.

Uma senhora com um ar arrogante e vestida de uma forma completamente largada abriu a porta e a olhou com desdém. Até seus olhos cruzarem o distintivo da policial. Ela é idêntica a Camila, o que difere é o tamanho, as curvas e claro, as expressões envelhecidas.

-O que o FBI está fazendo na minha casa? O que estão fazendo em Cuba? Volte para sua terrinha prepotente e me deixe em paz. – Dizia a velha fechando a porta. Lauren colocou o pé entre o batente e a porta, evitando-a que fechasse.

-A senhora tem sorte de eu não possuir nenhum mandado de busca, seria presa por essa reação, mas eu não estou aqui para isso. Vim em nome da senhorita Camila. – A senhora arregalou os olhos.

-O que foi que essa menina aprontou? Eu não tenho dinheiro para traze-la de volta. – Ela disse sem de fato demonstrar alguma reação.

-Me convide para entrar que lhe conto tudo, mas primeiro quero saber se Sofia está.

-Ela deve estar chegando da escola. Venha, venha, entre. – Entraram no ambiente e a casa era de fato muito simples, moveis e madeira antiga mostravam que não havia uma reforma naquela casa desde... Bom, desde sua construção.

-Bom, Camila se envolveu com coisa séria, mas ela se entregou para nós, o grande problema é que o pessoal que ela estave envolvida não deixou isso barato, ela segue em recuperação e teve uma melhora no quatro ontem pela manhã. – Lauren mentiu e suspirou, não passou despercebido pela senhora a sua frente. – O caso foi concluído, mas... – Lauren não conseguiu terminar. Uma lágrima escapou por seus olhos.

-Mas...? – A senhora estava tensa.

-Ela está em coma há sete semanas. – A senhora a olhou preocupada após Lauren ter uma pequena crise de choro, não sabia quem era aquela policial e nem ligava para o que ela achava, mas ela não queria uma estranha chorando em seu sofá ao sua indesejada neta rebelde chegar da escola.

-Olha, se veio aqui só para dizer isso, sinto muito, eu não me importo. – Aquilo atingiu Lauren de uma forma devastadora, Camila realmente não tinha ninguém. – Se eu precisar pagar por algo, ela vai ter que se virar porque não vai tirar um mísero centavo de mim. – Lauren se assustou pela forma como a senhora falou aquelas coisas, mas colocou sua melhor máscara de desdém e continuou.

-Na realidade, eu vim buscar Sofia. É um grande peso para a senhora, mas ela vai viver comigo em Miami até Camila se recuperar, ela terá melhores oportunidades lá, terá pessoas que possam amá-la.

Lauren não tinha percebido que a pequena adolescente estava atrás de si com um sorriso nos lábios.

-Vai me tirar daqui? – ela dizia ao contornar o sofá, Lauren não pôde acreditar, era a Camila ali, com menos bunda e com mais peitos, mas a semelhança era tão incrível que o queixo de Lauren caiu. – Mas o que aconteceu com a Kaki? Faz meses que ela não me manda uma mensagem, ela disse que as coisas ficaram difíceis no trabalho. – Dava para sentir o pesar em sua voz, Lauren explicou as coisas muito delicadamente enquanto a senhora bufava.

-Vá buscar suas coisas, pequena. Você vai comigo.

Nisso Lauren recebeu uma mensagem de Dinah.

“Faz esse favor se você preza pela Mila, vá até esse endereço e mande um presente para o Sr. e a Sra. Brooke. Mostre que seu departamento ainda tem um pouco de dignidade.”

Lauren nunca imaginaria que DJ fosse mandar aquilo, mas se tratava de sua melhor amiga morta. Sofia desceu em poucos minutos com várias malas e algumas outras coisas que deveriam ter alguma importância para ela.

-Eu vou voltar?

-Apenas se quiser, pequena. – Sofia sorriu largo mostrando os dentes muito brancos, o sorriso era identico ao de Camz. Se despediram rapidamente da senhora que não fez muita cerimônia com Sofia, ela parecia até... Aliviada?

-Cara, muito obrigada! Eu sonho com esse momento desde que Kaki foi embora. – Ela disse em inglês atraindo a atenção da policial.

-Pela Camila. – Ela disse simplesmente. – Mas ainda bem que eu simpatizei com você. – Ela deu um sorriso de canto, enquanto freiava em um farol. – Sofi, vou te pedir uma coisa...

-Sofi? – Ela perguntou com um sorriso nos lábios.

-Sim, Sofi. Você é da família agora e é assim que tratamos a família. Seu passaporte está em dia não é?  - Lauren perguntou do nada ao pensamento lhe passar por sua cabeça, a mais baixa concordou. – Ok, isso é ótimo. Vou pedir para você ficar no hotel, eu preciso resolver outra coisa com os Brooke, sabe onde moram?

Sofia concordou, Lauren fez check-in em um hotel simples e deixou Sofia lá, a garotinha passou o endereço do local para Jauregui que seguiu para lá temendo o que viria a seguir.


Notas Finais


Dei uma acelerada no tempo para iniciar a próxima fase da história que vai incluir o narco tráfico mexicano <3 já fiz várias pesquisas e eu acho que vou gostar de escrever. Agora me digam o que estão achando da antagonista? E o que os pais da Ally vão fazer com a Lauren?

O cap está pronto, se forem boazinhas eu posto antes de sair do estágio <3


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